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Hérnia de Hiato é um problema recorrente, mas pouco conhecido


Pesquisas mostram que incidência deste distúrbio aumentou na última década.

A Hérnia de Hiato é um dos problemas mais frequentes registrados nos consultórios de médicos clínicos e de gastroenterologistas. Esta doença é caracterizada por uma fragilidade do óstio diafragmático. Ela divide o abdome do tórax, causando o alargamento deste espaço e a herniação de parte da câmara gástrica para o tórax do paciente. 


Além da idade, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença: Excesso de peso; distúrbios e erros alimentares, como se alimentar com grandes quantidades antes de se deitar; ingestão de líquido em excesso durante as alimentações; traumas abdominais; problemas genéticos e prática de esportes que forcem a musculatura abdominal, como musculação e halterofilismo. 

Na maioria das vezes, a Hérnia de Hiato é pouco sintomática ou mesmo negligenciada pela população, por isso, é preciso estar atento aos principais sintomas:Azia, eructação (liberação de gases), regurgitação de alimentos, sinais relacionados com má digestão, desgaste anormal do esmalte dentário, halitose (mau cheiro na boca), disfonia de predomínio matutino (rouquidão), pigarro, distensão abdominal e dor precordial (à frente do coração). Geralmente estes sintomas são exacerbados após a ingestão de alimentos ou jejum prolongado. Em casos de hérnia muito grande, os sintomas podem ser parecidos com os das doenças cardíacas e pulmonares. Além disso, também podem ocorrer sintomas de compressão de estruturas torácicas, como tosse, pigarro e falta de ar. 

"Medidas como perda de peso, atividade física, elevação da cabeceira da cama são recomendadas para a prevenção e tratamento da Hérnia de Hiato"
O seu diagnóstico é basicamente clínico. Ao deixar seu médico a par de informações baseadas em sinais e sintomas, hábitos alimentares, histórico de atividade física e padrão de sono e vigília, ele poderá formular uma hipótese diagnóstica de Hérnia de Hiato que poderá ser confirmada com exames auxiliares como Endoscopia Digestiva Alta, Manometria e Phmetria Esofágica. 


A Endoscopia Digestiva Alta é um exame realizado por um médico especialista com um equipamento chamado de endoscópico flexível, que possui uma micro-câmera na extremidade. O procedimento é realizado com o paciente sedado e deitado, durante o processo o aparelho é introduzido pela boca, com progressão lenta e cuidadosa pelo esôfago, transição esofagogástrica, estômago e duodeno. Este exame possibilita o diagnóstico e mensuração da patologia, bem como a identificação ou não de patologias associadas a Hérnia de Hiato, Esofagite, Úlceras, Pólipos, Esôfago de Barrett e Neoplasias (câncer). Outros exames como Manometria e Phmetria Esofágica dão ênfase a motilidade do órgão e sua função valvular. 
Geralmente, o tratamento é clínico e baseia-se na mudança de hábitos alimentares, como uma dieta regrada, evitando o consumo de grande quantidade de alimentos de uma vez só, principalmente nos períodos noturnos. Também é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes, chocolates, café, chá preto, produtos lácteos, massas de tomate e alimentos gordurosos, cítricos, ácidos ou fermentativos, que possam irritar a mucosa gástrica e agravar os sintomas.


Algumas medidas como perda de peso, atividade física, elevação da cabeceira da cama são recomendadas para a prevenção e tratamento da Hérnia de Hiato. 

Apresentando sinais e sintomas de refluxo gastroesofágico, o tratamento deve incluir antiácidos, onde podem ser associados medicamentos ditos pró-cinéticos, que auxiliam no esvaziamento gástrico e diminuem a sensação de barriga cheia. 

A cirurgia nos casos de Hérnia de Hiato é indicada quando existir falha no tratamento clínico medicamentoso ou quando constatada alguma complicação como sangramentos, Úlcera e Estenose (estreitamento) Esofágica ou Esôfago de Barrett. 


A intervenção cirúrgica é realizada geralmente pela técnica de videolaparoscopia e consiste na correção da hérnia com sutura na porção do diafragma ou da incontinência do esfíncter inferior do esôfago por meio da confecção de uma válvula antirrefluxo com o fundo gástrico que envolve total ou parcialmente o esôfago. 

Fonte: Luiz Eduardo Rossi Campedelli - http://www.minhavida.com.br
Retratação na Internet

Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.

Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.

Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação.
 

Hérnia de Hiato - Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)


A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o ácido do estômago reflui para o esôfago. O esôfago é o tubo que leva alimentos e líquidos da boca para o estômago. Os ácidos produzidos no estômago ajudam a quebrar e digerir os alimentos. Normalmente, existe um “anel’ de músculos denominado esfincter (Figuras 1 e 2) entre o esôfago e o estômago que evita o contato do ácido com o esôfago. Se este mecanismo estiver alterado, a DRGE pode ocorrer.
Aspectos da Anatomia
Figura 1 - Aspectos da Anatomia
hiato    hiato
Figura 2: Observe que entre o estômago e o esôfago existe uma “válvula” que chamamos de esfincter. Normalmente ele é competente, ou seja, evita que o ácido do estômago reflua para o esôfago.
refluxo
Figura 3: Caso esta válvula não esteja funcionando adequadamente você pode ter refluxo do ácido do estômago para o esôfago.
hiato
Figura 4: O constante contato do ácido com a parede do esôfago leva a chamada esofagite (inflamação do esôfago), que em uma fase inicial ficará com aspecto avermelhado, ferido.
esôfago
Figura 5: Em casos avançados, o permanente contato do ácido com o esôfago causando uma esofagite crônica, poderá levar à formação de lesões pré-cancerosas ou até ao câncer.
hiato
Figura 6: Outra situação é a formação de um estreitamento (estenose) no final do esôfago, que poderá levar a uma dificuldade na deglutição.
figura 7



Figura 7: Observe a visão final da anatomia do esôfago e estômago com o refluxo de ácido para o esôfago no detalhe da figura menor.
Sintomas da  DRGE 
Você pode apresentar algum dos sintomas abaixo, assim como pode ter DRGE e não apresentar qualquer sintoma!
 - azia/queimação/pirose;
- sensação de gosto azedo na boca;
- freqüente presença de arrotos ou soluço;
- tosse seca;
- desconforto no tórax após a alimentação.
Causas da DRGE
   A DRGE ocorre quando os músculos que bloqueiam a abertura entre o esôfago e o estômago estão frouxos. Estes músculos podem se afrouxar devido a:
 - cigarro;
- aumento de peso;
- certos tipos de medicamentos ou alimentos;
- problemas médicos como Hérnia de Hiato.
- e uma diversidade de outras causas.
hiatoFigura 8: Na hérnia de hiato, parte do estômago “entra”para o tórax, ou seja, passa a ficar acima da região muscular onde fica o esfincter. Com isto, em muitos casos, o paciente perde a função do esfincter, levando ao refluxo.
Como fazer o diagnóstico? 
Após o médico ter avaliado sua história e examiná-lo, você irá realizar alguns exames. Inicialmente, será realizada umaendoscopia. Este exame possibilita que o médico visualize o seu esôfago (Figura 9).
Endoscopia
Endoscopia é um exame do seu tubo digestivo. Durante este exame, um endoscópio (fino tubo que contém uma microcâmera e luz na sua extremidade) é utilizado. Este aparelho é introduzido através da boca no esôfago. Ele vai descendo enquanto o médico pode visualizar as partes internas do esôfago, estômago e as primeiras porções do seu intestino. Durante o procedimento podem ser retirados fragmentos para exames.
endoscopia
Figura 9: Aspecto de um exame de Endoscopia.
Exames Radiológicos
Muitas das vezes exames radiológicos podem ser necessários.
exame radiológico
Figura 10: Aspecto do exame radiológico.
Phmetria e Manometria:
O que é o exame de esofagomanometria?
É um teste diagnóstico que mede as pressões na luz do esôfago e permite avaliar as contrações musculares do órgão, a coordenação entre elas e os relaxamentos dos esfíncteres inferior e superior.
Quem precisa se submeter à esofagomanometria? 
1) paciente com dificuldades para engolir, no qual já tinha sido afastada lesão orgânica obstruída através de outros exames como raio X e/ou endoscopia;
2)  portadores de doença do refluxo: o exame ajuda no  diagnóstico de casos complexos, determina o correto posicionamento do cateter   de pHmetria e é obrigatório antes da cirurgia anti-refluxo;
3)  pacientes com dor torácica de origem indeterminada, já tendo sido excluída a possibilidade de lesão cardíaca;
4)  indivíduos com suspeita de doença generalizada do tubo gastro- intestinal como esclerodermia e pseudo-obstrução intestinal crônica idiopática.
Como é realizado o exame?
Após anestesia local de uma das narinas com xilocaína gel é passado o catéter de manometria (Figura 9). Este consiste em um tubo flexível de aproximadamente 4,5 mm de diâmetro que pode ser de perfusão (perfundido continuamente com água destilada) ou em estado sólido. No nosso serviço usamos este último.
O catéter é posicionado no estômago e aos poucos vai sendo retirado de 1 em 1cm, enquanto o paciente deglute pequenas quantidades de água. É necessária a colaboração do doente para que controle as suas deglutições, engolindo apenas quando o médico solicitar. Por este motivo não é feita sedação, ou seja, o paciente não pode dormir durante o exame.
O procedimento não é doloroso; causa apenas um desconforto durante a passagem da sonda que logo cede, havendo uma adaptação do paciente ao mesmo.
A medida que o catéter vai sendo tracionado, os transdutores passam pelo esfíncter inferior, pelo corpo esofagiano e pelo esfíncter superior do esôfago, permitindo o estudo detalhado destas estruturas.
O exame dura cerca de 30 a 40 minutos. Ao término do mesmo, o paciente pode se alimentar, dirigir, trabalhar, enfim, levar sua vida normal.
Qual é o preparo para a esofagomanometria? 
O paciente deve estar em jejum de 4 horas, podendo ingerir apenas líquidos na última refeição.
Os medicamentos que interferem com o funcionamento do esôfago devem ser suspensos 48 horas antes do exame. As drogas mais comumentes utilizadas e que devem ser interrompidas são:
1 - Nitratos: Isordil, Sustrate, Monocordil;
2 - Bloqueadores de cálcio: Adalat, Cardizen, Diltizen, Oxcord;
3 - Anticolinérgicos: Buscopan, Hioscina, Atroveran;
4 - Drogas procinéticas: Plasil, Digesan, Motilium, Prepulsid, Cispride;
5 - Sedativos: Valium, Diazepan, Lexotan, Olcadil, Frontal.
Os exames anteriores como Endoscopias, Radiografias e Cintilografias devem ser trazidos no dia do exame pois ajudarão ao médico a esclarecer o problema.
O que é o exame de pHmetria prolongada? 
É um procedimento diagnóstico que registra as variações do pH intra-esofágico em 24 horas.
Sua grande utilidade está na avaliação da Doença do Refluxo Gastro-Esofagiano (DRGE), que  se caracteriza por sintomas e/ou inflamação no esôfago secundários ao refluxo do conteúdo ácido do estômago para o esôfago.
Os sintomas típicos desta doença são a azia e a regurgitação. Em alguns casos podem existir manifestações atípicas como dor torácica, tosse crônica, rouquidão, soluços, asma, pneumonias entre outras.
A pHmetria prolongada permite quantificar a exposição esofagiana ao ácido, definindo se o refluxo é fisiológico ou anormal. Além disso, é possível estabelecer se existe uma relação de causa e efeito entre os sintomas experimentados pelo paciente e os episódios de refluxo.
phmetria
Figura 11: Aspecto do exame de Manometria e Phmetria. Observe o catéter na mão do médico.
Quem deve se submeter ao exame de pHmetria prolongada? 
Nem todo paciente com DRGE precisa realizar pHmetria. Existem
casos em que os sintomas típicos aliados a uma endoscopia anormal já elucidam o problema.
Segundo o Consenso Brasileiro de DRGE, as indicações de pHmetria são:
1) pacientes com sintomas típicos de DRGE que não responderam  satisfatoriamente ao tratamento clínico e têm endoscopia normal;
2) portadores de sintomas atípicos de DRGE (dor torácica, queixas   otorrinolaringológicas ou respiratórias) com endoscopia normal;
3) quando o paciente está em pré-operatório de cirurgia anti-refluxo e não tem esofagite erosiva à endoscopia.
Cada caso deve ser estudado individualmente e ninguém melhor do que o médico de cada paciente para julgar a necessidade da realização deste teste.
Como é realizado este exame? 
Em primeiro lugar faz-se a anestesia local de uma das narinas com xilocaína gel. Não é feita sedação.
Em seguida é inserido por esta narina um catéter de aproximadamente 2 mm de diâmetro, cuja extremidade fica posicionada no esôfago. O sensor de pH distal deve ficar 5cm acima do esfíncter esofagiano inferior. Este pode ser identificado por um aparelho especial localizador do esfíncter ou através do exame de esofagomanometria prévia.
Um eletrodo de referência é afixado à pele.
O paciente vai para casa com o catéter, o eletrodo e um pequeno aparelho preso à sua cintura, que registrará o pH intra-esofágico por 24 horas. É solicitado ao mesmo que registre em uma planilha ou acione um botão marcador de eventos do próprio aparelho os horários em que deita, come ou  sente algum sintoma. O ideal é que a pessoa fazendo o exame faça as sua atividades habituais, respeitando os seus horários de alimentação e não fique deitado o dia todo. Só assim o médico poderá saber o que está acontecendo na sua vida normal.
No dia seguinte, 24 horas após a colocação do catéter, o doente deve retornar para a retirada do mesmo, o que é um procedimento simples e rápido.
Qual é o preparo para a pHmetria de 24h?
Jejum de 4 horas, podendo ingerir apenas líquidos na última refeição:
Os seguintes medicamentos devem ser suspensos:
  • no mínimo 7 dias antes– Omeprazol, Pantoprazol,    Lansoprazol, Rabeprazol, Esomeprazol (Losec, Gastrium, Pantozol, Ogastro, Pariet, Nexium, etc);
  • 48 horas antes do estudo– Cimetidina, Ranitidina, Famotidina (Tagamet, Zylium, Label, Logat, Famox) Metoclopramida, Bromoprida, Domperidona, Cisaprida (Plasil, Digesan, Motilium, Prepulsid, Cispride, Enteropride);
  • 6 horas antes– Anti-ácidos como Hidróxido de Alumíneo, Mylanta Plus, Andursil, Pepsamar, etc.
    O paciente deve tomar banho antes de se dirigir ao local do exame, pois não será possível fazê-lo durante as 24 horas de realização do mesmo.
    É recomendado o uso de camisa de botões na frente, a fim de facilitar a instalação do eletrodo na pele.
    Uma vez começado o exame, orienta-se uma dieta normal, evitando-se apenas alimentos ácidos como frutas cítricas e seus derivados, iogurte, refrigerantes, molhos a base de vinagre e tomates.
    No dia do exame, o ideal é levar a vida o mais normal possível, comendo nas horas certas e não ficando deitado durante todo o dia. É fundamental o registro dos períodos em que o paciente se deita, quando sente algum sintoma. Só assim o médico poderá saber se existe refluxo anormal e se este é o causador do  problema do paciente.
      
Tratamento:
DRGE
Existem basicamente dois tipos de tratamento:
  • Clínico e Cirúrgico
  •     
  • Tratamento Clínico:
    Em alguns casos pode ser que esteja indicado tratamento com medicamentos, além de outras medidas. Consulte-nos. Nesta parte do site, focaremos mais o tratamento cirúrgico.
  •     
Tratamento Cirúrgico:
Hoje, a opção cirúrgica de tratamento mais utilizado nos grandes centros é a opção de tratamento por vídeolaparoscopia.
O objetivo básico da cirurgia é o de “refazer” a anatomia da região (Figura 1), ou seja, se o problema é um alargamento da região que divide o tórax do abdômen como na hérnia de hiato, realizaremos o estreitamento deste alargamento.
Concomitatemente, será realizada a confecção de um novo mecanismo “valvular” para evitar o refluxo do conteúdo ácido do estômago para o esôfago.
região do esfincter esofágico inferior
Figura 12: Aspecto da região do esfincter esofágico inferior, após o”fechamento” (estreitamento) da região “alargada”. Observe que a parte “passagem muscular” que divide o tórax do abdômen foi estreitada, para evitar que o estômago “suba” para o tórax.
fundo do estômago
Figura 13: Repare que tracionamos o fundo do estômago, ao redor dele próprio, englobando, também, o final do esôfago e, com isto, faremos como se fosse uma “gravata”, apertando esta região, objetivando simular uma vávula que evite o refluxo.
válvula total
Figuras 14 e 15: Esta “gravata” pode ser total ou parcial de acordo com a necessidade do paciente.
É IMPORTANTE FRISAR QUE A CIRURGIA ANTIREFLUXO, NÃO É ISENTA DE RECIDIVA, OU SEJA, MESMO PERFEITAMENTE OPERADO O PACIENTE PODE APRESENTAR NOVAMENTE REFLUXO E ATÉ UMA NOVA CIRURGIA PODERÁ SER REALIZADA. SEGUIR AS ORIENTAÇÕES MÉDICO-NUTRICIONAIS DO PÓS-OPERATÓRIO MINIMIZAM MUITO O REAPARECIMENTO DO REFLUXO.
Você sempre deve perguntar ao seu médico quais são os cuidados necessários a serem tomados antes de realizar sua endoscopia.
Retratação da Internet

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Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.

Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação.
 
Fonte:http://www.cidpitombo.com.br

Azia


O que é?
A pirose (azia) é um sintoma que muitos definem como doença. É, na maioria dos casos, uma sensação de queimação causada por processo irritativo ou inflamatório do esôfago, em conseqüência das agressões sofridas por uma alimentação inadequada.

Como acontece?
A azia típica é observada devido ao ácido presente em condições normais no estômago que reflui para dentro do esôfago. Isto ocorre sempre quando a musculatura da junção do esôfago com o estômago não funciona adequadamente. Essa condição é descrita como o refluxo gastro-esofágico, que ocasiona vários outros sintomas, mas um dos mais importantes é a azia. Essa sensação é descrita também em patologias como a gastrite e até em doenças que afetem o duodeno, a porção do intestino que sai do estômago. É uma queixa muito comum em mulheres grávidas e há bases fisiológicas para tal que não serão discutidas neste artigo.

Como o médico diagnóstica?
O diagnóstico é clínico. Mas o médico por solicitar exames complementares como a endoscopia digestiva alta ou exames mais específicos para medir a acidez no esôfago.

Como se trata?
O tratamento pode ser medicamentoso ou não. Uma boa conversa com profissional de saúde pode render orientações valiosas que dispensem uso de medicamentos. No caso de administração de remédios são os antiácidos e medicações específicas para o controle da secreção gástrica. Uma prática muito comum entre as pessoas que sentem a azia é o uso do bicarbonato de sódio ou uso do leite. O leite, atenção, é alimento e não remédio, pois ao bloquear a acidez do estômago, acaba por induzí-lo a produzir mais ácido. O mesmo acontece com o bicarbonato.

E para prevenir?
Medidas de prevenção servem como orientações de tratamento. Perda de peso e mudança de hábitos de vida com a prática de exercícios são fundamentais para o melhor funcionamento do trato gastro-intestinal. Tabagismo e consumo de bebidas alcoolicas devem ser evitados. O hábito de alimentar e deitar logo em seguida deve ser condenado para os portadores do problema: deve-se aguardar uma ou duas horas, para permitir que estômago se esvazie e que reduza a produção de ácido. O uso de roupas apertadas também altera a pressão dentro do abdomen, faz com a acidez do estômago reflua para o esôfago, e promova a azia. A ingestação de muitos líquidos, especialmente os gasosos, durante uma refeição também é um fator causador da azia. Ingestão de alimentos gordurosos, cafeína, chocolates também tem associação com o problema e deve ser evitados.

Autores:  Agnaldo Viana Pereira Neto

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Hérnia de Hiato, Esofagite, Azia e Refluxo Gastroesofágico



Hérnia de hiato é um defeito anatômico, em que um segmento do estômago, localizado dentro do abdômen, "sobe" ou "desliza" através de um orifício conhecido como hiato diafragmático para o tórax, alterando, entre outras coisas, o esfíncter inferior do esôfago.
 
1. O que é hérnia de hiato?
Chamamos hérnia de hiato a passagem de parte do estomago para o tórax. É muito difícil definir e saber o porque ocorrem as hérnias de hiato.

A hérnia pode ocorrer em qualquer idade. Muitas vezes as hérnias de hiato levam á esofagite de refluxo.



2. Quais são os sintomas da hérnia de hiato e da esofagite de refluxo?

O sintoma mais frequente é queimação ou dor no peito.

Além disso pode haver sensação de líquido que volta para a garganta. Algumas vezes pode haver dor ou dificuldade para engolir.

Pode haver sensação de "bolo na garganta" ou engasgos. Mais raramente pode haver gosto ácido ou amargo na boca.

Algumas pessoas tem sintomas respiratórios causados pelo refluxo como tosse seca, laringite ou faringite crônicas. Muitas vezes a laringite ou tosse não melhoram com o tratamento habitual. A esofagite está muitas vezes associada a asma ou bronquite.

Há pessoas com opressão ou peso no peito. Algumas vezes sintomas de refluxo causados pela presença da hérnia de hiato podem ser parecidos com os das doenças cardíacas. Isso causa enorme preocupação aos pacientes e familiares. Nesse caso é necessário um raciocínio clínico mais sofisticado para descobrir a causa dos sintomas.

Muitas pessoas com hérnias de hiato, no entanto, não apresentam sintomas.


3. Todas as pessoas com esofagite de refluxo tem também hérnia de hiato?
A presença de hérnia de hiato predispõe o indivíduo a ter esofagite. Existem , no entanto, inúmeras pessoas que não tem hérnia de hiato e que apresentam esofagite e refluxo. Essas pessoas apresentam fraqueza na válvula que impede o retorno do ácido do estomago para o esôfago  chamada esfincter. Assim, a esofagite de refluxo pode ocorrer sem a presença da hérnia de hiato, devido a fraqueza dessa válvula(esfincter)


4. Como é diagnosticada a hernia de hiato e a esofagite?
No Brasil a maneira mais comum de saber se há hérnia de hiato e esofagite é pela Endoscopia Digestiva. Atualmente a Endoscopia é confortável. Pode-se fazer o exame dormindo com o uso de medicações modernas. O exame é rápido e seguro quando feito por médicos experientes.


5.Qual o tratamento da hérnia de hiato e da esofagite de refluxo?
Há muitas opções. De maneira geral, medicações que diminuem a produção do ácido pelo estomago são utilizadas no tratamento da esofagite de refluxo. Essas medicações são eficazes e seguras. A esofagite associada á hernia de hiato tem tendência a ser recorrente e os sintomas tendem a voltar após o tratamento. Nesses casos pode-se optar por tratamento medicamentoso a prazo mais longo. A hérnia, naturalmente, não desaparece com o tratamento clínico.Nos casos em que não há melhora com tratamento clínico ou existam complicações pode-se optar pela cirurgia. O tratamento bem orientado normalmente leva á melhora na maior parte dos casos.

Fonte: Dr. Paulo Sérgio Lopes


AZIA E REFLUXO GASTROESOFÁGICO

O QUE É REFLUXO GASTROESOFÁGICO?
O refluxo gastroesofágico é a doença mais comum do aparelho digestivo. Ocorre quando o conteúdo ácido reflui, ou volta, para o esôfago. Esse material refluido contém, normalmente, grande quantidade de ácido clorídrico, que é produzido pelo estômago. O ácido, em contato com a mucosa do esôfago, provoca uma desconfortável sensação de queimação, conhecida popularmente como azia. A azia pode ser sentida logo acima da "boca do estômago", ou então começar neste ponto e subir até a garganta, espalhando a sensação de queimação atrás do esterno (aquele osso que fica no meio do peito). Algumas vezes, além da sensação de queimação, você pode perceber que "voltou alguma coisa junto", que pode ser o suco gástrico e/ou alimentos. Isso é chamado de regurgitação.

POR QUÊ O REFLUXO OCORRE?
O refluxo ocorre quando os mecanismos que impedem ou dificultam o retorno do material contido no estômago para o esôfago estão enfraquecidos ou inoperantes. O elemento mais importante dessa verdadeira barreira é o que chamamos de esfíncter inferior do esôfago, que funciona como uma válvula que abre e fecha e possui uma determinada pressão, suficiente para impedir o refluxo. Quando a pressão dessa válvula diminui ou começa a apresentar defeitos em seu funcionamento, o refluxo ocorre. É claro que, quanto mais refluxo ocorrer, maior a possibilidade de haver inflamação do órgão, conhecida como esofagite. Existem outros importantes mecanismos de defesa, como a produção de saliva, que em conjunto com a movimentação do esôfago, conhecida como
peristalse, "lavam" o esôfago, diminuindo o refluxo.

O QUE É HÉRNIA DE HIATO? HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO SÃO A MESMA COISA?
Hérnia de hiato é um defeito anatômico, em que um segmento do estômago, localizado dentro do abdômen, "sobe" ou "desliza" através de um orifício conhecido como hiato diafragmático para o tórax, alterando, entre outras coisas, o esfíncter inferior do esôfago. Hérnia não é sinônimo de refluxo. Cerca de 50% dos pacientes que têm hérnia não têm refluxo, e vice-versa.


POR QUÊ TENHO AZIA?
A azia pode ocorrer por uma série de fatores, tais como o estresse, o uso de medicamentos e maus hábitos alimentares. Além da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), citada anteriormente aqui.


É IMPORTANTE TRATAR A AZIA?
Sim, atenção aos sintomas e à freqüência com que eles acontecem. Quanto mais rápido for o diagnóstico, mais fácil será o tratamento do problema. Seu médico prescreverá medicamentos que diminuem a secreção do ácido produzido pelo estômago.


ESTÁ CORREIO TOMAR LEITE E ANTIÁCIDOS PARA TRATAR A AZIA?
Cuidado! Ao consumir leite e antiácidos, você estará se automedicando. A sensação de queimação pode não ser apenas uma azia. O leite, por mais que seja considerado uma alterna-tiva natural e saudável, não é o tratamento recomendado, e o antiácido causa somente um alívio temporário.


SEMPRE QUE TENHO AZIA SIGNIFICA QUE ESTOU COM PROBLEMA?
Não, somente quando o desconforto da azia se torna freqüente, 2 vezes por semana durante 4 a 8 semanas, é que devemos nos preocupar, pois poderá ser um sintoma da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).


QUANDO DEVO PROCURAR UM MÉDICO PARA TRATAR A AZIA?
Devemos procurar um médico quando os sintomas da azia se tornam constantes. Normalmente cometemos exageros na alimentação e sentimos azia, mas, se as atividades diárias estiverem prejudicadas com tais sintomas, você deverá ir ao médico. O tratamento prolongado e a mudança de hábitos têm sido a melhor e mais adequada solução para as constantes reclamações de quem sofre diariamente com os sintomas do refluxo.

Fonte: eniofranca.com.br/.../azia_e_refluxo.htm


Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Manometria Esofágica





manometria esofagica



A Manometria Esofágica (ou Esofagomanometria) é um exame diagnóstico que objetiva estudar o funcionamento de todo o esôfago, por meio de medições de pressões, que formam gráficos, através dos quais é possível avaliar a extensão do órgão, a presença e efetividade de seus movimentos peristálticos, além da localização, extensão, pressão de repouso, relaxamento e coordenação de seus esfíncteres. 
As informações fornecidas por este exame são de grande valia nos casos gastroenterológicos propriamente ditos (clínicos e aqueles que visam tratamento cirúrgico), bem como nas manifestações esofágicas de patologias neurológicas centrais (derrames cerebrais, doença de Parkinson...), sistêmicas (diabetes...), colagenoses (esclerose sistêmica, lupus...), e até cardiológicas, onde distúrbios da contração esofágica podem simular angina ou infarto miocárdico.
A esofagomanometria também é indicada para os pacientes que serão submetidos a pHmetria esofágica prolongada, pois é a esofagomanometria que determina com precisão o lugar exato onde deve ser colocado o cateter da pHmetria.
A duração da esofagomanometria é o tempo de uma consulta médica. Como não há sedação, assim que termina o exame o paciente pode se alimentar, dirigir, trabalhar. 

Fonte: www.mdsaolucas.com.br 

pHmetria Esofágica

phmetria esofagica
A pHmetria Esofágica de 24 horas (ou pHmetria Esofágica Prolongada) é um exame altamente sensível e específico para a detecção do refluxo ácido do estômago para o esôfago, mesmo quando ainda não há esofagite (comprometimento da mucosa esofágica) evidente à Endoscopia Digestiva.

A pHmetria consiste na colocação de um cateter no esôfago, que registra os refluxos ácidos. Através de sua conexão a um equipamento portátil de gravação (tipo um radinho, que fica à tira-colo no paciente), as informações são armazenadas. Durante as 24 horas de registro do exame, o paciente pode (e deve) alimentar-se normalmente, além de desenvolver suas atividades cotidianas. No dia seguinte, o paciente deve retornar para que lhe seja retirado o equipamento (à semelhança do "holter" cardiológico).

O cateter de pHmetria deve ser posicionado em um local preciso no esôfago, o qual é determinado pela esofagomanometria. Desta forma, a esofagomanometria é pré-requisito para a realização da pHmetria.

A hérnia de hiato é uma condição frequentemente associada à doença do refluxo gastro-esofágico, e a pHmetria é de valor tanto nos casos de tratamento clínico, onde além do diagnóstico pode informar o padrão de refluxo e, inclusive, se a medicação anti-refluxo está sendo efetiva (pHmetria em vigência de medicações bloqueadoras do ácido gástrico), como também nos casos de tratamento cirúrgico (pré e/ou pós-operatório).

Está comprovado cientificamente que o ácido gástrico refluído para o esôfago, mesmo que sem causar sintomas típicos (azia, queimação), pode, ou por estímulo nervoso, ou por aspiração de micropartículas ácidas para as vias aéreas, desencadear doenças pulmonares e otorrinolaringológicas. São os chamados sintomas atípicos da doença do refluxo gastro-esofágico. Asma surgida na fase adulta sem outros fatores precipitantes, pneumonias de repetição, laringite, rinofaringite, sinusite ou otite média são quadros que podem ter correlação com a doença do refluxo gastro-esofágico insuspeita, por esta razão chamada de silenciosa.
Fonte: www.mdsaolucas.com.br

Doença do Refluxo Gastroesofágico - DRGE - Hérnia de Hiato

I. Introdução
O refluxo de material ácido do estômago para o esôfago não significa necessariamente doença. Ele é comum e ocorre diversas vezes ao dia em todas as pessoas, mas por curtos períodos de tempo e esse ácido é eliminado do esôfago rapidamente. A mucosa do esôfago é pouco resistente ao ácido, mas tem a capacidade de suportar esse refluxo normal.
Em alguns casos, a mucosa do esôfago pode ter sua resistência diminuída ou o ácido refluir mais vezes ou por mais tempo que a mucosa esofágica pode resistir. O ácido pode ainda refluir até a garganta, ou causar sintomas pela simples irritação do esôfago. Nessas situações, o refluxo deixa de ser considerado normal e trata-se de doença do refluxo gastroesofágico.

II. Fisiopatologia ( como a doença ocorre )
Há diversos fatores que mantém o refluxo gastroesofágico dentro dos níveis fisiológicos:


Fatores que impedem o refluxo gastroesofágico
Anatômicos Entrada oblíqua do esôfago no estômago ( promove o fechamento quando o estômago está cheio)
Roseta da mucosa gástrica ao nível da cárdia que são pregas que se encaixam como uma engrenagem
Elementos de fixação do estômago ( artéria gástrica esquerda e ligamento frenoesofágico ), que mantém o mesmo no lugar
Pilar direito do diafragma ao nível do hiato*
Fator valvular ( prega de Gubaroff )
Fisiológicos Pressão do esfíncter inferior do esôfago (EIE)*
Eficiência do mecanismo de clareamento esofágico ( capacidade do esôfago de empurrar o ácido através das suas contrações )
Saliva (pelo alto teor de bicarbonato e proteínas tamponantes, neutraliza o ácido no esôfago)
Resistência da mucosa esofágica à agressão ( é pouco resistente ao ácido, pepsina, sais biliares e enzimas pancreáticas )
Volume e tempo de esvaziamento do conteúdo gástrico
* fatores mais importantes
Diversas condições facilitam o aparecimento do RGE em níveis patológicos, levando à doença. Um dos mais conhecidos porém mais controversos é a hérnia de hiato, ou hérnia hiatal. Normalmente, o esôfago termina no estômago pouco abaixo do hiato diafragmático. Na hérnia, a transição esofago-gástrica está localizada acima do hiato, o que faz com que o estômago seja submetido à pressão do diafragma, não o esôfago. Enquanto esse é fino e tende a permanecer fechado pela pressão, o estômago tem paredes mais espessas e não cede à pressão do diafragma, deixando espaço livre para que o ácido reflua para o esôfago. No entanto, mesmo sendo mais freqüente em pessoas com DRGE que nas normais, pode haver hérnia mesmo em pessoas sem a doença.
Condições que aumentam a pressão intra-abdominal também facilitam o refluxo por empurrar o conteúdo gástrico para cima, incluindo ascite, obesidade, gravidez e exercícios extenuantes. Outras condições, que levam à redução da pressão intra-torácica, "puxam" o conteúdo do estômago para o esôfago, principalmente as doenças pulmonares e otorrinolaringológicas, aonde o esforço do paciente de respirar leva à essa alteração de pressão.
A influência do Helicobacter pylori na DRGE ainda não está estabelecida. Há estudos que sugerem menor freqüência do DRGE em portadores do H. pylori, assim como há estudos que poderiam indicar um aumento na incidência de DRGE após o tratamento e erradicação da bactéria. O H.pylori produz amônia, que neutraliza parte do ácido, além da gastrite causada pela bactéria alterar a produção de ácido. Mas essa relação ainda necessita de muita pesquisa para ser compreendida. Até o momento, não há indicação ou contra-indicação de erradicar o Helicobacter pylori em portadores do DRGE.
III. Sintomas
Os sintomas da DRGE podem ser divididos em típicos ( pirose e regurgitação ) e atípicos ( de origem esofágica, como disfagia e odinofagia, ou extra-esofágica, como tosse crônica e asma ).
Pirose ( queimação ) é a sensação de queimadura que sobe do epigastro ( aonde fica o estômago, pela região retroesternal ( atrás do osso central do tórax ) e que pode chegar até o pescoço. Costuma estar relacionado a alimentos e à posição ( geralmente piora quando se deita ). Cerca de um terço das pessoas tem esse sintomas uma vez ao mês e 7% de todas as pessoas tem esse sintoma diariamente. Só com esse sintoma, é possível realizar o diagnóstico correto da DRGE em 80% dos casos ( valor preditivo positivo ). No entanto, a ausência de pirose não descarta a presença de DRGE, pois apenas 80% dos portadores de refluxo apresentam esse sintoma.
Regurgitação é o refluxo de pequenas quantidades de material de sabor ácido para a boca, geralmente após as refeições. Ocorre em cerca de um terço dos portadores da doença do refluxo gastroesofágico, mas podem ocorrer ocasionalmente com qualquer pessoa, principalmente após refeições em grande quantidade.
Odinofagia é a dor após engolir, quando o alimento está passando pelo esôfago. Esse sintoma é relativamente raro na doença do refluxo gastroesofágico, pois geralmente reflete erosões mais graves ou úlceras, particularmente aquelas causadas por infecções do esôfago ( monilíase, citomegalovírus, herpes e outras ) ou por medicamentos.

Manifestações atípicas da DRGE
Manifestações Sintoma ou doença
Esofágicas Dor torácica não cardíaca
Pulmonares Asma
Tosse crônica
Fibrose pulmonar idiopática
Fibrose cística
Pneumonias de repetição
Apnéia do sono
Bronquiectasias
Doença pulmonar obstrutiva crônica
Otorrinolaringológicas Otite média
Sinusite crônica
Gotejamento nasal posterior
Laringoespasmo
Estenose de laringe
Estenose glótica
Estenose de traquéia 
Granulomas e pólipos de laringe
Laringite crônica
Laringite posterior
Úlcera de laringe
Úlcera de aritenóide
Hiperqueratose de laringe
Faringite
Rouquidão
Pigarro
Sensação de globus
Neoplasia de laringe
Orais Aftas
Erosões dentárias
Halitose
Alterações gengivais

A intensidade e freqüência dos sintomas não estão relacionados à gravidade de erosões esofágicas nem ao aparecimento de complicações sérias, com úlceras esofágicas, esôfago de Barrett ou câncer. No entanto, alguns sintomas são considerados sinais de alarme e exigem uma investigação mais detalhada:

Sinais de alarme
Disfagia
Odinofagia
Anemia
Hemorragia digestiva
Emagrecimento
História familiar de câncer
Náuseas e vômitos
Sintomas de grande intensidade
Sintomas predominantemente noturnos
IV. Diagnóstico
A endoscopia digestiva alta é o método de escolha para visualização e avaliação da mucosa, devido à facilidade de sua execução e disponibilidade na maioria dos centros médicos em nosso meio. No entanto, a ausência  de alterações endoscópicas não exclui o diagnóstico de DRGE, já que 25 a 50% dos pacientes  dos pacientes com sintomas típicos apresentam endoscopia normal, sendo portadores de doença do refluxo não-erosiva. Apesar de não ser o método ideal para constatar a presença de refluxo gastroesofágico, a endoscopia permanece o exame inicial pois permite avaliar a gravidade da esofagite e realizar biópsias quando necessário.
A pHmetria de 24 horas permite caracterizar o refluxo gastroesofágico, evidenciando a quantidade de episódios e o tempo em que o conteúdo ácido permanece em contato com o esôfago. Se realizado com dois sensores ( dois canais ), permite a avaliação de refluxo ácido para a porção alta do esôfago, ajudando o diagnóstico de manifestações atípicas da DRGE. Está ainda indicada para pessoas que não obtiveram resposta satisfatória ao tratamento e naqueles casos de doença do refluxo não-erosiva.
Outra opção muito utilizada é o teste terapêutico. Quando não há sinais de alarme, o paciente é jovem e os sintomas são típicos de DRGE, pode-se tentar o tratamento medicamentoso e observar o resultado. Uma melhora de 75% dos sintomas em 1 semana é considerada diagnóstico de DRGE.
Há outrs opções de métodos diagnósticos, mas são pouco utilizados e têm indicações limitadas:

Método O que analisa Quando usar
Raio-X contrastado Avalia o contorno interno do esôfago, permitindo a análise de distúrbios de contração, úlceras e estenoses  (estreitamentos ), mas não permite a análise das contrações como a manometria nem a realização de biópsias como a endoscopia. Esclarecimento da disfagia e odinofagia, ou quando não há nenhum outro exame disponível.
Teste de Bernstein & Baker O gotejamento, através de uma sonda, de ácido no esôfago distal, promove o surgimento de sintomas semelhantes às queixas do paciente com DRGE. Como só ajuda o disgnóstico de refluxo mas não dá nenhuma outra informação, não se usa mais.
Cintilografia Analisa o que acontece com o material radioativo que foi engolido. Se aspirado, esse material é visto no pulmão. Permite ainda analisar o tempo que demora para o estômago empurrar todo o material para o intestino. Quando há suspeita de aspiração pulmonar, em crianças pequenas, que não toleram pHmetria e quando é necessário medir o tempo de esvaziamento gástrico.
Manometria Avalia o perfil de contração da musculatura do esôfago, permitindo avaliar se a contração está adequada, se há distúrbios na mesma e ainda a pressão do esfíncter inferior do esôfago. Suspeitas de distúrbios motores do esôfago e na avaliação pré-operatória da DRGE se a opção cirúrgica de tratamento for a escolhida.

V. Tratamento
O principal conceito que deve ser compreendido pelo portador da DRGE é que essa é uma doença crônica, cujos sintomas tendem a voltar logo em seguida ou pouco após o final do tratamento. Sendo assim, mudanças de comportamento devem ser feitas para diminuir ou evitar que o refluxo persista, evitando assim não só os sintomas, mas também as complicações ( estenoses, úlceras, câncer ). Isoladamente, essa medidas têm pouco efeito, mas devem fazer parte do tratamento:

Medidas comportamentais
Elevação da cabeceira da cama em 15-20 cm
Não se deitar nas duas horas posteriores às refeições
Evitar o cigarro
Evitar alimentos que agridam a mucosa ( ácidos )
Evitar alimentos que favoreçam o refluxo frituras e gorduras
tomates e molhos de tomate
alho e cebola
doces e chocolate
mentolados
refrigerantes
bebidas alcoólicas
café, chá preto e mate
Evitar medicamentos que facilitem o refluxo teofilina
anticolinérgicos
beta-bloqueadores
nitratos
bloqueadores do canal de cálcio
Evitar medicamentos que agridem a mucosa quinidina
doxiciclina
anti-inflamatórios
Várias classes de medicamentos foram utilizados no tratamento do DRGE. Antiácidos, procinéticos e bloqueadores H2, apesar de promoverem alívio dos sintomas, são ineficazes no tratamento, levam a efeitos colaterais e/ou promovem tolerância no organismo. O tratamento da DRGE é universalmente realizado com inibidores de bomba protrônica ( omeprazol, lansoprazol, rabeprazol, rabeprazol e esomeprazol ) em todas as suas fases ( aguda, crônica, recidiva e manutenção ) em doses variadas. O tratamento deve ter duração mínima de 6 a 12 semanas, durante a qual a dose poderá ser reduzida gradualmente. Pessoas que conseguem se manter sem medicação por mais de 6 meses sem sintomas poderão ser tratados apenas quando esses surgirem, mas as demais poderão precisar de um tratamento contínuo, com a mínima dose necessária para que continuem sem sintomas. Em alguns casos, no entanto, o tratamento poderá ser cirúrgico:
Indicações do tratamento cirúrgico da DRGE
DRGE complicada úlceras, esôfago de Barrett, câncer
DRGE não complicada manifestações atípicas comprovadamente pelo refluxo
necessidade de uso contínuo de IBP em menores de 40 anos de idade
necessidade de uso contínuo de IBP em pacientes que não podem arcar com os custos

Fonte: Eisig JN, Barbuti RC, Rodriguez TN, Rossini ARA e Ferrari Jr aP em Condutas em Gastroenterologia, 2004, Ed. Revinter

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