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Dez Tipos de Alimentos Capazes de Agravar a Gastrite


Eles irritam as paredes do estômago e pioram a inflamação.
Quem sofre com a gastrite sabe bem o quanto incomoda a queimação, o aperto, a cólica e o estufamento que vira e mexe teimam em aparecer. 
Todas essas sensações fazem parte deste quadro inflamatório. O desconforto aparece, principalmente, na parte mais alta da barriga, na boca do estômago. 
Muitas pessoas, por desinformação sobre a doença, agravam os sintomas com uma alimentação inadequada e nem se dão conta do quanto que a comida pode irritar a mucosa gástrica. Alguns alimentos favorecem a secreção de ácido gástrico e, por isso, devem ser ingeridos com cautela, pois agridem as paredes do estômago. 
A seguir, veja quais são eles e saiba por que evitá-los. 

1.Produtos ricos em corantes e conservantes, como sucos em pó e salgadinhos. "Uma vez instalada a inflamação, esses condimentos tem um grande potencial de agravar ainda mais o quadro, pois causam a irritação da mucosa gástrica", afirma a nutricionista Amanda Epifânio, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen).

2. Gomas de mascar. Chicletes, com ou sem açúcar, também são nocivos. O estômago se prepara para receber o alimento sempre que mastigamos algo. Esse preparo envolve a produção de uma quantidade adequada de ácido para o processo digestivo. "Com a chegada do alimento, esse ácido desempenha sua função e não é lesivo à parede gástrica. Mas, ao mastigar a goma de mascar, o estômago é 'enganado'. Não ocorre a chegada de alimento na cavidade gástrica e, portanto, a quantidade de suco gástrico produzido pode ferir o estômago e fazer a gastrite atacar", adverte a nutricionista Amanda Epifânio.

3. Frituras e embutidos, como os salgadinhos de festa, salsicha, salame e mortadela. O efeito dos embutidos está associado à quantidade de corantes e conservantes que esses alimentos contêm, causando irritação da parede do estômago. Com as frituras, o processo é muito semelhante. "Preparações fritas, principalmente, de óleos reutilizados, causam grande irritação gástrica e agravam os sintomas da gastrite. Isto acontece porque eles produzem substâncias oxidantes que agravam a irritação gástrica", afirma Amanda Epifânio. Entretanto, essa irritação não se restringe apenas às frituras encharcadas. "As frituras sequinhas, com aparência inofensiva, são, em geral, fritas em gordura hidrogenada ou trans. Essa qualidade de gordura é a que mais irrita o estômago e tem um potencial de aumentar ainda mais a inflamação", conclui a especialista.

4. Carnes vermelhas. O estômago é responsável apenas pela digestão de alimentos protéicos, como as carnes, induzindo ainda mais a liberação das enzimas digestivas e podendo agravar a inflamação. Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, além das proteínas, as gorduras presentes em alguns cortes de carne, como a picanha, tornam a digestão mais lenta, deixando o alimento parado no estômago por um período maior, piorando assim os sintomas gástricos.

5. Leite e seus derivados, como iogurte, manteiga, requeijão e queijos. O leite e seus derivados fazem parte dos alimentos protéicos, e a alteração digestiva é semelhante à das carnes. Seu consumo nunca deve ser utilizado na tentativa de melhorar a dor gástrica, pois haverá uma melhora imediata em resposta à chegada de alimento no estômago, mas o agravamento da gastrite virá logo em seguida.

6. Açúcar e doces, como bolos, biscoitos recheados, sorvete e balas. O açúcar tem uma rápida digestão, podendo aumentar a fermentação intestinal e causar o desconforto gástrico. "As balas têm função semelhante a das gomas de mascar e os sorvetes, por serem à base de leite e ricos em gorduras, agravam ainda mais a gastrite", explica Amanda.

7. Condimentos fortes, como pimenta, temperos prontos, molho shoyu, catchup, mostarda. Ninguém em sã consciência colocaria uma gota de pimenta em uma ferida exposta, não é mesmo? O mesmo vale para o nosso estômago. "Na gastrite, há um processo inflamatório e o consumo de pimenta poderá ferir ou agravar a lesão inicial. Os demais molhos são ricos em conservantes e condimentos que também pioram o quadro", adverte a especialista

8. Cafeína, presente no café, nos chás preto e mate e nos refrigerantes à base de cola. Esta substância é um potente irritante gástrico e deve ser evitada durante o tratamento da gastrite.

9. Frutas cítricas, como laranja, mexerica, limão, maracujá, abacaxi e kiwi. De acordo com a nutricionista Amanda Epifânio, o teor de acidez das frutas cítricas pode agravar a lesão gástrica e causar dor.

10. Bebidas alcoólicas. O álcool também é extremamente agressivo à mucosa estomacal. Ele pode causar e/ou agravar um estado de inflamação.


PUBLICADO POR ROBERTA VILELA

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Úlcera Péptica


O que é?
Úlcera péptica é uma lesão que atinge a mucosa do trato grastrointestinal, geralmente estômago, piloro, duodeno e divertículo de Meckel, e pode ser diferenciada das erosões pelo fato destas não atingirem a submucosa e, portanto, não deixarem cicatriz ao se curarem.

Como acontece?
O desenvolvimento da ulceração é devido uma combinação de fatores, que variam desde virulência bacteriana,susceptibilidade genética de cada pessoa, fatores ambientais e outros co-fatores(tabagismo por exemplo).
A causas mais comuns de úlcera péptica é a infecção por Helicobacter pylori e uso de AINEs (ainti-inflamatórios não-hormonais).
A infecção do antro do estômago pelo H. pylori induz uma hipersecreção de ácido e liberação de gastrina. Como conseqüência desta maior oferta de ácido, haverá o desenvolvimento (ou ampliação se preexistentes) de áreas de metaplasia, as quais, então, poderão ser colonizadas pelo H. pylori levando à úlcera. Fatores genéticos e ambientais, além daqueles relacionados à virulência do microrganismo, poderão afetar a fisiologia gástrica e o desfecho da doença.
Os AINEs promovem lesão gastroduodenal por dois mecanismos: 1)efeito tóxico direto; 2)diminuindo as defesa da mucosa através da inibição da cicloxigenase, enzima-chave na síntese das prostaglandinas E e A, que estimulam a produção de muco e secreção de bicarbonato e aumentando o fluxo sangüíneo mucoso.
Outras causas mais raras são Síndrome de Zollinger Ellison,hiperpatiroidismo, doenças granulomatosas (doença de Crohn, sarcoidose), neoplasias (carcinoma, linfoma, leiomioma, leiomiosarcoma), nfecções (tuberculose, sífilis, herpes simples, citomegalovírus) e tecido pancreático ectópico.

O que se sente?
O paciente se queixa de dor epigástrica (estômago), tipo queimação, com ritmicidade, ou seja, com horário certo para seu aparecimento, ocorrendo 2 a 3 horas após a alimentação ou à noite, e cedendo com o uso de alimentos ou alcalinos. Pode ocorrer dor noturna, acordando o paciente à noite, entre meia-noite e 3 horas da manhã. Tem ainda um caráter periódico da dor, durando vários dias ou semanas, desaparecendo a seguir por semanas ou meses, para reaparecer meses ou anos depois, com as mesmas características anteriores.
Já o paciente com úlcera secundária a AINEs produz menos sintomas que a úlcera causada por HP, podendo ter de 30% a 40% dos pacientes assintomáticos.

Como o médico faz o diagnóstico?
O médico primeiro faz a suspeita clínica através de uma anamnese e exame físico completo, e a confirmação diagnóstica é realizada através da Endoscopia Digestiva Alta (EDA). Paralelo ao diagnóstico da cratera ulcerosa, impõe-se a pesquisa da presença do H. pylori, que pode ser feita durante a EDA através da biópsias (pesquisa histológica ou teste da uréase).
Existem meios não invasivos para pesquisa de H. pylori como o teste respiratório com uréia marcada com carbono 13 ou 14, determinação de antígenos fecais e por testes sorológicos com a pesquisa de anticorpos anti-HP.
Os testes de secreção gástrica, dosagem de gastrina sérica e ecoendoscopia são utilizados apenas em situações especiais ou em ambiente de investigação clínica.

Como se trata?
Sendo a maioria das úlceras secundárias à infecção pelo H. pylori, a abordagem terapêutica consiste, fundamentalmente, na erradicação do microrganismo. A estratégia hoje utilizada consiste na utilização de um anti-secretor, usualmente um inibidor de bomba protônica ou citrato de ranitidina bismuto (RBC), associado a dois antibacterianos por um período de 7 a 10 dias, sendo que a tendência atual é tratar inicialmente durante apenas sete dias.
O controle de cura da infecção deve ser realizado no mínimo um mês após o final do tratamento (preferencialmente dois a três meses). Nos pacientes portadores de úlcera gástrica, persiste imprescindível a realização de endoscopia digestiva de controle da lesão ulcerosa e coleta de material para estudo histológico confirmando a benignidade da lesão e a situação do H. pylori.

Quais as complicações?
Se não tratadas, podem ocorrer complicações em até 30% dos pacientes. As principais complicações são:
  • Hemorragia digestiva alta (20% dos pacientes) manifestada por melena (fezes negras, brilhantes, moles e particularmente mal cheirosas), hematêmese (vômito com sangue vivo ou tipo borra de café)ou por perda de sangue oculto nas fezes;
  • Perfuração (6%);
  • Obstrução piloro-duodenal (4%).

Como se previne?
Dentre os fatores para a prevenção, o principal deles é a eliminação do H. pylori. Deve-se também fazer exames periódicos para prevenir o número se recidivas.O uso indiscriminado de antiinflamatórios é outro ponto importante na prevenção, além de cessar o hábito de tabagismo.

Autores: Flávia Guimarães Porto, Dra. Delvone Freire Gil Almeida


Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Úlcera Péptica - Gástrica ou Duodenal

Úlceras: o estômago dá o alarme?
Você é o que come... Quantas vezes você já ouviu essa frase? Mas será que em todos os casos ela é totalmente verdadeira? A medicina, felizmente, evoluiu bastante para provar que nem sempre somos culpados por aquela dor de estômago que não nos deixa pegar no sono. Já sabe, por exemplo, que muitas úlceras são decorrentes de um quadro infeccioso que se instala no organismo, embora fatores como estresse emocional possam contribuir para o desenvolvimento da doença. Portanto, não se assuste se já estiver sentindo uma pontadinha preocupante no estômago...
Vamos conhecer a úlcera a fundo e saber como nos livrar dessa doença.

O que é a Úlcera?
Em primeiro lugar, é fundamental conhecermos muito bem nosso inimigo. A úlcera é uma lesão ou ferida profunda na mucosa que reveste o estômago e o duodeno. Comum tanto em homens como em mulheres, independentemente da faixa estária, as causas e o tratamento da doença sempre foram grandes desafios para a medicina. 

O que são Úlceras Pépticas?
São úlceras que atingem o estômago (úlcera gástrica) e o duodeno (úlcera duodenal).

Como é a progressão das Úlceras?
Começa-se como uma inflamação na mucosa do estômago, à qual se segue uma erosão e, por fim, a úlcera. Esta pode progredir, em casos mais graves, para uma úlcera perfurada, romper um vaso e provocar sangramento ou ainda, nos casos mais crônicos, cicatrizar e estreitar o final do estômago ou o duodeno.

Quais os sintomas?
Tudo geralmente começa com uma dor no abdome que aparece cerca de 2 a 3 horas após as refeições. Muitas vezes, a pessoa acorda com a mesma dor durante a noite, toma um copo de leite ou come alguma coisa e a dor passa. Isso é bem sugestivo de úlcera duodenal. Mas os sintomas não param por aí. Há queixas como náuseas, vômitos, perda de apetite, sensação de estômago cheio ou empachamento e, em casos mais graves, sangramento e hemorragia que podem acarretar anemia. Nos casos de sangramento muito intenso o sangue vivo pode ser visto no vômito ou então aparecer nas fezes negras.

Quais as Principais Causas?
Descobriu-se que uma bactéria chamada de H. pylori é a grande responsável pela causa das úlceras. Além dela, fatores como o fumo, o estresse e medicamentos antiinflamatórios não hormonais contribuem para o aumento excessivo do ácido clorídrico no estômago, o que também pode causar a doença. 

Quais as conseqüências de Úlceras não Tratadas?
Podem progredir para úlcera perfurada, o que permite a passagem do conteúdo gastroduodenal para a cavidade abdominal, causando dor intensa e endurecimento da barriga. Esses casos são de indicação cirúrgica.

Como saber se você tem Úlcera?
O exame mais solicitado pelo médico é a endoscopia, na qual um tubo pequeno com uma câmera na ponta é inserido na boca do paciente e conduzido até o estômago. Através desse exame, pode-se visualizar o problema e também colher amostras do tecido estomacal para análise mais detalhada.

Como tratar?
Inúmeras pesquisas fizeram com que o tratamento sofresse grande impulso nos últimos anos, descobrindo-se vários medicamentos novos, cada vez mais eficazes. O tratamento normalmente efetuado consiste em medicamentos que inibem a hiperacidez do estômago e antibióticos.

Dietas: Quando é necessário fazer?
Atualmente, os médicos fazem poucas restrições alimentares aos pacientes. Afinal, já existem alguns medicamentos antiulcerosos capazes de reduzir a acidez gástrica. No entanto algumas substâncias, como cigarros, bebidas alcoólicas e excesso de condimentos, devem ser evitadas, pois podem causar dor. Medicamentos como os antiinflamatórios são contra-indicados pois além de causarem sintomas podem, por si só, provocar o aparecimento de úlceras no estômago e no duodeno.

Fonte: www.astrazeneca.com.br

Azia - Causas

A queimação é a mesma, mas as causas variam de uma simples ressaca a doenças graves


A azia é uma sensação quase tão universal quanto a dor de dente. A queimação constante, porém, tem causas que merecem ser investigadas, pois podem esconder problemas graves. Nem sempre a comida ou a bebida são as responsáveis pelo incômodo provocado pelo abrasamento, aquela queimação que pode tomar conta do tubo digestivo e subir até alcançar a altura da garganta em ondas sucessivas. O "VESÚVIO" interno chega a durar horas. Há quem sinta dores agudas e insuportáveis, associadas à ardência. “Muita gente sofre durante anos sem identificar a origem real do problema”, explica o gastroenterologista Schlioma Zaterka, da Universidade Estadual de Campinas, um dos consultores do primeiro painel abrangente sobre o comportamento do brasileiro diante desse mal, que acaba de ser traçado por uma pesquisa de opinião pública feita pelo instituto Datafolha por encomenda da filial brasileira do laboratório farmacêutico inglês AstraZeneca. De cada dez pessoas entrevistadas, sete sofreram com algum tipo de ardência ou azia.
Como toda doença crônica benigna, a queimação costuma ter seu diagnóstico adiado pelo próprio paciente. Raramente se procura ajuda profissional para se livrar dela. Entre os enganos comuns está o de atribuí-la ao stress. “A tensão emocional pode ocasionar sintomas digestivos, como dor, má digestão e náuseas, mas sozinha não pode ser responsabilizada pela inflamação da mucosa do estômago”, explica o gastroenterologista Laercio Gomes Lourenço, da Universidade Federal de São Paulo. Veja no quadro abaixo os sintomas, as causas e os tratamentos do problema.
Sofrer sem saber o motivo é a atitude mais comum entre os atingidos. “Vale a pena investigar o porquê da queimação quando ela é muito freqüente”, diz o médico Thomas Szego, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Vale a pena também porque muitas das causas benignas das queimações podem ser diagnosticadas e tratadas com sucesso com o uso de novos remédios. Quatro tipos de distúrbio são capazes de provocar sintomas que se distinguem ligeiramente. Mas tais diferenças são fundamentais para a abordagem médica. Na primeira categoria, estão os casos de dispepsia funcional, ou seja, aqueles decorrentes da dificuldade de digerir o alimento, que incluem a azia. Em geral, é coisa passageira, nada que um antiácido comum não resolva imediatamente e o controle do excesso de comida e bebida não previna no dia-a-dia. Numa segunda categoria, encontram-se os casos de gastrite, uma inflamação na mucosa do estômago, o tecido que reveste o órgão. A gastrite aguda tem um ciclo de vida determinado e pode ser desencadeada pela ingestão de substâncias como bebidas alcoólicas ou pelo uso de remédios, especialmente os antiinflamatórios. Já a gastrite crônica dura um tempo prolongado e pode ser causada pela presença da bactéria H. pylori no estômago. As úlceras do estômago e do duodeno podem ser ocasionadas pela mesma bactéria e provocar os mesmos incômodos que a gastrite.
A quarta categoria é a mais interessante para a medicina por ser a que provoca ardência mais forte e cujo tratamento, uma vez descoberta a causa, é relativamente simples e sem efeitos colaterais sérios. Nela está o chamado “refluxo gastroesofágico”. O palavrão é usado pelos médicos para descrever um defeito que ocorre numa espécie de válvula que liga o esôfago ao estômago. O defeito deixa que os ácidos estomacais subam até o esôfago e a laringe. Ali eles literalmente queimam. O estômago não sofre com os ácidos, pois tem proteção natural contra eles. Essa proteção não existe na laringe e no esôfago. “Na maioria dos pacientes com refluxo, as mudanças comportamentais e alimentares, aliadas ao tratamento com remédios para controlar a produção de ácido gástrico ou agir sobre a pressão da válvula entre o esôfago e o estômago, são suficientes”, explica o gastroenterologista e endoscopista Flávio Antonio Quilici, professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, também consultor na pesquisa da AstraZeneca. 


Os excessos na alimentação nem sempre explicam o incômodo

O refluxo pode estar associado a outras doenças, que em várias situações exigem cirurgia, como a hérnia de hiato e o esôfago de Barrett, condição séria que aumenta o risco de câncer na área. A abordagem mais recente é a proposta pela droga Nexium, fabricada pelo laboratório que elaborou a pesquisa citada nesta reportagem. Como alguns de seus concorrentes no mercado, o Peprazol (do laboratório Libbs), o Pantozol (Byk), o Prazol (Medley) e o Pariet (Janssen-Cilag), o novo remédio faz parte de uma família de medicamentos destinados a barrar a produção de ácido clorídrico no estômago.
Nesse cenário de sintomas que se cruzam, as queimações no estômago e no esôfago assemelham-se a outras doenças. As dores de cabeça, por exemplo, aparecem ligadas a males diferentes, como enxaqueca, sinusite e problemas de visão. As dores nas costas, além de denunciar erros de postura, podem ser sinal de algo mais sério, como um cálculo nos rins ou hérnia de disco. Se o local visado é a parte inferior da barriga, quem sabe haverá infecção urinária ou apendicite. São situações que, apesar de familiares a grande parte das pessoas, geram mal-entendidos por não terem só uma explicação para suas raízes.
 
Fonte: Fernanda Colavitti - Revista Veja

Helicobacter pylori

Helicobacter pylori é uma bactéria Gram negativa, microaerófila e espiralada que sobrevive abaixo da camada mucosa do estômago onde fica protegida da ação do suco gástrico. Embora metade da população mundial esteja infectada com este microrganismo, 80% permanecem assintomáticos.

A descoberta da bactéria Helicobacter pylori em 1983 por Marshall e Warren, revolucionou as hipóteses para a patogenia da maioria das afecções gástricas e desencadeou uma série de pesquisas, especialmente no campo da  oncologia. A Organização Mundial de Saúde (OMS), baseada em estudos epidemiológicos, classificou esta bactéria como "carcinógeno grau I" em 1994. Estima-se que o H. pylori esteja presente no estômago de pelo menos metade da população do mundo. A infecção freqüentemente permanece ao longo da vida e pode evoluir com manifestações clínicas e histológicas diversas, variando de indivíduos assintomáticos a indivíduos sintomáticos, com manifestações  que vão de gastrites, uúlceras duodenais, úlceras gástricas, aos adenocarcinomas e linfomas gástricas tipo MALT.
A importância clínica da infecção por H.pylori é inegável, pois está associado ao desencadeamento da maioria das úlceras duodenais e gástricas. Existem fortes evidências de que este micoorganismo aumenta drasticamente o risco de câncer de estômago, o que determina uma alta mortalidade.
A prevalência da infecção e o modo de transmissão varia entre grupos populacionais.  Em países desenvolvidos a transmissão direta pessoa-pessoa parece predominar, enquanto em países em desenvolvimento a rota fecal-oral e a água contaminada têm maior impacto. Muitos estudos destacam a importância da transmissão intrafamiliar e da má condição socioeconômica na aquisição dessa bactéria. Entre adultos de meia idade nos países em desenvolvimento a prevalência é em média de 80 a 90% e em países desenvolvidos é menor que 40%. A prevalência em indivíduos sadios no Estado de São Paulo é de 65,5%; apresentando correlação com a raça, idade, exame endoscópio prévio, áreas populosas, tipo de água, falta de saneamento durante a infância, baixa renda e educação. Um estudo avaliou a prevalência  da infecção por H. pylori (Hp) na população infantil no Brasil comparou crianças  de famílias de alta renda e de baixa renda de Belo Horizonte e constatou que , enquanto 18 de 30 crianças de família de baixa renda (menos de 2 salários mínimos/mês) estavam infectadas (cerca de 60%), somente 3 de 48 de alta renda eram Hp positivas (6,2%).
Os indivíduos acometidos pelo Hp podem não apresentar qualquer sintoma ou apresentar sintomas chamados dispépticos como náuseas, inapetência, estufamento, digestão difícil dos alimentos, gases, etc. Outros sintomas incluem dor intensa tipo queimação ou vazio no estômago geralmente secundário a uma gastrite ou úlcera que pode ser gástrica ou duodenal.
Entre os principais métodos de diagnóstico do H. pylori podemos citar aqueles testes que exigem endoscopia com o teste rápido da urease (CLOtest e outros), observação ao microscópio de lâminas histológicas coradas pelo método de Giemsa e exame cultural. Dentre os testes que não exigem endocospia, destacam-se o teste respiratório e a pesquisa de anticorpos no sangue ( embora de pouco valor clínico e sem  valor para verificar o êxito do tratamento é, no entanto, útil em estudos epidemiológicos). Quanto ao tratamento, o mesmo é feito com uso de antibióticos prescritos pelo médico especialista.

Fonte: profjabiorritmo.blogspot.com

Endoscopia Digestiva Alta ou Esofagogastroduodenoscopia

Entendendo o que é a endoscopia alta (EDA)
Adaptado do modelo de Cotton (1996)

É um exame que permite visualizar o esôfago, estômago e duodeno até a 2ª porção, considerada a primeira parte do intestino. Realiza-se introduzindo-se um tubo flexível, através da boca, sob sedação. Esse tubo contém uma lente, luzes e um canal onde o médico poderá trabalhar para coletar material ou realizar algum tratamento.

Preparo

O estômago deverá estar vazio. Não coma nem beba nada 8 horas antes do exame. As medicações podem ser tomadas com pequenos goles de água, 1 hora antes do horário agendado. “Não tome antiácido.”

O que acontecerá

O médico e/ou a enfermeira fará uma entrevista, investigando possíveis patologias, reações alérgicas, cirurgias anteriores e se já realizou exame de endoscopia anteriormente. Caso afirmativo, o laudo se faz necessário. Você precisará colocar uma vestimenta do hospital, remover seus óculos, lentes de contato e prótese dentária.

Como é realizado

Na sala de exame você será colocado numa posição adequada, ou seja, deitará sobre o lado esquerdo. Será oferecida uma medicação oral “luftal” para eliminar bolhas de ar; facilitando a visualização do estômago e do duodeno. Um protetor plástico será colocado entre seus dentes para manter sua boca aberta durante o exame. Um tubo flexível, fino e pequeno será passado através de sua boca. Por meio dele, o médico será capaz de identificar qualquer anormalidade que possa estar presente, inclusive pesquisar amostras de tecido (biópsias) colhidas durante o exame para análise laboratorial detalhada. Não causa dor. Alguns tratamentos podem ser realizados pela endoscopia. Estes incluem dilatação de uma área estreitada do esôfago, estômago e duodeno, remoção de pólipos, objetos deglutidos e tratamento de vasos sangrantes e úlceras por injeção interna ou aplicação de calor (usando corrente elétrica diatermal, laser, argônio ou heater probe).
Um anestésico tópico (spray) será “borrifado” na sua garganta, permitindo a passagem do aparelho sem provocar dor ou náuseas.
Uma medicação para relaxar ou mesmo um anestésico será aplicado na veia momentos antes de iniciar o exame, para fazer você adormecer. Essa medicação provoca sono e esquecimento por algum tempo. Por isso você não deve dirigir após o exame ou realizar tarefas que necessitem de atenção, como operar máquinas ou tomar decisões importantes, já que a sedação diminui seus reflexos e seu raciocínio. Deve vir acompanhado de uma pessoa que lhe conduza para casa.

Tempo do exame

É um exame rápido; dura, em média, 15 minutos e é indolor.

Após o procedimento

Você irá permanecer na endoscopia em torno de 30 minutos, até a neutralização completa dos efeitos do sedativo e/ou anestésico. Sua garganta pode ficar adormecida ou levemente irritada. Você não deve comer ou beber até que seu reflexo de deglutição esteja normal. Depois disso, você pode retornar à sua dieta regular, a menos que seja aconselhado a fazer o contrário. Você pode sentir gases ou pequena distensão abdominal, pelo ar que foi introduzido através do endoscópio; contudo, isso passará rapidamente.

Riscos

As complicações são raras, menos de 1 para 1.000 exames. Podem ocorrer complicações, tais como: reações a medicações, perfurações (rasgos) e sangramentos, necessitando de tratamento ou de cirurgia. Essas complicações estão mais relacionadas ao procedimento terapêutico.

Questões / Dúvidas

É importante que você informe ao seu médico se ocorrerem, dor, fezes pretas, febre ou vômitos nas primeiras 24 horas após o exame. Caso ainda tenha dúvida sobre o exame, você poderá entrar em contato com a enfermeira da unidade de endoscopia.