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HEMORRÓIDAS | SINAIS – SINTOMAS – TRATAMENTO


Hemorróidas

Hemorróidas são veias inchadas ou dilatadas no reto. Os sintomas mais comuns das hemorróidas são sangramento retal, dor e prurido. A hemorróida pode ser visualizada ao redor do ânus (hemorróida externa) ou estar presente no interior do reto (hemorróida interna), tendo que ser realizada a anuscopia (olhar o interior do ânus) para visualização.
Hemorróidas são comuns, ocorrendo em ambos os sexos, embora não costume causar problemas graves de saúde pode ser irritante e desconfortável. Felizmente, os tratamentos para hemorróidas estão disponíveis e geralmente minimizam os sintomas.

Os sinais e sintomas das hemorróidas:
São mais comuns em idosos, portadores de tumores pélvicos, durante ou após a gravidez, pessoas constipadas (intestino preso).
Os sinais e sintomas de hemorróidas são:
•    Sangramento anal
•    Prurido anal ou dor
•    Abaulamento tecido ao redor do ânus
Sangramento retal  – Muitas pessoas com hemorróidas notam sangue vermelho vivo no vaso ou no papel higiênico após a evacuação. A quantidade de sangue é geralmente pequena.
Embora hemorróidas seja uma das razões mais comuns para sangramento retal, existem outras causas mais graves. Não é possível saber o que está causando sangramento retal, a menos que você seja examinado. Se você vir a sangrar depois de uma evacuação, procure seu médico.
Dor  – As hemorróidas podem ser uma causa de dor na região anal, ocorrendo principalmente quando tem a presença de um trombo no interior da veia, o que é chamado de hemorróida trombosada.
Coceira (Prurido) – Hemorróidas geralmente causam coceira e irritação da pele ao redor do ânus.

Diagnóstico das Hemorróidas:
Para diagnosticar hemorróidas, o médico irá examinar seu reto e ânus, e pode inserir um dedo com luva no reto. Se houver hemorragia, os testes devem incluir um procedimento que permite que o seu médico olhar o interior do ânus (chamado anuscopia) ou parte inferior do intestino grosso (sigmoidoscopia).

Tratamento inicial das hemorróidas:
Um dos passos mais importantes no tratamento de hemorróidas é evitar a constipação intestinal, pois quanto mais tempo uma pessoa fica sem defecar, mais endurecidas serão as fezes. As fezes endurecidas ao passarem pelo orifício anal poderão causar fissura anal.
Suplementos de fibra – a ingestão de fibras é uma das melhores maneiras de suavizar e amolecer as fezes. A fibra é encontrada em frutas e vegetais. A quantidade recomendada de fibra dietética é de 20 a 35 gramas por dia.
Vários suplementos de fibras estão disponíveis, incluindo psyllium (Konsyl ®; Metamucil ®; Perdiem ®), metilcelulose (Citrucel ®), o cálcio policarbofil (FiberCon ®; Fiber-Lax ®; Mitrolan ®) e trigo dextrina (Benefiber ®). Começar com uma pequena quantidade e aumentar lentamente para evitar efeitos colaterais.
Laxantes  – Se o aumento de fibra não aliviar sua constipação, ou se os efeitos secundários de fibra forem intoleráveis, podemos tentar um laxante. Deve ser evitado o uso constante de substância laxativas, pois como ocorre um grande esvaziamento intestinal teremos uma demora na formação do novo bolo fecal, com diminuição da peristalse (movimento intestinal) e uma consequente constipação.
Banhos de assento morno - Banho de assento melhora o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura ao redor do ânus.
Como fazer:
Deixar a área retal mergulhada em água morna por 10 a 15 minutos de duas a três vezes ao dia. Banhos de assento estão disponíveis na maioria das drogarias. Não adicione sabão ou outros aditivos na água.
Os tratamentos tópicos – Vários cremes e supositórios estão disponíveis para o tratamento de hemorróidas e muitos estão disponíveis sem receita médica. Cremes e supositórios a base de hidrocortisona pode ajudar a aliviar a dor, inflamação e prurido, pelo menos temporariamente.

Tratamento minimamente invasivo:
Caso não tenha obtido melhora com as medidas conservadoras acima citadas, poderemos considerar um procedimento minimamente invasivo.
Ligadura elástica  – A ligadura elástica é o procedimento mais utilizado. É bem sucedido em aproximadamente 70% a 80% dos pacientes.
Elásticos ou anéis são colocados em torno da base de uma hemorróida interna. Como o suprimento de sangue é restrito, ocorre degeneração das hemorróidas. Muitos pacientes relatam uma sensação de “aperto” após o procedimento, que pode melhorar com banhos de assento quentes. Os pacientes são encorajados a usar suplementos de fibras para evitar constipação.
Sangramento pode ocorrer quando a banda de borracha cai, normalmente de dois a quatro dias após o procedimento. Em alguns casos, uma área de ferida desenvolve de cinco a sete dias após o procedimento. Outras complicações menos comuns de ligadura elástica incluem dor, trombose das hemorróidas, infecção localizada ou formação de pus (abscesso). A ligadura elástica raramente causa sérias complicações.
Laser, infravermelho ou coagulação bipolar  – Estes métodos envolvem o uso de laser ou de luz infravermelha ou calor para destruir as hemorróidas.
Escleroterapia – Durante a escleroterapia, uma solução química é injetada na hemorróida, fazendo com que o tecido se degenere. Escleroterapia pode ser menos eficaz do que a ligadura elástica.

Cirurgia para Hemorróidas:
Persistindo a hemorróida, apesar dos tratamentos conservadores ou minimamente invasivos, poderá optar pela remoção cirúrgica da hemorróida (hemorroidectomia). A cirurgia é o tratamento de escolha para doentes com grandes hemorróidas internas.
Hemorroidectomia envolve a remoção cirúrgica do tecido hemorroidário. O índice de sucesso é de 95% dos pacientes.
Fonte: Eduardo de Carvalho - medfoco.com.br
Retratação da Internet
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Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação

INTESTINO PRESO – PRISÃO DE VENTRE – CONSTIPAÇÃO INTESTINAL


Intestino preso

O que é?
Intestino preso ou prisão de ventre ou constipação intestinal é o ato de defecar trabalhoso e esporádico com fezes muito endurecidas. Cada indivíduo tem seu ritmo intestinal, e considera-se normal, desde três evacuações por dia até uma evacuação a cada três dias. Entretanto, as fezes devem ser feitas sem esforço e ter consistência normal. A prisão de ventre pode afetar todas as idades, sendo mais comum em mulheres e nos limites da vida.
 Ainda veremos:
  • O que pode causar o intestino preso?
  • Quais os fatores de risco?
  • Quais sinais e sintomas?
  • Quais exames para constipação intestinal?
  • Como se comprova o diagnóstico?
  • Pode complicar?
  • Tem tratamento? Como evolui?
Causas:
- Pouco consumo de líquidos e fibras (mais comum)
- Fatores culturais, emocionais e ambientais
- Gravidez
- Doença de Chagas – megacólon chagásico
- Doenças endócrinas – Hipotireoidismo, diabetes, feocromocitoma, pan-hipopituitarismo.
- Alterações do metabolismo – Cálcio baixo no sangue, amiloidose, uréia alta no sangue.
- Acometimento de nervos e músculos que nasce com o paciente ou adquirido durante a vida – Doença de Hirschsprung, doença de Parkinson, defeitos raquidianos, tabes dorsalis, tumores cerebrais, esclerodermia.
- Doença do ânus causando dor ao evacuar (fissuras, tumores do canal do ânus).
- Doenças que alteram anatomia e função de cólon e reto:
  • Devido a doenças de cólon e reto (doença diverticular, tumores, estreitamentos de cólon e reto, pressão externa, hérnias )
  • Lentificação de trânsito em cólon e delgado (síndrome do intestino irritável, inatividade do cólon)
  • Entupimento a nível da pelve (projeção da parede do sigmóide, projeção da parede do reto, reto fora do seu lugar normal, anismus)
  • Uso excessivo de laxantes ou catárticos
  • Medicamentos (anticolinérgicos, opióides, antidepressivos, antiácidos com hidróxido de alumínio)
Aumenta o risco de desenvolver constipação intestinal:
- Idosos
- Rotina de defecação errada
- Inatividade
- Imobilização no leito
- Utilização de muitos medicamentos
Sinais e Sintomas:
- Repetição de evacuações inferior a considerada “normal” pelo paciente e/ou diminuição do volume ou consistência endurecida pelos parâmetros do paciente
- Não ocorre vontade de evacuar
- Dor ao defecar
- Dificuldade de defecar ou impressão de que não esvaziou completamente o intestino
- Impactação de fezes endurecidas no reto
- Mal-estar, na maioria das vezes com sensação de preenchimento na parte inferior do abdome juntamente com evacuação inadequada
- Tenesmo
- Contraditoriamente, diarréia e perda involuntária pelo ânus.
Diagnóstico Diferencial:
Devemos sempre separar constipação intestinal “funcional” da constipação por causa conhecida.
Exames:
- Radiografia de abdome: pode ajudar a avaliar tamanho, gravidade e, às vezes, o motivo da constipação
- Sorologias para Doença de Chagas em pacientes de áreas com casos da doença
- Enema opaco: Permite afastar tumores e estreitamentos
- Cinedefecografia: Pode definir mecanismos de obstipação em casos selecionados
- Manometria anorretal: Permite avaliar esfíncteres e principalmente reflexo inibitório retoanal, que não é encontrado na colopatia chagásica nem no megacólon cogênito
- Tempo de trânsito no cólon: Detecta se há trânsito lento no cólon ou obstrução de saída no reto
- Retossigmoidoscopia: Excluir lesões do organismo
- Colonoscopia: Somente quando há anemia ferropriva ou presença de sangue nas fezes e o exame contrastado não foi esclarecedor
Como se comprova o diagnóstico?
Este é feito através de dados clínicos somados ao exame proctológico e exames de imagem.
Estudos fisiológicos podem ser necessários em casos selecionados.
Complicações:
- Fecaloma
- Megacólon quando a constipação é grave e permanece por muito tempo
- Uso excessivo de laxantes pode promover alterações dos eletrólitos
- Úlcera no reto
- Volvo do sigmóide que é mais encontrado nos casos de megacólon chagásico
Como o paciente deve ser orientado?
  • Caso não haja obstrução ao fluxo intestinal deve ser ingerida uma quantidade de 20 a 30 gramas de fibra por dia. Fibras solúveis (pectinas, gomas, hemicelulose, flocos de aveia, cevada e legumes) e fibras insolúveis (frutas, vegetais, legumes e cereais integrais)
  • Tomar 1,5 a 2 litros de água por dia
  • Praticar atividades físicas (caminhada e natação)
  • Ir ao banheiro em horários determinados pelo paciente
  • Corrigir alterações metabólicas e endócrinas
  • Retirar medicamentos que possam agravar a constipação
  • Tratamento de desordens orgânicas que tenham a ver com a obstipação
O tratamento cirúrgico só deve ser indicado em casos selecionados:
Ex: Parada de trânsito no cólon, megacólon chagásico, megacólon congênito, retoceles anteriores acima de 3 cm e sigmoidoceles ou enteroceles de 3° grau.
Medicamentos que podem ser usados:
- Expansores da massa fecal: Psyllium, metilcelulose e policarbofil. Dose de acordo com cada paciente
- Lubrificantes intestinais são pouco tolerados
- Laxantes “osmóticos”: Sulfato de magnésio, hidróxido e citrato de magnésio, fosfato e sulfato de sódio; lactulose na dose de 15 a 30 ml, 1 a 2 X ao dia
- Incentivadores do trânsito intestinal: bisacodil, fenolftaleína, antraquinonas, sene e cáscara sagrada. Estes podem promover dependência medicamentosa
- Supositórios emolientes
- Em casos agudos, enema evacuatório para alívio rápido
Evolução:
A constipação esporádica, por curto tempo e que responde a medidas básicas tem bom prognóstico. Já a constipação que persiste, quando não avaliada adequadamente pode provocar sérios danos ao paciente.
Fonte: Rodrigo da Silva Reis Moura - medfoco.com.br
Retratação da Internet
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Hemorroida, essa coisa feia e sem graça

Uma das queixas mais freqüentes no consultório de gastroenterologistas e proctologistas, diz respeito à presença das hemorroidas. É interessante observar que, independente da doença que afete o ânus ou o canal anal, o paciente queixa-se de que “sofre de hemorroidas”.

Não é nosso objetivo, neste texto, abordar outras doenças orificiais, tais como as fissuras e os abscessos/fístulas perianais, mas sim tentar esclarecer e orientar as pessoas sobre esta tão freqüente patologia: hemorroidas. Hemorróidas são dilatações venosas que surgem no ânus ou no canal anal. O nome tem origem na denominação das veias que aí se localizam e drenam essa região, as veias hemorroidárias. São classificadas em internas ou externas, conforme sua localização e em graus, de acordo com seu comportamento:

1º grau: não são visíveis externamente, mas podem sangrar às evacuações.

2º grau: exteriorizam-se durante a defecação, mas retornam espontaneamente ao canal anal, onde permanecem até o próximo evento.

3º grau: permanecem, constantemente, para fora do canal anal.
Os sintomas mais freqüentemente relatados pelos pacientes, são: sangramento anal, exteriorização de pele ou caroço em região anal, sensação de peso no reto, desconforto ou coceira anal, dor intensa e coágulo ou caroço em região anal (trombose hemorroidária) e saída de secreção (muco) que suja a roupa íntima.

Aqui, vale ressaltar que muitos pacientes, principalmente as mulheres, sentem-se desconfortáveis por não conseguir realizar adequada higiene da região, mesmo lavando-se sistematicamente após as evacuações. No entanto, nada se compara ao constrangimento de exibir para o(a) parceiro(a) sexual algo que consideram antiestético.

Se considerarmos os estragos que uma simples estria ou um pouco de celulite conseguem fazer na auto-estima feminina, podemos entender todo o drama daquelas mulheres que possuem hemorroidas de 3º grau, exteriorizando-se para fora do ânus e deformando-o. Nessas circunstâncias, a preocupação maior passa a ser em como esconder os genitais para que o parceiro não perceba as suas hemorroidas, em como fazer sexo sem que elas sejam identificadas. Seguramente, este é um fator limitante para o relacionamento sexual e interfere, negativamente, na libido feminina.

Entre as causas aventadas como predisponentes para o surgimento de hemorroidas, temos:

1 - Nossa condição de bípedes. Na evolução das espécies, desde que o Homem assumiu a posição ereta, houve uma alteração na coluna de pressão do sangue. Como esta é maior nas extremidades, as pernas (no caso dos membros) e o ânus (no caso do tubo digestivo) suportam as maiores pressões sobre os vasos sanguíneos e estes podem dilatar, dando origem às varizes das pernas e às hemorróidas, no ânus.

Vaso sanitário não é poltrona! É bom lembrar também que, pelo mesmo raciocínio, vaso sanitário não é poltrona. Nada de ler o jornal de domingo inteiro, sentado no vaso. Quanto maior o tempo sentado no vaso, maior a pressão sobre as hemorroidas. O resultado é que você sai do banheiro com as hemorróidas totalmente para fora. Conclusão: só vá ao banheiro quando estiver com vontade de evacuar. Se por algum motivo não conseguir, levante-se e aguarde o próximo reflexo de evacuação, que pode ser percebido após as refeições.

2 - Distúrbios do funcionamento intestinal (diarreia e, mais freqüentemente, constipação intestinal).
3 - Hereditariedade.
4 - exercícios físicos ou esforço para carregar peso exagerados. Aqui, não podemos deixar de citar o parto normal como exemplo de grande esforço físico e que pode ser responsável pelo surgimento de hemorroidas. Neste caso específico, o mais freqüente é que as hemorróidas desapareçam após um período de tempo.
5 - Aumento da pressão dentro do abdômen que ocorre, por exemplo, na gestação e na obesidade.

O diagnóstico é feito pelo médico especialista, baseado nos dados de história clínica e exame físico detalhado, que deve incluir, obrigatoriamente, a inspeção da região anal e o toque retal.

A boa prática médica recomenda que toda e qualquer queixa de sangramento anal seja melhor investigada, com retossigmoidoscopia e/ou colonoscopia, mesmo que o paciente seja portador de hemorroidas.

Explico: não é raro que um paciente com hemorroidas, doença muito freqüente na população, seja portador também de pólipos ou outras lesões mais altas, inclusive câncer do reto e dos cólons, e que sejam os responsáveis de fato pelo sangramento. 
Uma vez confirmado o diagnóstico, analisa-se a melhor proposta de tratamento que inclui, sempre, a regularização do funcionamento intestinal e medidas terapêuticas clínicas ou cirúrgicas.

De modo geral, o bom funcionamento do intestino depende de medidas dietéticas simples, que incluem a ingestão de fibras e de líquido em quantidades adequadas. Não se recomenda o uso habitual de laxantes.

Se apenas tais medidas não forem suficientes para o controle dos sintomas ou se as hemorroidas já apresentam complicações, pode-se optar, sempre em função da mais adequada solução para cada caso, por:

- escleroterapia 
- ligadura elástica
- criocirurgia
- cirurgia convencional

Nos últimos anos, também pudemos incorporar ao arsenal terapêutico um método que utiliza um grampeador e que, quando bem indicado, pode proporcionar uma recuperação pós-operatória muito mais confortável. Este método, conhecido como P.P.H. – Procedimento para Prolapso e Hemorroidas – baseia-se na retirada de uma faixa de tecido que reveste o final do reto e o início do canal anal. Como conseqüência, o tecido remanescente é puxado para cima e diminui-se, assim, a exteriorização das hemorroidas.

Particularmente, não pratico escleroterapia nem criocirurgia, por julgar que os outros métodos citados preenchem, totalmente, a necessidade terapêutica de meus pacientes, com segurança e conforto.
Vale lembrar ainda, antes de encerrar este texto que, nos dias atuais, a cirurgia convencional não é mais encarada como causadora de profundo sofrimento para aqueles que se submetem ao método.

A adequada anestesia, a técnica cirúrgica delicada e precisa e o uso de medicação analgésica potente propiciam bom resultado terapêutico e um período pós-operatório bastante confortável.

Com este método, a pele que já perdeu a elasticidade é retirada e as veias hemorroidárias são amarradas, dentro do canal anal, o que garante que as hemorroidas não voltarão a aparecer. É a técnica que, em minha opinião, propicia os melhores resultados estéticos. E beleza, citando Vinícius de Moraes, é fundamental...

Na dificuldade de ilustração mais realista, as fotos remetem as hemorroidas à memória daqueles que delas padecem.

Fonte: Dra. Cleide Gonçalves de Almeida 

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Hemorróidas


Definição
Eu, você, todos nós temos hemorróidas. Calma, leitor (a). Hemorróidas, ou, para ser mais exato, os plexos hemorroidários, são o conjunto de vasos que irrigam e drenam o reto e o canal anal. Chamamos a dilatação dos plexos hemorroidários de doença hemorroidária, entretanto, mesmo profissionais de saúde se referem a “hemorróidas”, e é deste modo que iremos nos referir.
De acordo com o local e o grau de evolução, as hemorróidas podem ser divididas em internas, externas ou mistas e em graus I, II, III e IV.
As hemorróidas internas são as localizadas acima da região conhecida como linha pectínea; as externas estão abaixo desta linha. As mistas localizam-se tanto acima quanto abaixo.
Quanto ao grau, as hemorróidas são divididas em:
Grau I: ocorre apenas sangramento, sem prolapso (exteriorização).
Grau II: ocorre sangramento e prolapso que reduz (volta à posição original) espontaneamente.
Grau III: ocorre sangramento e prolapso que só reduz manualmente.
Grau IV: ocorre sangramento e prolapso que não reduz.

Como acontece?
No canal anal, os vasos do plexo hemorroidário são revestidos por tecido conjuntivo. As hemorróidas ocorrem quando o tecido conjuntivo fica frágil e desloca-se para baixo, em direção ao ânus. Isto ocorre devido ao envelhecimento ou a situações de alta pressão, quando, por exemplo, a pessoa precisa fazer mais força que o habitual para defecar (ex. prisão de ventre). Este deslocamento prejudica a circulação do plexo hemorroidário afetado, o que resulta na dilatação de suas veias, formando varizes no canal anal. Com a circulação prejudicada, o tecido conjuntivo superficial torna-se frágil e inflamado, resultando em sangramento.

Sinais e sintomas
O sangramento é o principal sinal das hemorróidas. Não costuma ser volumoso, nem estar sempre presente. O sangue é vermelho vivo e costuma ser percebido no papel higiênico. Outros sinais e sintomas são o prolapso (exteriorização), dor, desconforto, tenesmo ( dor ou incômodo associado “vontade” de evacuar, sem conseguir), inflamação, irritação e sensação de que não defecou completamente.

Complicações
Como as demais doenças, as hemorróidas podem complicar, piorando o desconforto do paciente e necessitando de intervenções mais rápidas e eficazes. Isto pode ocorrer devido à associação com uma fissura anal, o surgimento de um abscesso perianal ou de uma trombose hemorroidária aguda. A trombose hemorroidária aguda ocorre quando o prolapso é “estrangulado”, causando uma forte dor e impedimento da circulação local, constituindo uma situação de urgência.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito, inicialmente, a partir da história do paciente. Em seguida é feito o exame físico. O médico irá observar a região anal e realizar o exame de toque, que é importante para detectar lesões como tumores, por exemplo. O exame de toque deverá ser evitado quando fissuras anais ou trombose hemorroidária aguda inflamada estiverem presentes. Hemorróidas externas podem ser detectadas apenas na observação a olho nu, sem aparelhos. Hemorróidas internas são vistas com o uso do anuscópio, objeto introduzido no canal anal com a ajuda de lubrificantes anestésicos; podem ser vistas a olho nu, porém, se estiverem exteriorizadas.
Em pacientes com sangramento anal, acima de 40 anos ou fatores de risco como história familiar, o médico pode pedir exames mais invasivos, como colonoscopia ou retossigmoidoscopia. São necessários para investigar se há outras causas para o sangramento, como tumores, doenças inflamatórias intestinais ou doença diverticular.

Tratamento
Em todos os tipos e graus de hemorróida o paciente é aconselhado a aumentar a ingestão de líquidos e fibras, para que as fezes saiam com maior facilidade, evitando a dor ao evacuar. Também é aconselhado que sejam feitos banhos de assento com água morna e o papel higiênico deixe de ser utilizado na higiene.
O médico pode realizar a ligadura elástica das hemorróidas, que consiste na aplicação de um anel elástico na origem da hemorróida, que é retirada. Também pode realizar a fotocoagulação a laser ou a escleroterapia (injeção de substância necrosante na hemorróida). Todos estes procedimentos podem ser realizados a nível ambulatorial, sem necessidade de internamento.
A cirurgia para a retirada de hemorróidas –hemorroidectomia- é indicada para os pacientes que não obtiveram melhora com as mudanças alimentares e os métodos acima.

E os remédios vendidos sem receita na farmácia? É bom usar?
Pomadas, cremes e supositórios vendidos livremente nas farmácias prometem o alívio das hemorróidas. Podem até oferecer o alívio temporário, mas muitas vezes são ineficazes, podendo mesmo irritar ainda mais a região ou atrasar a procura de ajuda médica, por mascarar os sintomas iniciais.

Prevenção
A alimentação rica em fibras e água é essencial para prevenir as hemorróidas. O uso de laxantes deve ser evitado, mas, se a constipação não cede à mudança alimentar, o médico deverá ser consultado e pode prescrever um. Deve-se evitar o uso de “chás” como sene e cáscara sagrada, pois irritam o intestino e prejudicam o seu funcionamento, e óleo mineral, por prejudicar a absorção intestinal.
Vá ao banheiro sempre que tiver vontade, evite o esforço excessivo para defecar e não passe muito tempo tentando. Mude de posição se necessário: a posição agachada, com o uso de um banquinho junto ao vaso sanitário, para apoiar as pernas, facilita a evacuação.

Autores: Gisele de Sá Mascarenhas, Dr. Mateus Fiusa


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Existe diferença entre obstipação e constipação intestinal?

Não. Tanto a obstipação quanto a constipação intestinal (CI) indicam defecação insatisfatória. Para elaborar uma definição para a constipação funcional crônica, um comitê de especialistas internacionais reuniu-se em Roma, já pela segunda vez, e criou o documento conhecido como Critérios de Roma II. Algumas definições foram estabelecidas para constipação intestinal: menos que três evacuações por semana, esforço ao evacuar, sensação de evacuação incompleta, fezes endurecidas ou fragmentadas, sensação de obstrução à evacuação e manobras digitais para facilitar as evacuações. São considerados constipados aqueles que apresentem ao menos dois desses critérios, referidos em pelo menos 25% das evacuações nos últimos 3 meses. De acordo com esses critérios, não são considerados constipados aqueles que referem perda de fezes aguadas ou pastosas em pelo menos 25% das evacuações nos últimos 3 meses.

A CI é mais prevalente entre mulheres, idosos e crianças. Nas mulheres, algumas das hipóteses causais são danos causados aos músculos pélvicos e suas inervações, decorrentes de partos e cirurgias ginecológicas, e os prolapsos genitais, mais freqüentes após a menopausa. Para os idosos, a CI pode ser devida a menor ingestão alimentar, perda da mobilidade, fraqueza das musculaturas abdominal e pélvica e medicações. Finalmente, as crianças também podem sofrer de CI por reterem a evacuação, por susceptibilidade genética para desenvolver problemas gastrointestinais, por fatores ambientais, como estresse, dentre outros.

Diversos fatores podem levar à constipação, como doenças metabólicas, endócrinas e neurológicas, condições psicológicas (estresse, depressão e ansiedade), anormalidades estruturais (fístula anal, hemorróidas, doenças inflamatórias intestinais, dentre outras), inadequada ingestão alimentar e estilo de vida. Essas situações clínicas estão associadas, de uma forma ou de outra, à falta de resíduos dentro do cólon, perda de sensibilidade dos órgãos que desencadeiam os mecanismos da defecação, perda das contrações dos músculos envolvidos com a defecação e obstrução mecânica.

Dessa forma, é importante o conhecimento das circunstâncias ligadas ao início do sintoma, a história alimentar, quanto ao volume e tipos de alimentos ingeridos, a ingestão de fibras, e o volume de água consumido por dia. A comparação entre o hábito intestinal atual e o remoto e o uso atual de drogas também são informações indispensáveis.

Portanto, algumas formas de tratar a constipação são orientar o consumo alimentar de frutas, vegetais, cereais integrais, que aumentam a ingestão das fibras, indicar a suplementação de fibras, probióticos e prebióticos, a ingestão adequada de água, os exercícios físicos e a medicação laxativa via oral ou retal, quando necessário.

Fonte: Camila Garcia Marques

Hemorróidas - Os 10 Mandamentos Para Quem Sofre

1 - A doença hemorroidária é muito freqüente na população em geral e deve-se sempre estar atento para os sintomas da mesma. Os sintomas mais comuns são: sangramento anal, prurido ("coceira no ânus"), prolapso (saída do mamilo hemorroidário para fora do ânus) e incômodo anal.

2 - Nestes casos consulte sempre o seu médico. Ele é o único profissional habilitado a avaliar seu problema e determinar o tratamento mais adequado.

3 - Não dê ouvidos a conselhos de pessoas leigas e não se trate com produtos populares e de livre escolha. Isto poderá lhe trazer complicações.

4 - Você deve tomar cuidado com sua alimentação. Evite alimentos gordurosos e condimentados. Dê preferência a alimentos ricos em fibras, cereais, frutas, legumes e verduras.

5 - Procure fazer refeições regulares. Habitue-se a comer todos os dias nos mesmos horários.

6 - Uso de laxantes é prejudicial. Evite-os.

7 - Quanto ao vestuário íntimo é bom saber que os tecidos sintéticos prejudicam a respiração da pele e podem até causar irritações. Use somente roupa íntima confeccionada em algodão.

8 - A higiene da região anal é de fundamental importância. Evite o uso de papel higiênico sempre que possível. Lave a região anal com água e sabonete. Esta é a higiene adequada, válida também para quem não sofre de hemorróidas.

9 - Vá ao banheiro sempre que sentir vontade, porém permaneça no vaso sanitário apenas pelo tempo necessário, evitando as leituras que são comuns a várias pessoas nesta condição.

10 - Pratique exercícios físicos. Melhor é andar todos os dias.