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DÚVIDAS SOBRE COLELITÍASE - PEDRA NA VESÍCULA BILIAR


Publicado por Dr. Nemer Hajar

Colelitíase ou pedra na vesícula é a presença de cálculos na vesícula biliar.
Esses cristais ou cálculos podem ocorrer em diversas porções do trato biliar, como o ducto colédoco (causando Coledocolitíase) e a vesícula biliar. Os cristais podem obstruir o trato biliar, causando icterícia, e o ducto pancreático, levando à pancreatite. A colelitíase se trata especificamente da formação desses cristais na vesícula biliar.
A vesícula biliar tem o formato de pêra, com tamanho aproximado de 10 cm. Está localizada perto do fígado e tem como função o armazenamento da bile. A bile é produzida pelo fígado e é levada até a vesícula biliar para ser armazenada e eliminada na presença do alimento, principalmente rico em gorduras.
A doença afeta cerca de 20% da população mundial e é cercada de muitos mitos. Para esclarecer as principais dúvidas sobre a questão, imagemro.com conversou com a médica cirurgião Nathália Tabalipa da Silva que atende na Clinica Gastro Cirúrgica.
AS PEDRAS SÃO SEMPRE IGUAIS? Há diferentes tipos e tamanhos de pedras (cálculos). Os Cálculos são formados do aumento na concentração de gordura (90%), e ou sais biliares na bile. A razão da formação dos cálculos ainda não é bem conhecida.
AS PEDRAS PODEM SE DISSOLVER TOTALMENTE? Os medicamentos ajudam a dissolver a solução dentro da vesícula, no entanto, leva de seis meses a um ano, é caro e nem sempre resolve o caso. Não existe nenhuma solução capaz de dissolver os cálculos. Diante disso a remoção cirúrgica da vesícula, ou colecistectomia, é o tratamento eficaz.
TODOS TEMOS O MESMO RISCO DE TER PEDRAS? O risco aumenta com a idade, obesidade, mulheres com múltiplas gestações e que fazem uso de anticoncepcional. Mulheres entre 20 e 60 anos tem 3x mais chance que a população masculina.
A CIRURGIA DE VESÍCULA RETIRA SOMENTE AS PEDRAS E PODE SER FEITA A LASER? A colecistectomia consiste na retira de toda a vesícula biliar. Realizada da forma convencional por uma incisão abdome ou videolaparoscopia com minincisões e auxilio de um sistema de vídeo e não laser.
AS PESSOAS ENGORDAM APÓS A CIRURGIA? Não há fundamento científico, é boato.
O FATO DE RETIRAR A VESÍCULA AFETA O FUNCIONAMENTO DO FÍGADO OU INTESTINO? Não afeta de modo algum, alguns pacientes podem apresentar aumento nas evacuações no primeiro mês.
O alerta é que a prorrogação do tratamento cirúrgico só aumenta o risco de desenvolver colecistite (inflamação da vesícula), coledocolitiase, pancreatite, e também complicações cirúrgicas, que vão desde dor, infecção na ferida, sangramento, deiscência (soltura) dos pontos, lesão hepática, lesão intestino, icterícia (amarelão), lesão colédoco, infecção generalizada, e óbito.
Fonte: Imagemro.com

Retratação da Internet Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas neste website, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitui o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.

Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os vinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponibilizamos neste site.

Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliaçã

Cirurgia de Vesícula Biliar Videolaparoscópica

Colecistectomia Video from Nemer on Vimeo.

Dieta Rica em Gordura e Carboidratos Eleva Risco de Pedras na Vesícula

Uma forte dor no estômago surge de repente. Quando se torna mais aguda, é sentida também na região das últimas
costelas à direita. O desconforto diminui e aumenta de intensidade, como uma cólica, e acaba irradiando-se pelo abdome superior e pelas costas. Em seguida, dependendo da gravidade do caso, o paciente pode sentir até enjoos e vômitos.
Esse cenário de dor e desconforto pode ser indicativo de várias doenças que possuem sintomas semelhantes, daí a necessidade de buscar auxílio de um médico clínico tão logo surjam os primeiros sintomas. Na lista de patologias estão desde o cálculo renal (que provoca dores terríveis, segundo relato de médicos e pacientes) até mesmo os prosaicos gases, que incomodam quem convive com o problema.
As dores relatadas no início da matéria podem ser provocadas também pelos chamados cálculos biliares ou, como prefere a população, por “pedras” na vesícula. A função da vesícula biliar é armazenar a bile produzida pelo fígado e lançá-la quando a comida contendo gordura entra no trato digestivo. Já o cálculo biliar é formado por cristais agrupados na vesícula, que podem ser pequenos como um grão de areia ou grandes como uma bola de gude.
A literatura médica constata que entre 10% e 20% das pessoas com idade entre 35 e 65 anos têm cálculos na vesícula. “A doença afeta mais as mulheres em idade fértil. Algumas das possíveis causas são o descontrole hormonal, a obesidade, o efeito sanfona (processo constante de ganho e perda de peso), a idade e a presença de diabetes", explica o cirurgião Robério Melo, coordenador de Cirurgia da Urgência 24 horas . “Ainda assim, qualquer pessoa sem este perfil pode vir a ter o problema”, acrescentou.
A bile produzida no fígado é uma mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, que é responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos. Por isso, o excesso de gordura na alimentação pode afetar à vesícula.
Os cálculos (cristais) que se formam na vesícula biliar podem não causar sintomas num primeiro momento mas, quando ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino, as dores são inevitáveis. Essa obstrução provoca a cólica biliar, que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome, nas costas e até mesmo na região entre as omoplatas.
“A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, é comum voltarem à vesícula ou serem empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui”, esclarece Robério Melo. “A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e depois diminui, podendo ou não haver febre, náuseas e vômitos”, alerta.
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns desses fatores são dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras; vida sedentária, que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol); diabetes; obesidade; hipertensão (pressão alta); tabagismo (fumo); uso prolongado de anticoncepcionais; predisposição genética; e elevação do nível de estrogênio, o que explica a incidência maior de cálculos biliares em mulheres. “É importante discutir com o médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal”, orienta Robério Melo. O tratamento adequado é a cirurgia por videolaparoscopia, que requer um dia de internação hospitalar. Outras opções são o uso de ondas de choque e medicamentos, porém sem resultados promissores.
Fonte: Ascom Santa Casa

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Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação. 

Como Prevenir Doenças da Vesícula Biliar


Dez a 20% dos adultos com mais de 40 anos têm cálculos biliares, qualquer muitos têm sem sintomas. Grandes quantidades de gordura faz a vesícula trabalhar mais e podem resultar na formação de cálculos biliares.


Instruções

  1. Coma uma dieta de baixo teor de gordura, baixo colesterol. Quando você come uma grande quantidade de gordura, a bile se torna supersaturada com colesterol. A bile pode se transformar em pedras e agir como um irritante, produzindo inflamação na vesícula biliar.
  2. Escolha monoinsaturada gorduras como canola e azeites, quando você come gordura. Eles quebram mais facilmente.
  3. Perde peso se você está com sobrepeso. Excesso de peso resulta em maiores flutuações de açúcar no sangue e níveis de insulina. Isto pode predispor uma pessoa para o desenvolvimento de cálculos biliares.
  4. Limite de açúcares refinados. Eles causam flutuações de açúcar no sangue e níveis de insulina, que podem conduzir a cálculos de vesícula biliar.
  5. Exercício. Um estudo mostrou que homens que exerceu por via aeróbia 30 minutos por dia, cinco dias por semana, tiveram um risco 34% reduzido de cálculos biliares.
  6. Evite jejuns ou dietas de ultra baixa caloria. Rápida perda de peso diminui o fluxo de bile, causando um aumento do risco de cálculos biliares desenvolvendo.
  7. Considere o café. Em um estudo de homens que beberam mais de quatro xícaras de café por dia, foi reduzida a incidência de colelitíase.
  8. Converse com seu médico sobre contraceptivos orais ou terapia de reposição de estrogênio, se você estiver tomando qualquer um. Pela adição de estrógeno para seu sistema, você pode ser levemente superestimulado a eliminação da bile do seu sistema.

Dicas & Advertências

Os diuréticos tiazídicos foi mostrado para aumentar ligeiramente o risco de cálculos biliares.
Pequenas quantidades de álcool tem mostrado para reduzir o risco de desenvolvimento de colelitíase em mulheres em 20 por cento.
Coma muita fibra, o que auxilia a digestão e o metabolismo das gorduras.
Se você tiver quaisquer perguntas ou dúvidas, entre em contato com um médico ou outro profissional de saúde antes de se envolver em qualquer atividade relacionada à saúde e dieta. Esta informação destina-se não como um substituto para aconselhamento médico profissional ou tratamento.
FONTE:  http://www.fuguitang.com/como-prevenir-doencas-da-vesicula-biliar.html

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Vesícula Biliar

Publicado pelo Dr. Nemer Hajar
Tudo que se segue tem por objetivo fazer com que você entenda os sintomas da doença produzida pela vesícula, os sintomas, as causas mais comuns e as opções de tratamento.

Identificando se o seu problema é  de vesícula:

Você já teve dor no seu abdômen de grande intensidade, talvez acompanhada de náuseas (enjoô) e/ou vômitos? Estes sintomas normalmente acontecem após as refeições ? Esta pode ser a sua primeira crise de vesícula. Sintomas deste tipo podem significar que você tenha pedras na vesícula. Procure seu médico para alívio da sua dor.

Quem desenvolve problemas de vesícula?

Não sabe-se ainda ao certo porque certas pessoas apresentam problemas na vesícula. Alguns estudos comprovam que estão relacionada a alterações do metabolismo do colesterol, outros de que o problema ocorre por infecções da vesícula.Algumas pessoas apresentam mais problemas na vesícula do que outras; são elas:

- Mulheres acima de 40 anos.

- Mulheres que ficaram grávidas. A cada gravidez aumenta a chance de se desenvolve pedras na vesícula.

- Homens e mulheres que se encontram acima do peso. (Perder peso muito rápido também aumenta o risco).

- Pessoas que ingerem grande quantidade de enlatados, gordura animal e frituras.

- Pessoas com algum familiar próximo que tem/teve problemas de vesícula.

Até  começar a ter problemas na vesícula, provavelmente você nunca deu muita atenção a ela. Sua vesícula armazena bile, líquido produzido pelo fígado (FIGURA 1 FOTO A ANATOMIA DA VESÍCULA).


Figura 1: Anatomia da vesícula

A bile atua como um “detergente” dissolvendo as gorduras e certos alimentos ajudando  no processo digestivo. Quando o alimento chega ao seu estômago, um estímulo é produzido para que a vesícula se contraia e libere lentamente a bile para o intestino. Se sua vesícula estiver com pedras (cálculos), elas podem bloquear a saída da bile. O resultado será dor, havendo possibilidade até de se desenvolver sérios problemas (FIGURA 2).


Figura 2: Pedras na vesicula produzindo dor.

Como é uma vesícula normal?

Sua vesícula é um pequeno órgão que tem o aspecto de uma bola de encher. Está localizada abaixo do fígado, no alto à direita de seu abdômen (FIG 1. FOTO ANATOMIA). Basicamente a vesícula armazena a bile que vem do fígado. Quando você se alimenta, principalmente de alimentos gordurosos, a vesícula é contraída e elimina a bile por pequenos canais até o intestino. A bile então irá ajudar na digestão.

Como a bile ajuda na digestão?  

O seu fígado é que produz a bile. Ele a envia para outras partes do sistema digestivo através de um pequeno canal que comunica o fígado à primeira porção do intestino, denominado colédoco. Entre o fígado e o intestino este canal se comunica com a vesícula. A maior parte da bile vai para o intestino. Apenas parte dela é que vai para vesícula.

Sua vesícula armazena uma pequena quantidade de bile até ser solicitada para ajudar na digestão. A bile tanto entra quanto saí da vesícula através de um pequeno canal denominado ducto cístico.

O seu estômago e duodeno "avisam" sua vesícula para se contrair e eliminar a bile quando você ingere alimentos, principalmente, gordurosos. A bile então se mistura com os alimentos no duodeno. Seu pâncreas adiciona também seus sucos digestivos e o processo digestivo continua no intestino.

Pedras ou cálculos da vesícula: o problema mais comum da vesícula. 

A vesícula contém no seu interior, a bíle que é composta por uma série de componentes químicos, tais como água, colesterol, bilirrubinato etc., normalmente, balanceados. Eles podem ficar em desequilíbrio e se tornarem sólidos (como um sedimento no fundo de um copo), formando as chamadas pedras ou cálculos (Figura 2). Existem basicamente dois tamanhos de “pedras”: Os pequenos ou microcálculos e os cálculos grandes. Os microcalculos normalmente são mais “perigosos” porque podem sair da vesícula e, consequentemente, entupirem o sistema de drenagem da bile e isto pode ocorrer tanto na saída da vesícula e levará à distensão da vesícula e dor, como poderá seguir pelo canal que leva a bile para o intestino e obstruir a porção final deste canal. Neste caso, as consequências podem ser ainda piores, pois o canal que drena os líquidos produzidos no pâncreas, também desenboca nesta mesma região, portanto se o microcálculo obstruir esta saída tanto o pâncrea quanto a vesícula e o fígado não poderam drenar a bile e os líquidos do pâncreas para o intestino e consequentemente poderá ocorrer infecção na bile e no pâncreas causando a pancreatite, que pode ser leve ou muito grave. O tratamento mais utilizado em todo mundo para calculos na vesícula é o da retirada da vesícula por vídeolaparoscopia, denominada colecistectomia.

O Diagnóstico:

Normalmente, o médico ao perceber sintomas que sugiram problemas na vesícula solicita uma ultrassonografia do abdomen. Através deste exame, ele consegue visualizar a vesícula e na, maior parte das vezes determinar ou não a presença de pedras na vesícula (FIGURA 3 ULTRASSON).

Figura 3: Ultrassonografia visualizando a vesícula com pedra.

O diagnóstico e tratamento precoce dos cálculos da vesícula são as melhores opções para uma resolução com sucesso, sem consequências graves. Portanto, sempre procure um médico para se manter saudável.

O que é Colecistectomia videolaparoscópica:

A retirada da vesícula é denominada Colecistectomia. Esta retirada pode ser feita pelo método convencional ou seja por cirurgia que realiza uma incisão (corte) no abdomen (COLOCAR FOTO cirurgia aberta) ou cirurgia vídeolaparoscópica.

Figura 4: Foto cirurgia convencional/aberta.


Figura 5: Cirurgia Laparoscópica. Observe que o cirurgião opera, olhando em um monitor, as imagens internas da cirurgia.

No entanto, o acesso mais utilizado em todo o mundo para a retirada da vesícula é através da chamada Vídeolaparoscopia. Este acesso, diferentemente, das cirurgias abertas ou com incisões grandes no abdomen, utiliza pequenas incisões e, através delas, é insuflado na cavidade abdominal CO2 por uma agulha (Figura da Insuflação e Figura do Pneumo).

Figura 6: Insuflação do Abdomen.


Figura 7: Foto externa da insuflação  do abdomen( denominada Pneumoperitoneo). Observe que através de uma fina agulha injetamos ar(CO2) para criarmos um espaço “dentro” do abdomen.

Logo após que é criado, com o ar, espaço para visualizarmos com segurança os orgãos internos, são colocados alguns pequenos tubos, denominados trocarters e através destes é colocado uma microcâmera de altíssima resolução e pinças (Figura 8).


Figura 8: Retirada da vesícula por vídeolaparoscopia. Observe a camera com a luz e as pinças para retirada da vesícula(em verde).

Através de um monitor, o cirurgião acompanha todas as etapas da cirurgia até a retirada da vesícula (Figura 9).


Figura 9: Aspecto do cirurgião operando, observando o monitor.


Figura 10: Figura da retirada da vesícula

As vantagens deste método são a segurança e principalmente a recuperação mais precoce para as atividades do dia-a-dia.  
   
Figura 11: Alguns casos específicos.
  
Durante ou até mesmo antes da cirurgia podem ser identificado, cálculos no canal que leva a bile para o intestino. Em alguns casos, estas pedras não estão obstruindo este canal, mas devem ser retiradas. Esta retirada pode ser feita por cirurgia ou por endoscopia. Através da endoscopia   é possível chegar até a “saída” deste canal no intestino e fazer um corte para ampliar esta abertura e ,também, retirar os cálculos (Figura CPRE).
  
  
Figura 12: Figura do Endoscópio(tubo preto) dentro do intestino, fazendo a retirada do cálculo que esta no canal que traz a bile(em verde). Observe que ha um outro canal à direita(em rosa). Este canal é o que traz os sucos digestivos do pâncreas, portanto caso a pedra proveniente da vesícula obstrua a saída dos canais, além de inflamar a vesícula, também poderá inflamar o pâncreas. Portanto, caso a pedra proveniente da vesícula obstrua a saída dos canais, além de inflamar a vesícula, também poderá inflamar o pâncreas causando pancreatite.
  
Retratação da Internet

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Fonte:http://www.cidpitombo.com.br


Vesícula Biliar - Lama Biliar


A lama biliar ou barro biliar, também denominada bile espessa, é um achado ultrassonográfico relativamente freqüente no interior da vesícula biliar.
Sua composição inclui granulações de bilirrubinato de cálcio e cristais de colesterol.
Ultrassonograficamente, a lama biliar aparece como ecos de baixa intensidade contrastando com a bile normal, anecóica. Como a lama biliar é mais espessa e densa que a bile normal, forma-se um nível líquido-líquido, sendo que a lama biliar situa-se mais posteriormente que a bile normal, com o paciente em decúbito dorsal.
A vesícula biliar pode também ser totalmente preenchida por lama biliar, não se visualizando nenhuma quantidade de bile normal.
Em alguns casos, a lama biliar pode simular massa tumoral vesicular quando ela aparece muito ecogênica e compacta, a chamada lama tumefeita ou tumefacta.
Pode haver coexistência de lama biliar e cálculos. Naturalmente, os cálculos apresentam sombreamentos acústicos posteriormente.
A distinção da lama biliar de pólipos e tumores vesiculares é fácil devido a mobilidade da lama biliar dentro da vesícula, com a mudança de decúbito.
Se, em alguns casos, a distinção não for fácil, é importante utilizar o Doppler colorido para detecção de vasos intra-tumorais, se a dúvida for entre tumor e lama tumefeita. A presença de vascularização no interior da massa indica tumor e descarta lama biliar tumefeita.
Porém, a ausência de vascularização não dá o diagnóstico de certeza de lama biliar tumefeita, porque podem existir tumores hipovascularizados.
Ainda como diagnóstico diferencial, devemos lembrar a presença de sangue ou pus intravesicular.
A importância clínica da lama biliar não foi ainda completamente esclarecida, mas em grande número de pacientes, ela pode ser considerada um equilíbrio dinâmico entre a formação e a eliminação de cristais. Apesar disso, em uma porcentagem menor de pacientes, ela constitui-se no estágio inicial da formação de cálculos biliares.
Existem suspeitas de que os cristais biliares da lama biliar possam causar pancreatite.
Por este motivo, é importante a detecção de lama biliar em casos de pancreatite de origem desconhecida.

Fonte: http://www.parlatore.com.br

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CÂNCER DE ESTÔMAGO – ADENOCARCINOMA GÁSTRICO


Câncer de estômago

Os tumores malignos mais encontrados no estômago são o adenocarcinoma (90%), linfomas (6%) e os sarcomas (4%), sendo dificilmente encontrado em pessoas menores de 40 anos. A ocorrência aumenta com o passar dos anos, obtendo-se o maior número de casos por volta dos 70 anos. Prevalece no sexo masculino numa relação de 3:1, de acordo com o INCA são esperados 15 novos casos a cada 100 mil homens e 8 novos casos para cada 100 mil mulheres.


Causas:
  • Fatores genéticos – fortalecimento de oncogenes, desligamento de genes que suprimem os tumores e instabilidade de microssatélites de DNA ( genes APC e p53 ).
  • Fatores do ambiente: Infecção crônica por Helicobacter pylori, alto consumo de nitrosaminas.
Fatores de risco:
  • Infecção por Helicobacter pylori
  • Grande ingestão de alimentos conservados em salmoura, defumados, enlatados ou mal armazenados
  • Tabagismo
  • Alcoolismo
  • Gastrite crônica atrófica/metaplasia intestinal
  • Anemia perniciosa
  • Pólipos adenomatosos
  • Grupo sanguíneo A
  • Fatores da família (hereditários)
  • Baixo nível socioeconômico
  • Esôfago de Barrett
  • Gastropatia hipertrófica ou Doença de Ménétrier
  • Gastrectomia subtotal
Sinais e Sintomas:
  • Nenhum ou poucos sintomas no início, com expressões clínicas vagas e não específicas.
  • Se o tumor se penetrar na cárdia, é mais comum a dificuldade de engolir. Caso o tumor invada o corpo do estômago há sintomas como de digestão imperfeita.
  1. Perda de peso
  2. Não tolerância à carne
  3. Dor na barriga parecida com a da úlcera péptica
  4. Tumor que se palpa no epigástrio
  5. Linfonodo que se palpa perto do umbigo
  6. Anorexia, enjôos e sensação de estômago cheio
  7. Dificuldade ao engolir
  8. Sangramento intestinal alto
  9. Linfonodo que se palpa acima da clavícula
  10. Nódulos ou empastamento no fundo de saco de Douglas quando se faz o toque retal
  11. Ovários aumentados
  12. Caquexia, anemia
Metástases por ampliação direta ( para omentos, fígado, pâncreas, baço, cólon transverso ); por via linfática ( local – perigástrica; regional – tronco celíaco, hepática comum, gástrica esquerda, esplênica; a distância – linfonodos supraventriculares, no umbigo e axila ); por via hematogênica ( fígado, pulmões, ossos, SNC  ) e peritoneal ( disseminada e pélvica: ovário e reto ).
Diagnóstico diferencial:
  • Outras causas que cursam com dificuldade para engolir e má digestão.
  • Tumores do aparelho digestivo ( esôfago, fígado, vias biliares, pâncreas e cólon).
  • Tuberculose, sífilis e amiloidose (que podem se manifestar como linite plástica).
Exames para o câncer de estômago:
  1. Endoscopia digestiva alta com coleta de material para ser examinado em lâmina e biópsia: confirma o diagnóstico e o tipo de tumor.
  2. Raio X do esôfago, estômago e duodeno ( SEED ): exatidão diagnóstica entre 90 e 95%. Lesão com base lisa e normal insinuam benignidade, por outro lado, lesões com base e bordas irregulares sugerem malignidade. Não tem valor isoladamente porque não realiza biópsia. Todas as ulcerações na parede do estômago devem ser biopsiadas para fazer diagnóstico diferencial com câncer.
  3. Ultrassonografia endoscópica: importância grande para avaliar o grau de evolução do tumor.
  4. Ultrassom de abdômen: pouca importância.
  5. TC de abdômen, pelve e tórax: permite avaliação de acometimento de outros órgãos próximos ao estômago (especialmente fígado e pulmão) e linfonodos.
  6. Laparoscopia pré ou perioperatória com lavado peritoneal: pode evidenciar metástase em 30% dos pacientes com doença considerada localizada pelo estadiamento clínico.
  7. CEA, CA 19-9, e CA 125 (são marcadores tumorais): Importância para acompanhamento pós-operatório, CA 125 alto prediz invasão de peritôneo.
  8. Exame citológico e/ou histopatológico: obtido através de análise se biópsias a partir de nódulos metastáticos ou paracentese (coleta de fluido do abdômen) em pacientes com ascite. Imunohistoquímica pode insinuar o sítio primário.
Como se comprova o diagnóstico?
Através dos dados clínicos somados aos exames de imagem, exame citológico e/ou histopatológico (este de grande importância).
Pode complicar?
Sim. Em estágios mais avançados o câncer de estômago pode provocar:
- Metástases (para o fígado, cérebro e pulmão).
- Perda de peso
- Entupimento do piloro (trajeto do intestino)
Como tratar do paciente?
Primeiramente devemos incrementar a alimentação do paciente e endireitar alterações secundárias a diarréia e vômitos. Talvez haja a necessidade de uso de sonda nasoenteral ou gastrostomia e até nutrição parenteral (pela veia).
O tratamento endoscópico pode ser feito na fase precoce da doença.
O tratamento cirúrgico consiste em retirar parte ou todo o estômago e linfonodos. Pode ser necessário retirar parte do pâncreas e baço além de outros órgãos que possam estar envolvidos.
Os tumores do estômago podem responder à quimioterapia (QT) com melhora da sobrevida em doentes com tumores ressecáveis em alguns estágios, na maioria das associando-se a radioterapia (RT). A RT somente não é eficiente.
Tumores irresecáveis podem ser submetidos à QT como tratamento inicial, havendo possibilidade deste tumor tornar-de ressacável após QT, com ou sem RT.
Os doentes com tumores que apresentam metástases também devem realizar QT como tratamento paliativo.
Considerando-se o tratamento paliativo, a RT pode ajudar no sangramento, obstrução ou dor. Há ainda o laser endoscópico ou próteses nos casos de obstrução.
Como o paciente evolui e qual o seu prognóstico?
Depende da fase em que o câncer foi diagnosticado. A cirurgia realizada precocemente é a única possibilidade de cura.
Infelizmente, como o câncer de estômago na maioria das vezes é diagnosticado tardiamente, costuma estar em estádio avançado, conseguindo-se sobrevida em 5 anos inferior a 20%.
Fonte: Rodrigo da Silva Reis Moura - medfoco.com.br
Retratação da Internet
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INTESTINO PRESO – PRISÃO DE VENTRE – CONSTIPAÇÃO INTESTINAL


Intestino preso

O que é?
Intestino preso ou prisão de ventre ou constipação intestinal é o ato de defecar trabalhoso e esporádico com fezes muito endurecidas. Cada indivíduo tem seu ritmo intestinal, e considera-se normal, desde três evacuações por dia até uma evacuação a cada três dias. Entretanto, as fezes devem ser feitas sem esforço e ter consistência normal. A prisão de ventre pode afetar todas as idades, sendo mais comum em mulheres e nos limites da vida.
 Ainda veremos:
  • O que pode causar o intestino preso?
  • Quais os fatores de risco?
  • Quais sinais e sintomas?
  • Quais exames para constipação intestinal?
  • Como se comprova o diagnóstico?
  • Pode complicar?
  • Tem tratamento? Como evolui?
Causas:
- Pouco consumo de líquidos e fibras (mais comum)
- Fatores culturais, emocionais e ambientais
- Gravidez
- Doença de Chagas – megacólon chagásico
- Doenças endócrinas – Hipotireoidismo, diabetes, feocromocitoma, pan-hipopituitarismo.
- Alterações do metabolismo – Cálcio baixo no sangue, amiloidose, uréia alta no sangue.
- Acometimento de nervos e músculos que nasce com o paciente ou adquirido durante a vida – Doença de Hirschsprung, doença de Parkinson, defeitos raquidianos, tabes dorsalis, tumores cerebrais, esclerodermia.
- Doença do ânus causando dor ao evacuar (fissuras, tumores do canal do ânus).
- Doenças que alteram anatomia e função de cólon e reto:
  • Devido a doenças de cólon e reto (doença diverticular, tumores, estreitamentos de cólon e reto, pressão externa, hérnias )
  • Lentificação de trânsito em cólon e delgado (síndrome do intestino irritável, inatividade do cólon)
  • Entupimento a nível da pelve (projeção da parede do sigmóide, projeção da parede do reto, reto fora do seu lugar normal, anismus)
  • Uso excessivo de laxantes ou catárticos
  • Medicamentos (anticolinérgicos, opióides, antidepressivos, antiácidos com hidróxido de alumínio)
Aumenta o risco de desenvolver constipação intestinal:
- Idosos
- Rotina de defecação errada
- Inatividade
- Imobilização no leito
- Utilização de muitos medicamentos
Sinais e Sintomas:
- Repetição de evacuações inferior a considerada “normal” pelo paciente e/ou diminuição do volume ou consistência endurecida pelos parâmetros do paciente
- Não ocorre vontade de evacuar
- Dor ao defecar
- Dificuldade de defecar ou impressão de que não esvaziou completamente o intestino
- Impactação de fezes endurecidas no reto
- Mal-estar, na maioria das vezes com sensação de preenchimento na parte inferior do abdome juntamente com evacuação inadequada
- Tenesmo
- Contraditoriamente, diarréia e perda involuntária pelo ânus.
Diagnóstico Diferencial:
Devemos sempre separar constipação intestinal “funcional” da constipação por causa conhecida.
Exames:
- Radiografia de abdome: pode ajudar a avaliar tamanho, gravidade e, às vezes, o motivo da constipação
- Sorologias para Doença de Chagas em pacientes de áreas com casos da doença
- Enema opaco: Permite afastar tumores e estreitamentos
- Cinedefecografia: Pode definir mecanismos de obstipação em casos selecionados
- Manometria anorretal: Permite avaliar esfíncteres e principalmente reflexo inibitório retoanal, que não é encontrado na colopatia chagásica nem no megacólon cogênito
- Tempo de trânsito no cólon: Detecta se há trânsito lento no cólon ou obstrução de saída no reto
- Retossigmoidoscopia: Excluir lesões do organismo
- Colonoscopia: Somente quando há anemia ferropriva ou presença de sangue nas fezes e o exame contrastado não foi esclarecedor
Como se comprova o diagnóstico?
Este é feito através de dados clínicos somados ao exame proctológico e exames de imagem.
Estudos fisiológicos podem ser necessários em casos selecionados.
Complicações:
- Fecaloma
- Megacólon quando a constipação é grave e permanece por muito tempo
- Uso excessivo de laxantes pode promover alterações dos eletrólitos
- Úlcera no reto
- Volvo do sigmóide que é mais encontrado nos casos de megacólon chagásico
Como o paciente deve ser orientado?
  • Caso não haja obstrução ao fluxo intestinal deve ser ingerida uma quantidade de 20 a 30 gramas de fibra por dia. Fibras solúveis (pectinas, gomas, hemicelulose, flocos de aveia, cevada e legumes) e fibras insolúveis (frutas, vegetais, legumes e cereais integrais)
  • Tomar 1,5 a 2 litros de água por dia
  • Praticar atividades físicas (caminhada e natação)
  • Ir ao banheiro em horários determinados pelo paciente
  • Corrigir alterações metabólicas e endócrinas
  • Retirar medicamentos que possam agravar a constipação
  • Tratamento de desordens orgânicas que tenham a ver com a obstipação
O tratamento cirúrgico só deve ser indicado em casos selecionados:
Ex: Parada de trânsito no cólon, megacólon chagásico, megacólon congênito, retoceles anteriores acima de 3 cm e sigmoidoceles ou enteroceles de 3° grau.
Medicamentos que podem ser usados:
- Expansores da massa fecal: Psyllium, metilcelulose e policarbofil. Dose de acordo com cada paciente
- Lubrificantes intestinais são pouco tolerados
- Laxantes “osmóticos”: Sulfato de magnésio, hidróxido e citrato de magnésio, fosfato e sulfato de sódio; lactulose na dose de 15 a 30 ml, 1 a 2 X ao dia
- Incentivadores do trânsito intestinal: bisacodil, fenolftaleína, antraquinonas, sene e cáscara sagrada. Estes podem promover dependência medicamentosa
- Supositórios emolientes
- Em casos agudos, enema evacuatório para alívio rápido
Evolução:
A constipação esporádica, por curto tempo e que responde a medidas básicas tem bom prognóstico. Já a constipação que persiste, quando não avaliada adequadamente pode provocar sérios danos ao paciente.
Fonte: Rodrigo da Silva Reis Moura - medfoco.com.br
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Pedra na Vesícula Biliar - Orientações gerais.


Quem pode ter pedra (cálculo) na vesícula?
Pedra ou cálculo da vesícula é uma doença bastante comum. Cerca de 10% das pessoas tem pedra (cálculo) na vesícula. Mais de 10 milhões de brasileiros têm esse problema. Qualquer pessoa pode ter pedras na vesícula, mas algumas têm maior possibilidade, como: 
  • Idade. Apesar desta doença poder acometer até crianças, ela aumenta com a idade e é mais comum nos adultos e idosos. 
  • Mulher. As pedras da vesícula são mais comuns nas mulheres do que nos homens, principalmente nas que já ficaram grávidas. 
  • Obesidade. Quanto mais gordo, maior a possibilidade de ter pedra na vesícula. Entretanto, os magros também podem ter cálculos. 
  • Hereditariedade. As pessoas que têm familiares com cálculos possuem mais chance de ter esta doença do que os que não têm.

Como a pedra (cálculo) é formada na vesícula?
A bile é produzida no fígado e é eliminada no intestino. A bile ajuda na digestão de alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias, entre as quais colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, elas podem se depositar na vesícula. Com o passar dos meses e anos, estes depósitos se unem e formam pedras (cálculos).


Figura mostrando que a bile é produzida no fígado e transportada para o intestino (duodeno) através de canais biliares. A vesícula tem uma função simples no organismo: de armazenar a bile; ela não produz bile


Outros locais do organismo, como o rim, a bexiga e o canal da saliva e o da lágrima também podem formar pedras (cálculos). Mas, as pedras desses locais são diferentes das pedras da vesícula.

Como são as pedras (cálculos)?
O número, tamanho, forma e cor das pedras da vesícula são bastante variáveis. Algumas pessoas só têm uma pedra, enquanto outras têm mais de 1.000. Da mesma forma, as pedras podem variar de tamanho de 1 mm (grão de areia) até 10 ou 15 cm.



Fotografia mostrando pedras (cálculos) da vesícula biliar de vários tamanhos, forma e cor

Sintomas e complicações causados pela pedra na vesícula
A pedra na vesícula pode ocasionar sintomas intensos e graves, sendo os mais comuns: 
  • Dor intensa no abdômen (barriga) - no lado direito ou na boca do estômago. Esta dor geralmente dura de 30 minutos a 2 horas, mas quando for mais prolongada pode indicar que está ocorrendo uma complicação. Neste caso, procure o seu médico com urgência 
  • Náuseas (enjoo) e vômitos 
  • Inflamação ou infecção da vesícula 
  • Icterícia (amarelão) 
  • Pancreatite aguda 
A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula nunca teve sintomas. Não existem dados médicos que permitam determinar quais pacientes terão sintomas. Entretanto, quando o paciente apresenta um dos sintomas acima citados, a possibilidade de repetir o mesmo sintoma ou apresentar uma complicação é muito grande. Assim, nesta situação é importante procurar o seu médico. 

A possibilidade de uma pessoa apresentar sintomas ou complicações independe do número ou tamanho das pedras. Às vezes, apenas uma pedra pequena pode ocasionar complicações muito graves, como pancreatite aguda.


Diagnóstico
O melhor método para diagnosticar pedra na vesícula é a ultra-sonografia ou ecografia do abdômen. 


Tratamento
A única forma de tratamento da pedra ou cálculo da vesícula é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia). Outros tratamentos, como litotripsia ("quebrar a pedra" com aparelhos especiais) e medicamentos para dissolver a pedra, não dão bons resultados e não devem ser usados, pois só atrasam o tratamento correto.

Atualmente o tratamento da pedra da vesícula é muito simples, desde que o paciente não apresente complicações. A retirada da vesícula pode ser facilmente realizada por via laparoscópica na maioria dos pacientes ("operação dos furinhos"). Inicialmente, é injetado gás (gás carbônico) dentro do abdômen (barriga) para criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança. Após a realização de 3 ou 4 furinhos de meio a um centímetro, uma câmera de televisão pequena é colocada dentro do abdômen através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar todo abdômen em uma televisão. Os instrumentos (pinças, tesouras, material de sutura, etc) são colocados através dos outros furinhos para ajudar a retirar a vesícula.




A operação é realizada por via laparoscópica ou também conhecida como "operação dos furinhos", sem a necessidade de fazer um corte grande no abdômen (barriga)


Todos pacientes que têm pedra na vesícula precisam operar?
A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula não precisa de tratamento. Os que já apresentaram sintomas devem ser operados, porque a possibilidade de apresentarem outros sintomas ou complicações é muito elevada.

O seu médico poderá ajudá-lo a decidir se a operação é a melhor opção para você. Esta decisão deve ser tomada após considerar alguns dados, tais como: sua idade, seus sintomas, há quanto tempo você tem a pedra e se você tem outras doenças que podem aumentar o risco da operação ou de ter crises de vesícula.



Figura mostrando a operação de retirada da vesícula biliar

Após a retirada da vesícula, vou ter alguma restrição na minha alimentação?
Você não precisará modificar a sua dieta após a operação, porque a vesícula tem uma função muito pouco importante no organismo, que é a de armazenar bile. A vesícula não produz bile, apenas ajuda no seu armazenamento. A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Não existe nenhuma seqüela ou conseqüência para o organismo após a retirada da vesícula.


Vantagens do Tratamento Cirúrgico
São várias as vantagens da operação: 
  • Recuperação rápida do paciente. A maioria dos pacientes fica internada no hospital somente 1 dia e pode retornar ao trabalho e realizar todas atividades, inclusive esportivas, em 1 ou 2 semanas. 
  • Resolução completa e definitiva da doença. 
  • Pouca dor pós-operatória. 
  • Cicatriz cirúrgica mínima, porque são realizados somente 4 furinhos. 
  • Risco de infecção pequeno. 
Apesar dos resultados do tratamento cirúrgico serem excelentes, alguns pacientes podem ter complicações, como em qualquer procedimento cirúrgico. As complicações mais comuns são lesão de vísceras, infecção, sangramento e risco anestésico. Caso não seja possível realizar a operação pela técnica videolaparoscópica ("técnica dos furinhos"), pode ser necessário fazer uma incisão (corte) maior no seu abdômen para terminar a operação. Os riscos da operação são mais comuns nos pacientes que apresentam doença grave ou complicações, como inflamação da vesícula, icterícia, pancreatite aguda, no momento da operação. Nestas situações, a operação é geralmente mais difícil de ser realizada e deve ser realizada de emergência.


Orientações Pós-Operatórias
A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes voltam as suas atividades normais em poucos dias. As orientações abaixo devem ser seguidas para que você tenha pouco desconforto e sua recuperação ocorra sem intercorrências.

1. Orientação nutricional pós-operatória. O exemplo de cardápio é sugerido para ser adotado durante 7 dias no período pós-operatório. O retorno a sua dieta normal, deverá ser gradativa até sua completa alta cirúrgica.


DIETA PASTOSA FRACIONADA
Fracionar em 6 refeições durante o dia, não utilizando condimentos, frituras, vegetais crus, frutas ácidas, cereais integrais, chocolate, café preto puro, e chá preto e bebidas com gás. 

1. Ao chegar em casa, alimentar-se apenas com líquidos, preferencialmente aquecidos. Por exemplo: canja de galinha, com arroz e batatas, ou verduras cozidas. 

2. Desjejum matinal: Leite, café, açúcar ou adoçante, pão branco sem casca, margarina, geléia e frutas como banana madura, melão ou mamão. 

3. Merenda da Manhã: Frutas, gelatina ou iogurte. 

4. Almoço: Arroz, frango sem pele, peixe grelhado ou ensopado, legumes cozidos e caldo de feijão, sobremesa: pudins, gelatina e frutas. 

5. Merenda da tarde: Café com leite, bolacha maria, iogurte, gelatina ou frutas. 

6. Jantar: Igual ao almoço ou desjejum

2. Dor no ombro é freqüente após este tipo de operação. Esta dor é conseqüente à irritação de um nervo que fica entre o abdômen e o tórax. Ela não é devida à torção ou mau jeito no ombro. A dor no ombro geralmente desaparece em poucas horas ou dias. Se ela for intensa, tome o analgésico (remédio para dor) prescrito pelo seu médico. 

3. Os cortes (furinhos) serão fechados com pontos e cobertos com curativo (micropore). É comum que ocorra hematoma ("azulado" ou "roxo") ou pequenos sangramentos. Isto é normal. Não se preocupe. Não retire o micropore, a menos que o seu médico o oriente neste sentido. 
Pode tomar banho completo e molhar o micropore. Seque o abdômen normalmente com toalha, sem necessidade de cuidados especiais com os cortes. Entretanto, se o corte tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), contacte o seu médico.


4. Respire fundo 3 vezes a cada hora para expandir melhor o seu pulmão e evitar complicações, como febre e pneumonia.

5. Evite ficar muito tempo deitado ou sentado. Procure andar várias vezes ao dia.

6. Em caso de dúvidas procure o seu médico.

Retratação da Internet
Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.
Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
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Fonte: Dr. Nemer Hajar -  CRM-Pr 11.286