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HEMORRÓIDAS | SINAIS – SINTOMAS – TRATAMENTO


Hemorróidas

Hemorróidas são veias inchadas ou dilatadas no reto. Os sintomas mais comuns das hemorróidas são sangramento retal, dor e prurido. A hemorróida pode ser visualizada ao redor do ânus (hemorróida externa) ou estar presente no interior do reto (hemorróida interna), tendo que ser realizada a anuscopia (olhar o interior do ânus) para visualização.
Hemorróidas são comuns, ocorrendo em ambos os sexos, embora não costume causar problemas graves de saúde pode ser irritante e desconfortável. Felizmente, os tratamentos para hemorróidas estão disponíveis e geralmente minimizam os sintomas.

Os sinais e sintomas das hemorróidas:
São mais comuns em idosos, portadores de tumores pélvicos, durante ou após a gravidez, pessoas constipadas (intestino preso).
Os sinais e sintomas de hemorróidas são:
•    Sangramento anal
•    Prurido anal ou dor
•    Abaulamento tecido ao redor do ânus
Sangramento retal  – Muitas pessoas com hemorróidas notam sangue vermelho vivo no vaso ou no papel higiênico após a evacuação. A quantidade de sangue é geralmente pequena.
Embora hemorróidas seja uma das razões mais comuns para sangramento retal, existem outras causas mais graves. Não é possível saber o que está causando sangramento retal, a menos que você seja examinado. Se você vir a sangrar depois de uma evacuação, procure seu médico.
Dor  – As hemorróidas podem ser uma causa de dor na região anal, ocorrendo principalmente quando tem a presença de um trombo no interior da veia, o que é chamado de hemorróida trombosada.
Coceira (Prurido) – Hemorróidas geralmente causam coceira e irritação da pele ao redor do ânus.

Diagnóstico das Hemorróidas:
Para diagnosticar hemorróidas, o médico irá examinar seu reto e ânus, e pode inserir um dedo com luva no reto. Se houver hemorragia, os testes devem incluir um procedimento que permite que o seu médico olhar o interior do ânus (chamado anuscopia) ou parte inferior do intestino grosso (sigmoidoscopia).

Tratamento inicial das hemorróidas:
Um dos passos mais importantes no tratamento de hemorróidas é evitar a constipação intestinal, pois quanto mais tempo uma pessoa fica sem defecar, mais endurecidas serão as fezes. As fezes endurecidas ao passarem pelo orifício anal poderão causar fissura anal.
Suplementos de fibra – a ingestão de fibras é uma das melhores maneiras de suavizar e amolecer as fezes. A fibra é encontrada em frutas e vegetais. A quantidade recomendada de fibra dietética é de 20 a 35 gramas por dia.
Vários suplementos de fibras estão disponíveis, incluindo psyllium (Konsyl ®; Metamucil ®; Perdiem ®), metilcelulose (Citrucel ®), o cálcio policarbofil (FiberCon ®; Fiber-Lax ®; Mitrolan ®) e trigo dextrina (Benefiber ®). Começar com uma pequena quantidade e aumentar lentamente para evitar efeitos colaterais.
Laxantes  – Se o aumento de fibra não aliviar sua constipação, ou se os efeitos secundários de fibra forem intoleráveis, podemos tentar um laxante. Deve ser evitado o uso constante de substância laxativas, pois como ocorre um grande esvaziamento intestinal teremos uma demora na formação do novo bolo fecal, com diminuição da peristalse (movimento intestinal) e uma consequente constipação.
Banhos de assento morno - Banho de assento melhora o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura ao redor do ânus.
Como fazer:
Deixar a área retal mergulhada em água morna por 10 a 15 minutos de duas a três vezes ao dia. Banhos de assento estão disponíveis na maioria das drogarias. Não adicione sabão ou outros aditivos na água.
Os tratamentos tópicos – Vários cremes e supositórios estão disponíveis para o tratamento de hemorróidas e muitos estão disponíveis sem receita médica. Cremes e supositórios a base de hidrocortisona pode ajudar a aliviar a dor, inflamação e prurido, pelo menos temporariamente.

Tratamento minimamente invasivo:
Caso não tenha obtido melhora com as medidas conservadoras acima citadas, poderemos considerar um procedimento minimamente invasivo.
Ligadura elástica  – A ligadura elástica é o procedimento mais utilizado. É bem sucedido em aproximadamente 70% a 80% dos pacientes.
Elásticos ou anéis são colocados em torno da base de uma hemorróida interna. Como o suprimento de sangue é restrito, ocorre degeneração das hemorróidas. Muitos pacientes relatam uma sensação de “aperto” após o procedimento, que pode melhorar com banhos de assento quentes. Os pacientes são encorajados a usar suplementos de fibras para evitar constipação.
Sangramento pode ocorrer quando a banda de borracha cai, normalmente de dois a quatro dias após o procedimento. Em alguns casos, uma área de ferida desenvolve de cinco a sete dias após o procedimento. Outras complicações menos comuns de ligadura elástica incluem dor, trombose das hemorróidas, infecção localizada ou formação de pus (abscesso). A ligadura elástica raramente causa sérias complicações.
Laser, infravermelho ou coagulação bipolar  – Estes métodos envolvem o uso de laser ou de luz infravermelha ou calor para destruir as hemorróidas.
Escleroterapia – Durante a escleroterapia, uma solução química é injetada na hemorróida, fazendo com que o tecido se degenere. Escleroterapia pode ser menos eficaz do que a ligadura elástica.

Cirurgia para Hemorróidas:
Persistindo a hemorróida, apesar dos tratamentos conservadores ou minimamente invasivos, poderá optar pela remoção cirúrgica da hemorróida (hemorroidectomia). A cirurgia é o tratamento de escolha para doentes com grandes hemorróidas internas.
Hemorroidectomia envolve a remoção cirúrgica do tecido hemorroidário. O índice de sucesso é de 95% dos pacientes.
Fonte: Eduardo de Carvalho - medfoco.com.br
Retratação da Internet
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Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação

INTESTINO PRESO – PRISÃO DE VENTRE – CONSTIPAÇÃO INTESTINAL


Intestino preso

O que é?
Intestino preso ou prisão de ventre ou constipação intestinal é o ato de defecar trabalhoso e esporádico com fezes muito endurecidas. Cada indivíduo tem seu ritmo intestinal, e considera-se normal, desde três evacuações por dia até uma evacuação a cada três dias. Entretanto, as fezes devem ser feitas sem esforço e ter consistência normal. A prisão de ventre pode afetar todas as idades, sendo mais comum em mulheres e nos limites da vida.
 Ainda veremos:
  • O que pode causar o intestino preso?
  • Quais os fatores de risco?
  • Quais sinais e sintomas?
  • Quais exames para constipação intestinal?
  • Como se comprova o diagnóstico?
  • Pode complicar?
  • Tem tratamento? Como evolui?
Causas:
- Pouco consumo de líquidos e fibras (mais comum)
- Fatores culturais, emocionais e ambientais
- Gravidez
- Doença de Chagas – megacólon chagásico
- Doenças endócrinas – Hipotireoidismo, diabetes, feocromocitoma, pan-hipopituitarismo.
- Alterações do metabolismo – Cálcio baixo no sangue, amiloidose, uréia alta no sangue.
- Acometimento de nervos e músculos que nasce com o paciente ou adquirido durante a vida – Doença de Hirschsprung, doença de Parkinson, defeitos raquidianos, tabes dorsalis, tumores cerebrais, esclerodermia.
- Doença do ânus causando dor ao evacuar (fissuras, tumores do canal do ânus).
- Doenças que alteram anatomia e função de cólon e reto:
  • Devido a doenças de cólon e reto (doença diverticular, tumores, estreitamentos de cólon e reto, pressão externa, hérnias )
  • Lentificação de trânsito em cólon e delgado (síndrome do intestino irritável, inatividade do cólon)
  • Entupimento a nível da pelve (projeção da parede do sigmóide, projeção da parede do reto, reto fora do seu lugar normal, anismus)
  • Uso excessivo de laxantes ou catárticos
  • Medicamentos (anticolinérgicos, opióides, antidepressivos, antiácidos com hidróxido de alumínio)
Aumenta o risco de desenvolver constipação intestinal:
- Idosos
- Rotina de defecação errada
- Inatividade
- Imobilização no leito
- Utilização de muitos medicamentos
Sinais e Sintomas:
- Repetição de evacuações inferior a considerada “normal” pelo paciente e/ou diminuição do volume ou consistência endurecida pelos parâmetros do paciente
- Não ocorre vontade de evacuar
- Dor ao defecar
- Dificuldade de defecar ou impressão de que não esvaziou completamente o intestino
- Impactação de fezes endurecidas no reto
- Mal-estar, na maioria das vezes com sensação de preenchimento na parte inferior do abdome juntamente com evacuação inadequada
- Tenesmo
- Contraditoriamente, diarréia e perda involuntária pelo ânus.
Diagnóstico Diferencial:
Devemos sempre separar constipação intestinal “funcional” da constipação por causa conhecida.
Exames:
- Radiografia de abdome: pode ajudar a avaliar tamanho, gravidade e, às vezes, o motivo da constipação
- Sorologias para Doença de Chagas em pacientes de áreas com casos da doença
- Enema opaco: Permite afastar tumores e estreitamentos
- Cinedefecografia: Pode definir mecanismos de obstipação em casos selecionados
- Manometria anorretal: Permite avaliar esfíncteres e principalmente reflexo inibitório retoanal, que não é encontrado na colopatia chagásica nem no megacólon cogênito
- Tempo de trânsito no cólon: Detecta se há trânsito lento no cólon ou obstrução de saída no reto
- Retossigmoidoscopia: Excluir lesões do organismo
- Colonoscopia: Somente quando há anemia ferropriva ou presença de sangue nas fezes e o exame contrastado não foi esclarecedor
Como se comprova o diagnóstico?
Este é feito através de dados clínicos somados ao exame proctológico e exames de imagem.
Estudos fisiológicos podem ser necessários em casos selecionados.
Complicações:
- Fecaloma
- Megacólon quando a constipação é grave e permanece por muito tempo
- Uso excessivo de laxantes pode promover alterações dos eletrólitos
- Úlcera no reto
- Volvo do sigmóide que é mais encontrado nos casos de megacólon chagásico
Como o paciente deve ser orientado?
  • Caso não haja obstrução ao fluxo intestinal deve ser ingerida uma quantidade de 20 a 30 gramas de fibra por dia. Fibras solúveis (pectinas, gomas, hemicelulose, flocos de aveia, cevada e legumes) e fibras insolúveis (frutas, vegetais, legumes e cereais integrais)
  • Tomar 1,5 a 2 litros de água por dia
  • Praticar atividades físicas (caminhada e natação)
  • Ir ao banheiro em horários determinados pelo paciente
  • Corrigir alterações metabólicas e endócrinas
  • Retirar medicamentos que possam agravar a constipação
  • Tratamento de desordens orgânicas que tenham a ver com a obstipação
O tratamento cirúrgico só deve ser indicado em casos selecionados:
Ex: Parada de trânsito no cólon, megacólon chagásico, megacólon congênito, retoceles anteriores acima de 3 cm e sigmoidoceles ou enteroceles de 3° grau.
Medicamentos que podem ser usados:
- Expansores da massa fecal: Psyllium, metilcelulose e policarbofil. Dose de acordo com cada paciente
- Lubrificantes intestinais são pouco tolerados
- Laxantes “osmóticos”: Sulfato de magnésio, hidróxido e citrato de magnésio, fosfato e sulfato de sódio; lactulose na dose de 15 a 30 ml, 1 a 2 X ao dia
- Incentivadores do trânsito intestinal: bisacodil, fenolftaleína, antraquinonas, sene e cáscara sagrada. Estes podem promover dependência medicamentosa
- Supositórios emolientes
- Em casos agudos, enema evacuatório para alívio rápido
Evolução:
A constipação esporádica, por curto tempo e que responde a medidas básicas tem bom prognóstico. Já a constipação que persiste, quando não avaliada adequadamente pode provocar sérios danos ao paciente.
Fonte: Rodrigo da Silva Reis Moura - medfoco.com.br
Retratação da Internet
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Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
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Existe diferença entre obstipação e constipação intestinal?

Não. Tanto a obstipação quanto a constipação intestinal (CI) indicam defecação insatisfatória. Para elaborar uma definição para a constipação funcional crônica, um comitê de especialistas internacionais reuniu-se em Roma, já pela segunda vez, e criou o documento conhecido como Critérios de Roma II. Algumas definições foram estabelecidas para constipação intestinal: menos que três evacuações por semana, esforço ao evacuar, sensação de evacuação incompleta, fezes endurecidas ou fragmentadas, sensação de obstrução à evacuação e manobras digitais para facilitar as evacuações. São considerados constipados aqueles que apresentem ao menos dois desses critérios, referidos em pelo menos 25% das evacuações nos últimos 3 meses. De acordo com esses critérios, não são considerados constipados aqueles que referem perda de fezes aguadas ou pastosas em pelo menos 25% das evacuações nos últimos 3 meses.

A CI é mais prevalente entre mulheres, idosos e crianças. Nas mulheres, algumas das hipóteses causais são danos causados aos músculos pélvicos e suas inervações, decorrentes de partos e cirurgias ginecológicas, e os prolapsos genitais, mais freqüentes após a menopausa. Para os idosos, a CI pode ser devida a menor ingestão alimentar, perda da mobilidade, fraqueza das musculaturas abdominal e pélvica e medicações. Finalmente, as crianças também podem sofrer de CI por reterem a evacuação, por susceptibilidade genética para desenvolver problemas gastrointestinais, por fatores ambientais, como estresse, dentre outros.

Diversos fatores podem levar à constipação, como doenças metabólicas, endócrinas e neurológicas, condições psicológicas (estresse, depressão e ansiedade), anormalidades estruturais (fístula anal, hemorróidas, doenças inflamatórias intestinais, dentre outras), inadequada ingestão alimentar e estilo de vida. Essas situações clínicas estão associadas, de uma forma ou de outra, à falta de resíduos dentro do cólon, perda de sensibilidade dos órgãos que desencadeiam os mecanismos da defecação, perda das contrações dos músculos envolvidos com a defecação e obstrução mecânica.

Dessa forma, é importante o conhecimento das circunstâncias ligadas ao início do sintoma, a história alimentar, quanto ao volume e tipos de alimentos ingeridos, a ingestão de fibras, e o volume de água consumido por dia. A comparação entre o hábito intestinal atual e o remoto e o uso atual de drogas também são informações indispensáveis.

Portanto, algumas formas de tratar a constipação são orientar o consumo alimentar de frutas, vegetais, cereais integrais, que aumentam a ingestão das fibras, indicar a suplementação de fibras, probióticos e prebióticos, a ingestão adequada de água, os exercícios físicos e a medicação laxativa via oral ou retal, quando necessário.

Fonte: Camila Garcia Marques