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DÚVIDAS SOBRE COLELITÍASE - PEDRA NA VESÍCULA BILIAR


Publicado por Dr. Nemer Hajar

Colelitíase ou pedra na vesícula é a presença de cálculos na vesícula biliar.
Esses cristais ou cálculos podem ocorrer em diversas porções do trato biliar, como o ducto colédoco (causando Coledocolitíase) e a vesícula biliar. Os cristais podem obstruir o trato biliar, causando icterícia, e o ducto pancreático, levando à pancreatite. A colelitíase se trata especificamente da formação desses cristais na vesícula biliar.
A vesícula biliar tem o formato de pêra, com tamanho aproximado de 10 cm. Está localizada perto do fígado e tem como função o armazenamento da bile. A bile é produzida pelo fígado e é levada até a vesícula biliar para ser armazenada e eliminada na presença do alimento, principalmente rico em gorduras.
A doença afeta cerca de 20% da população mundial e é cercada de muitos mitos. Para esclarecer as principais dúvidas sobre a questão, imagemro.com conversou com a médica cirurgião Nathália Tabalipa da Silva que atende na Clinica Gastro Cirúrgica.
AS PEDRAS SÃO SEMPRE IGUAIS? Há diferentes tipos e tamanhos de pedras (cálculos). Os Cálculos são formados do aumento na concentração de gordura (90%), e ou sais biliares na bile. A razão da formação dos cálculos ainda não é bem conhecida.
AS PEDRAS PODEM SE DISSOLVER TOTALMENTE? Os medicamentos ajudam a dissolver a solução dentro da vesícula, no entanto, leva de seis meses a um ano, é caro e nem sempre resolve o caso. Não existe nenhuma solução capaz de dissolver os cálculos. Diante disso a remoção cirúrgica da vesícula, ou colecistectomia, é o tratamento eficaz.
TODOS TEMOS O MESMO RISCO DE TER PEDRAS? O risco aumenta com a idade, obesidade, mulheres com múltiplas gestações e que fazem uso de anticoncepcional. Mulheres entre 20 e 60 anos tem 3x mais chance que a população masculina.
A CIRURGIA DE VESÍCULA RETIRA SOMENTE AS PEDRAS E PODE SER FEITA A LASER? A colecistectomia consiste na retira de toda a vesícula biliar. Realizada da forma convencional por uma incisão abdome ou videolaparoscopia com minincisões e auxilio de um sistema de vídeo e não laser.
AS PESSOAS ENGORDAM APÓS A CIRURGIA? Não há fundamento científico, é boato.
O FATO DE RETIRAR A VESÍCULA AFETA O FUNCIONAMENTO DO FÍGADO OU INTESTINO? Não afeta de modo algum, alguns pacientes podem apresentar aumento nas evacuações no primeiro mês.
O alerta é que a prorrogação do tratamento cirúrgico só aumenta o risco de desenvolver colecistite (inflamação da vesícula), coledocolitiase, pancreatite, e também complicações cirúrgicas, que vão desde dor, infecção na ferida, sangramento, deiscência (soltura) dos pontos, lesão hepática, lesão intestino, icterícia (amarelão), lesão colédoco, infecção generalizada, e óbito.
Fonte: Imagemro.com

Retratação da Internet Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas neste website, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitui o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.

Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os vinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponibilizamos neste site.

Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliaçã

Dieta da Hérnia de Hiato


Publicado por Dr. Nemer Hajar

A hérnia de hiato, também conhecida como hérnia hiatal, acontece quando parte do seu estômago incha através do seu diafragma no seu hiato, que é por onde passa o esôfago. Isso acontece quando os músculos e tecidos do seu hiato estão fracos. Viver com hérnia hiatal pode ser difícil porque constantemente se experimentam queimações -- aquela sensação desconfortável de queimação abaixo do osso do peito. Seguir uma dieta para refrear essa condição tornará sua vida mais fácil.

Comidas a se evitar

Várias comidas diferentes agravarão sua queimação. Suco de laranja, limonada, suco de tomate, suco de toranja e o arando devem ser evitados. Batata e cebola frita também deve ser evitados, assim como a carne moída, nuggets de frango ou qualquer comida frita. Os produtos lácteos a serem evitados são o sorvete, creme de leite azedo, milk shakes e requeijão. Evite macarrão e queijo, espaguete com molho vermelho e salada. Licor, vinho, café e chá também agravarão sua hérnia hiatal. Chocolate, rosquinhas, salgadinhos de milho e salgadinhos de batatas também estão na lista.

Comidas seguras

Você pode estar se perguntando o que sobrou. Maçãs e bananas não agravarão sua hérnia hiatal. Batatas assadas, brócolis, repolho, cenoura, feijão verde e ervilhas são seguros para comer, assim como carne moída magra, bifes magros, frango ou peito de peru, clara de ovo ou substitutos de ovos e peixe. Queijo, desde que seja baixo em gordura, é bom para sua dieta. Pão, farelo de cereal, pão de milho, aveia e arroz são alimentos excelentes para a sua dieta. Para beber, a água mineral não perturbará sua hérnia hiatal.

Boas dicas

Não coma demais. Isso alargará seu estômago e relaxará sua válvula esofágica. Não coma rápido demais e mastigue completamente sua comida, senão seu estômago terá que produzir mais ácido para descompor o alimento. Tome um copo d'água 30 minutos antes de sua refeição. Isso ajudará o processo digestivo e reduzirá a queimação. Faça cinco refeições por dia, ao invés de duas ou três. Longas refeições aumentam seu estômago e fazem com que ele produza mais ácido, algo que você quer evitar. Faça sua última refeição do dia três horas antes de ir dormir. Até lá, a maioria da comida ingerida já estará no intestino e não estará mais causando refluxo ácido.
Fonte:  http://www.ehow.com.br

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Cirurgia de Vesícula Biliar Videolaparoscópica

Colecistectomia Video from Nemer on Vimeo.

Dieta Rica em Gordura e Carboidratos Eleva Risco de Pedras na Vesícula

Uma forte dor no estômago surge de repente. Quando se torna mais aguda, é sentida também na região das últimas
costelas à direita. O desconforto diminui e aumenta de intensidade, como uma cólica, e acaba irradiando-se pelo abdome superior e pelas costas. Em seguida, dependendo da gravidade do caso, o paciente pode sentir até enjoos e vômitos.
Esse cenário de dor e desconforto pode ser indicativo de várias doenças que possuem sintomas semelhantes, daí a necessidade de buscar auxílio de um médico clínico tão logo surjam os primeiros sintomas. Na lista de patologias estão desde o cálculo renal (que provoca dores terríveis, segundo relato de médicos e pacientes) até mesmo os prosaicos gases, que incomodam quem convive com o problema.
As dores relatadas no início da matéria podem ser provocadas também pelos chamados cálculos biliares ou, como prefere a população, por “pedras” na vesícula. A função da vesícula biliar é armazenar a bile produzida pelo fígado e lançá-la quando a comida contendo gordura entra no trato digestivo. Já o cálculo biliar é formado por cristais agrupados na vesícula, que podem ser pequenos como um grão de areia ou grandes como uma bola de gude.
A literatura médica constata que entre 10% e 20% das pessoas com idade entre 35 e 65 anos têm cálculos na vesícula. “A doença afeta mais as mulheres em idade fértil. Algumas das possíveis causas são o descontrole hormonal, a obesidade, o efeito sanfona (processo constante de ganho e perda de peso), a idade e a presença de diabetes", explica o cirurgião Robério Melo, coordenador de Cirurgia da Urgência 24 horas . “Ainda assim, qualquer pessoa sem este perfil pode vir a ter o problema”, acrescentou.
A bile produzida no fígado é uma mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, que é responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos. Por isso, o excesso de gordura na alimentação pode afetar à vesícula.
Os cálculos (cristais) que se formam na vesícula biliar podem não causar sintomas num primeiro momento mas, quando ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino, as dores são inevitáveis. Essa obstrução provoca a cólica biliar, que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome, nas costas e até mesmo na região entre as omoplatas.
“A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, é comum voltarem à vesícula ou serem empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui”, esclarece Robério Melo. “A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e depois diminui, podendo ou não haver febre, náuseas e vômitos”, alerta.
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns desses fatores são dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras; vida sedentária, que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol); diabetes; obesidade; hipertensão (pressão alta); tabagismo (fumo); uso prolongado de anticoncepcionais; predisposição genética; e elevação do nível de estrogênio, o que explica a incidência maior de cálculos biliares em mulheres. “É importante discutir com o médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal”, orienta Robério Melo. O tratamento adequado é a cirurgia por videolaparoscopia, que requer um dia de internação hospitalar. Outras opções são o uso de ondas de choque e medicamentos, porém sem resultados promissores.
Fonte: Ascom Santa Casa

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Como Prevenir Doenças da Vesícula Biliar


Dez a 20% dos adultos com mais de 40 anos têm cálculos biliares, qualquer muitos têm sem sintomas. Grandes quantidades de gordura faz a vesícula trabalhar mais e podem resultar na formação de cálculos biliares.


Instruções

  1. Coma uma dieta de baixo teor de gordura, baixo colesterol. Quando você come uma grande quantidade de gordura, a bile se torna supersaturada com colesterol. A bile pode se transformar em pedras e agir como um irritante, produzindo inflamação na vesícula biliar.
  2. Escolha monoinsaturada gorduras como canola e azeites, quando você come gordura. Eles quebram mais facilmente.
  3. Perde peso se você está com sobrepeso. Excesso de peso resulta em maiores flutuações de açúcar no sangue e níveis de insulina. Isto pode predispor uma pessoa para o desenvolvimento de cálculos biliares.
  4. Limite de açúcares refinados. Eles causam flutuações de açúcar no sangue e níveis de insulina, que podem conduzir a cálculos de vesícula biliar.
  5. Exercício. Um estudo mostrou que homens que exerceu por via aeróbia 30 minutos por dia, cinco dias por semana, tiveram um risco 34% reduzido de cálculos biliares.
  6. Evite jejuns ou dietas de ultra baixa caloria. Rápida perda de peso diminui o fluxo de bile, causando um aumento do risco de cálculos biliares desenvolvendo.
  7. Considere o café. Em um estudo de homens que beberam mais de quatro xícaras de café por dia, foi reduzida a incidência de colelitíase.
  8. Converse com seu médico sobre contraceptivos orais ou terapia de reposição de estrogênio, se você estiver tomando qualquer um. Pela adição de estrógeno para seu sistema, você pode ser levemente superestimulado a eliminação da bile do seu sistema.

Dicas & Advertências

Os diuréticos tiazídicos foi mostrado para aumentar ligeiramente o risco de cálculos biliares.
Pequenas quantidades de álcool tem mostrado para reduzir o risco de desenvolvimento de colelitíase em mulheres em 20 por cento.
Coma muita fibra, o que auxilia a digestão e o metabolismo das gorduras.
Se você tiver quaisquer perguntas ou dúvidas, entre em contato com um médico ou outro profissional de saúde antes de se envolver em qualquer atividade relacionada à saúde e dieta. Esta informação destina-se não como um substituto para aconselhamento médico profissional ou tratamento.
FONTE:  http://www.fuguitang.com/como-prevenir-doencas-da-vesicula-biliar.html

Retratação da Internet
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Vesícula Biliar

Publicado pelo Dr. Nemer Hajar
Tudo que se segue tem por objetivo fazer com que você entenda os sintomas da doença produzida pela vesícula, os sintomas, as causas mais comuns e as opções de tratamento.

Identificando se o seu problema é  de vesícula:

Você já teve dor no seu abdômen de grande intensidade, talvez acompanhada de náuseas (enjoô) e/ou vômitos? Estes sintomas normalmente acontecem após as refeições ? Esta pode ser a sua primeira crise de vesícula. Sintomas deste tipo podem significar que você tenha pedras na vesícula. Procure seu médico para alívio da sua dor.

Quem desenvolve problemas de vesícula?

Não sabe-se ainda ao certo porque certas pessoas apresentam problemas na vesícula. Alguns estudos comprovam que estão relacionada a alterações do metabolismo do colesterol, outros de que o problema ocorre por infecções da vesícula.Algumas pessoas apresentam mais problemas na vesícula do que outras; são elas:

- Mulheres acima de 40 anos.

- Mulheres que ficaram grávidas. A cada gravidez aumenta a chance de se desenvolve pedras na vesícula.

- Homens e mulheres que se encontram acima do peso. (Perder peso muito rápido também aumenta o risco).

- Pessoas que ingerem grande quantidade de enlatados, gordura animal e frituras.

- Pessoas com algum familiar próximo que tem/teve problemas de vesícula.

Até  começar a ter problemas na vesícula, provavelmente você nunca deu muita atenção a ela. Sua vesícula armazena bile, líquido produzido pelo fígado (FIGURA 1 FOTO A ANATOMIA DA VESÍCULA).


Figura 1: Anatomia da vesícula

A bile atua como um “detergente” dissolvendo as gorduras e certos alimentos ajudando  no processo digestivo. Quando o alimento chega ao seu estômago, um estímulo é produzido para que a vesícula se contraia e libere lentamente a bile para o intestino. Se sua vesícula estiver com pedras (cálculos), elas podem bloquear a saída da bile. O resultado será dor, havendo possibilidade até de se desenvolver sérios problemas (FIGURA 2).


Figura 2: Pedras na vesicula produzindo dor.

Como é uma vesícula normal?

Sua vesícula é um pequeno órgão que tem o aspecto de uma bola de encher. Está localizada abaixo do fígado, no alto à direita de seu abdômen (FIG 1. FOTO ANATOMIA). Basicamente a vesícula armazena a bile que vem do fígado. Quando você se alimenta, principalmente de alimentos gordurosos, a vesícula é contraída e elimina a bile por pequenos canais até o intestino. A bile então irá ajudar na digestão.

Como a bile ajuda na digestão?  

O seu fígado é que produz a bile. Ele a envia para outras partes do sistema digestivo através de um pequeno canal que comunica o fígado à primeira porção do intestino, denominado colédoco. Entre o fígado e o intestino este canal se comunica com a vesícula. A maior parte da bile vai para o intestino. Apenas parte dela é que vai para vesícula.

Sua vesícula armazena uma pequena quantidade de bile até ser solicitada para ajudar na digestão. A bile tanto entra quanto saí da vesícula através de um pequeno canal denominado ducto cístico.

O seu estômago e duodeno "avisam" sua vesícula para se contrair e eliminar a bile quando você ingere alimentos, principalmente, gordurosos. A bile então se mistura com os alimentos no duodeno. Seu pâncreas adiciona também seus sucos digestivos e o processo digestivo continua no intestino.

Pedras ou cálculos da vesícula: o problema mais comum da vesícula. 

A vesícula contém no seu interior, a bíle que é composta por uma série de componentes químicos, tais como água, colesterol, bilirrubinato etc., normalmente, balanceados. Eles podem ficar em desequilíbrio e se tornarem sólidos (como um sedimento no fundo de um copo), formando as chamadas pedras ou cálculos (Figura 2). Existem basicamente dois tamanhos de “pedras”: Os pequenos ou microcálculos e os cálculos grandes. Os microcalculos normalmente são mais “perigosos” porque podem sair da vesícula e, consequentemente, entupirem o sistema de drenagem da bile e isto pode ocorrer tanto na saída da vesícula e levará à distensão da vesícula e dor, como poderá seguir pelo canal que leva a bile para o intestino e obstruir a porção final deste canal. Neste caso, as consequências podem ser ainda piores, pois o canal que drena os líquidos produzidos no pâncreas, também desenboca nesta mesma região, portanto se o microcálculo obstruir esta saída tanto o pâncrea quanto a vesícula e o fígado não poderam drenar a bile e os líquidos do pâncreas para o intestino e consequentemente poderá ocorrer infecção na bile e no pâncreas causando a pancreatite, que pode ser leve ou muito grave. O tratamento mais utilizado em todo mundo para calculos na vesícula é o da retirada da vesícula por vídeolaparoscopia, denominada colecistectomia.

O Diagnóstico:

Normalmente, o médico ao perceber sintomas que sugiram problemas na vesícula solicita uma ultrassonografia do abdomen. Através deste exame, ele consegue visualizar a vesícula e na, maior parte das vezes determinar ou não a presença de pedras na vesícula (FIGURA 3 ULTRASSON).

Figura 3: Ultrassonografia visualizando a vesícula com pedra.

O diagnóstico e tratamento precoce dos cálculos da vesícula são as melhores opções para uma resolução com sucesso, sem consequências graves. Portanto, sempre procure um médico para se manter saudável.

O que é Colecistectomia videolaparoscópica:

A retirada da vesícula é denominada Colecistectomia. Esta retirada pode ser feita pelo método convencional ou seja por cirurgia que realiza uma incisão (corte) no abdomen (COLOCAR FOTO cirurgia aberta) ou cirurgia vídeolaparoscópica.

Figura 4: Foto cirurgia convencional/aberta.


Figura 5: Cirurgia Laparoscópica. Observe que o cirurgião opera, olhando em um monitor, as imagens internas da cirurgia.

No entanto, o acesso mais utilizado em todo o mundo para a retirada da vesícula é através da chamada Vídeolaparoscopia. Este acesso, diferentemente, das cirurgias abertas ou com incisões grandes no abdomen, utiliza pequenas incisões e, através delas, é insuflado na cavidade abdominal CO2 por uma agulha (Figura da Insuflação e Figura do Pneumo).

Figura 6: Insuflação do Abdomen.


Figura 7: Foto externa da insuflação  do abdomen( denominada Pneumoperitoneo). Observe que através de uma fina agulha injetamos ar(CO2) para criarmos um espaço “dentro” do abdomen.

Logo após que é criado, com o ar, espaço para visualizarmos com segurança os orgãos internos, são colocados alguns pequenos tubos, denominados trocarters e através destes é colocado uma microcâmera de altíssima resolução e pinças (Figura 8).


Figura 8: Retirada da vesícula por vídeolaparoscopia. Observe a camera com a luz e as pinças para retirada da vesícula(em verde).

Através de um monitor, o cirurgião acompanha todas as etapas da cirurgia até a retirada da vesícula (Figura 9).


Figura 9: Aspecto do cirurgião operando, observando o monitor.


Figura 10: Figura da retirada da vesícula

As vantagens deste método são a segurança e principalmente a recuperação mais precoce para as atividades do dia-a-dia.  
   
Figura 11: Alguns casos específicos.
  
Durante ou até mesmo antes da cirurgia podem ser identificado, cálculos no canal que leva a bile para o intestino. Em alguns casos, estas pedras não estão obstruindo este canal, mas devem ser retiradas. Esta retirada pode ser feita por cirurgia ou por endoscopia. Através da endoscopia   é possível chegar até a “saída” deste canal no intestino e fazer um corte para ampliar esta abertura e ,também, retirar os cálculos (Figura CPRE).
  
  
Figura 12: Figura do Endoscópio(tubo preto) dentro do intestino, fazendo a retirada do cálculo que esta no canal que traz a bile(em verde). Observe que ha um outro canal à direita(em rosa). Este canal é o que traz os sucos digestivos do pâncreas, portanto caso a pedra proveniente da vesícula obstrua a saída dos canais, além de inflamar a vesícula, também poderá inflamar o pâncreas. Portanto, caso a pedra proveniente da vesícula obstrua a saída dos canais, além de inflamar a vesícula, também poderá inflamar o pâncreas causando pancreatite.
  
Retratação da Internet

Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.

Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.

Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação.
 
Fonte:http://www.cidpitombo.com.br


PEDRA NA VESÍCULA – COLELITÍASE | SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO


Colelitíase é a presença de cálculo (pedra) no interior da vesícula biliar. A vesícula biliar tem o formato de pêra, com tamanho aproximado de 10 cm. Está localizada perto do fígado e tem como função o armazenamento da bile. A bile é prozuzida pelo fígado e é levada até a vesícula biliar para ser armazenada e eliminada na presença do alimento, principalmente rico em gorduras. 
A contração da vesícula biliar ocorre quando temos a presença de alimentos no intestino sendo a bile assim despejada e misturada no duodeno (parte inicial do intestino delgado) com o alimento que veio do estômago.



Algumas perguntas que serão respondidas neste texto:
  • O que é Colelitíase?
  • Quais são os tipos de cálculos biliares?
  • Quais o sintomas da Colelitíase?
  • Como ocorre o cálculo na vesícula?
  • Qual o exame fazer na suspeita de cálculo na vesícula?
  • Qual o tratamento da Colelitíase?
Para iniciarmos este texto devemos conhecer a árvore biliar (locais onde a bile transita). Como já dito, a bile é produzida no fígado e é jogada em pequenos canalículos (via biliar intra-hepática), em seguida cai na via biliar extra-hepática e em seguida para a vesícula biliar.
Árvore biliar = vesícula biliar, ducto cístico, ducto hepático direito e esquerdo, ducto hepático comum e colédoco
Via Biliar extra-hepática = ducto hepático direito e esquerdo, ducto hepático comum e colédoco
O ducto hepático comum é formado pela confluência do ducto hepático direito e esquerdo que se encontra com ducto cístico formando o colédoco que desemboca na parede duodenal. Na junção do colédoco com o ducto pancreático forma-se a ampola de Vater.
Tipos de cálculos biliares:
Existem 3 tipos de cálculos (de colesterol, bilirrubinato de cálcio e marrom), sendo que 2 deles são formados no interior da vesícula biliar, são eles:
Cálculo de Colesterol: é a composição da maioria dos cálculos, sendo que normalmente não é puramente de colestrol, tendo o cálcio como outro componente. Tem como fator de risco: mulheres, obesidade, multíparas (mulheres que tiveram muitos filhos), história na família, hipertrigliceridemia (aumento do triglicerídeos no sangue), gestantes, etc.
Cálculo de Bilirrubinato de Cálcio (calculo preto): é o 2º cálculo mais comum, sendo mais comum em doentes que tem destruição das hemáceas (hemólise crônica) como: anemia falciforme, esferocitose entre outras.
O cálculo de pigmento marrom ou castanho equivale a 5% dos cálculos e não é formado na vesícula biliar, sendo normalmente formado no colédoco que possui deformidades (estreitamento, obstrução…).
Como ocorre o cálculo na vesícula biliar?
Normalmente a capacidade da vesícula biliar é de somente 40- 50 ml, sendo que são produzidos diariamente 600 ml de bile. A vesícula biliar só consegue armazenar essa quantidade de bile devido a sua capacidade de absorção, ela absorve água e eletrólitos concentrando a bile entre 5 a 10x. Essa concentração pode afetar a solubilidade de dois importantes componentes dos cálculos biliares: colesterol e cálcio. O cálculo ocorre devido o aumento da concentração de colesterol e cálcio.
SINTOMAS:
A maioria dos pacientes com cálculos biliares não manifestará qualquer sintoma durante a vida. A taxa de aparecimento de sintomas é de apenas 1% ao ano nos doentes assintomáticos.
Porém quando se tem sintoma ele se manifestará através da cólica biliar, que se dá quando o cálculo fica preso na saída da vesícula biliar (infundíbulo ou no ducto cístico) transitoriamente (4-6h). Quando o cálculo fica impactado por mais de 4-6h teremos um outro quadro chamado de colecistite.
A cólica biliar é uma dor aguda e contínua, caracteristicamente localizada na topografia de vesícula biliar ou acima do umbigo, podendo apresentar irradiação para a escápula direita. Muitas vezes a dor ocorre após refeição com alimentos gordurosos, refeição que se segue a jejum prolongado ou mesmo após uma refeição habitual.
O motivo da dor é sempre a obstrução da luz da vesícula por um cálculo. Uma associação com a alimentação ocorre em somente 50% dos casos. No restante dos pacientes, a dor não é relacionada com a alimentação e  tem inicio no período noturno, acordando o paciente de seu sono. A duração da dor é tipicamente de 1-5h.As crises raramente persistem por mais de 24hs ou por menos de 1 hora. Se persistir por mais de 24h deve-se pensar em inflamação aguda ou colecistite.

Os episódios de cólica biliar se repetem em intervalos de dias ou meses, sendo normalmente menos freqüentes do que 1 crise por semana. Outros sintomas como náuseas e vômitos comumente acompanham cada episódio (60-70% dos casos).
DIAGNÓSTICO:
O primeiro exame a ser solicitado na suspeita de Colelitíase é a Ultrassonografia. Além de visualizar os sistemas biliares intra e extra-hepáticos (revelando dilatações), ainda permite a observação do fígado e do pâncreas.



TRATAMENTO:
Quando o paciente não possui sintomas do cálculo biliar, a cirurgia (colecistectomia) não está indicada, exceto quando: o cálculo é maior que 3 cm, está associado a pólipos, vesícula em porcelana, anomalia congênita da vesícula, microesferocitose.
Já nos pacientes que apresentam sintomas (cólica biliar) deverá ser realizada a remoção cirúrgica da vesícula (colecistectomia).

Fonte: Eduardo de Carvalho - medfoco.com.br
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Pedra na Vesícula - Quando a Cirurgia é Necessária

Para tratar a pedra na vesícula as vezes é necessário a realização de uma cirurgia. Um sintoma que aponta problema na a vesícula é a forte dor no estômago. Quando se torna ainda mais aguda, é sentida também na região das últimas costelas à direita.

O desconforto diminui e aumenta de intensidade, como uma cólica, e acaba irradiando pelo abdome superior e pelas costas. Depois acontecem os enjoos e o vômito. Esses são sintomas mais comuns da pedra na vesícula.





Esses foram os sintomas da dona de casa Fabiana Fillus, 49 anos, antes que ela saísse às pressas para o pronto-socorro mais próximo de sua casa. "Descobri que tinha pedra na vesícula quando tive uma dor insuportável e foi preciso sair correndo para ser medicada. Quando eu estava mais controlada, os médicos investigaram as causas mais prováveis que desencadearam aquela dor. Foi com uma ultrassonografia abdominal que o diagnóstico descartou problemas em outros órgãos e indicou a existência de cálculos na vesícula biliar", conta ela.


Segundo pesquisas, esse quadro doloroso não é incomum, já que de 10% a 20% das pessoas com idade entre 35 e 65 anos têm cálculos na vesícula. "A doença afeta mais a mulher, e algumas das possíveis causas são a síndrome plurimetabólica, descontrole hormonal em vários órgãos, a obesidade, o efeito sanfona, processo constante de ganho e perda de peso, a idade e a presença de diabetes", explica o infectologista e chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon Monteiro da Silva.

Na maioria dos casos, as pedras são assintomáticas, e o paciente só vai saber que tem o distúrbio quando elas obstruem parcial ou totalmente as vias biliares, causando dor. "Tem que ter cuidado para não confundir problemas de fígado com vesícula. Geralmente, as pessoas acham que estão passando mal, com diarréia, dor de cabeça, enjoo e a pele e o branco dos olhos meio amarelados, porque o fígado não está cumprindo seu papel, mas, na realidade, este órgão causa poucos sintomas. O que acontece realmente é que a vesícula não está funcionando como deveria", esclarece Olzon.

Funções

De acordo com o gastroenterologista Vitório Luiz Kemp, de São Paulo, a vesícula biliar é um órgão pequeno, no formato de uma pêra, localizado embaixo do fígado. Ela é a responsável por armazenar a bile, um líquido esverdeado produzido pelo fígado que aumenta a solubilidade de gorduraspara o organismo absorver com mais facilidade as vitaminas provenientes dos alimentos e, ainda, facilita o trânsito intestinal. Funciona como um "sabão" do corpo, quebrando as gorduras que ficam presas no intestino. Depois dessa "limpeza", o que não vai ser aproveitado é jogado fora - neste caso, com as fezes.

"Sempre que se come alguma coisa, a vesícula é encarregada de jogar a bile, fazendo pequenas contrações, no duodeno, que é a primeira parte do intestino, para a digestão acontecer sem nenhum mal-estar. É lógico que em refeições pesadas, com gorduras em excesso, o trabalho vai ser bem maior. Mas se isso não for freqüente, a bile executa o trabalho direitinho. Isto é, quando não há uma pedrinha no caminho", diz Kemp.

Mas como essas pedras se formam? "Dentro da vesícula, estão concentrados gorduras e sais biliares. Se houver qualquer alteração nessa solução, começam a ser formados os cálculos, que podem ficar tranquilamente guardados ali por anos sem causar problemas. Dependendo do tamanho, eles também podem passar pelas vias biliares, causando um mal-estar dolorido, mas passageiro, ou, simplesmente, obstruir o canal, quando acontecem as cólicas, vômitos e febres", prossegue o gastroenterologista.

Tratamento

O tratamento para os problemas de cálculo na vesícula podem ser feitos com medicação ou cirurgias. "Os medicamentos ajudam a dissolver a solução dentro da vesícula, evitando a formação de pedras. No entanto, leva de seis meses a um ano, é caro e nem sempre resolve o caso", explica o médico Paulo Olzon.

Diante disso, a remoção cirúrgica da vesícula, ou colecistectomia, é a opção preferida pela maioria dos médicos. "Essa escolha é feita porque as intervenções convencionais, que até alguns anos atrás pediam internação mínima de cinco dias e deixavam cicatriz de 20 a 30 cm de extensão, estando, portanto, mais sujeitas a complicações, foram deixadas de lado. Hoje, com a videolaparoscopia, intervenção feita por meio de mini incisões, com o auxílio de um sistema de vídeo, a cirurgia dura de duas a quatro horas, dependendo da anatomia do paciente, e a internação caiu para dois ou três dias. Os cortes têm apenas meio centímetro e a recuperação no pós-operatório é bem mais rápida", garante o infectologista.

Fonte: vilamulher.terra.com.br

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