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HEMORRÓIDAS | SINAIS – SINTOMAS – TRATAMENTO


Hemorróidas

Hemorróidas são veias inchadas ou dilatadas no reto. Os sintomas mais comuns das hemorróidas são sangramento retal, dor e prurido. A hemorróida pode ser visualizada ao redor do ânus (hemorróida externa) ou estar presente no interior do reto (hemorróida interna), tendo que ser realizada a anuscopia (olhar o interior do ânus) para visualização.
Hemorróidas são comuns, ocorrendo em ambos os sexos, embora não costume causar problemas graves de saúde pode ser irritante e desconfortável. Felizmente, os tratamentos para hemorróidas estão disponíveis e geralmente minimizam os sintomas.

Os sinais e sintomas das hemorróidas:
São mais comuns em idosos, portadores de tumores pélvicos, durante ou após a gravidez, pessoas constipadas (intestino preso).
Os sinais e sintomas de hemorróidas são:
•    Sangramento anal
•    Prurido anal ou dor
•    Abaulamento tecido ao redor do ânus
Sangramento retal  – Muitas pessoas com hemorróidas notam sangue vermelho vivo no vaso ou no papel higiênico após a evacuação. A quantidade de sangue é geralmente pequena.
Embora hemorróidas seja uma das razões mais comuns para sangramento retal, existem outras causas mais graves. Não é possível saber o que está causando sangramento retal, a menos que você seja examinado. Se você vir a sangrar depois de uma evacuação, procure seu médico.
Dor  – As hemorróidas podem ser uma causa de dor na região anal, ocorrendo principalmente quando tem a presença de um trombo no interior da veia, o que é chamado de hemorróida trombosada.
Coceira (Prurido) – Hemorróidas geralmente causam coceira e irritação da pele ao redor do ânus.

Diagnóstico das Hemorróidas:
Para diagnosticar hemorróidas, o médico irá examinar seu reto e ânus, e pode inserir um dedo com luva no reto. Se houver hemorragia, os testes devem incluir um procedimento que permite que o seu médico olhar o interior do ânus (chamado anuscopia) ou parte inferior do intestino grosso (sigmoidoscopia).

Tratamento inicial das hemorróidas:
Um dos passos mais importantes no tratamento de hemorróidas é evitar a constipação intestinal, pois quanto mais tempo uma pessoa fica sem defecar, mais endurecidas serão as fezes. As fezes endurecidas ao passarem pelo orifício anal poderão causar fissura anal.
Suplementos de fibra – a ingestão de fibras é uma das melhores maneiras de suavizar e amolecer as fezes. A fibra é encontrada em frutas e vegetais. A quantidade recomendada de fibra dietética é de 20 a 35 gramas por dia.
Vários suplementos de fibras estão disponíveis, incluindo psyllium (Konsyl ®; Metamucil ®; Perdiem ®), metilcelulose (Citrucel ®), o cálcio policarbofil (FiberCon ®; Fiber-Lax ®; Mitrolan ®) e trigo dextrina (Benefiber ®). Começar com uma pequena quantidade e aumentar lentamente para evitar efeitos colaterais.
Laxantes  – Se o aumento de fibra não aliviar sua constipação, ou se os efeitos secundários de fibra forem intoleráveis, podemos tentar um laxante. Deve ser evitado o uso constante de substância laxativas, pois como ocorre um grande esvaziamento intestinal teremos uma demora na formação do novo bolo fecal, com diminuição da peristalse (movimento intestinal) e uma consequente constipação.
Banhos de assento morno - Banho de assento melhora o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura ao redor do ânus.
Como fazer:
Deixar a área retal mergulhada em água morna por 10 a 15 minutos de duas a três vezes ao dia. Banhos de assento estão disponíveis na maioria das drogarias. Não adicione sabão ou outros aditivos na água.
Os tratamentos tópicos – Vários cremes e supositórios estão disponíveis para o tratamento de hemorróidas e muitos estão disponíveis sem receita médica. Cremes e supositórios a base de hidrocortisona pode ajudar a aliviar a dor, inflamação e prurido, pelo menos temporariamente.

Tratamento minimamente invasivo:
Caso não tenha obtido melhora com as medidas conservadoras acima citadas, poderemos considerar um procedimento minimamente invasivo.
Ligadura elástica  – A ligadura elástica é o procedimento mais utilizado. É bem sucedido em aproximadamente 70% a 80% dos pacientes.
Elásticos ou anéis são colocados em torno da base de uma hemorróida interna. Como o suprimento de sangue é restrito, ocorre degeneração das hemorróidas. Muitos pacientes relatam uma sensação de “aperto” após o procedimento, que pode melhorar com banhos de assento quentes. Os pacientes são encorajados a usar suplementos de fibras para evitar constipação.
Sangramento pode ocorrer quando a banda de borracha cai, normalmente de dois a quatro dias após o procedimento. Em alguns casos, uma área de ferida desenvolve de cinco a sete dias após o procedimento. Outras complicações menos comuns de ligadura elástica incluem dor, trombose das hemorróidas, infecção localizada ou formação de pus (abscesso). A ligadura elástica raramente causa sérias complicações.
Laser, infravermelho ou coagulação bipolar  – Estes métodos envolvem o uso de laser ou de luz infravermelha ou calor para destruir as hemorróidas.
Escleroterapia – Durante a escleroterapia, uma solução química é injetada na hemorróida, fazendo com que o tecido se degenere. Escleroterapia pode ser menos eficaz do que a ligadura elástica.

Cirurgia para Hemorróidas:
Persistindo a hemorróida, apesar dos tratamentos conservadores ou minimamente invasivos, poderá optar pela remoção cirúrgica da hemorróida (hemorroidectomia). A cirurgia é o tratamento de escolha para doentes com grandes hemorróidas internas.
Hemorroidectomia envolve a remoção cirúrgica do tecido hemorroidário. O índice de sucesso é de 95% dos pacientes.
Fonte: Eduardo de Carvalho - medfoco.com.br
Retratação da Internet
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Hemorroida, essa coisa feia e sem graça

Uma das queixas mais freqüentes no consultório de gastroenterologistas e proctologistas, diz respeito à presença das hemorroidas. É interessante observar que, independente da doença que afete o ânus ou o canal anal, o paciente queixa-se de que “sofre de hemorroidas”.

Não é nosso objetivo, neste texto, abordar outras doenças orificiais, tais como as fissuras e os abscessos/fístulas perianais, mas sim tentar esclarecer e orientar as pessoas sobre esta tão freqüente patologia: hemorroidas. Hemorróidas são dilatações venosas que surgem no ânus ou no canal anal. O nome tem origem na denominação das veias que aí se localizam e drenam essa região, as veias hemorroidárias. São classificadas em internas ou externas, conforme sua localização e em graus, de acordo com seu comportamento:

1º grau: não são visíveis externamente, mas podem sangrar às evacuações.

2º grau: exteriorizam-se durante a defecação, mas retornam espontaneamente ao canal anal, onde permanecem até o próximo evento.

3º grau: permanecem, constantemente, para fora do canal anal.
Os sintomas mais freqüentemente relatados pelos pacientes, são: sangramento anal, exteriorização de pele ou caroço em região anal, sensação de peso no reto, desconforto ou coceira anal, dor intensa e coágulo ou caroço em região anal (trombose hemorroidária) e saída de secreção (muco) que suja a roupa íntima.

Aqui, vale ressaltar que muitos pacientes, principalmente as mulheres, sentem-se desconfortáveis por não conseguir realizar adequada higiene da região, mesmo lavando-se sistematicamente após as evacuações. No entanto, nada se compara ao constrangimento de exibir para o(a) parceiro(a) sexual algo que consideram antiestético.

Se considerarmos os estragos que uma simples estria ou um pouco de celulite conseguem fazer na auto-estima feminina, podemos entender todo o drama daquelas mulheres que possuem hemorroidas de 3º grau, exteriorizando-se para fora do ânus e deformando-o. Nessas circunstâncias, a preocupação maior passa a ser em como esconder os genitais para que o parceiro não perceba as suas hemorroidas, em como fazer sexo sem que elas sejam identificadas. Seguramente, este é um fator limitante para o relacionamento sexual e interfere, negativamente, na libido feminina.

Entre as causas aventadas como predisponentes para o surgimento de hemorroidas, temos:

1 - Nossa condição de bípedes. Na evolução das espécies, desde que o Homem assumiu a posição ereta, houve uma alteração na coluna de pressão do sangue. Como esta é maior nas extremidades, as pernas (no caso dos membros) e o ânus (no caso do tubo digestivo) suportam as maiores pressões sobre os vasos sanguíneos e estes podem dilatar, dando origem às varizes das pernas e às hemorróidas, no ânus.

Vaso sanitário não é poltrona! É bom lembrar também que, pelo mesmo raciocínio, vaso sanitário não é poltrona. Nada de ler o jornal de domingo inteiro, sentado no vaso. Quanto maior o tempo sentado no vaso, maior a pressão sobre as hemorroidas. O resultado é que você sai do banheiro com as hemorróidas totalmente para fora. Conclusão: só vá ao banheiro quando estiver com vontade de evacuar. Se por algum motivo não conseguir, levante-se e aguarde o próximo reflexo de evacuação, que pode ser percebido após as refeições.

2 - Distúrbios do funcionamento intestinal (diarreia e, mais freqüentemente, constipação intestinal).
3 - Hereditariedade.
4 - exercícios físicos ou esforço para carregar peso exagerados. Aqui, não podemos deixar de citar o parto normal como exemplo de grande esforço físico e que pode ser responsável pelo surgimento de hemorroidas. Neste caso específico, o mais freqüente é que as hemorróidas desapareçam após um período de tempo.
5 - Aumento da pressão dentro do abdômen que ocorre, por exemplo, na gestação e na obesidade.

O diagnóstico é feito pelo médico especialista, baseado nos dados de história clínica e exame físico detalhado, que deve incluir, obrigatoriamente, a inspeção da região anal e o toque retal.

A boa prática médica recomenda que toda e qualquer queixa de sangramento anal seja melhor investigada, com retossigmoidoscopia e/ou colonoscopia, mesmo que o paciente seja portador de hemorroidas.

Explico: não é raro que um paciente com hemorroidas, doença muito freqüente na população, seja portador também de pólipos ou outras lesões mais altas, inclusive câncer do reto e dos cólons, e que sejam os responsáveis de fato pelo sangramento. 
Uma vez confirmado o diagnóstico, analisa-se a melhor proposta de tratamento que inclui, sempre, a regularização do funcionamento intestinal e medidas terapêuticas clínicas ou cirúrgicas.

De modo geral, o bom funcionamento do intestino depende de medidas dietéticas simples, que incluem a ingestão de fibras e de líquido em quantidades adequadas. Não se recomenda o uso habitual de laxantes.

Se apenas tais medidas não forem suficientes para o controle dos sintomas ou se as hemorroidas já apresentam complicações, pode-se optar, sempre em função da mais adequada solução para cada caso, por:

- escleroterapia 
- ligadura elástica
- criocirurgia
- cirurgia convencional

Nos últimos anos, também pudemos incorporar ao arsenal terapêutico um método que utiliza um grampeador e que, quando bem indicado, pode proporcionar uma recuperação pós-operatória muito mais confortável. Este método, conhecido como P.P.H. – Procedimento para Prolapso e Hemorroidas – baseia-se na retirada de uma faixa de tecido que reveste o final do reto e o início do canal anal. Como conseqüência, o tecido remanescente é puxado para cima e diminui-se, assim, a exteriorização das hemorroidas.

Particularmente, não pratico escleroterapia nem criocirurgia, por julgar que os outros métodos citados preenchem, totalmente, a necessidade terapêutica de meus pacientes, com segurança e conforto.
Vale lembrar ainda, antes de encerrar este texto que, nos dias atuais, a cirurgia convencional não é mais encarada como causadora de profundo sofrimento para aqueles que se submetem ao método.

A adequada anestesia, a técnica cirúrgica delicada e precisa e o uso de medicação analgésica potente propiciam bom resultado terapêutico e um período pós-operatório bastante confortável.

Com este método, a pele que já perdeu a elasticidade é retirada e as veias hemorroidárias são amarradas, dentro do canal anal, o que garante que as hemorroidas não voltarão a aparecer. É a técnica que, em minha opinião, propicia os melhores resultados estéticos. E beleza, citando Vinícius de Moraes, é fundamental...

Na dificuldade de ilustração mais realista, as fotos remetem as hemorroidas à memória daqueles que delas padecem.

Fonte: Dra. Cleide Gonçalves de Almeida 

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Fissura Anal


Definição
Fissura anal é uma lesão linear e dolorida da mucosa do canal anal, que se estende até a borda do ânus. Quando é primária, ou seja, não resulta de outra doença, costuma ser única e ocorrer principalmente na região posterior do canal anal, apesar de poder surgir anterior ou lateralmente. É este tipo de lesão, a primária, que será abordada aqui. De acordo com o quadro, pode ser classificada como aguda ou crônica, o que é útil para o tratamento.
A fissura anal aguda é recente, superficial e de bordas bem definidas. Seu tratamento é mais fácil e consiste principalmente de orientações alimentares. A fissura anal crônica é mais antiga, profunda, de bordas largas e duras e demora mais para cicatrizar; muitas vezes é necessário o tratamento cirúrgico.


Como acontece?
A causa das fissuras anais permanece incerta. Provavelmente tem origem na passagem de fezes endurecidas e/ou muito calibrosas, que provocam uma lesão inicial no canal anal. Por sentir dor, o paciente pode ter medo de defecar, evitando as idas ao banheiro, o que torna as fezes cada vez mais secas, duras e calibrosas, formando um círculo vicioso. As fissuras começam agudas, e muitas vezes cicatrizam sozinhas. Quando não cicatrizam, podem passar para a forma crônica. Estudos afirmam que o esfíncter anal interno, camada muscular responsável pelo controle da defecação, nos portadores da fissura anal crônica, possui maior pressão. Isto causa dificuldades para relaxar, tornando a passagem das fezes mais difícil. Outras causas possíveis para o surgimento de fissuras são inflamações da mucosa anal e irrigação sanguínea deficiente, que torna os tecidos frágeis.
Fissuras múltiplas, em localizações diferentes da posterior, associadas a prurido (“coceira”) provavelmente são secundárias, ou seja, resultam de outras doenças, como, por exemplo, traumas não relacionados à evacuação, doenças inflamatórias intestinais e doenças infecciosas.

Sinais e sintomas
O paciente sente dor ao defecar ou pouco depois, que passa logo após, como costuma ocorrer nas fissuras agudas, ou persiste por horas, no caso das fissuras crônicas. A dor diminui gradativamente e chega a sumir, até o momento de uma nova evacuação, quando o ciclo recomeça. Pode ser observado sangramento vermelho-vivo no papel higiênico ou sobre as fezes. O paciente também pode relatar prurido.

Evolução
As fissuras agudas podem cicatrizar sem que haja tratamento. Quando não cicatrizam, continuam a incomodar durante cada evacuação. O paciente, com medo, retém as fezes, o que aumenta a constipação e consequentemente, a lesão do canal anal. As fissuras tornam-se cada vez mais profundas e doloridas, tornam-se crônicas e a sua cura, então, só é possível através do tratamento.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito através do afastamento das nádegas e visualização do ânus. A inspeção do canal anal, com a introdução do anuscópio, e o toque retal são evitados, pois a inspeção do ânus muitas vezes é suficiente e estes exames causariam dor desnecessária. Quando o uso do anuscópio ou o toque são necessários, devem ser feitos delicadamente, com lubrificantes contendo anestésicos.

Tratamento
Em fissuras anais agudas o tratamento inicial é a modificação dos hábitos alimentares: aumento da ingestão de fibras e de água, para facilitar a formação de fezes mais amolecidas. Banhos de assento e pomadas anestésicas e antiinflamatórias também podem ser indicadas.
O tratamento da fissura anal crônica inclui, além das medidas citadas para a fissura aguda, tratamento com outros medicamentos ou cirurgia. O tratamento visa diminuir a pressão do esfíncter anal interno através do uso de medicamentos “relaxantes”, como doadores de óxido nítrico, ou através de cirurgia, a esficterotomia, que consiste no corte das fibras musculares do esfíncter. A esficterotomia permanece como o tratamento com maiores índices de cura para a fissura anal crônica.

Prevenção
Para prevenir as fissuras anais deve-se ter uma dieta rica em fibras e água além de não “prender” as fezes. Estas medidas evitam que o bolo fecal resseque e provoque lesões durante a evacuação.

Dúvidas frequentes
As fissuras primárias só ocorrem na região posterior?
-Não. Embora esta seja a localização mais comum, pode ocorrer em outras regiões, como na região anterior ou laterais.

Que doenças podem causar fissuras secundárias? Quando suspeitar delas?
-Doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn, retocolite ulcerativa), doenças infecciosas (sífilis, tuberculose, oxiúros) e introdução de corpos estranhos são algumas das situações que podem levar a formação de fissuras secundárias. Nestes casos, as fissuras encontram-se em outras regiões que não a posterior, são múltiplas, podem apresentar prurido (“coceira” ) e outros sintomas associados.

O que é o anuscópio?
-O anuscópio é um aparelho que, ao ser introduzido no canal anal, permite a visualização interna do mesmo. Seu uso deve ser acompanhado de lubrificantes anestésicos.

A cirurgia pode deixar seqüelas?
-Pode, embora as novas técnicas tenham reduzido bastante o número de complicações. Como qualquer cirurgia, a esficterotomia traz o risco de infecções. Outra complicação é a incontinência, ou seja, emissão involuntária de gases, fezes líquidas ou fezes sólidas; o risco, contudo, é pequeno.

Autores: Gisele de Sá Mascarenhas, Dr. Mateus Fiusa


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Hemorróidas


Definição
Eu, você, todos nós temos hemorróidas. Calma, leitor (a). Hemorróidas, ou, para ser mais exato, os plexos hemorroidários, são o conjunto de vasos que irrigam e drenam o reto e o canal anal. Chamamos a dilatação dos plexos hemorroidários de doença hemorroidária, entretanto, mesmo profissionais de saúde se referem a “hemorróidas”, e é deste modo que iremos nos referir.
De acordo com o local e o grau de evolução, as hemorróidas podem ser divididas em internas, externas ou mistas e em graus I, II, III e IV.
As hemorróidas internas são as localizadas acima da região conhecida como linha pectínea; as externas estão abaixo desta linha. As mistas localizam-se tanto acima quanto abaixo.
Quanto ao grau, as hemorróidas são divididas em:
Grau I: ocorre apenas sangramento, sem prolapso (exteriorização).
Grau II: ocorre sangramento e prolapso que reduz (volta à posição original) espontaneamente.
Grau III: ocorre sangramento e prolapso que só reduz manualmente.
Grau IV: ocorre sangramento e prolapso que não reduz.

Como acontece?
No canal anal, os vasos do plexo hemorroidário são revestidos por tecido conjuntivo. As hemorróidas ocorrem quando o tecido conjuntivo fica frágil e desloca-se para baixo, em direção ao ânus. Isto ocorre devido ao envelhecimento ou a situações de alta pressão, quando, por exemplo, a pessoa precisa fazer mais força que o habitual para defecar (ex. prisão de ventre). Este deslocamento prejudica a circulação do plexo hemorroidário afetado, o que resulta na dilatação de suas veias, formando varizes no canal anal. Com a circulação prejudicada, o tecido conjuntivo superficial torna-se frágil e inflamado, resultando em sangramento.

Sinais e sintomas
O sangramento é o principal sinal das hemorróidas. Não costuma ser volumoso, nem estar sempre presente. O sangue é vermelho vivo e costuma ser percebido no papel higiênico. Outros sinais e sintomas são o prolapso (exteriorização), dor, desconforto, tenesmo ( dor ou incômodo associado “vontade” de evacuar, sem conseguir), inflamação, irritação e sensação de que não defecou completamente.

Complicações
Como as demais doenças, as hemorróidas podem complicar, piorando o desconforto do paciente e necessitando de intervenções mais rápidas e eficazes. Isto pode ocorrer devido à associação com uma fissura anal, o surgimento de um abscesso perianal ou de uma trombose hemorroidária aguda. A trombose hemorroidária aguda ocorre quando o prolapso é “estrangulado”, causando uma forte dor e impedimento da circulação local, constituindo uma situação de urgência.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito, inicialmente, a partir da história do paciente. Em seguida é feito o exame físico. O médico irá observar a região anal e realizar o exame de toque, que é importante para detectar lesões como tumores, por exemplo. O exame de toque deverá ser evitado quando fissuras anais ou trombose hemorroidária aguda inflamada estiverem presentes. Hemorróidas externas podem ser detectadas apenas na observação a olho nu, sem aparelhos. Hemorróidas internas são vistas com o uso do anuscópio, objeto introduzido no canal anal com a ajuda de lubrificantes anestésicos; podem ser vistas a olho nu, porém, se estiverem exteriorizadas.
Em pacientes com sangramento anal, acima de 40 anos ou fatores de risco como história familiar, o médico pode pedir exames mais invasivos, como colonoscopia ou retossigmoidoscopia. São necessários para investigar se há outras causas para o sangramento, como tumores, doenças inflamatórias intestinais ou doença diverticular.

Tratamento
Em todos os tipos e graus de hemorróida o paciente é aconselhado a aumentar a ingestão de líquidos e fibras, para que as fezes saiam com maior facilidade, evitando a dor ao evacuar. Também é aconselhado que sejam feitos banhos de assento com água morna e o papel higiênico deixe de ser utilizado na higiene.
O médico pode realizar a ligadura elástica das hemorróidas, que consiste na aplicação de um anel elástico na origem da hemorróida, que é retirada. Também pode realizar a fotocoagulação a laser ou a escleroterapia (injeção de substância necrosante na hemorróida). Todos estes procedimentos podem ser realizados a nível ambulatorial, sem necessidade de internamento.
A cirurgia para a retirada de hemorróidas –hemorroidectomia- é indicada para os pacientes que não obtiveram melhora com as mudanças alimentares e os métodos acima.

E os remédios vendidos sem receita na farmácia? É bom usar?
Pomadas, cremes e supositórios vendidos livremente nas farmácias prometem o alívio das hemorróidas. Podem até oferecer o alívio temporário, mas muitas vezes são ineficazes, podendo mesmo irritar ainda mais a região ou atrasar a procura de ajuda médica, por mascarar os sintomas iniciais.

Prevenção
A alimentação rica em fibras e água é essencial para prevenir as hemorróidas. O uso de laxantes deve ser evitado, mas, se a constipação não cede à mudança alimentar, o médico deverá ser consultado e pode prescrever um. Deve-se evitar o uso de “chás” como sene e cáscara sagrada, pois irritam o intestino e prejudicam o seu funcionamento, e óleo mineral, por prejudicar a absorção intestinal.
Vá ao banheiro sempre que tiver vontade, evite o esforço excessivo para defecar e não passe muito tempo tentando. Mude de posição se necessário: a posição agachada, com o uso de um banquinho junto ao vaso sanitário, para apoiar as pernas, facilita a evacuação.

Autores: Gisele de Sá Mascarenhas, Dr. Mateus Fiusa


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Diverticulose - Sintomas, Diagnóstico, Tratamento e Prevenção



DiverticuloseA diverticulose está presente em aproximadamente 50% dos indivíduos com mais de 50 anos. O divertículo se forma por adelgaçamento da parede intestinal, pela ausência da camada muscular (figura). A diverticulite é resultante da inflamação da parede intestinal desse divertículo.
A clínica
Os pacientes com diverticulite (inflamação do divertículo), normalmente, queixam-se de sofrer alterações do hábito intestinal e cólicas intermitentes na parte inferior do abdome.
O início do quadro de diverticulite é com sintomas geral como: mal-estar, febre ou calafrio, associados aos sintomas progressivos de irritação abdominal (peritoneal) localizada, mais comum na fossa ilíaca esquerda (região junto da virilha esquerda), devido ao comprometimento do cólon sigmóide. O segmento intestinal inflamado e edemaciado leva à obstrução subaguda com tumefação abdominal e fezes amolecidas. Os sintomas associados de anorexia e náusea são comuns. No exame físico encontramos taquicardia, febre (pirexia) e sinal de defesa localizada com rebote.
A diverticulite pode levar a complicações sérias como abscesso (coleção de pus), perfuração, obstrução intestinal por aderências, ou fístula que é uma comunicação anormal entre dois órgãos (como um túnel). Uma complicação rara, mas ameaçadora à vida, chamada peritonite pode acontecer quando o divertículo se rompe, espalhando a infecção na cavidade abdominal. A peritonite requer tratamento cirúrgico e também antibióticos intravenosos. Até 35 por cento dos pacientes com peritonite não resistem.
Se o segmento intestinal com diverticulite for complicado com abcesso, o exame do abdome revela uma massa palpável, inchaço e pele da parede abdominal avermelhada sobre o local do abcesso ou flutuação dolorosa de abcesso pélvico ao exame retal.
O Diagnóstico
O diagnóstico de diverticulite pode ser confirmado pelo aumento dos leucócitos no exame do hemograma, pelo exame radiológico abdominal, que demonstra escassez de gases no cólon sigmóide, sendo esses abundantes no cólon proximal. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de importância crescente na avaliação da diverticulite.
O Tratamento clínico

Os pacientes com diverticulite necessitam de receber o tratamento internados em hospital, receber hidratação com líquidos intravenosos, meticulosa monitoração dos sinais vitais e abdominais, e uso de antibióticos intravenosos. A grande parte dos pacientes é capaz de tolerar líquidos por via oral durante um período inicial do tratamento conservador. No primeiro episódio de diverticulite, a maioria dos pacientes apresenta remissão da doença e a cirurgia é evitada.
Nos pacientes que são hospitalizadas por diverticulite, a melhora acontece dentro de dois a quatro dias depois que o tratamento começa. Até 85 por cento dos pacientes se recuperam com repouso na cama, dieta líquida e antibióticos, e às vezes não chegam a ter um segundo episódio de diverticulite.
Quando a tomografia computadorizada demonstra abcesso, recomenda-se a drenagem percutânea para que a sepse aguda se resolva e seja possível realizar a ressecção eletiva com anastomose primária (sutura ligando as duas partes do intestino) poupando o paciente da colostomia. A laparotomia precoce é indicada quando o abcesso não drena ou a sepse não responde ao tratamento.
O Tratamento cirúrgico
Os pacientes que tiveram complicação significativa de diverticulose devem ser considerados para ressecção cirúrgica eletiva, em especial quando a avaliação por colonoscopia ou enema de bário demonstra um segmento relativamente limitado de diverticulos. O procedimento mais comum, conhecido como ressecção do cólon (colectomia), envolve a remoção da parte do cólon que contém os divertículos e a reconexão das extremidades.
Quando executada em situação de emergência, a ressecção do cólon é feita num processo em dois tempos (duas fases) por causa da presença das fezes e o risco potencial de infecção. Na primeira fase, a secção do cólon é retirada, mas por causa de infecção, não é seguro unir as extremidades. Ao invés disso, o cirurgião cria um buraco temporário, ou estoma, na parede do abdome e conecta o cólon a ela, um procedimento chamado colostomia. Uma bolsa é presa à parede do abdome para servir de depósito das fezes. Mais tarde, num segundo tempo (em geral de 2 a 3 meses após a operação) é realizada a reconexão das extremidades do cólon e assim a colostomia é fechada. Às vezes, se a situação não for de emergência, a cirurgia pode ser feita de uma só vez (sendo precedida da limpeza do intestino).
Prevenção
A maioria das pessoas com diverticulose nunca têm sintomas. Os exames diagnóstico dos divertículos (colonoscopia, enema opaco) são desconfortáveis e não indicados com preventivos. Pessoas que ingerem grandes quantidades de fibra na dieta são menos propensos à desenvolver a doença diverticular. Recomenda-se 20 a 35 gramas de fibra ao dia, preferivelmente através de frutas, legumes e cereais. Também pode usar o farelo de trigo não processado ou um produto à base de fibra. É importante aumentar o consumo de fibras gradualmente e beber mais água para aumentar o “bolo fecal” e com isso reduzir a pressão dentro do intestino. A fibra não irá curar a diverticulose existente, mas pode impedir que outros divertículos venham a se formar.

Referências:
Brengman ML, Otchy DP – Timing of computed tomography in acute diverticulitis. Dis Colon Rectum 1998,41:1023-1028.
Harris A – Manual de emergências gastrointestinais. Ed. Science Press Ltd 2002-2003 São Paulo.

Hemorróidas - Os 10 Mandamentos Para Quem Sofre

1 - A doença hemorroidária é muito freqüente na população em geral e deve-se sempre estar atento para os sintomas da mesma. Os sintomas mais comuns são: sangramento anal, prurido ("coceira no ânus"), prolapso (saída do mamilo hemorroidário para fora do ânus) e incômodo anal.

2 - Nestes casos consulte sempre o seu médico. Ele é o único profissional habilitado a avaliar seu problema e determinar o tratamento mais adequado.

3 - Não dê ouvidos a conselhos de pessoas leigas e não se trate com produtos populares e de livre escolha. Isto poderá lhe trazer complicações.

4 - Você deve tomar cuidado com sua alimentação. Evite alimentos gordurosos e condimentados. Dê preferência a alimentos ricos em fibras, cereais, frutas, legumes e verduras.

5 - Procure fazer refeições regulares. Habitue-se a comer todos os dias nos mesmos horários.

6 - Uso de laxantes é prejudicial. Evite-os.

7 - Quanto ao vestuário íntimo é bom saber que os tecidos sintéticos prejudicam a respiração da pele e podem até causar irritações. Use somente roupa íntima confeccionada em algodão.

8 - A higiene da região anal é de fundamental importância. Evite o uso de papel higiênico sempre que possível. Lave a região anal com água e sabonete. Esta é a higiene adequada, válida também para quem não sofre de hemorróidas.

9 - Vá ao banheiro sempre que sentir vontade, porém permaneça no vaso sanitário apenas pelo tempo necessário, evitando as leituras que são comuns a várias pessoas nesta condição.

10 - Pratique exercícios físicos. Melhor é andar todos os dias.