Mostrando postagens com marcador vesicula biliar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vesicula biliar. Mostrar todas as postagens

Pedra na Vesícula Biliar - Orientações gerais.


Quem pode ter pedra (cálculo) na vesícula?
Pedra ou cálculo da vesícula é uma doença bastante comum. Cerca de 10% das pessoas tem pedra (cálculo) na vesícula. Mais de 10 milhões de brasileiros têm esse problema. Qualquer pessoa pode ter pedras na vesícula, mas algumas têm maior possibilidade, como: 
  • Idade. Apesar desta doença poder acometer até crianças, ela aumenta com a idade e é mais comum nos adultos e idosos. 
  • Mulher. As pedras da vesícula são mais comuns nas mulheres do que nos homens, principalmente nas que já ficaram grávidas. 
  • Obesidade. Quanto mais gordo, maior a possibilidade de ter pedra na vesícula. Entretanto, os magros também podem ter cálculos. 
  • Hereditariedade. As pessoas que têm familiares com cálculos possuem mais chance de ter esta doença do que os que não têm.

Como a pedra (cálculo) é formada na vesícula?
A bile é produzida no fígado e é eliminada no intestino. A bile ajuda na digestão de alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias, entre as quais colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, elas podem se depositar na vesícula. Com o passar dos meses e anos, estes depósitos se unem e formam pedras (cálculos).


Figura mostrando que a bile é produzida no fígado e transportada para o intestino (duodeno) através de canais biliares. A vesícula tem uma função simples no organismo: de armazenar a bile; ela não produz bile


Outros locais do organismo, como o rim, a bexiga e o canal da saliva e o da lágrima também podem formar pedras (cálculos). Mas, as pedras desses locais são diferentes das pedras da vesícula.

Como são as pedras (cálculos)?
O número, tamanho, forma e cor das pedras da vesícula são bastante variáveis. Algumas pessoas só têm uma pedra, enquanto outras têm mais de 1.000. Da mesma forma, as pedras podem variar de tamanho de 1 mm (grão de areia) até 10 ou 15 cm.



Fotografia mostrando pedras (cálculos) da vesícula biliar de vários tamanhos, forma e cor

Sintomas e complicações causados pela pedra na vesícula
A pedra na vesícula pode ocasionar sintomas intensos e graves, sendo os mais comuns: 
  • Dor intensa no abdômen (barriga) - no lado direito ou na boca do estômago. Esta dor geralmente dura de 30 minutos a 2 horas, mas quando for mais prolongada pode indicar que está ocorrendo uma complicação. Neste caso, procure o seu médico com urgência 
  • Náuseas (enjoo) e vômitos 
  • Inflamação ou infecção da vesícula 
  • Icterícia (amarelão) 
  • Pancreatite aguda 
A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula nunca teve sintomas. Não existem dados médicos que permitam determinar quais pacientes terão sintomas. Entretanto, quando o paciente apresenta um dos sintomas acima citados, a possibilidade de repetir o mesmo sintoma ou apresentar uma complicação é muito grande. Assim, nesta situação é importante procurar o seu médico. 

A possibilidade de uma pessoa apresentar sintomas ou complicações independe do número ou tamanho das pedras. Às vezes, apenas uma pedra pequena pode ocasionar complicações muito graves, como pancreatite aguda.


Diagnóstico
O melhor método para diagnosticar pedra na vesícula é a ultra-sonografia ou ecografia do abdômen. 


Tratamento
A única forma de tratamento da pedra ou cálculo da vesícula é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia). Outros tratamentos, como litotripsia ("quebrar a pedra" com aparelhos especiais) e medicamentos para dissolver a pedra, não dão bons resultados e não devem ser usados, pois só atrasam o tratamento correto.

Atualmente o tratamento da pedra da vesícula é muito simples, desde que o paciente não apresente complicações. A retirada da vesícula pode ser facilmente realizada por via laparoscópica na maioria dos pacientes ("operação dos furinhos"). Inicialmente, é injetado gás (gás carbônico) dentro do abdômen (barriga) para criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança. Após a realização de 3 ou 4 furinhos de meio a um centímetro, uma câmera de televisão pequena é colocada dentro do abdômen através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar todo abdômen em uma televisão. Os instrumentos (pinças, tesouras, material de sutura, etc) são colocados através dos outros furinhos para ajudar a retirar a vesícula.




A operação é realizada por via laparoscópica ou também conhecida como "operação dos furinhos", sem a necessidade de fazer um corte grande no abdômen (barriga)


Todos pacientes que têm pedra na vesícula precisam operar?
A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula não precisa de tratamento. Os que já apresentaram sintomas devem ser operados, porque a possibilidade de apresentarem outros sintomas ou complicações é muito elevada.

O seu médico poderá ajudá-lo a decidir se a operação é a melhor opção para você. Esta decisão deve ser tomada após considerar alguns dados, tais como: sua idade, seus sintomas, há quanto tempo você tem a pedra e se você tem outras doenças que podem aumentar o risco da operação ou de ter crises de vesícula.



Figura mostrando a operação de retirada da vesícula biliar

Após a retirada da vesícula, vou ter alguma restrição na minha alimentação?
Você não precisará modificar a sua dieta após a operação, porque a vesícula tem uma função muito pouco importante no organismo, que é a de armazenar bile. A vesícula não produz bile, apenas ajuda no seu armazenamento. A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Não existe nenhuma seqüela ou conseqüência para o organismo após a retirada da vesícula.


Vantagens do Tratamento Cirúrgico
São várias as vantagens da operação: 
  • Recuperação rápida do paciente. A maioria dos pacientes fica internada no hospital somente 1 dia e pode retornar ao trabalho e realizar todas atividades, inclusive esportivas, em 1 ou 2 semanas. 
  • Resolução completa e definitiva da doença. 
  • Pouca dor pós-operatória. 
  • Cicatriz cirúrgica mínima, porque são realizados somente 4 furinhos. 
  • Risco de infecção pequeno. 
Apesar dos resultados do tratamento cirúrgico serem excelentes, alguns pacientes podem ter complicações, como em qualquer procedimento cirúrgico. As complicações mais comuns são lesão de vísceras, infecção, sangramento e risco anestésico. Caso não seja possível realizar a operação pela técnica videolaparoscópica ("técnica dos furinhos"), pode ser necessário fazer uma incisão (corte) maior no seu abdômen para terminar a operação. Os riscos da operação são mais comuns nos pacientes que apresentam doença grave ou complicações, como inflamação da vesícula, icterícia, pancreatite aguda, no momento da operação. Nestas situações, a operação é geralmente mais difícil de ser realizada e deve ser realizada de emergência.


Orientações Pós-Operatórias
A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes voltam as suas atividades normais em poucos dias. As orientações abaixo devem ser seguidas para que você tenha pouco desconforto e sua recuperação ocorra sem intercorrências.

1. Orientação nutricional pós-operatória. O exemplo de cardápio é sugerido para ser adotado durante 7 dias no período pós-operatório. O retorno a sua dieta normal, deverá ser gradativa até sua completa alta cirúrgica.


DIETA PASTOSA FRACIONADA
Fracionar em 6 refeições durante o dia, não utilizando condimentos, frituras, vegetais crus, frutas ácidas, cereais integrais, chocolate, café preto puro, e chá preto e bebidas com gás. 

1. Ao chegar em casa, alimentar-se apenas com líquidos, preferencialmente aquecidos. Por exemplo: canja de galinha, com arroz e batatas, ou verduras cozidas. 

2. Desjejum matinal: Leite, café, açúcar ou adoçante, pão branco sem casca, margarina, geléia e frutas como banana madura, melão ou mamão. 

3. Merenda da Manhã: Frutas, gelatina ou iogurte. 

4. Almoço: Arroz, frango sem pele, peixe grelhado ou ensopado, legumes cozidos e caldo de feijão, sobremesa: pudins, gelatina e frutas. 

5. Merenda da tarde: Café com leite, bolacha maria, iogurte, gelatina ou frutas. 

6. Jantar: Igual ao almoço ou desjejum

2. Dor no ombro é freqüente após este tipo de operação. Esta dor é conseqüente à irritação de um nervo que fica entre o abdômen e o tórax. Ela não é devida à torção ou mau jeito no ombro. A dor no ombro geralmente desaparece em poucas horas ou dias. Se ela for intensa, tome o analgésico (remédio para dor) prescrito pelo seu médico. 

3. Os cortes (furinhos) serão fechados com pontos e cobertos com curativo (micropore). É comum que ocorra hematoma ("azulado" ou "roxo") ou pequenos sangramentos. Isto é normal. Não se preocupe. Não retire o micropore, a menos que o seu médico o oriente neste sentido. 
Pode tomar banho completo e molhar o micropore. Seque o abdômen normalmente com toalha, sem necessidade de cuidados especiais com os cortes. Entretanto, se o corte tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), contacte o seu médico.


4. Respire fundo 3 vezes a cada hora para expandir melhor o seu pulmão e evitar complicações, como febre e pneumonia.

5. Evite ficar muito tempo deitado ou sentado. Procure andar várias vezes ao dia.

6. Em caso de dúvidas procure o seu médico.

Retratação da Internet
Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.
Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação.
 
Fonte: Dr. Nemer Hajar -  CRM-Pr 11.286


Cirurgia de vesícula sem cortes?

Nova técnica para cirurgia de vesícula não deixa cicatrizes e é menos invasiva.

Algumas novas técnicas para cirurgia de vesícula chegaram para revolucionar a cirurgia laparoscópica e beneficiar pacientes.

Conhecidas como Notes (Natural Orifice Translumenal Endoscopic Surgery – Cirurgia Endoscópica Transluminal por Orifícios Naturais) ou Cirurgia por Orifícios Naturais, e outra denominada cirurgia por incisão única (single incision), são utilizados instrumentos especiais e não é necessário fazer cortes externos.

No caso da cirurgia por incisão única, trata-se de um procedimento diferente da videolaparoscopia tradicional, em que são feitos 3 a 4 pequenos cortes no abdome; neste caso, uma micro-câmera é inserida por um único orifício, o umbigo, sem outros cortes, e através da utilização de materiais especiais, retira-se a vesícula doente por um único corte que fica dentro do umbigo, causando menor trauma, e o melhor, sem cicatriz aparente. Além de não deixar cicatrizes, que muitas vezes causam constrangimento e, até mesmo, problemas psicológicos para o paciente, a técnica permite que a pessoa tenha alta um dia após o procedimento e retorne às suas atividades em poucos dias.

A nova técnica vem sendo procurada especialmente por mulheres, por conta de não deixar marcas no corpo após o processo cirúrgico, que acabam atrapalhando o uso de biquínis, mini-blusas e tops. Os pontos são internos e absorvidos pelo próprio organismo e, depois de algum tempo, a pequena marca dentro do umbigo já estará quase imperceptível.

Cerca de 20% das famílias ao redor do mundo tem problema na vesícula biliar, conhecido como vesícula preguiçosa. Nesses indivíduos, a vesícula biliar não se contrai por muito tempo, o que acaba por reter a bile que advém do fígado. Assim, ocorre um processo de desidratação, concentração e finalmente a bile começa a empedrar.

E assim se formam as pedras na vesícula, que geram sintomas como náuseas após as refeições, especialmente as gordurosas, e às vezes cólicas do lado direito do abdome, embaixo da costela.

Mas o problema pode se complicar quando ocorre a migração destes cálculos. Se um cálculo se dirigir para a área saída da vesícula, denominada ducto cístico, acontece o entupimento da vesícula e, então, o órgão se contrai, numa tentativa de se desobstruir. Quando chega nesse estágio, o paciente sente uma dor intensa do lado direito do abdome, que pode se irradiar para as costas e também apresentar vômitos.

Nos casos mais graves, há um encaixe da pedra no ducto cístico, de maneira que a pedra não pode voltar espontaneamente. Aí, a vesícula entre em sofrimento, podendo levar à infecção.

Em outros casos, as pedras vão da vesícula para o canal do fígado (coledoco), provocando um entupimento e prejudicando a drenagem de bile pelo fígado, que não é escoado para o duodeno, como deveria ser. Ocorrem cólicas e a bile represada no fígado é absorvida pelo o sangue, ocasionando a icterícia (coloração amarelada do paciente). Esse problema é chamado de coledocolitíase.

Já quando a pedra da vesícula entope o coledoco pode acontecer também a obstrução do canal do pâncreas, gerando a pancreatite aguda.

Todas essas complicações, apesar de serem pouco freqüentes, são consideradas muito sérias, têm início repentino e podem até mesmo provocar a morte do paciente.

Portanto, é importante ficar atento aos sinais iniciais dos problemas na vesícula, e com a nova técnica, a cirurgia já não é tão assustadora assim.

Essa nova técnica pode ser utilizada também para outras cirurgias laparoscópicas, como coreção de hérnias, cirurgias ginecológicas (cisto de ovário, mioma, endometriose)e até pequenos tumores do intestino, estômago ou fígado.

Texto: Fernanda Bueno

Cirurgia Minimamente Invasiva

O que é cirurgia minimamente invasiva?

A cirurgia minimamente invasiva é aquela realizada por meio de pequenas incisões, com mínima agressão ao organismo, realizado por meio de uma técnica conhecida como laparoscopia.

Laparoscopia é uma maneira de olhar dentro do abdômen, através de um mini-corte por onde se introduz uma lente chamada laparoscópio.

Para criar o espaço necessário para a cirurgia e adequada visualização dos órgãos abdominais a cavidade abdominal é preenchida e insuflada com ar (gás carbônico) através de um aparelho chamado insuflador. Ao processo de encher a cavidade abdominal com ar denomina-se penumoperitôneo.

O instrumental cirúrgico e uma câmera entram na cavidade através de trocateres, que são tubos com válvulas para permitir a entrada de gás carbônico e dos instrumentos. Os instrumentos de cirurgia (pinças, tesouras, cautérios, porta agulhas, fios, gazes e outros) são introduzidos pelo cirurgião através destes trocateres que se localizam em pequenas incisões na pele (de 1 a 15 mm) denominadas portais.

O pneumoperitônio é realizado de forma aberta ou fechada. Este primeiro portal geralmente se localiza próximo ao umbigo para que a cicatriz fique escondida. Na forma aberta é realizada um minicorte e o primeiro trocater é inserido sob visão direta na cavidade abdominal. Na forma fechada é realizada uma punção com uma agulha especial (agulha de Veress) e após ser atingida a pressão desejada é inserido um instrumento às cegas na cavidade. Após a introdução do primeiro portal é inserida uma microcâmera e uma fonte de luz, através de fibra óptica. Esta câmera aumenta a visão do cirurgião e permite que a cirurgia possa ser realizada sem cortes maiores. O médico especialista inspeciona todos os órgãos da cavidade abdominal e verifica se a cirurgia pode prosseguir. São inseridos os demais instrumentos com a realização de novos portais de acordo com o procedimento a ser realizado. Ao final da operação são retirados os trocateres e os portais são fechados com técnica de cirurgia plástica.

De uma forma geral, os riscos do procedimento cirúrgico ainda existem mesmo quando realizados por laparoscopia em mãos experientes e são similares aqueles da cirurgia convencional. Converse com nossa equipe sobre os risco e alternativas da cirurgia.

Sabe-se ainda que por realizar incisões menores o risco de infecção da ferida cirúrgica seja menor com o uso de laparoscopia. Existem complicações associadas especificamente ao uso desta técnica relacionadas a punção e ao pneumoperitôneo.

Outras vantagens do uso de cirurgia minimamente invasiva

- Com cortes menores há menos dor, com menor uso de remédios e a recuperação é mais rápida: você pode caminhar e movimentar-se livremente de forma mais rápida, previnindo complicações relacionadas a pessoas acamadas, tais como infeccção e embolismo. Há um retorno do funcionamento do intestino mais cedo permitindo que você se alimente antes. Você também pode sair do hospital em um curto período de tempo (em média em 24 horas) e retornar as suas atividades diárias em um curto prazo (em média em uma semana).
- Do ponto de vista estético, os resultados são mais agradáveis.

Hoje, praticamente todas as cirurgias do Aparelho Digestivo podem ser realizadas através de métodos minimamente invasivos. Os benefícios são os mesmos, mas vale ressaltar que procedimentos complexos envolvem um maior risco devido ao tempo que a equipe médica precisa para obter a experiência necessária para conduzir estes procedimentos de forma segura. Seu uso está principalmente consagrado para tratamento das doenças da vesícula biliar e do refluxo gastroesofageno, seguido por apendicectomias, cirurgias de obesidade e correção de hérnias. O uso em cirurgia de fígado e de pâncreas vem crescendo gradativamente. A Sociedade Brasileira de Videocirurgia (Sobracil) promove o desenvolvimento destas técnicas no Brasil.

Saiba mais

- "Láparos" vem do grego e significa abdômen. Laparotomia é a cirurgia que incisa a parede abdominal para operar as estruturas e órgãos intra-abdominais a céu aberto.
- Foi somente em 1962 que se realizou a primeira laqueadura tubária por via laparoscópica. Em 1974, Semm em Lubeck, na Alemanha, realizou vários tipos de cirurgia ginecológica. Sem é considerado o pai da cirurgia laparoscópica. Por sua influência direta, os avanços iniciais foram todos na área ginecológica. Em 1983 esse mesmo cirurgião alemão e Mouret em Lyon, França, executaram as primeiras apendicectomias. Em 1987, já com o desenvolvimento de microcâmeras de vídeo, realizou-se a primeira remoção laparoscópica de vesícula biliar. A partir da década de 90 houve uma proliferação da técnica de cirurgia minimamente invasiva, sendo que hoje a técnica é de uso preferencial para um grande número de cirurgias abdominais. 
Fonte:www.cirurgiahepatogastro.com.br

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Problemas com a Vesícula Biliar - Dieta

Alimentos aconselhados:
- Iogurte magro em pequenas quantidades, café, chá e sumo de fruta
- Pão branco, biscoitos torrados bolachas de água e sal, maria ou de maizena
- Os legumes da sopa bem cozidos
- Puré de batata ou de legumes cozidos com o mínimo de água
- Massa e arroz
- Carne: bovino, coelho, carneiro e frango sem pele (cozida ou grelhada), presunto magro
- Peixe branco
- Fruta ou compotas e gelatina
- Chá ou infusões de ervas
- Açúcar, mel, marmelada e doce em calda
Os alimentos devem ser ingeridos cozidos ou grelhados evitando os fritos e refogados.

Alimentos não aconselháveis:
- Queijo, manteiga, margarina e maionese
- Leite deve ser magro, cacau
- Produtos de pastelaria que contenham banha
- Remover ao máximo a gordura da carne
- Carnes gordas: bovino, frango e peru sem pele, cavalo, coelho, carneiro e carnes defumadas
- Peixes gordos e marisco
- Ovos
- Bebidas alcoólicas
Após algumas semanas de dieta, se começar a sentir-se melhor, experimente outros alimentos mas de forma gradual.

As dietas e recomendações aqui apresentadas não substituem nem alteram as indicações do seu médico.

Fonte: http://www.conhecersaude.com

Vesícula Biliar - Perguntas e Respostas

O QUE É A VESÍCULA BILIAR?

É um órgão em forma de pera situado sob o lobo direito do fígado.
Sua principal função é coletar a bile produzida pelo fígado e concentrá-la . Quando a pessoa se alimenta , a vesícula biliar se contrai liberando a bile, a qual passa por um canal chamado colédoco, até chegar ao intestino e encontrar o alimento.
A remoção da vesícula biliar não está associada a nenhuma disfunção digestiva na maioria das pessoas.

O QUE CAUSA PROBLEMAS DA VESÍCULA BILIAR?


O principal problema da vesícula biliar está associado a presença de cálculos. São pedras de variado tamanho e número, geralmente formadas a partir do colesterol e/ou sais biliares contidos na bile.
É ainda incerto o porque certas pessoas formam pedras .
Não há maneira de prevenir que as pedras se formem.
Estas pedras podem bloquear a saída da vesícula biliar , impedindo o fluxo natural da bile , ocasionando um aumento da pressão dentro da vesícula, levando a um inchaço (edema) e conseqüentemente a infecção . Este estado é conhecido como colecistite aguda. A pessoa apresenta uma dor intensa tipo cólica em baixo da costela direita, com vômitos e posteriormente febre.
Se uma pedra pequena conseguir passar para o canal da bile a pessoa pode ficar amarela e ter complicações severas.

COMO ESTES PROBLEMAS SÃO DETECTADOS E TRATADOS?


A ecografia ou ultrassonografia abdominal é o método de escolha para o diagnóstico.
Em alguns casos mais complexos , outros exames radiológicos são necessários.
Cálculos (pedras) de vesícula não desaparecem com o tempo . Qualquer tentativa outra que cirurgia não apresentaram qualquer sucesso. Melhoras temporárias podem ocorrer porém podem retornar com complicações.
A remoção da vesícula é o tratamento mais rápido e seguro para a colelitíase. (termo médico para denominar presença de pedra na vesícula biliar)

QUE TIPO DE PREPARO É NECESSÁRIO?


A noite na véspera da cirurgia a partir da meia-noite deve permanecer me jejum absoluto.
Tomar um banho à noite ou na manhã antes da cirurgia.
Se você tem problemas de obstipação crônica avise seu cirurgião.
Se você faz uso de medicações com doses diárias, converse com seu cirurgião para encontrar a melhor solução . Se faz uso de medicações anti-coagulantes ou aspirina não deixe de alertar o seu médico.

COMO É REALIZADA A RETIRADA DA VESÍCULA BILIAR?


O paciente é operado com anestesia geral.
Feita uma pequena incisão no umbigo onde é introduzido uma agulha para encher a cavidade abdominal de um gás especial. A intensão é criar um espaço para que a cirurgia possa ser realizada.
Punção abdominal com agulha de Verres, e insuflação de CO2.
É então introduzido um tubo metálico chamado trocáter por onde é colocado o laparoscópio           ( como um telescópio ) . Através deste é visualizada toda a cavidade abdominal.
introdução do trocáter umbilical 
Realizado mais tres pequenos cortes por onde são colocadas as pinças que vão ser utilizadas durante a cirurgia.
Em algumas situações especiais , é realizado RX do canal da bile durante a cirurgia para detectar pedras no canal da bile. Se estes forem detectados, deverão ser removidos ou durante a cirurgia ou após num procedimente realizado com endoscopia. (papilotomia endoscópica)
Ao final da cirurgia os cortes são fechados com um ou dois pontos na pele.

O QUE ACONTECE SE A CIRURGIA NÃO PUDER SER REALIZADA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Em um pequeno número de pacientes o método não é possível de ser realizado. Isto ocorre geralmente devido a dificuldades anatômicas locais inerentes do paciente ou do grau de inflamação que ocorre no local devido a doença da vesícula. Quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia em prol da segurança do paciente, não se considera o fato como uma complicação mas sim como julgamento cirúrgico (bom senso). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem obesidade excessiva , história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil contensão e outras.

QUANTO TEMPO VOU FICAR NO HOSPITAL?

A grande maioria dos pacientes submetido a colecistectomia videolaparoscópica não fica mais que 24 horas internado no hospital. Em alguns casos o paciente é operado no começo da manhã, podendo ser liberado na noite do mesmo dia.

QUANDO VOU PODER VOLTAR AO TRABALHO?

Em média poderá voltar as suas atividades plenas em 7 dias. É claro que depende do que você faz . Se você tem um trabalho que exige grande ou médio esforço , o habitual é retornar as atividades em 3 a 4 semanas.

É SEGURO REALIZAR A CIRURGIA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Os riscos da cirurgia laparoscópica é identico ao da cirurgia convencional. Sendo que no método convencional corre-se um risco maior de formação de hérnia no local do corte.

HÁ RISCOS NA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA?

Apesar da cirurgia ser considerada segura , complicações podem ocorrer como em qualquer outra cirurgia.

O SEU CIRURGIÃO DEVERÁ ESCLARECÊ-LO DOS RISCOS CIRÚRGICOS E AJUDÁ-LO A DECIDIR PELA CIRURGIA MOSTRANDO QUAIS OS RISCOS DE PERMANECER COM PEDRAS NA SUA VESÍCULA.

O QUE ACONTECE LOGO APÓS A CIRURGIA DA VESÍCULA?

A cirurgia de vesícula é uma cirurgia abdominal e portanto um pouco de dor pós-operatória você deverá ter. Náuseas e vômitos podem ocorrer nas primeiras 12 horas.
Uma vez que a dieta líquida é bem tolerada ou não haja vômitos, o paciente poderá receber alta no dia seguinte.
Sair da cama já no pós-operatório é permitido e estimulado. Na manhã seguinte os curativos podem ser retirados e o paciente tomar banho.
Em geral a recuperação é gradual e progressiva . Voce deve sempre estar melhor no dia seguinte.
Em uma semana deve retornar para retirar os pontos.

DEVO AVISAR MEU MÉDICO QUANDO... ?

Apresentar febre constante (acima de 38oC)
Começar a ficar com a pele ou os olhos amarelos
Tiver náuses e vômitos
Sangrar a ferida operatória continuamente
Aumento da dor abdominal ou o abdomen inchar.
Tiver calafrios
Tosse persistente ou respiração curta
Dificuldade de engulir líquidos ou sólidos após o período normal de recuperação
Mostrar secreção pela ferida operatória.



Fonte: br.answers.yahoo.com

Pedra na Vesícula e seus incômodos

O nome é pouco conhecido: colelitíase. Muitas pessoas podem estranhar se souberem que esta doença afeta cerca de 20% da população.
No entanto, ao conhecerem seus apelidos: pedra na vesícula ou cálculos biliares, lembrarão de imediato.
É que o distúrbio é responsável por boa parte dos atendimentos nos consultórios de doenças digestivas.
Muito embora o tratamento do problema dependa necessariamente da realização de uma operação de retirada da vesícula, modernas técnicas cirúrgicas tornam essa uma medida bastante simples.

A vesícula é um dos órgãos que compõem o aparelho digestivo do corpo humano. Ele tem a função de armazenar a bílis, que é produzido no fígado. “O órgão expulsa a bílis e auxilia na digestão das gorduras, principalmente”, esclarece o cirurgião Mário Toscano.
Por seu lado, a vesícula com cálculo não executa corretamente a sua função. “Assim que ela é estimulada, esses cálculos começam a se movimentar dentro da vesícula, às vezes são expelidas, promovendo uma inflamação, um processo obstrutivo, causando dor, vontade de vomitar, empachamento e vários outros sintomas”, salienta o médico.

As pedras na vesícula atingem, principalmente, as mulheres por questões hormonais, mas não é exclusividade do sexo frágil. A proporção é de quatro mulheres para cada homem na faixa etária reprodutiva, mas com a idade, esta proporção vai diminuindo, chegando a quase igualar entre os idosos.
Embora não se saiba com certeza quais são as causas do distúrbio, o certo é que são mais freqüentes em mulheres com mais de 40 anos, que tiveram muitos filhos, com excesso de peso e diabéticas.

Alimentos gordurosos
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Eduardo Akaishi, as pedras que se depositam na vesícula normalmente são formadas pela desproporção dos componentes da bile (líquido produzido pelo fígado, que auxilia na digestão dos alimentos, principalmente dos gordurosos), como o colesterol, fosfolipídeos e sais biliares.

“Há dois tipos de pedras: pigmentadas (bilirrubinas, de coloração negra) e as de colesterol (coloração amarelada), que são mais comuns, manifestando-se em cerca de 80% dos casos”, explica Akaishi, fazendo questão de ressaltar que a formação do cálculo de colesterol não tem nenhuma ligação com as taxas de colesterol no sangue.

A maioria dos portadores da pedra na vesícula não faz idéia de que possui o problema, pois 80% dos doentes não têm nenhum tipo de sintoma. Já os outros 20% podem apresentar dor, vômito e icterícia (pele e olhos amarelados como na hepatite).
“A ingestão de alimentos gordurosos pode desencadear as crises dolorosas em quem é portador de pedra na vesícula, mas não tem nenhuma influência na formação das pedras”, esclarece o especialista.

Alguns fatores favorecem a formação de pedras como o excesso de peso e de calorias ingeridas, predisposição genética, idade, paridade, longos períodos de jejum e pessoas que passaram por cirurgia do intestino ou estômago.

Cirurgias em 90% dos casos
É importante lembrar que, embora seja raro, o câncer de vesícula biliar pode ocorrer em pacientes que sofrem de colelitíase. De acordo com os especialistas, não há comprovação científica de que as pedras possam induzir ao câncer.
Então, quando se retira a vesícula é importante observar o exame microscópico da vesícula para assegurar que não existe nenhum tipo de lesão ou algum tumor já instalado.

“O tratamento pode ser cirúrgico ou com medicamentos que ajudam a dissolver as pedras, sendo o último procedimento atualmente em desuso pela pouca eficiência”, afirma Akaishi. A melhor forma de tratamento é a cirurgia em que a vesícula é retirada junto com as pedras.
O procedimento é rápido, varia de 30 a 60 minutos, e no outro dia o paciente tem alta hospitalar. O único cuidado nos primeiros dias é com a alimentação que deve ser controlada com refeições leves.

Como a vesícula biliar armazena a bile e a joga no intestino somente quando há necessidade, com a sua retirada o próprio fígado se encarrega de enviar o líquido digestivo.

Mesmo com o tratamento avançado, as pessoas podem prevenir as complicações da doença. As principais atitudes são não exceder o peso, evitar longos períodos de jejum, realizar exames de ultra-sonografia abdominal sempre que necessário e consultar um especialista após os 40 anos de idade, principalmente se há casos de pedra na vesícula na família.
Inimigos da vesícula

Alimentos que devem ser consumidos com moderação
>>    Carnes gordurosas
>>    Queijos amarelos, requeijão, leite integral
>>    Biscoitos, pastéis, pães folhados
>>    Embutidos, como lingüiça e salames
>>    Ovos fritos
>>    Manteiga, maionese
>>    Amendoim, castanha-do-pará
>>    Bebidas alcoólicas

Agora, os amigos
>>    Frutas
>>    Carnes magras, peixes
>>    Alimentos fibrosos
>>    Pão e arroz integral
>>    Leite desnatado
>>    Café, chá, sucos de frutas
>>    Mel, Iogurte e coalhada

Fonte: Paraná Online

Pedras na Vesícula Biliar: Como Aparecem e Tratamento

Dieta rica em gorduras contribui para o aparecimento desse problema
Você já ouviu falar em colelitíase? Na realidade, esse é o nome dado ao diagnóstico de pedras na vesícula biliar – uma espécie de “bolsa” que armazena a bile, antes desse líquido atuar no processo digestivo dos alimentos, principalmente das gorduras, realizado pelo intestino.
Existem vários fatores relacionados ao risco de apresentar pedras na vesícula, como a idade (a freqüência aumenta com o processo de envelhecimento), gravidez, obesidade, sexo (mais freqüente em mulheres), terapia de reposição hormonal e níveis altos de triglicérides no sangue.
Uma pessoa pode ter pedra na vesícula biliar e não saber, pois não apresenta quaisquer sintomas. A “descoberta” do problema acontece, normalmente, durante exames de rotina. “A cólica biliar, um tipo de dor constante, que se localiza na região superior direita do abdome, é o sintoma mais freqüente das pessoas que apresentam pedra na vesícula. Essa dor é, quase sempre, acompanhada de náuseas”, explica Dr. Vladimir Schraibman, especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e único orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System). O especialista esclarece, nessa entrevista, várias questões sobre essa doença.

Qual é a função da vesícula em nosso organismo? Qual é o seu tamanho e localização?
A função da vesícula biliar é armazenar bile para ajudar na digestão de gorduras. Possui tamanho aproximado de oito cm, como se fosse um pequeno figo, localizada na borda inferior do fígado, do lado direito do abdome. Existem vários tipos de cálculos (pedras), mas os dois principais são os de colesterol e os pigmentados.

O que são os cálculos de colesterol?

São cálculos compostos por colesterol, geralmente mais prevalentes em populações com alto grau de ingestão de gorduras de origem animal (carne vermelha, leite e seus derivados, além de frituras e gordurosos em geral, como os embutidos).
 
O que são os cálculos pigmentados?

Cálculos pigmentados são cálculos oriundos de sais biliares, outra substância presente na composição da bile e que, quando em concentração inadequada, pode gerar a precipitação e formação de cálculos biliares.

Por que a tendência de apresentar pedra na vesícula aumenta com a idade?
Na verdade muitas pessoas são portadoras de cálculos biliares, contudo não apresentam qualquer tipo de sintoma, sendo diagnosticada a "pedra" na maioria das vezes de modo incidental, nos exames de rotina (os tais "check-ups"), como tomografia e ultrassom do abdome. É preciso tomar cuidado para que o quadro não evolua, para um quadro agudo de inflamação da vesícula (colecistite aguda), quando um cálculo obstrui a saída da bile; colangite, que corresponde a uma infecção grave dos canais que levam a bile para o intestino; e até mesmo uma gangrena da vesícula.       
 
Como a obesidade afeta o aparecimento dessa doença?
O indivíduo que apresenta obesidade possui, geralmente, uma dieta rica em gordura animal, o que acaba contribuindo para a formação de cálculos biliares.

A cirurgia laparoscópica é sempre o melhor tratamento, seja para pacientes sintomáticos (que já sentem dores) ou assintomáticos?A cirurgia laparoscópica para remoção da vesícula é, hoje em dia, o melhor tratamento visto que é muito segura e possui baixíssimos índices de complicações. Atualmente, podemos associar à técnica do single port, ou seja, a retirada da vesícula com apenas uma incisão de cerca de 2,5 cm e alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia, com ótimos resultados.

O fato de se retirar a vesícula não afeta o funcionamento do fígado ou do intestino?Não afeta de modo algum. Evolutivamente, o homem não necessita hoje em dia da vesícula, pois se alimenta várias vezes ao dia o que torna a vesícula um órgão sub-utilizado, já que não há a necessidade de se armazenar tanta bile. Alguns pacientes, contudo, ao retirar a vesícula podem apresentar um aumento no número de evacuações no primeiro mês.

Qual seria a forma de prevenir o aparecimento dessa doença?
A melhor maneira de se prevenir é ter uma dieta com baixo teor de gordura e alto teor de fibras, diminuindo a chance de se formar os cálculos.


Fonte: Dr. Vladimir Schraibman (Cirurgia Geral e Gastrocirurgia)

Solução para retirada da Vesícula Biliar - Single Port

Single Port
Cirurgia Laparoscópica por Único Portal para Remoção da Vesícula Biliar É uma cirurgia avançada, minimamente invasiva, na qual o cirurgião opera usando exclusivamente um único portal. A introdução de instrumentos para acessar os órgãos intra-abdominais que precisam ser operados é feita por uma única e pequena entrada no abdome.

A presença dos cálculos biliares, dentro da vesícula, pode causar dores, cólicas intensas, inflamação, e até cirurgias de urgência por infecções associadas ou pancreatite.

Tradicionalmente, desde 1989 até os tempos atuais, a retirada da vesícula por via laparoscópica é realizada com 4 orifícios no abdome . Dois de 5 mm e 2 de 10 mm.
Na Cirurgia Laparoscópica de Único Portal os instrumentos serão colocados por um orifício de 2,5 cm realizado sob a cicatriz umbilical. Este acesso umbilical único traz algumas vantagens importantes como menos desconforto pós-operatório, tempo de recuperação mais rápido e resultado cosmético melhor. A cicatriz umbilical natural esconde orifício realizado para a cirurgia.

Esta evolução ocorreu pela combinação da habilidade cirúrgica desenvolvida nas técnicas videolaparoscópicas e a alta tecnologia dos modernos instrumentos flexíveis.

Este é mais uma evolução na área das cirurgias minimamente invasivas que tem como objetivo obter mínima agressão cirúrgica, gerando conforto, excelente resultado estético e rápido retorno às atividades normais.

População alvo: pacientes com diagnóstico de cálculos (pedras) na vesícula biliar; o diagnóstico é feito por ecografia de abdome.
1) o paciente sente dores abdominais devido aos cálculos e procura seu médico (consultórios ou emergências) que solicita uma ecografia e o diagnóstico é feito; o médico clínico encaminha ao cirurgião.
2) O paciente sabe ser portador de cálculos na vesícula biliar, mas não tem sintomas importantes. Informando-se sobre a necessidade de procurar solução, ele próprio procura atendimento de um cirurgião do aparelho digestivo.

Fonte: 

Dores fortes no abdômen podem indicar cálculo biliar

Quando existe um cálculo biliar (um "ataque da vesícula"), a dor pode ser muito forte e dura alguns segundos ou minutos, e repetem com freqüência durante horas ou dias. Calafrios e febre podem acompanhar o ataque. Os sintomas, geralmente, ocorrem após a pessoa ter comido alimentos fritos ou gordurosos.
Cálculos biliares podem se formar na vesícula biliar ou (mais raramente) nos dutos biliares do fígado. Eles podem se formar na vesícula como resultado de infecção ou inflamação da parede do órgão.
Ocorrem com mais frequência em mulheres do que homens, principalmente em mulheres que ficaram grávidas mais de uma vez. Também ocorrem em mulheres obesas, com mais intensidade após os 40 anos. Nos Estados Unidos, cerca de 10 a 20% da população tem cálculos biliares.
Pessoas com diabetes, enxaquecas, câncer da vesícula biliar, cirrose e pancreatite são mais susceptíveis de ter cálculos biliares.
Cálculos são formados a partir da bile, um fluído marrom produzido pelo fígado. Colesterol (uma proteína do sangue) se combina com a bílis para formar pedras. Mas eles não se parecem com "pedras" comuns. Considerando que pedras nos rins são nítidas e cristalinas, cálculos biliares são lisos, macios e gelatinosos. Parece com uma densa gordura. Muitas vezes, pessoas com cálculo biliar não têm sintomas.
Mas, quando o bloco sai do fígado ou vesícula biliar, produz náuseas, vômitos e dor, como descrito acima.
Tratamentos
• Para aliviar a dor, faça uma fomentação quente durante 15 minutos na área da vesícula biliar, seguido por uma fricção com gelo. Repita este processo 3 vezes. Isto irá reduzir o inchaço, a inflamação e a dor.
• Se você puder evitar, não opere sua vesícula biliar. O que geralmente é feito é a retirada da sua vesícula biliar, e você realmente precisa dela.
• Estudos recentes da Universidade de Pittsburg descobriram que remover a vesícula biliar (colecistectomia) dobrou o risco de cancro do cólon.
Prevenção
É um fato interessante que as pessoas que não comem carne, lacticínios ou ovos, raramente têm ataques da vesícula. É a gordura animal que tende a formá-los.
Beber água ajuda a prevenir a formação do cálculo biliar. Foi descoberto que as pessoas com cálculos biliares bebem pouca água.
Beber um copo de água faz com que a vesícula biliar se esvazie cerca de 10 a 20 minutos depois. Esta é uma forma a manter a vesícula biliar limpa e em bom estado, isto é, se você não comer qualquer gorduras de origem animal.
A falta de exercício físico aumenta a probabilidade de formação de cálculos biliares. Com o exercício, o colesterol é excretado mais rapidamente pelo fígado e bexiga. A verdade é que tudo funciona melhor quando você se exercita regularmente.
• Não coma demasiadamente. Isto é muito importante.
• Não coma alimentos processados, fritos, açúcar, pimenta, ou lanches rápidos (junk foods).
• Não use álcool, cafeína ou tabaco.
• Mantenha o seu peso baixo. Mulheres com sobrepeso com mais de 40 anos que tiveram filhos foram as que mais tiveram cálculos biliares.
• Contraceptivos orais (e outros medicamentos contendo estrogênios) aumentam a saturação do colesterol biliar.
• Comer ovos aumenta a probabilidade de formação de pedra. Uma dieta pobre em vitamina C também faz isso.
• Comer muito carboidrato refinado aumenta a formação de pedra. A não inclusão de suficiente fibra na dieta também.
• Tomar 2 colheres de mesa de lecitina a cada dia resulta em um concentração aumentada de fosfolipídio na bílis. Isto ajuda a reduzir e dispersar cálculos biliares.
• Proteína animal na dieta aumenta a formação de pedra; proteína vegetal tende a reduzir o tamanho das pedras.
Fonte: Parana Online

Problemas da vesícula biliar durante a gravidez



A gravidez é um dos momentos mais felizes na vida das mulheres , mas pode trazer vários problemas com ele . problemas da vesícula biliar durante a gravidez é um tal problema, além de dores de cabeça, inchaço dos tornozelos e dor abdominal , que muitas mulheres enfrentam. Aqui nós damos-lhe alguns dos sinais de problemas de vesícula , de modo que você sabe o que olhar para fora. Leia em …
pedras da vesícula biliar também chamado de cálculos biliares são nada mais que os depósitos de cálcio ou colesterol na vesícula biliar ou nos ductos biliares . Se você consumir alimentos ricos em gordura e colesterol, as chances de pedras da vesícula biliar são altas. Bile, líquido amarelado secretado pela vesícula biliar , é responsável pela digestão de gorduras e colesterol no organismo. Quando você consome alimentos ricos em gordura, a vesícula se contrai liberando a bile , assim , que digere a gordura. Após o processo de digestão pára , a vesícula biliar , por vezes, não se esvazia -se completamente e, em tal caso, a bile é concentrada, com depósitos de colesterol e cálcio , criando pedras. Estas pedras obstruir o livre fluxo da bile e que a razão não há dor da vesícula biliar que é sentida no abdômen. Quando você está grávida , há várias mudanças ocorrendo em seu corpo , o que pode expô-lo a problemas da vesícula biliar durante a gravidez. Existem vários outros doenças da vesícula biliar, Que também pode causar problemas durante a gravidez.
Sinais de problemas da vesícula biliar durante a gravidez
Existem várias hormonas extra secretado pelo corpo quando você está grávida, e esses hormônios podem diminuir as funções digestivas do corpo. Quando as funções digestivas abrandar , a vesícula biliar tem dificuldade para esvaziar toda a bile , e não pode permanecer alguns bile. Mesmo quando há pedras na vesícula biliar , ainda contratos para a liberação de bile , e é quando a superfície da vesícula biliar ou entrar em contato com o cálculos biliares e começa a pintura. Além disso , a dor também pode ser causado quando a bílis não pode fluir livremente. Quando você consome os alimentos ricos em gordura , o corpo requer mais bile para digerir tais alimentos, o que implica que a vesícula se contrair mais , assim, a dor agravante.
Uma das mais comuns sintomas da vesícula biliar durante a gravidez é uma dor severa no abdômen superior direito, após consumir uma refeição rica em gordura. Essa dor é chamado um ataque do cálculo biliar, como a dor ocorre subitamente e pode durar cerca de meia hora a várias horas. Você também pode obter uma dor constante, que pode aumentar ao longo do tempo . Os outros mau sintomas da vesícula biliar incluem dores nas costas entre as omoplatas , vómitos, náuseas , inchaço do abdômen , gás, indigestão , arrotos e não ser capaz de tolerar alimentos ricos em gorduras . Além disso, você também pode sofrer de sudorese, calafrios, febre ligeira , fezes cor de argila e pele amarela.
dor do cálculo biliar pode ser comparado à dor que ocorre durante o parto. No entanto , a contração que ocorre durante o parto vai embora logo , ao contrário dos cálculos que podem permanecer por várias horas. Esta dor pode ser tão grave que pode ser difícil de aliviar .
Se os testes mostram que a dor é causada devido a formação de cálculos biliares , os médicos podem sugerir que você consumir alimentos que são muito pobres em gordura , pode ser mesmo uma dieta branda. Essa dieta é recomendada como medida preventiva em vez de cura a longo prazo. medidas a longo prazo incluem cirurgia da vesícula biliar, Mas a cirurgia durante a gravidez pode ser muito arriscado , uma chance , não vale a pena tomar. No entanto , o médico pode recomendar a cirurgia se estiver no segundo trimestre e se a dor é muito intensa e insuportável. A cirurgia mais cedo do que pode resultar em aborto , enquanto que se for depois disso, o tamanho do bebê pode dificultar a condução .
Geralmente são as mulheres obesas que se encontram em maior risco de ter cálculos biliares. Se o excesso de gordura é acumulada no corpo , a quantidade de bile segregada diminui , resultando em depósitos de excesso de colesterol . O ganho de peso durante a gravidez ou após o parto também pode causar pedras para construir . Consumir uma dieta rica em fibras , de modo a diminuir as chances de desenvolver cálculos biliares. Grãos integrais , legumes e frutas são ricas em fibras e são excelentes para vesícula biliar inflamada.
Portanto, os problemas da vesícula biliar durante a gravidez é causada devido ao acúmulo de colesterol e cálcio na vesícula e vias biliares. Se sofrer de um dos sintomas mencionados acima, entrar em contato com um médico imediatamente e obter medidas corretivas. Como medida preventiva , é sempre melhor parar de consumir alimentos ricos em gordura e começar a ter os alimentos ricos em fibras. Em caso de dúvidas , consulte um profissional, ele sabe melhor.

Fonte: www.lifestyles.com.br

Cirurgia Videolaparoscopica - Videocirurgia - "Cirurgia a Laser"


Cirurgia realizada na cavidade abdominal, através de pequenas incisões, utilizando instrumental cirúrgico especial e um conjunto de equipamentos constituído de ótica laparoscópica, microcâmera, processadora de imagem,
fonte de luz, monitor, e insuflador de gás.

Realiza-se pequenas incisões (0,5 e 1 cm) ou até mini incisões (0,2 e 0,3 cm) na pele por onde serão introduzidos os trocartes. Trocarte é um dispositivo cilíndrico que permite a entrada e saída dos instrumentais laparoscópicos especiais (como tesouras, pinças, clipadores, etc.) além da ótica laparoscópica.

Uma fonte de luz é conectada à ótica. Portanto, a ótica laparoscópica, além de captar imagens e enviá-las à microcâmera, tem a função de iluminar a cavidade abdominal, pois suas fibras óticas transmitem a luminosidade proveniente da fonte de luz externa.

A imagem recebida pela microcâmera é processada para poder ser reproduzida em um monitor ou uma TV.

Assim, para se ter uma boa visualização das vísceras abdominais vários fatores são importantes, dentre eles citamos:
A) câmera com boa resolução de imagem;
B) iluminação adequada da cavidade, que depende da fonte de luz e do cabo que conecta à ótica;
C) criação de um espaço adequado na cavidade
abdominal que é conseguido pela insuflação de um gás (normalmente o CO2), cuja pressão é regulada por um insuflador eletrônico. Neste item é importante o relaxamento adequado do paciente promovido pelo anestesista.

O gás insuflado no abdome é quase que totalmente removido ao término do procedimento, e uma pequena quantidade residual que permanece é rapidamente
absorvida pelo organismo, sendo eliminada na respiração.

HISTÓRIA E EVOLUÇÃO

A primeira cirurgia videolaparoscópica realizada no Brasil, foi em São Paulo, em 1990. A cirurgia foi uma colecistectomia (retirada da vesícula biliar com cálculos). Desde o início da cirurgia videolaparoscópica até os dias de hoje, muitos avanços ocorreram. Criou-se novos instrumentais, câmaras de alta resolução com imagem tridimensional, fontes de luz mais
eficientes, insufladores eletrônicos modernos e com aquecimento do gás insuflado.

Além disso, atualmente já é possível realizar cirurgia à distância com auxílio de robôs. O cirurgião, podendo estar distante do paciente ou na mesma sala cirúrgica, faz a cirurgia sentado confortavelmente em cadeira especial. Olhando a imagem da cirurgia numa tela, o cirurgião movimenta os "braços" do computador, que comanda um robô. A transmissão destes comandos ao robô pode ocorrer diretamente via cabo e até mesmo via satélite. O robô,
recebendo as informações do computador, realiza a cirurgia reproduzindo os movimentos do cirurgião. Um outro robô segura a ótica. Ele é responsável pelos movimentos da ótica e obedece o comando verbal do cirurgião. O cirurgião pode solicitar movimentos diversos da ótica, como por exemplo
dizendo: aproxime um pouco; afaste; movimente para a direita, e o robô que é previamente programado, faz conforme solicitado. O uso de robôs tem sido muito útil em cirurgias prolongadas ou quando a posição do cirurgião é
desconfortável.

ERRO: CIRURGIA A LASER

É comum nos dias atuais dizer cirurgia laparoscópica, videocirurgia ou cirurgia por vídeo como sinônimos de cirurgia videolaparoscópica.
Popularmente, é erroneamente chamada de Cirurgia à Laser. O Laser é um recurso que pode ser utilizado em diversas áreas médicas, assim também como na cirurgia laparoscópica.

VANTAGENS
As Vantagens da Cirurgia Videolaparoscópica são decorrentes de uma menor agressão ao paciente com melhor visualização das estruturas. Dentre as VANTAGENS incluímos:

Rápida recuperação, ou seja, breve retorno ao trabalho ou atividades esportivas.

Menor dor pós operatória, com diminuição ou eliminação da necessidade de analgésicos.

Menor risco de infecção, diminuindo a necessidade de utilização de antibióticos.

Menor risco de formação de hérnia incisional, já que com pequenas incisões há um menor dano à parede abdominal.

Menor perda sanguínea, com menor possibilidade de transfusões.

Menor risco de formação de aderências entre órgãos intra-abdominais.

Menor risco de tromboembolia (formação de coágulos na corrente sanguínea que migram para o pulmão, podendo ser fatal), já que a recuperação é mais rápida e o paciente volta a deambular precocemente.

Vantagem Estética, com cicatrizes mínimas ou imperceptíveis.