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Ultrapassar o Medo da Cirurgia



Apesar dos avanços da Medicina e de grande parte das cirurgias serem já intervenções consideradas correntes, persiste, em algumas pessoas, um medo latente.


Helder Viegas, Diretor do Departamento de Urgência e Cuidados Intensivos no Hospital de Cascais refere que foi realizado, em 1995, no Serviço de Cirurgia do Hospital do Desterro, um estudo que se debruçou sobre a ansiedade dos doentes cirúrgicos no pré-operatório. Para o estudo, foi feito um inquérito, elaborado com a colaboração de um psicólogo, a 52 doentes submetidos à média e grande cirurgia pelos cirurgiões da equipe chefiada pelo cirurgião Luiz Damas Mora.

“A análise dos resultados permitiu estabelecer dois tipos de circunstâncias que, com mais frequência, são causas da ansiedade: circunstâncias gerais, comuns a todo o tipo de cirurgia e circunstâncias específicas, relacionadas com a cirurgia sobre determinados órgãos ou sistemas”, descreve Helder Viegas. No primeiro caso, as causas de ansiedade prendiam-se com a possibilidade de doença maligna, dor no pós-operatório, eventual necessidade de transfusão e medo de “não acordar da anestesia”. Em seguida a causa mais frequente de ansiedade estava relacionada ao medo de ser necessária uma colostomia. “Naturalmente, atos cirúrgicos realizados por outras especialidades desencadearão outros medos, como lesões neurológicas definitivas, impotência sexual, ou outros”, refere o cirurgião.

Consolidar a relação de confiança
“É minha convicção que, explicar ao doente, de forma acessível, em que consiste a cirurgia é fundamental para combater o medo que se instala quando é transmitida a notícia que tem de ser operado”, defende Helder Viegas. Segundo o cirurgião, este esclarecimento deve ser acompanhado de informações claras sobre os benefícios e riscos do ato cirúrgico, destruindo alguns conceitos e mitos ainda muito presentes. “A segurança com que o cirurgião esclarece as dúvidas e presta as informações é diretamente proporcional à confiança adquirida pelo doente”, afirma. Porém, não deve confundir-se segurança com arrogância ou distanciamento. Qualquer destas tem um efeito contrário ao desejado, alerta o cirurgião.

No estudo referido, verificou-se que, já no bloco operatório, rodeado de um ambiente hostil e desconhecido, o que mais tranquiliza o doente é encontrar o “seu cirurgião”, provavelmente a única pessoa que ele reconhece entre tantas caras, vindo, logo a seguir, a compreensão e apoio do anestesista e equipe de enfermagem.

A preservação da relação médico-paciente é, pois, um pilar fundamental no combate à ansiedade no período pré-operatório, pelo que o cirurgião deve manter o hábito de trocar algumas palavras tranquilizadoras com o “seu doente”, antes da indução anestésica.

Conselho do especialista
“O doente deve estar consciente da confiança que tem no seu cirurgião, colocando-lhe antecipadamente todas as suas dúvidas e receios, sem tabus, não hesitando em escolher outro cirurgião se aquela relação não se reveste de confiança e cumplicidade mútuas. É esta, a meu ver, a base para a diminuição do medo legítimo de um ato cirúrgico”, recomenda Helder Viegas.

Cirurgia Minimamente Invasiva

O que é cirurgia minimamente invasiva?

A cirurgia minimamente invasiva é aquela realizada por meio de pequenas incisões, com mínima agressão ao organismo, realizado por meio de uma técnica conhecida como laparoscopia.

Laparoscopia é uma maneira de olhar dentro do abdômen, através de um mini-corte por onde se introduz uma lente chamada laparoscópio.

Para criar o espaço necessário para a cirurgia e adequada visualização dos órgãos abdominais a cavidade abdominal é preenchida e insuflada com ar (gás carbônico) através de um aparelho chamado insuflador. Ao processo de encher a cavidade abdominal com ar denomina-se penumoperitôneo.

O instrumental cirúrgico e uma câmera entram na cavidade através de trocateres, que são tubos com válvulas para permitir a entrada de gás carbônico e dos instrumentos. Os instrumentos de cirurgia (pinças, tesouras, cautérios, porta agulhas, fios, gazes e outros) são introduzidos pelo cirurgião através destes trocateres que se localizam em pequenas incisões na pele (de 1 a 15 mm) denominadas portais.

O pneumoperitônio é realizado de forma aberta ou fechada. Este primeiro portal geralmente se localiza próximo ao umbigo para que a cicatriz fique escondida. Na forma aberta é realizada um minicorte e o primeiro trocater é inserido sob visão direta na cavidade abdominal. Na forma fechada é realizada uma punção com uma agulha especial (agulha de Veress) e após ser atingida a pressão desejada é inserido um instrumento às cegas na cavidade. Após a introdução do primeiro portal é inserida uma microcâmera e uma fonte de luz, através de fibra óptica. Esta câmera aumenta a visão do cirurgião e permite que a cirurgia possa ser realizada sem cortes maiores. O médico especialista inspeciona todos os órgãos da cavidade abdominal e verifica se a cirurgia pode prosseguir. São inseridos os demais instrumentos com a realização de novos portais de acordo com o procedimento a ser realizado. Ao final da operação são retirados os trocateres e os portais são fechados com técnica de cirurgia plástica.

De uma forma geral, os riscos do procedimento cirúrgico ainda existem mesmo quando realizados por laparoscopia em mãos experientes e são similares aqueles da cirurgia convencional. Converse com nossa equipe sobre os risco e alternativas da cirurgia.

Sabe-se ainda que por realizar incisões menores o risco de infecção da ferida cirúrgica seja menor com o uso de laparoscopia. Existem complicações associadas especificamente ao uso desta técnica relacionadas a punção e ao pneumoperitôneo.

Outras vantagens do uso de cirurgia minimamente invasiva

- Com cortes menores há menos dor, com menor uso de remédios e a recuperação é mais rápida: você pode caminhar e movimentar-se livremente de forma mais rápida, previnindo complicações relacionadas a pessoas acamadas, tais como infeccção e embolismo. Há um retorno do funcionamento do intestino mais cedo permitindo que você se alimente antes. Você também pode sair do hospital em um curto período de tempo (em média em 24 horas) e retornar as suas atividades diárias em um curto prazo (em média em uma semana).
- Do ponto de vista estético, os resultados são mais agradáveis.

Hoje, praticamente todas as cirurgias do Aparelho Digestivo podem ser realizadas através de métodos minimamente invasivos. Os benefícios são os mesmos, mas vale ressaltar que procedimentos complexos envolvem um maior risco devido ao tempo que a equipe médica precisa para obter a experiência necessária para conduzir estes procedimentos de forma segura. Seu uso está principalmente consagrado para tratamento das doenças da vesícula biliar e do refluxo gastroesofageno, seguido por apendicectomias, cirurgias de obesidade e correção de hérnias. O uso em cirurgia de fígado e de pâncreas vem crescendo gradativamente. A Sociedade Brasileira de Videocirurgia (Sobracil) promove o desenvolvimento destas técnicas no Brasil.

Saiba mais

- "Láparos" vem do grego e significa abdômen. Laparotomia é a cirurgia que incisa a parede abdominal para operar as estruturas e órgãos intra-abdominais a céu aberto.
- Foi somente em 1962 que se realizou a primeira laqueadura tubária por via laparoscópica. Em 1974, Semm em Lubeck, na Alemanha, realizou vários tipos de cirurgia ginecológica. Sem é considerado o pai da cirurgia laparoscópica. Por sua influência direta, os avanços iniciais foram todos na área ginecológica. Em 1983 esse mesmo cirurgião alemão e Mouret em Lyon, França, executaram as primeiras apendicectomias. Em 1987, já com o desenvolvimento de microcâmeras de vídeo, realizou-se a primeira remoção laparoscópica de vesícula biliar. A partir da década de 90 houve uma proliferação da técnica de cirurgia minimamente invasiva, sendo que hoje a técnica é de uso preferencial para um grande número de cirurgias abdominais. 
Fonte:www.cirurgiahepatogastro.com.br

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Pólipo de Vesícula Biliar o que fazer ? Consenso do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Pólipo de Vesícula Biliar
Alguns estudos apontam para uma associação entre polipose de vesícula biliar e leucodistrofia metacromática. Esta se caracteriza pelo depósito de material metacromático resultante da quebra de mielina no sistema nervoso central e periférico. As manifestações clínicas estão relacionadas com a degeneração da substância branca encefálica. Como a polipose biliar é um fenômeno raro na infância, a leucodistrofia metacromática deve ser excluída nessa ocasião. A polipose vesicular é encontrada dez vezes mais em pacientes com retocolite ulcerativa. Na doença de Peutz-Jeghers também podem ocorrer hematomas intravesiculares. Em dislipidemais, como na doença de Gaucher, podem ser encontrados pólipos de gordura dentro da vesícula. Estudos mostraram não haver associação entre lesões polipoides de vesícula biliar (LPVB) e sexo, índice de massa corporal e diabetes melito, considerados fatores de risco para litíase biliar. Também não há associação com gestações e uso de anticoncepcionais orais. Os fatores de risco para colelitíase (obesidade, gravidez, anticoncepcionais, etc.) não parecem estar relacionados com LPVB. Há dúvidas quanto a uma possível associação entre pólipos e carcinoma da vesícula. Os adenomas, que representam 4% das lesões polipoides, podem ser os precursores do carcinoma de vesícula, ainda que alguns autores acreditem que a maioria dos carcinomas se desenvolva a partir de um epitélio plano displásico, em termo estimado de 15 anos entre displasia e câncer avançado.

Existe pólipo sintomático?
As LPVB são assintomáticas, salvo casos excepcionais. Durante investigação de quadros dispépticos, o eventual achado de lesão polipoide na vesícula biliar geralmente não explica a origem das queixas do paciente. A maioria dos sintomas pode ser atribuída a afecções concomitantes, como cálculos de vesícula (presentes em 15% dos casos com lesão polipoide), úlcera péptica ou refluxo gastroesofágico. Algumas lesões polipóides maiores ou localizadas próximo ao ducto cístico podem obstruir o trânsito colecistocoledociano, produzindo quadros de cólica biliar ou colecistite aguda. Ocasionalmente, um pólipo de colesterol pediculado pode desprender-se da parede vesicular e obstruir o cístico ou a via biliar extra-hepática distal. 

Na presença de lesão polipoide recomenda-se outro(s) exame(s) além da ultra-sonografia? Qual(is)? É possível diferenciar a lesão benigna da maligna antes da cirurgia?
A ultra-sonografia apresenta acurácia diagnóstica superior ao de outros exames. A sensibilidade e a especificidade da ultra-sonografia na detecção de LPVB estão em torno de 90%. A tomografia computadorizada apresenta sensibilidade aproximada de 70%. A maioria da LPVB são pólipos de colesterol, dos quais cerca de 90% têm menos de dez milímetros de diâmetro. A apresentação mais comum dessas lesões é de uma imagem pequena, arredondada, ecogênica e sem sombra acústica. Apresentam um pedículo estreito e frágil que pode, muitas vezes, não ser identificado na ultra-sonografia. Lesões polipóides sésseis e espessamento da parede vesicular aumentam a suspeita de câncer, exigindo a realização de tomografia computadorizada e, se disponível, ultra-sonografia endoscópica. Em geral, padrões hipoecogênicos são considerados atípicos para pólipos de colesterol e são sugestivos de malignidade. A prevalência de neoplasias malignas é alta em LPVB com diâmetro superior a 10 mm. Assim, é indispensável o diagnóstico diferencial nessas ocasiões. A presença de imagem ecogênicas parcialmente agregada em lesões polipoides indica um pólipo de colesterol, mesmo que a lesão apresente áreas hipoecogênicas. A ultra-sonografia endoscópica é mais sensível para detectar este padrão de agregação, o qual é um sinal altamente sugestivo de pólipo de colesterol. Estudos sugerem que as LPVB com diâmetro acima de cinco mm, ou aquelas com padrão ecogênico, devem ser examinadas pela ultra-sonografia endoscópica. Quando este exame evidenciar a presença de agregação com imagens ecogênicas, pelo menos parcial, o diagnóstico é considerado pólipo de colesterol. A presença de microcistos múltiplos intramurais indica adenomiomatose. O diagnóstico de adenocarcinoma deve ser considerado em lesões sésseis com mais de 10 mm de diâmetro e ecogenicidade heterogênea. Não obstante os relatos de estudos citológicos de aspirado de LPVB obtidos por punção guiada por ultra-sonografia, os membros do consenso não recomendam este procedimento. Uma precisa distinção pré-operatória entre lesão benigna e maligna não é possível com os atuais métodos utilizados na investigação das LPVB.

Além do tamanho da lesão polipoide, que outros fatores influem na conduta? 
O tamanho, o aspecto e o número de lesões, a presença de cálculos e a idade dos pacientes correlacionam-se com a natureza benigna ou maligna das LPVB e auxiliam na fundamentação da conduta a ser adotada. Assim, características como diâmetro da lesão maior que 10 mm, base de implantação com mais de cinco mm, crescimento rápido, espessamento da parede vesicular, colelitíase e idade superior a 50 anos reforçam a indicação cirúrgica, visto que nesses casos o risco de carcinoma é maior. 

Colecistectomia laparotômica ou laparoscópica?
A colecistectomia laparotômica está indicada nos pacientes com suspeita elevada de neoplasia vesicular maligna, independente da presença ou não de cálculos. São considerados fatores de risco para neoplasia maligna: lesão polipoide maior que 10 mm, aspecto séssil, crescimento rápido, espessamento de parede vesicular e idade superior a 50 anos. Em presença de fatores de risco a indicação da laparotomia independe do tamanho da lesão polipoide. A cirurgia laparoscópica fica reservada para LPVB menores que 10 mm, associadas à colelitíase e sem os fatores de risco mencionados. 

Conclusão
As LPVB não acompanhadas de cálculos, com menos de 10 mm e sem fatores de risco para câncer devem ser acompanhadas eco graficamente a cada seis meses nos primeiros dezoito meses. Na ausência de crescimento da lesão após esse período, o controle ecográfico passa a ser feito anualmente. Nas lesões com menos de 10 mm, sem fatores de risco para câncer, mas acompanhadas de cálculos está indicada a colecistectomia laparoscópica, adotando-se precauções para que a vesícula não sofra perfurações e seja retirada da cavidade abdominal envolta por saco protetor. A colecistectomia laparotômica será empregada na impossibilidade da abordagem laparoscópica. Nas lesões com menos de 10 mm, com fator de risco, está indicada a colecistectomia laparotômica. Nas lesões com mais de 10 mm está indicada a colecistectomia laparotômica, independente da presença ou não de cálculos ou de fatores de risco para câncer. A incessante incorporação de novos conhecimentos acerca da evolução natural das LPVB e os avanços nos métodos diagnósticos e terapêuticos levará, no futuro, ao aprimoramento da conduta presentemente recomendada.
Fonte: Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Pancreatite Aguda


O que é?
O pâncreas é um órgão situado no abdome superior e é responsável pela produção de sucos digestivos e alguns hormônios, como a insulina. Em geral, com os cuidados médicos adequados, um episódio de pancreatite aguda não leva a complicações mais sérias, mas em alguns casos os indivíduos podem necessitar de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Patogenia (Como acontece?)
Os principais responsáveis pelos episódios de pancreatite aguda são:

  • Presença de “pedras” na vesícula ou nos ductos biliares 
  • O uso abusivo do álcool (nesses casos, a doença já pode ser crônica) 
  • Elevações exageradas de triglicérides (gordura do sangue) podem ser um fator de risco importante. O uso de alguns medicamentos, a realização de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), um tipo especial de endoscopia, níveis elevados de cálcio no sangue, presença de alguma doença auto-imune, fatores genéticos e algumas infecções podem ter papel determinante em sua ocorrência. Em cerca de 20% dos casos a causa não pode ser determinada, o que parece aumentar o risco de recorrências.
Sinais e sintomas (O que se sente?)
Dor abdominal é a queixa mais freqüente. Pode durar dias. A dor pode ser sentida também nas costas e curvar o tronco pode trazer certo alívio. A distensão abdominal junto com a dor também é um sintoma freqüente. A dor é intensa e se irradia em faixa, no abdome superior. No entanto, há casos em que a pessoa não refere dores abdominais. Outros sintomas como enjôo, vômitos, palpitações, falta de ar ou dificuldade para respirar, febre e pele amarelada podem aparecer.
Se a pancreatite aguda for secundária a presença de pedras, a dor costuma ser persistente, durando de 6 a 8 horas, sendo desencadeada após alimentação. A dor vai aumentando de intensidade e pode vir acompanhada de enjôo e vômito.
No caso da pancreatite aguda alcoólica, os sintomas se iniciam de 1 a 3 dias após ingestão abusiva de álcool ou mesmo sem beber. Quase sempre, as dores são acompanhadas por enjôo e vômito.

Evolução
Em uma pequena porcentagem dos casos, poderá haver uma evolução para uma condição mais séria, também chamada pancreatite necrotizante, com morte de tecido pancreático. Nesses casos, a inflamação pode se estender à distância e envolver outros órgãos, como pulmões, pleura, pericárdio e rins. Pode também haver formação de ascite (“barriga d’agua”) pelo extravasamento do líquido do pâncreas dentro do abdome e pela inflamação. Nessas condições, o intestino não funciona direito e a pessoa sofre parada dos movimentos intestinais. O sangramento digestivo é uma complicação rara.

Diagnóstico (Como seu médico irá diagnosticar?)
O diagnóstico é feito com base na história clínica, exame físico do paciente, dados laboratoriais e de imagem.
Buscando descobrir qual a causa base que desencadeou a doença, questionamentos sobre história de “pedras” na vesícula e uso persistente de álcool deverão ser feitos pelo médico.
Níveis elevados de ambas as enzimas pancreáticas (amilase e lipase), cerca de 3x o valor normal, acabam fechando diagnóstico na ausência de falha dos rins.
Os exames de imagem trazem informações sobre a estrutura, a presença de pedras na vesícula e dos órgãos em volta do pâncreas. Uma ultrassonografia deve ser realizada em busca das pedras, mas esse exame não é capaz de identificar complicações. Exames de raios-x de tórax e abdome podem apresentar achados sugestivos de pancreatite aguda.
O melhor exame para diagnosticar pancreatite aguda á tomografia computadorizada (TC). Esse exame costuma ser realizado quando há outras suspeitas diagnósticas, quando não há resposta ao tratamento sintomático ou quando há suspeita de pancreatite necrotizante.
A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, endoscopia especial do pâncreas e das vias biliares, apesar de ser uma potencial causa de pancreatite aguda, pode ser importante na determinação da causa em situações de recorrência, principalmente em pacientes com problemas das vias biliares. Pode ser usada também no tratamento de algumas condições, como na remoção de pedras impactadas nas vias biliares.

Tratamento
O objetivo do tratamento é diminuir a inflamação do pâncreas e retirar a causa que desencadeou a crise.
Nos casos mais leves, o tratamento se baseia no alívio da dor, reposição de fluidos com soro, suspensão da alimentação oral e monitoramento constante. Nas complicações, deve-se associar terapia com antibióticos e retirada do tecido pancreático necrosado.

Prevenção Para evitar novos episódios, o indivíduo deve parar de beber. É indicado também que o cigarro seja abolido.
Nos casos da pancreatite aguda secundária a pedras é indicada a realização de cirurgia para retirada da vesícula.
Nos outros casos, a prevenção de novos episódios é específica, por exemplo, controlando os níveis de triglicérides no sangue, excluindo outros fatores precipitantes como medicamentos ou fazer corticoterapia.

Dúvidas frequentes - Tenho pedra na vesícula mas nunca senti nada. Devo retirar a vesícula?
Não há sustentação na literatura médica para indicar a retirada da vesícula em pessoas sem sintomas. Excetuam-se casos em que há risco de câncer de vias biliares ou história de complicações (como a pancreatite aguda) por exemplo. O melhor é conversar com seu médico sobre os possíveis benefícios dessa cirurgia.


- Quem teve pancreatite aguda pode voltar a beber?
O paciente com história de pancreatite aguda não poderá voltar a beber, diminuindo de forma importante a chance de seu quadro se repetir. Além disso, diminuirá as chances de aparecimento de outras doenças associadas ao álcool
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Autores: Reinaldo Benevides dos Santos, Dr. Jorge Carvalho Guedes


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Vesícula Biliar - Perguntas e Respostas

O QUE É A VESÍCULA BILIAR?

É um órgão em forma de pera situado sob o lobo direito do fígado.
Sua principal função é coletar a bile produzida pelo fígado e concentrá-la . Quando a pessoa se alimenta , a vesícula biliar se contrai liberando a bile, a qual passa por um canal chamado colédoco, até chegar ao intestino e encontrar o alimento.
A remoção da vesícula biliar não está associada a nenhuma disfunção digestiva na maioria das pessoas.

O QUE CAUSA PROBLEMAS DA VESÍCULA BILIAR?


O principal problema da vesícula biliar está associado a presença de cálculos. São pedras de variado tamanho e número, geralmente formadas a partir do colesterol e/ou sais biliares contidos na bile.
É ainda incerto o porque certas pessoas formam pedras .
Não há maneira de prevenir que as pedras se formem.
Estas pedras podem bloquear a saída da vesícula biliar , impedindo o fluxo natural da bile , ocasionando um aumento da pressão dentro da vesícula, levando a um inchaço (edema) e conseqüentemente a infecção . Este estado é conhecido como colecistite aguda. A pessoa apresenta uma dor intensa tipo cólica em baixo da costela direita, com vômitos e posteriormente febre.
Se uma pedra pequena conseguir passar para o canal da bile a pessoa pode ficar amarela e ter complicações severas.

COMO ESTES PROBLEMAS SÃO DETECTADOS E TRATADOS?


A ecografia ou ultrassonografia abdominal é o método de escolha para o diagnóstico.
Em alguns casos mais complexos , outros exames radiológicos são necessários.
Cálculos (pedras) de vesícula não desaparecem com o tempo . Qualquer tentativa outra que cirurgia não apresentaram qualquer sucesso. Melhoras temporárias podem ocorrer porém podem retornar com complicações.
A remoção da vesícula é o tratamento mais rápido e seguro para a colelitíase. (termo médico para denominar presença de pedra na vesícula biliar)

QUE TIPO DE PREPARO É NECESSÁRIO?


A noite na véspera da cirurgia a partir da meia-noite deve permanecer me jejum absoluto.
Tomar um banho à noite ou na manhã antes da cirurgia.
Se você tem problemas de obstipação crônica avise seu cirurgião.
Se você faz uso de medicações com doses diárias, converse com seu cirurgião para encontrar a melhor solução . Se faz uso de medicações anti-coagulantes ou aspirina não deixe de alertar o seu médico.

COMO É REALIZADA A RETIRADA DA VESÍCULA BILIAR?


O paciente é operado com anestesia geral.
Feita uma pequena incisão no umbigo onde é introduzido uma agulha para encher a cavidade abdominal de um gás especial. A intensão é criar um espaço para que a cirurgia possa ser realizada.
Punção abdominal com agulha de Verres, e insuflação de CO2.
É então introduzido um tubo metálico chamado trocáter por onde é colocado o laparoscópio           ( como um telescópio ) . Através deste é visualizada toda a cavidade abdominal.
introdução do trocáter umbilical 
Realizado mais tres pequenos cortes por onde são colocadas as pinças que vão ser utilizadas durante a cirurgia.
Em algumas situações especiais , é realizado RX do canal da bile durante a cirurgia para detectar pedras no canal da bile. Se estes forem detectados, deverão ser removidos ou durante a cirurgia ou após num procedimente realizado com endoscopia. (papilotomia endoscópica)
Ao final da cirurgia os cortes são fechados com um ou dois pontos na pele.

O QUE ACONTECE SE A CIRURGIA NÃO PUDER SER REALIZADA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Em um pequeno número de pacientes o método não é possível de ser realizado. Isto ocorre geralmente devido a dificuldades anatômicas locais inerentes do paciente ou do grau de inflamação que ocorre no local devido a doença da vesícula. Quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia em prol da segurança do paciente, não se considera o fato como uma complicação mas sim como julgamento cirúrgico (bom senso). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem obesidade excessiva , história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil contensão e outras.

QUANTO TEMPO VOU FICAR NO HOSPITAL?

A grande maioria dos pacientes submetido a colecistectomia videolaparoscópica não fica mais que 24 horas internado no hospital. Em alguns casos o paciente é operado no começo da manhã, podendo ser liberado na noite do mesmo dia.

QUANDO VOU PODER VOLTAR AO TRABALHO?

Em média poderá voltar as suas atividades plenas em 7 dias. É claro que depende do que você faz . Se você tem um trabalho que exige grande ou médio esforço , o habitual é retornar as atividades em 3 a 4 semanas.

É SEGURO REALIZAR A CIRURGIA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Os riscos da cirurgia laparoscópica é identico ao da cirurgia convencional. Sendo que no método convencional corre-se um risco maior de formação de hérnia no local do corte.

HÁ RISCOS NA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA?

Apesar da cirurgia ser considerada segura , complicações podem ocorrer como em qualquer outra cirurgia.

O SEU CIRURGIÃO DEVERÁ ESCLARECÊ-LO DOS RISCOS CIRÚRGICOS E AJUDÁ-LO A DECIDIR PELA CIRURGIA MOSTRANDO QUAIS OS RISCOS DE PERMANECER COM PEDRAS NA SUA VESÍCULA.

O QUE ACONTECE LOGO APÓS A CIRURGIA DA VESÍCULA?

A cirurgia de vesícula é uma cirurgia abdominal e portanto um pouco de dor pós-operatória você deverá ter. Náuseas e vômitos podem ocorrer nas primeiras 12 horas.
Uma vez que a dieta líquida é bem tolerada ou não haja vômitos, o paciente poderá receber alta no dia seguinte.
Sair da cama já no pós-operatório é permitido e estimulado. Na manhã seguinte os curativos podem ser retirados e o paciente tomar banho.
Em geral a recuperação é gradual e progressiva . Voce deve sempre estar melhor no dia seguinte.
Em uma semana deve retornar para retirar os pontos.

DEVO AVISAR MEU MÉDICO QUANDO... ?

Apresentar febre constante (acima de 38oC)
Começar a ficar com a pele ou os olhos amarelos
Tiver náuses e vômitos
Sangrar a ferida operatória continuamente
Aumento da dor abdominal ou o abdomen inchar.
Tiver calafrios
Tosse persistente ou respiração curta
Dificuldade de engulir líquidos ou sólidos após o período normal de recuperação
Mostrar secreção pela ferida operatória.



Fonte: br.answers.yahoo.com

Para que serve a Vesícula Biliar e como se formam as Pedras na Vesícula?

Vamos entender primeiro “o que é a Vesícula Biliar”. A vesícula é uma espécie de saco membranoso, que funciona como reservatório para a Bile no intervalo entre nossas refeições. A bile (ou bílis) é uma espécie de detergente natural do nosso corpo que o fígado produz para quebrar as moléculas de gordura e assim facilitar nossa digestão. Quando não estamos digerindo nada, o fígado se ocupa na produção desta substância que é levada para a nossa vesícula biliar através de ductos biliares.

A nossa vesícula, tem função apenas de armazenagem da bile. O fígado produz e vai “concentrando” na vesícula para o momento em que comermos algo, ela seja injetada no nosso intestino delgado para ajudar na digestão do alimento. Pois bem, essa bile possui principalmente bilirrubina (pigmento derivada da destruição dos glóbulos vermelhos do sangue efetuada no baço e que acaba indo para os canais biliares através da circulação), também temos os sais biliares (produzidos pelo fígado e ajudam na digestão) e ainda o colesterol que é eliminado pelo fígado através da produção de bile. Os cálculos biliares, ou as pedras na vesícula, são resultado de um desequilíbrio na precipitação e formação destes componentes.

Os cálculos (ou pedras) são chamados pelos médicos de “Litíase Biliar”. Elas são formadas principalmente por cálcio e colesterol e são realmente como pedrinhas que podem causar inflamação na vesícula, resultando dores muito fortes. Bom, o tratamento para esta “vesícula doente” habitualmente é cirúrgico. Ocorre a retirada da vesícula, e geralmente este procedimento não ocasiona nenhum problema ao paciente. No entanto, é recomendado que evite a ingestão de comidas gordurosas, pois a bile continua sendo produzida, porém o reservatório que a concentra foi retirado!

A vesícula é o reservatório da bile!
A vesícula é o reservatório da bile!
O tratamento mais comum para a litíase biliar é a intervenção cirurgica por laparoscopia!
O tratamento mais comum para a litíase biliar é a intervenção cirurgica por 

Pedras na Vesícula Biliar: Como Aparecem e Tratamento

Dieta rica em gorduras contribui para o aparecimento desse problema
Você já ouviu falar em colelitíase? Na realidade, esse é o nome dado ao diagnóstico de pedras na vesícula biliar – uma espécie de “bolsa” que armazena a bile, antes desse líquido atuar no processo digestivo dos alimentos, principalmente das gorduras, realizado pelo intestino.
Existem vários fatores relacionados ao risco de apresentar pedras na vesícula, como a idade (a freqüência aumenta com o processo de envelhecimento), gravidez, obesidade, sexo (mais freqüente em mulheres), terapia de reposição hormonal e níveis altos de triglicérides no sangue.
Uma pessoa pode ter pedra na vesícula biliar e não saber, pois não apresenta quaisquer sintomas. A “descoberta” do problema acontece, normalmente, durante exames de rotina. “A cólica biliar, um tipo de dor constante, que se localiza na região superior direita do abdome, é o sintoma mais freqüente das pessoas que apresentam pedra na vesícula. Essa dor é, quase sempre, acompanhada de náuseas”, explica Dr. Vladimir Schraibman, especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e único orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System). O especialista esclarece, nessa entrevista, várias questões sobre essa doença.

Qual é a função da vesícula em nosso organismo? Qual é o seu tamanho e localização?
A função da vesícula biliar é armazenar bile para ajudar na digestão de gorduras. Possui tamanho aproximado de oito cm, como se fosse um pequeno figo, localizada na borda inferior do fígado, do lado direito do abdome. Existem vários tipos de cálculos (pedras), mas os dois principais são os de colesterol e os pigmentados.

O que são os cálculos de colesterol?

São cálculos compostos por colesterol, geralmente mais prevalentes em populações com alto grau de ingestão de gorduras de origem animal (carne vermelha, leite e seus derivados, além de frituras e gordurosos em geral, como os embutidos).
 
O que são os cálculos pigmentados?

Cálculos pigmentados são cálculos oriundos de sais biliares, outra substância presente na composição da bile e que, quando em concentração inadequada, pode gerar a precipitação e formação de cálculos biliares.

Por que a tendência de apresentar pedra na vesícula aumenta com a idade?
Na verdade muitas pessoas são portadoras de cálculos biliares, contudo não apresentam qualquer tipo de sintoma, sendo diagnosticada a "pedra" na maioria das vezes de modo incidental, nos exames de rotina (os tais "check-ups"), como tomografia e ultrassom do abdome. É preciso tomar cuidado para que o quadro não evolua, para um quadro agudo de inflamação da vesícula (colecistite aguda), quando um cálculo obstrui a saída da bile; colangite, que corresponde a uma infecção grave dos canais que levam a bile para o intestino; e até mesmo uma gangrena da vesícula.       
 
Como a obesidade afeta o aparecimento dessa doença?
O indivíduo que apresenta obesidade possui, geralmente, uma dieta rica em gordura animal, o que acaba contribuindo para a formação de cálculos biliares.

A cirurgia laparoscópica é sempre o melhor tratamento, seja para pacientes sintomáticos (que já sentem dores) ou assintomáticos?A cirurgia laparoscópica para remoção da vesícula é, hoje em dia, o melhor tratamento visto que é muito segura e possui baixíssimos índices de complicações. Atualmente, podemos associar à técnica do single port, ou seja, a retirada da vesícula com apenas uma incisão de cerca de 2,5 cm e alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia, com ótimos resultados.

O fato de se retirar a vesícula não afeta o funcionamento do fígado ou do intestino?Não afeta de modo algum. Evolutivamente, o homem não necessita hoje em dia da vesícula, pois se alimenta várias vezes ao dia o que torna a vesícula um órgão sub-utilizado, já que não há a necessidade de se armazenar tanta bile. Alguns pacientes, contudo, ao retirar a vesícula podem apresentar um aumento no número de evacuações no primeiro mês.

Qual seria a forma de prevenir o aparecimento dessa doença?
A melhor maneira de se prevenir é ter uma dieta com baixo teor de gordura e alto teor de fibras, diminuindo a chance de se formar os cálculos.


Fonte: Dr. Vladimir Schraibman (Cirurgia Geral e Gastrocirurgia)

Problemas da vesícula biliar durante a gravidez



A gravidez é um dos momentos mais felizes na vida das mulheres , mas pode trazer vários problemas com ele . problemas da vesícula biliar durante a gravidez é um tal problema, além de dores de cabeça, inchaço dos tornozelos e dor abdominal , que muitas mulheres enfrentam. Aqui nós damos-lhe alguns dos sinais de problemas de vesícula , de modo que você sabe o que olhar para fora. Leia em …
pedras da vesícula biliar também chamado de cálculos biliares são nada mais que os depósitos de cálcio ou colesterol na vesícula biliar ou nos ductos biliares . Se você consumir alimentos ricos em gordura e colesterol, as chances de pedras da vesícula biliar são altas. Bile, líquido amarelado secretado pela vesícula biliar , é responsável pela digestão de gorduras e colesterol no organismo. Quando você consome alimentos ricos em gordura, a vesícula se contrai liberando a bile , assim , que digere a gordura. Após o processo de digestão pára , a vesícula biliar , por vezes, não se esvazia -se completamente e, em tal caso, a bile é concentrada, com depósitos de colesterol e cálcio , criando pedras. Estas pedras obstruir o livre fluxo da bile e que a razão não há dor da vesícula biliar que é sentida no abdômen. Quando você está grávida , há várias mudanças ocorrendo em seu corpo , o que pode expô-lo a problemas da vesícula biliar durante a gravidez. Existem vários outros doenças da vesícula biliar, Que também pode causar problemas durante a gravidez.
Sinais de problemas da vesícula biliar durante a gravidez
Existem várias hormonas extra secretado pelo corpo quando você está grávida, e esses hormônios podem diminuir as funções digestivas do corpo. Quando as funções digestivas abrandar , a vesícula biliar tem dificuldade para esvaziar toda a bile , e não pode permanecer alguns bile. Mesmo quando há pedras na vesícula biliar , ainda contratos para a liberação de bile , e é quando a superfície da vesícula biliar ou entrar em contato com o cálculos biliares e começa a pintura. Além disso , a dor também pode ser causado quando a bílis não pode fluir livremente. Quando você consome os alimentos ricos em gordura , o corpo requer mais bile para digerir tais alimentos, o que implica que a vesícula se contrair mais , assim, a dor agravante.
Uma das mais comuns sintomas da vesícula biliar durante a gravidez é uma dor severa no abdômen superior direito, após consumir uma refeição rica em gordura. Essa dor é chamado um ataque do cálculo biliar, como a dor ocorre subitamente e pode durar cerca de meia hora a várias horas. Você também pode obter uma dor constante, que pode aumentar ao longo do tempo . Os outros mau sintomas da vesícula biliar incluem dores nas costas entre as omoplatas , vómitos, náuseas , inchaço do abdômen , gás, indigestão , arrotos e não ser capaz de tolerar alimentos ricos em gorduras . Além disso, você também pode sofrer de sudorese, calafrios, febre ligeira , fezes cor de argila e pele amarela.
dor do cálculo biliar pode ser comparado à dor que ocorre durante o parto. No entanto , a contração que ocorre durante o parto vai embora logo , ao contrário dos cálculos que podem permanecer por várias horas. Esta dor pode ser tão grave que pode ser difícil de aliviar .
Se os testes mostram que a dor é causada devido a formação de cálculos biliares , os médicos podem sugerir que você consumir alimentos que são muito pobres em gordura , pode ser mesmo uma dieta branda. Essa dieta é recomendada como medida preventiva em vez de cura a longo prazo. medidas a longo prazo incluem cirurgia da vesícula biliar, Mas a cirurgia durante a gravidez pode ser muito arriscado , uma chance , não vale a pena tomar. No entanto , o médico pode recomendar a cirurgia se estiver no segundo trimestre e se a dor é muito intensa e insuportável. A cirurgia mais cedo do que pode resultar em aborto , enquanto que se for depois disso, o tamanho do bebê pode dificultar a condução .
Geralmente são as mulheres obesas que se encontram em maior risco de ter cálculos biliares. Se o excesso de gordura é acumulada no corpo , a quantidade de bile segregada diminui , resultando em depósitos de excesso de colesterol . O ganho de peso durante a gravidez ou após o parto também pode causar pedras para construir . Consumir uma dieta rica em fibras , de modo a diminuir as chances de desenvolver cálculos biliares. Grãos integrais , legumes e frutas são ricas em fibras e são excelentes para vesícula biliar inflamada.
Portanto, os problemas da vesícula biliar durante a gravidez é causada devido ao acúmulo de colesterol e cálcio na vesícula e vias biliares. Se sofrer de um dos sintomas mencionados acima, entrar em contato com um médico imediatamente e obter medidas corretivas. Como medida preventiva , é sempre melhor parar de consumir alimentos ricos em gordura e começar a ter os alimentos ricos em fibras. Em caso de dúvidas , consulte um profissional, ele sabe melhor.

Fonte: www.lifestyles.com.br

Cirurgia Videolaparoscopica - Videocirurgia - "Cirurgia a Laser"


Cirurgia realizada na cavidade abdominal, através de pequenas incisões, utilizando instrumental cirúrgico especial e um conjunto de equipamentos constituído de ótica laparoscópica, microcâmera, processadora de imagem,
fonte de luz, monitor, e insuflador de gás.

Realiza-se pequenas incisões (0,5 e 1 cm) ou até mini incisões (0,2 e 0,3 cm) na pele por onde serão introduzidos os trocartes. Trocarte é um dispositivo cilíndrico que permite a entrada e saída dos instrumentais laparoscópicos especiais (como tesouras, pinças, clipadores, etc.) além da ótica laparoscópica.

Uma fonte de luz é conectada à ótica. Portanto, a ótica laparoscópica, além de captar imagens e enviá-las à microcâmera, tem a função de iluminar a cavidade abdominal, pois suas fibras óticas transmitem a luminosidade proveniente da fonte de luz externa.

A imagem recebida pela microcâmera é processada para poder ser reproduzida em um monitor ou uma TV.

Assim, para se ter uma boa visualização das vísceras abdominais vários fatores são importantes, dentre eles citamos:
A) câmera com boa resolução de imagem;
B) iluminação adequada da cavidade, que depende da fonte de luz e do cabo que conecta à ótica;
C) criação de um espaço adequado na cavidade
abdominal que é conseguido pela insuflação de um gás (normalmente o CO2), cuja pressão é regulada por um insuflador eletrônico. Neste item é importante o relaxamento adequado do paciente promovido pelo anestesista.

O gás insuflado no abdome é quase que totalmente removido ao término do procedimento, e uma pequena quantidade residual que permanece é rapidamente
absorvida pelo organismo, sendo eliminada na respiração.

HISTÓRIA E EVOLUÇÃO

A primeira cirurgia videolaparoscópica realizada no Brasil, foi em São Paulo, em 1990. A cirurgia foi uma colecistectomia (retirada da vesícula biliar com cálculos). Desde o início da cirurgia videolaparoscópica até os dias de hoje, muitos avanços ocorreram. Criou-se novos instrumentais, câmaras de alta resolução com imagem tridimensional, fontes de luz mais
eficientes, insufladores eletrônicos modernos e com aquecimento do gás insuflado.

Além disso, atualmente já é possível realizar cirurgia à distância com auxílio de robôs. O cirurgião, podendo estar distante do paciente ou na mesma sala cirúrgica, faz a cirurgia sentado confortavelmente em cadeira especial. Olhando a imagem da cirurgia numa tela, o cirurgião movimenta os "braços" do computador, que comanda um robô. A transmissão destes comandos ao robô pode ocorrer diretamente via cabo e até mesmo via satélite. O robô,
recebendo as informações do computador, realiza a cirurgia reproduzindo os movimentos do cirurgião. Um outro robô segura a ótica. Ele é responsável pelos movimentos da ótica e obedece o comando verbal do cirurgião. O cirurgião pode solicitar movimentos diversos da ótica, como por exemplo
dizendo: aproxime um pouco; afaste; movimente para a direita, e o robô que é previamente programado, faz conforme solicitado. O uso de robôs tem sido muito útil em cirurgias prolongadas ou quando a posição do cirurgião é
desconfortável.

ERRO: CIRURGIA A LASER

É comum nos dias atuais dizer cirurgia laparoscópica, videocirurgia ou cirurgia por vídeo como sinônimos de cirurgia videolaparoscópica.
Popularmente, é erroneamente chamada de Cirurgia à Laser. O Laser é um recurso que pode ser utilizado em diversas áreas médicas, assim também como na cirurgia laparoscópica.

VANTAGENS
As Vantagens da Cirurgia Videolaparoscópica são decorrentes de uma menor agressão ao paciente com melhor visualização das estruturas. Dentre as VANTAGENS incluímos:

Rápida recuperação, ou seja, breve retorno ao trabalho ou atividades esportivas.

Menor dor pós operatória, com diminuição ou eliminação da necessidade de analgésicos.

Menor risco de infecção, diminuindo a necessidade de utilização de antibióticos.

Menor risco de formação de hérnia incisional, já que com pequenas incisões há um menor dano à parede abdominal.

Menor perda sanguínea, com menor possibilidade de transfusões.

Menor risco de formação de aderências entre órgãos intra-abdominais.

Menor risco de tromboembolia (formação de coágulos na corrente sanguínea que migram para o pulmão, podendo ser fatal), já que a recuperação é mais rápida e o paciente volta a deambular precocemente.

Vantagem Estética, com cicatrizes mínimas ou imperceptíveis.

Retirada da Vesícula Biliar se torna cada vez mais comum no Brasil

A explicação é que o brasileiro tem engordado demais, e muita gente faz dietas radicais para perder peso. O resultado é que o corpo não consegue se adaptar a esses exageros.

O número de cirurgias para a retirada da vesícula biliar vem crescendo no Brasil em ritmo acelerado. A cada ano, são duas mil a mais.

A vesícula começa a produzir pedras quando acontece um desequilíbrio entre as substâncias que existem dentro dela. Esse desequilíbrio se dá em várias situações: quando a pessoa engorda demais, emagrece demais ou com o envelhecimento. E ainda: as mulheres têm mais chances do que os homens de formar cálculos na vesícula, por causa das variações dos hormônios.

“Pedras na vesícula é um problema que vem desde a Antiguidade. Agora, certamente a obesidade, com o aumento progressivo que está havendo, é um dos fatores de risco para o aumento das pedras na vesícula”, explica o cirurgião do aparelho digestivo Ivan Cecconello, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A função da vesícula biliar é auxiliar a digestão de alimentos gordurosos. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula. Quando o alimento chega ao estômago, a vesícula contrai e expulsa mais bile para o duodeno, no começo do intestino delgado.


O cirurgião Ivan Cecconello diz que a grande maioria dos obesos que fazem a cirurgia de redução do estômago tem pedras na vesícula. Os que não tem, quando emagrecem, acabam desenvolvendo cálculos. ”Existe um grande grupo de pacientes que nem sabem que tem pedras na vesícula, porque não tem sintomas”, afirma o médico.

O sintoma da vesícula doente, muitas vezes, é apenas uma azia. “A azia me matava à noite. Eu não podia comer pão no fim da tarde, tomar café, massa de qualidade e nem doce. Tudo me dava uma queimação. Isso era direto”, conta o comerciante Pedro Augusto da Nóbrega.

Seu Pedro retirou a vesícula quase seis anos atrás. Desde então, continua a comer o que sempre comeu, sem sentir nenhum mal estar. “A gente come o que tem e o que gosta. Gosto de mocotó e rabada”, revela o comerciante.

“Seria interessante se nós pudéssemos dizer que tipo de alimentos preveniria a formação de cálculos. Não está determinado um alimento em si ou os alimentos que previnem. Eu diria que o interessante hoje é não ganhar peso”, ressalta o cirurgião do aparelho digestivo Ivan Cecconello, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Grande parte dos pacientes que têm pedras na vesícula não apresenta sintomas e acaba descobrindo o problema em uma consulta de rotina. Sintomas como azia, dor no lado direito do abdômen e enjoo frequente são indicativos da doença. O diagnóstico definitivo é feito com uma ultrassonografia.
Fonte: g1.globo.com