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Vesícula Biliar - Lama Biliar


A lama biliar ou barro biliar, também denominada bile espessa, é um achado ultrassonográfico relativamente freqüente no interior da vesícula biliar.
Sua composição inclui granulações de bilirrubinato de cálcio e cristais de colesterol.
Ultrassonograficamente, a lama biliar aparece como ecos de baixa intensidade contrastando com a bile normal, anecóica. Como a lama biliar é mais espessa e densa que a bile normal, forma-se um nível líquido-líquido, sendo que a lama biliar situa-se mais posteriormente que a bile normal, com o paciente em decúbito dorsal.
A vesícula biliar pode também ser totalmente preenchida por lama biliar, não se visualizando nenhuma quantidade de bile normal.
Em alguns casos, a lama biliar pode simular massa tumoral vesicular quando ela aparece muito ecogênica e compacta, a chamada lama tumefeita ou tumefacta.
Pode haver coexistência de lama biliar e cálculos. Naturalmente, os cálculos apresentam sombreamentos acústicos posteriormente.
A distinção da lama biliar de pólipos e tumores vesiculares é fácil devido a mobilidade da lama biliar dentro da vesícula, com a mudança de decúbito.
Se, em alguns casos, a distinção não for fácil, é importante utilizar o Doppler colorido para detecção de vasos intra-tumorais, se a dúvida for entre tumor e lama tumefeita. A presença de vascularização no interior da massa indica tumor e descarta lama biliar tumefeita.
Porém, a ausência de vascularização não dá o diagnóstico de certeza de lama biliar tumefeita, porque podem existir tumores hipovascularizados.
Ainda como diagnóstico diferencial, devemos lembrar a presença de sangue ou pus intravesicular.
A importância clínica da lama biliar não foi ainda completamente esclarecida, mas em grande número de pacientes, ela pode ser considerada um equilíbrio dinâmico entre a formação e a eliminação de cristais. Apesar disso, em uma porcentagem menor de pacientes, ela constitui-se no estágio inicial da formação de cálculos biliares.
Existem suspeitas de que os cristais biliares da lama biliar possam causar pancreatite.
Por este motivo, é importante a detecção de lama biliar em casos de pancreatite de origem desconhecida.

Fonte: http://www.parlatore.com.br

Retratação da Internet
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Cirurgia Minimamente Invasiva

O que é cirurgia minimamente invasiva?

A cirurgia minimamente invasiva é aquela realizada por meio de pequenas incisões, com mínima agressão ao organismo, realizado por meio de uma técnica conhecida como laparoscopia.

Laparoscopia é uma maneira de olhar dentro do abdômen, através de um mini-corte por onde se introduz uma lente chamada laparoscópio.

Para criar o espaço necessário para a cirurgia e adequada visualização dos órgãos abdominais a cavidade abdominal é preenchida e insuflada com ar (gás carbônico) através de um aparelho chamado insuflador. Ao processo de encher a cavidade abdominal com ar denomina-se penumoperitôneo.

O instrumental cirúrgico e uma câmera entram na cavidade através de trocateres, que são tubos com válvulas para permitir a entrada de gás carbônico e dos instrumentos. Os instrumentos de cirurgia (pinças, tesouras, cautérios, porta agulhas, fios, gazes e outros) são introduzidos pelo cirurgião através destes trocateres que se localizam em pequenas incisões na pele (de 1 a 15 mm) denominadas portais.

O pneumoperitônio é realizado de forma aberta ou fechada. Este primeiro portal geralmente se localiza próximo ao umbigo para que a cicatriz fique escondida. Na forma aberta é realizada um minicorte e o primeiro trocater é inserido sob visão direta na cavidade abdominal. Na forma fechada é realizada uma punção com uma agulha especial (agulha de Veress) e após ser atingida a pressão desejada é inserido um instrumento às cegas na cavidade. Após a introdução do primeiro portal é inserida uma microcâmera e uma fonte de luz, através de fibra óptica. Esta câmera aumenta a visão do cirurgião e permite que a cirurgia possa ser realizada sem cortes maiores. O médico especialista inspeciona todos os órgãos da cavidade abdominal e verifica se a cirurgia pode prosseguir. São inseridos os demais instrumentos com a realização de novos portais de acordo com o procedimento a ser realizado. Ao final da operação são retirados os trocateres e os portais são fechados com técnica de cirurgia plástica.

De uma forma geral, os riscos do procedimento cirúrgico ainda existem mesmo quando realizados por laparoscopia em mãos experientes e são similares aqueles da cirurgia convencional. Converse com nossa equipe sobre os risco e alternativas da cirurgia.

Sabe-se ainda que por realizar incisões menores o risco de infecção da ferida cirúrgica seja menor com o uso de laparoscopia. Existem complicações associadas especificamente ao uso desta técnica relacionadas a punção e ao pneumoperitôneo.

Outras vantagens do uso de cirurgia minimamente invasiva

- Com cortes menores há menos dor, com menor uso de remédios e a recuperação é mais rápida: você pode caminhar e movimentar-se livremente de forma mais rápida, previnindo complicações relacionadas a pessoas acamadas, tais como infeccção e embolismo. Há um retorno do funcionamento do intestino mais cedo permitindo que você se alimente antes. Você também pode sair do hospital em um curto período de tempo (em média em 24 horas) e retornar as suas atividades diárias em um curto prazo (em média em uma semana).
- Do ponto de vista estético, os resultados são mais agradáveis.

Hoje, praticamente todas as cirurgias do Aparelho Digestivo podem ser realizadas através de métodos minimamente invasivos. Os benefícios são os mesmos, mas vale ressaltar que procedimentos complexos envolvem um maior risco devido ao tempo que a equipe médica precisa para obter a experiência necessária para conduzir estes procedimentos de forma segura. Seu uso está principalmente consagrado para tratamento das doenças da vesícula biliar e do refluxo gastroesofageno, seguido por apendicectomias, cirurgias de obesidade e correção de hérnias. O uso em cirurgia de fígado e de pâncreas vem crescendo gradativamente. A Sociedade Brasileira de Videocirurgia (Sobracil) promove o desenvolvimento destas técnicas no Brasil.

Saiba mais

- "Láparos" vem do grego e significa abdômen. Laparotomia é a cirurgia que incisa a parede abdominal para operar as estruturas e órgãos intra-abdominais a céu aberto.
- Foi somente em 1962 que se realizou a primeira laqueadura tubária por via laparoscópica. Em 1974, Semm em Lubeck, na Alemanha, realizou vários tipos de cirurgia ginecológica. Sem é considerado o pai da cirurgia laparoscópica. Por sua influência direta, os avanços iniciais foram todos na área ginecológica. Em 1983 esse mesmo cirurgião alemão e Mouret em Lyon, França, executaram as primeiras apendicectomias. Em 1987, já com o desenvolvimento de microcâmeras de vídeo, realizou-se a primeira remoção laparoscópica de vesícula biliar. A partir da década de 90 houve uma proliferação da técnica de cirurgia minimamente invasiva, sendo que hoje a técnica é de uso preferencial para um grande número de cirurgias abdominais. 
Fonte:www.cirurgiahepatogastro.com.br

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Cirurgia Videolaparoscopica - Videocirurgia - "Cirurgia a Laser"


Cirurgia realizada na cavidade abdominal, através de pequenas incisões, utilizando instrumental cirúrgico especial e um conjunto de equipamentos constituído de ótica laparoscópica, microcâmera, processadora de imagem,
fonte de luz, monitor, e insuflador de gás.

Realiza-se pequenas incisões (0,5 e 1 cm) ou até mini incisões (0,2 e 0,3 cm) na pele por onde serão introduzidos os trocartes. Trocarte é um dispositivo cilíndrico que permite a entrada e saída dos instrumentais laparoscópicos especiais (como tesouras, pinças, clipadores, etc.) além da ótica laparoscópica.

Uma fonte de luz é conectada à ótica. Portanto, a ótica laparoscópica, além de captar imagens e enviá-las à microcâmera, tem a função de iluminar a cavidade abdominal, pois suas fibras óticas transmitem a luminosidade proveniente da fonte de luz externa.

A imagem recebida pela microcâmera é processada para poder ser reproduzida em um monitor ou uma TV.

Assim, para se ter uma boa visualização das vísceras abdominais vários fatores são importantes, dentre eles citamos:
A) câmera com boa resolução de imagem;
B) iluminação adequada da cavidade, que depende da fonte de luz e do cabo que conecta à ótica;
C) criação de um espaço adequado na cavidade
abdominal que é conseguido pela insuflação de um gás (normalmente o CO2), cuja pressão é regulada por um insuflador eletrônico. Neste item é importante o relaxamento adequado do paciente promovido pelo anestesista.

O gás insuflado no abdome é quase que totalmente removido ao término do procedimento, e uma pequena quantidade residual que permanece é rapidamente
absorvida pelo organismo, sendo eliminada na respiração.

HISTÓRIA E EVOLUÇÃO

A primeira cirurgia videolaparoscópica realizada no Brasil, foi em São Paulo, em 1990. A cirurgia foi uma colecistectomia (retirada da vesícula biliar com cálculos). Desde o início da cirurgia videolaparoscópica até os dias de hoje, muitos avanços ocorreram. Criou-se novos instrumentais, câmaras de alta resolução com imagem tridimensional, fontes de luz mais
eficientes, insufladores eletrônicos modernos e com aquecimento do gás insuflado.

Além disso, atualmente já é possível realizar cirurgia à distância com auxílio de robôs. O cirurgião, podendo estar distante do paciente ou na mesma sala cirúrgica, faz a cirurgia sentado confortavelmente em cadeira especial. Olhando a imagem da cirurgia numa tela, o cirurgião movimenta os "braços" do computador, que comanda um robô. A transmissão destes comandos ao robô pode ocorrer diretamente via cabo e até mesmo via satélite. O robô,
recebendo as informações do computador, realiza a cirurgia reproduzindo os movimentos do cirurgião. Um outro robô segura a ótica. Ele é responsável pelos movimentos da ótica e obedece o comando verbal do cirurgião. O cirurgião pode solicitar movimentos diversos da ótica, como por exemplo
dizendo: aproxime um pouco; afaste; movimente para a direita, e o robô que é previamente programado, faz conforme solicitado. O uso de robôs tem sido muito útil em cirurgias prolongadas ou quando a posição do cirurgião é
desconfortável.

ERRO: CIRURGIA A LASER

É comum nos dias atuais dizer cirurgia laparoscópica, videocirurgia ou cirurgia por vídeo como sinônimos de cirurgia videolaparoscópica.
Popularmente, é erroneamente chamada de Cirurgia à Laser. O Laser é um recurso que pode ser utilizado em diversas áreas médicas, assim também como na cirurgia laparoscópica.

VANTAGENS
As Vantagens da Cirurgia Videolaparoscópica são decorrentes de uma menor agressão ao paciente com melhor visualização das estruturas. Dentre as VANTAGENS incluímos:

Rápida recuperação, ou seja, breve retorno ao trabalho ou atividades esportivas.

Menor dor pós operatória, com diminuição ou eliminação da necessidade de analgésicos.

Menor risco de infecção, diminuindo a necessidade de utilização de antibióticos.

Menor risco de formação de hérnia incisional, já que com pequenas incisões há um menor dano à parede abdominal.

Menor perda sanguínea, com menor possibilidade de transfusões.

Menor risco de formação de aderências entre órgãos intra-abdominais.

Menor risco de tromboembolia (formação de coágulos na corrente sanguínea que migram para o pulmão, podendo ser fatal), já que a recuperação é mais rápida e o paciente volta a deambular precocemente.

Vantagem Estética, com cicatrizes mínimas ou imperceptíveis.