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Dieta da Hérnia de Hiato


Publicado por Dr. Nemer Hajar

A hérnia de hiato, também conhecida como hérnia hiatal, acontece quando parte do seu estômago incha através do seu diafragma no seu hiato, que é por onde passa o esôfago. Isso acontece quando os músculos e tecidos do seu hiato estão fracos. Viver com hérnia hiatal pode ser difícil porque constantemente se experimentam queimações -- aquela sensação desconfortável de queimação abaixo do osso do peito. Seguir uma dieta para refrear essa condição tornará sua vida mais fácil.

Comidas a se evitar

Várias comidas diferentes agravarão sua queimação. Suco de laranja, limonada, suco de tomate, suco de toranja e o arando devem ser evitados. Batata e cebola frita também deve ser evitados, assim como a carne moída, nuggets de frango ou qualquer comida frita. Os produtos lácteos a serem evitados são o sorvete, creme de leite azedo, milk shakes e requeijão. Evite macarrão e queijo, espaguete com molho vermelho e salada. Licor, vinho, café e chá também agravarão sua hérnia hiatal. Chocolate, rosquinhas, salgadinhos de milho e salgadinhos de batatas também estão na lista.

Comidas seguras

Você pode estar se perguntando o que sobrou. Maçãs e bananas não agravarão sua hérnia hiatal. Batatas assadas, brócolis, repolho, cenoura, feijão verde e ervilhas são seguros para comer, assim como carne moída magra, bifes magros, frango ou peito de peru, clara de ovo ou substitutos de ovos e peixe. Queijo, desde que seja baixo em gordura, é bom para sua dieta. Pão, farelo de cereal, pão de milho, aveia e arroz são alimentos excelentes para a sua dieta. Para beber, a água mineral não perturbará sua hérnia hiatal.

Boas dicas

Não coma demais. Isso alargará seu estômago e relaxará sua válvula esofágica. Não coma rápido demais e mastigue completamente sua comida, senão seu estômago terá que produzir mais ácido para descompor o alimento. Tome um copo d'água 30 minutos antes de sua refeição. Isso ajudará o processo digestivo e reduzirá a queimação. Faça cinco refeições por dia, ao invés de duas ou três. Longas refeições aumentam seu estômago e fazem com que ele produza mais ácido, algo que você quer evitar. Faça sua última refeição do dia três horas antes de ir dormir. Até lá, a maioria da comida ingerida já estará no intestino e não estará mais causando refluxo ácido.
Fonte:  http://www.ehow.com.br

Retratação da Internet Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas neste website, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitui o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os vinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponibilizamos neste site.
Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação.

Hérnia de Hiato é um problema recorrente, mas pouco conhecido


Pesquisas mostram que incidência deste distúrbio aumentou na última década.

A Hérnia de Hiato é um dos problemas mais frequentes registrados nos consultórios de médicos clínicos e de gastroenterologistas. Esta doença é caracterizada por uma fragilidade do óstio diafragmático. Ela divide o abdome do tórax, causando o alargamento deste espaço e a herniação de parte da câmara gástrica para o tórax do paciente. 


Além da idade, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença: Excesso de peso; distúrbios e erros alimentares, como se alimentar com grandes quantidades antes de se deitar; ingestão de líquido em excesso durante as alimentações; traumas abdominais; problemas genéticos e prática de esportes que forcem a musculatura abdominal, como musculação e halterofilismo. 

Na maioria das vezes, a Hérnia de Hiato é pouco sintomática ou mesmo negligenciada pela população, por isso, é preciso estar atento aos principais sintomas:Azia, eructação (liberação de gases), regurgitação de alimentos, sinais relacionados com má digestão, desgaste anormal do esmalte dentário, halitose (mau cheiro na boca), disfonia de predomínio matutino (rouquidão), pigarro, distensão abdominal e dor precordial (à frente do coração). Geralmente estes sintomas são exacerbados após a ingestão de alimentos ou jejum prolongado. Em casos de hérnia muito grande, os sintomas podem ser parecidos com os das doenças cardíacas e pulmonares. Além disso, também podem ocorrer sintomas de compressão de estruturas torácicas, como tosse, pigarro e falta de ar. 

"Medidas como perda de peso, atividade física, elevação da cabeceira da cama são recomendadas para a prevenção e tratamento da Hérnia de Hiato"
O seu diagnóstico é basicamente clínico. Ao deixar seu médico a par de informações baseadas em sinais e sintomas, hábitos alimentares, histórico de atividade física e padrão de sono e vigília, ele poderá formular uma hipótese diagnóstica de Hérnia de Hiato que poderá ser confirmada com exames auxiliares como Endoscopia Digestiva Alta, Manometria e Phmetria Esofágica. 


A Endoscopia Digestiva Alta é um exame realizado por um médico especialista com um equipamento chamado de endoscópico flexível, que possui uma micro-câmera na extremidade. O procedimento é realizado com o paciente sedado e deitado, durante o processo o aparelho é introduzido pela boca, com progressão lenta e cuidadosa pelo esôfago, transição esofagogástrica, estômago e duodeno. Este exame possibilita o diagnóstico e mensuração da patologia, bem como a identificação ou não de patologias associadas a Hérnia de Hiato, Esofagite, Úlceras, Pólipos, Esôfago de Barrett e Neoplasias (câncer). Outros exames como Manometria e Phmetria Esofágica dão ênfase a motilidade do órgão e sua função valvular. 
Geralmente, o tratamento é clínico e baseia-se na mudança de hábitos alimentares, como uma dieta regrada, evitando o consumo de grande quantidade de alimentos de uma vez só, principalmente nos períodos noturnos. Também é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes, chocolates, café, chá preto, produtos lácteos, massas de tomate e alimentos gordurosos, cítricos, ácidos ou fermentativos, que possam irritar a mucosa gástrica e agravar os sintomas.


Algumas medidas como perda de peso, atividade física, elevação da cabeceira da cama são recomendadas para a prevenção e tratamento da Hérnia de Hiato. 

Apresentando sinais e sintomas de refluxo gastroesofágico, o tratamento deve incluir antiácidos, onde podem ser associados medicamentos ditos pró-cinéticos, que auxiliam no esvaziamento gástrico e diminuem a sensação de barriga cheia. 

A cirurgia nos casos de Hérnia de Hiato é indicada quando existir falha no tratamento clínico medicamentoso ou quando constatada alguma complicação como sangramentos, Úlcera e Estenose (estreitamento) Esofágica ou Esôfago de Barrett. 


A intervenção cirúrgica é realizada geralmente pela técnica de videolaparoscopia e consiste na correção da hérnia com sutura na porção do diafragma ou da incontinência do esfíncter inferior do esôfago por meio da confecção de uma válvula antirrefluxo com o fundo gástrico que envolve total ou parcialmente o esôfago. 

Fonte: Luiz Eduardo Rossi Campedelli - http://www.minhavida.com.br
Retratação na Internet

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Hérnia de Hiato - Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)


A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o ácido do estômago reflui para o esôfago. O esôfago é o tubo que leva alimentos e líquidos da boca para o estômago. Os ácidos produzidos no estômago ajudam a quebrar e digerir os alimentos. Normalmente, existe um “anel’ de músculos denominado esfincter (Figuras 1 e 2) entre o esôfago e o estômago que evita o contato do ácido com o esôfago. Se este mecanismo estiver alterado, a DRGE pode ocorrer.
Aspectos da Anatomia
Figura 1 - Aspectos da Anatomia
hiato    hiato
Figura 2: Observe que entre o estômago e o esôfago existe uma “válvula” que chamamos de esfincter. Normalmente ele é competente, ou seja, evita que o ácido do estômago reflua para o esôfago.
refluxo
Figura 3: Caso esta válvula não esteja funcionando adequadamente você pode ter refluxo do ácido do estômago para o esôfago.
hiato
Figura 4: O constante contato do ácido com a parede do esôfago leva a chamada esofagite (inflamação do esôfago), que em uma fase inicial ficará com aspecto avermelhado, ferido.
esôfago
Figura 5: Em casos avançados, o permanente contato do ácido com o esôfago causando uma esofagite crônica, poderá levar à formação de lesões pré-cancerosas ou até ao câncer.
hiato
Figura 6: Outra situação é a formação de um estreitamento (estenose) no final do esôfago, que poderá levar a uma dificuldade na deglutição.
figura 7



Figura 7: Observe a visão final da anatomia do esôfago e estômago com o refluxo de ácido para o esôfago no detalhe da figura menor.
Sintomas da  DRGE 
Você pode apresentar algum dos sintomas abaixo, assim como pode ter DRGE e não apresentar qualquer sintoma!
 - azia/queimação/pirose;
- sensação de gosto azedo na boca;
- freqüente presença de arrotos ou soluço;
- tosse seca;
- desconforto no tórax após a alimentação.
Causas da DRGE
   A DRGE ocorre quando os músculos que bloqueiam a abertura entre o esôfago e o estômago estão frouxos. Estes músculos podem se afrouxar devido a:
 - cigarro;
- aumento de peso;
- certos tipos de medicamentos ou alimentos;
- problemas médicos como Hérnia de Hiato.
- e uma diversidade de outras causas.
hiatoFigura 8: Na hérnia de hiato, parte do estômago “entra”para o tórax, ou seja, passa a ficar acima da região muscular onde fica o esfincter. Com isto, em muitos casos, o paciente perde a função do esfincter, levando ao refluxo.
Como fazer o diagnóstico? 
Após o médico ter avaliado sua história e examiná-lo, você irá realizar alguns exames. Inicialmente, será realizada umaendoscopia. Este exame possibilita que o médico visualize o seu esôfago (Figura 9).
Endoscopia
Endoscopia é um exame do seu tubo digestivo. Durante este exame, um endoscópio (fino tubo que contém uma microcâmera e luz na sua extremidade) é utilizado. Este aparelho é introduzido através da boca no esôfago. Ele vai descendo enquanto o médico pode visualizar as partes internas do esôfago, estômago e as primeiras porções do seu intestino. Durante o procedimento podem ser retirados fragmentos para exames.
endoscopia
Figura 9: Aspecto de um exame de Endoscopia.
Exames Radiológicos
Muitas das vezes exames radiológicos podem ser necessários.
exame radiológico
Figura 10: Aspecto do exame radiológico.
Phmetria e Manometria:
O que é o exame de esofagomanometria?
É um teste diagnóstico que mede as pressões na luz do esôfago e permite avaliar as contrações musculares do órgão, a coordenação entre elas e os relaxamentos dos esfíncteres inferior e superior.
Quem precisa se submeter à esofagomanometria? 
1) paciente com dificuldades para engolir, no qual já tinha sido afastada lesão orgânica obstruída através de outros exames como raio X e/ou endoscopia;
2)  portadores de doença do refluxo: o exame ajuda no  diagnóstico de casos complexos, determina o correto posicionamento do cateter   de pHmetria e é obrigatório antes da cirurgia anti-refluxo;
3)  pacientes com dor torácica de origem indeterminada, já tendo sido excluída a possibilidade de lesão cardíaca;
4)  indivíduos com suspeita de doença generalizada do tubo gastro- intestinal como esclerodermia e pseudo-obstrução intestinal crônica idiopática.
Como é realizado o exame?
Após anestesia local de uma das narinas com xilocaína gel é passado o catéter de manometria (Figura 9). Este consiste em um tubo flexível de aproximadamente 4,5 mm de diâmetro que pode ser de perfusão (perfundido continuamente com água destilada) ou em estado sólido. No nosso serviço usamos este último.
O catéter é posicionado no estômago e aos poucos vai sendo retirado de 1 em 1cm, enquanto o paciente deglute pequenas quantidades de água. É necessária a colaboração do doente para que controle as suas deglutições, engolindo apenas quando o médico solicitar. Por este motivo não é feita sedação, ou seja, o paciente não pode dormir durante o exame.
O procedimento não é doloroso; causa apenas um desconforto durante a passagem da sonda que logo cede, havendo uma adaptação do paciente ao mesmo.
A medida que o catéter vai sendo tracionado, os transdutores passam pelo esfíncter inferior, pelo corpo esofagiano e pelo esfíncter superior do esôfago, permitindo o estudo detalhado destas estruturas.
O exame dura cerca de 30 a 40 minutos. Ao término do mesmo, o paciente pode se alimentar, dirigir, trabalhar, enfim, levar sua vida normal.
Qual é o preparo para a esofagomanometria? 
O paciente deve estar em jejum de 4 horas, podendo ingerir apenas líquidos na última refeição.
Os medicamentos que interferem com o funcionamento do esôfago devem ser suspensos 48 horas antes do exame. As drogas mais comumentes utilizadas e que devem ser interrompidas são:
1 - Nitratos: Isordil, Sustrate, Monocordil;
2 - Bloqueadores de cálcio: Adalat, Cardizen, Diltizen, Oxcord;
3 - Anticolinérgicos: Buscopan, Hioscina, Atroveran;
4 - Drogas procinéticas: Plasil, Digesan, Motilium, Prepulsid, Cispride;
5 - Sedativos: Valium, Diazepan, Lexotan, Olcadil, Frontal.
Os exames anteriores como Endoscopias, Radiografias e Cintilografias devem ser trazidos no dia do exame pois ajudarão ao médico a esclarecer o problema.
O que é o exame de pHmetria prolongada? 
É um procedimento diagnóstico que registra as variações do pH intra-esofágico em 24 horas.
Sua grande utilidade está na avaliação da Doença do Refluxo Gastro-Esofagiano (DRGE), que  se caracteriza por sintomas e/ou inflamação no esôfago secundários ao refluxo do conteúdo ácido do estômago para o esôfago.
Os sintomas típicos desta doença são a azia e a regurgitação. Em alguns casos podem existir manifestações atípicas como dor torácica, tosse crônica, rouquidão, soluços, asma, pneumonias entre outras.
A pHmetria prolongada permite quantificar a exposição esofagiana ao ácido, definindo se o refluxo é fisiológico ou anormal. Além disso, é possível estabelecer se existe uma relação de causa e efeito entre os sintomas experimentados pelo paciente e os episódios de refluxo.
phmetria
Figura 11: Aspecto do exame de Manometria e Phmetria. Observe o catéter na mão do médico.
Quem deve se submeter ao exame de pHmetria prolongada? 
Nem todo paciente com DRGE precisa realizar pHmetria. Existem
casos em que os sintomas típicos aliados a uma endoscopia anormal já elucidam o problema.
Segundo o Consenso Brasileiro de DRGE, as indicações de pHmetria são:
1) pacientes com sintomas típicos de DRGE que não responderam  satisfatoriamente ao tratamento clínico e têm endoscopia normal;
2) portadores de sintomas atípicos de DRGE (dor torácica, queixas   otorrinolaringológicas ou respiratórias) com endoscopia normal;
3) quando o paciente está em pré-operatório de cirurgia anti-refluxo e não tem esofagite erosiva à endoscopia.
Cada caso deve ser estudado individualmente e ninguém melhor do que o médico de cada paciente para julgar a necessidade da realização deste teste.
Como é realizado este exame? 
Em primeiro lugar faz-se a anestesia local de uma das narinas com xilocaína gel. Não é feita sedação.
Em seguida é inserido por esta narina um catéter de aproximadamente 2 mm de diâmetro, cuja extremidade fica posicionada no esôfago. O sensor de pH distal deve ficar 5cm acima do esfíncter esofagiano inferior. Este pode ser identificado por um aparelho especial localizador do esfíncter ou através do exame de esofagomanometria prévia.
Um eletrodo de referência é afixado à pele.
O paciente vai para casa com o catéter, o eletrodo e um pequeno aparelho preso à sua cintura, que registrará o pH intra-esofágico por 24 horas. É solicitado ao mesmo que registre em uma planilha ou acione um botão marcador de eventos do próprio aparelho os horários em que deita, come ou  sente algum sintoma. O ideal é que a pessoa fazendo o exame faça as sua atividades habituais, respeitando os seus horários de alimentação e não fique deitado o dia todo. Só assim o médico poderá saber o que está acontecendo na sua vida normal.
No dia seguinte, 24 horas após a colocação do catéter, o doente deve retornar para a retirada do mesmo, o que é um procedimento simples e rápido.
Qual é o preparo para a pHmetria de 24h?
Jejum de 4 horas, podendo ingerir apenas líquidos na última refeição:
Os seguintes medicamentos devem ser suspensos:
  • no mínimo 7 dias antes– Omeprazol, Pantoprazol,    Lansoprazol, Rabeprazol, Esomeprazol (Losec, Gastrium, Pantozol, Ogastro, Pariet, Nexium, etc);
  • 48 horas antes do estudo– Cimetidina, Ranitidina, Famotidina (Tagamet, Zylium, Label, Logat, Famox) Metoclopramida, Bromoprida, Domperidona, Cisaprida (Plasil, Digesan, Motilium, Prepulsid, Cispride, Enteropride);
  • 6 horas antes– Anti-ácidos como Hidróxido de Alumíneo, Mylanta Plus, Andursil, Pepsamar, etc.
    O paciente deve tomar banho antes de se dirigir ao local do exame, pois não será possível fazê-lo durante as 24 horas de realização do mesmo.
    É recomendado o uso de camisa de botões na frente, a fim de facilitar a instalação do eletrodo na pele.
    Uma vez começado o exame, orienta-se uma dieta normal, evitando-se apenas alimentos ácidos como frutas cítricas e seus derivados, iogurte, refrigerantes, molhos a base de vinagre e tomates.
    No dia do exame, o ideal é levar a vida o mais normal possível, comendo nas horas certas e não ficando deitado durante todo o dia. É fundamental o registro dos períodos em que o paciente se deita, quando sente algum sintoma. Só assim o médico poderá saber se existe refluxo anormal e se este é o causador do  problema do paciente.
      
Tratamento:
DRGE
Existem basicamente dois tipos de tratamento:
  • Clínico e Cirúrgico
  •     
  • Tratamento Clínico:
    Em alguns casos pode ser que esteja indicado tratamento com medicamentos, além de outras medidas. Consulte-nos. Nesta parte do site, focaremos mais o tratamento cirúrgico.
  •     
Tratamento Cirúrgico:
Hoje, a opção cirúrgica de tratamento mais utilizado nos grandes centros é a opção de tratamento por vídeolaparoscopia.
O objetivo básico da cirurgia é o de “refazer” a anatomia da região (Figura 1), ou seja, se o problema é um alargamento da região que divide o tórax do abdômen como na hérnia de hiato, realizaremos o estreitamento deste alargamento.
Concomitatemente, será realizada a confecção de um novo mecanismo “valvular” para evitar o refluxo do conteúdo ácido do estômago para o esôfago.
região do esfincter esofágico inferior
Figura 12: Aspecto da região do esfincter esofágico inferior, após o”fechamento” (estreitamento) da região “alargada”. Observe que a parte “passagem muscular” que divide o tórax do abdômen foi estreitada, para evitar que o estômago “suba” para o tórax.
fundo do estômago
Figura 13: Repare que tracionamos o fundo do estômago, ao redor dele próprio, englobando, também, o final do esôfago e, com isto, faremos como se fosse uma “gravata”, apertando esta região, objetivando simular uma vávula que evite o refluxo.
válvula total
Figuras 14 e 15: Esta “gravata” pode ser total ou parcial de acordo com a necessidade do paciente.
É IMPORTANTE FRISAR QUE A CIRURGIA ANTIREFLUXO, NÃO É ISENTA DE RECIDIVA, OU SEJA, MESMO PERFEITAMENTE OPERADO O PACIENTE PODE APRESENTAR NOVAMENTE REFLUXO E ATÉ UMA NOVA CIRURGIA PODERÁ SER REALIZADA. SEGUIR AS ORIENTAÇÕES MÉDICO-NUTRICIONAIS DO PÓS-OPERATÓRIO MINIMIZAM MUITO O REAPARECIMENTO DO REFLUXO.
Você sempre deve perguntar ao seu médico quais são os cuidados necessários a serem tomados antes de realizar sua endoscopia.
Retratação da Internet

Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.

Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.

Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação.
 
Fonte:http://www.cidpitombo.com.br

Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) - Hérnia de Hiato - Orientações gerais.

O Que é Doença do Refluxo?
Nas pessoas normais, o conteúdo do estômago (comida ou ácido clorídrico) não volta ou reflui para o esôfago com frequência. Entretanto, nas pessoas com doença do refluxo, o ácido ou a comida do estômago pode voltar para o esôfago ou mesmo para a garganta e boca. Quando o ácido volta para o esôfago ou garganta ele pode causar vários sintomas ou problemas nestas estruturas, como:
  • queimadura no esôfago ou no peito (azia, pirose ou esofagite) e dificuldade
    para engolir alimentos
  • refluxo de ácido ou comida para o peito ou garganta
  • queimadura na garganta; tosse; garganta irritada; coceira na garganta; rouquidão
    (laringite)
  • asma brônquica ou bronquite
  • sangramento e anemia

O Que Causa a Doença do Refluxo?
O enfraquecimento de uma válvula (cárdia) que fica entre o esôfago e o estômago permite que o ácido ou comida do estômago volte para o esôfago. A causa do enfraquecimento desta válvula ainda não foi completamente esclarecida.
Para chegar até o estômago, o esôfago passa através de uma abertura no diafragma (músculo que separa o tórax do abdómen). Quando esta abertura é grande, parte do estômago sobe para dentro do tórax, formando a hérnia de hiato. Esta hérnia enfraquece a válvula e aumenta o refluxo. O fumo, cafeína, álcool e obesidade podem piorar o refluxo.



Nas pessoas normais, uma válvula chamada cárdia impede que a comida ou o ácido clorídrico presente no estômago volte ou reflua para o esôfago.


A hérnia de hiato ocorre quando a abertura do diafragma é exagerada e permite que o estômago suba para o tórax. A presença de hérnia facilita o aparecimento da doença do refluxo.


Nos pacientes com doença do refluxo, o ácido ou a comida do estômago pode voltar (refluxo) para o esôfago ou mesmo para a garganta e boca porque esta válvula não funciona bem.

Um Problema Comum
A doença do refluxo gastroesofágico, também conhecida como esofagite de refluxo, é uma condição muito comum. A sua incidência está aumentando nos últimos anos. Cerca de 5% das pessoas apresentam sintomas diários da doença do refluxo.
A doença do refluxo aumenta com a idade, mas pode ocorrer em qualquer idade, desde recém-nascidos até idosos.
Apesar de ser mais comum nos obesos, também pode ocorrer em pessoas magras.

A Doença do Refluxo Melhora ou Piora com o Tempo?
A evolução desta doença depende de vários fatores. De modo geral, a doença do refluxo tende a piorar com o tempo, principalmente se o paciente ganhar peso e não seguir as orientações do tratamento fornecidas pelo seu médico. Pacientes com doença inicial e sintomas ocasionais poderão ficar assintomáticos por tempo prolongado se seguirem o tratamento adequadamente. Os pacientes que não tratam a doença adequadamente podem apresentar complicações, como úlcera, sangramento e estenose (estreitamento) do esôfago. Em poucos casos, a inflamação crônica pode facilitar o aparecimento do esôfago de Barrett (alteração na mucosa ou revestimento do esôfago), que predispõe ao câncer do esôfago.



Diagnóstico
O diagnóstico da doença do refluxo é baseado nos sintomas do paciente, mas sempre deve ser confirmado com a realização de exames como a endoscopia digestiva alta, a pHmetria e manometria do esôfago.


Tratamento
O tratamento adequado da doença do refluxo é importante para evitar prejuízos graves à sua saúde. Se você não fizer o tratamento corretamente, além de poder apresentar sintomas desagradáveis que pioram a sua qualidade de vida, você poderá ter complicações graves com o tempo.


Tratamento Clínico
O tratamento clínico consiste do uso de medicamentos e de alterações no hábito alimentar e de outros aspectos do estilo de vida.


1. Medicamentos

Atualmente existem várias medicações potentes que reduzem acentuadamente a produção de ácido no estômago e conseqüentemente diminui o refluxo de ácido para o esôfago. Os principais medicamentos usados no tratamento da doença do refluxo são omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol. Apesar de geralmente não curarem o paciente, estes medicamentos são capazes de aliviar os sintomas durante o período em que o paciente estiver em tratamento. Entretanto, quando os medicamentos são suspensos, os sintomas geralmente voltam.


2. Alimentos que devem ser evitados

Os alimentos mencionados a seguir podem aumentar a produção de ácido no estômago ou relaxar (dilatar) a cárdia (válvula entre o esôfago e o estômago), permitindo que ocorra refluxo de ácido ou alimentos do estômago para o esôfago.
- café, chá, refrigerantes.
- comidas gordurosas e frituras
- comidas condimentadas
- frutas cítricas
- chocolate



3. Eleve a cabeceira da cama

O refluxo ocorre com mais facilidade ao deitar, porque nesta posição o corpo fica na horizontal, permitindo que o ácido reflua (volte) mais facilmente do estômago para o esôfago. Ao elevar-se a cabeceira da cama 10 a 15 cm, o refluxo diminui consideravelmente. A maneira mais fácil de elevar a cabeceira da cama é colocar 2 tijolos no pé da cabeceira da cama. O uso de travesseiros é ineficaz, pois só eleva a cabeça do paciente, mas o corpo permanece na horizontal.

4. Evite bebidas alcoólicas e o fumo

5. Não deite logo após as refeições
Espere pelo menos 2 horas para deitar. Assim, o estômago ficará vazio e a possibilidade de refluxo será menor.

6. Evite ingestão de grande quantidade de alimentos de uma única vez
Prefira várias refeições pequenas por dia.

7. Reduza o peso
Caso você esteja acima do peso normal, emagreça.


Tratamento Cirúrgico
O seu médico poderá ajudá-lo a decidir se a operação é a melhor opção para você. Esta decisão deverá ser tomada após considerar alguns dados, como: há quanto tempo você tem a doença; a intensidade dos sintomas e da doença; sua idade; sua resposta ao tratamento clínico; se você tem outras doenças que podem aumentar o risco da operação; e sua preferência quanto a tomar medicação continuamente ou ser submetido a um procedimento cirúrgico que elimina a doença definitivamente.
A operação é realizada com anestesia geral e consiste na correção da hérnia de hiato (fechamento da abertura exagerada no diafragma com alguns pontos) e confecção de uma válvula para eliminar o refluxo. A válvula é feita com os tecidos do próprio organismo. Não é colocado nenhum material estranho. A válvula é confeccionada de maneira muito simples: a parte final do esôfago é completamente envolvida pelo estômago, de modo a comprimir o esôfago e impedir o refluxo. 
Esta operação pode ser facilmente realizada por via laparoscópica na maioria dos pacientes ("operação dos furinhos"). Inicialmente, é injetado gás (gás carbônico) dentro do abdómen (barriga) para criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança. Após a realização de 5 ou 6 furinhos de meio a um centímetro, uma câmera de televisão pequena é colocada dentro do abdômen através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar todo abdômen em uma televisão. Os instrumentos (pinças, tesouras, material de sutura, etc) são colocados através dos outros furinhos para realizar a operação.

A operação é realizada por via laparoscópica ou também conhecida como "operação dos furinhos", sem a necessidade de fazer um corte grande na barriga (abdômen).

Fechamento do diafragma com pontos para impedir que o estômago suba para o tórax.


Fechamento do diafragma com pontos para impedir que o estômago suba para o tórax.


 Vantagens do Tratamento Cirúrgico
São várias as vantagens da operação:
  • Recuperação rápida do paciente. A maioria dos pacientes fica internada no hospital somente 1 dia e pode retornar ao trabalho e a realizar todas atividades, inclusive esportivas, em 1 ou 2 semanas. 
  • Resolução completa e definitiva da doença em 90- 95% dos pacientes. 
  • Pouca dor pós-operatória. 
  • Cicatriz cirúrgica mínima, porque são realizados somente 5 ou 6 furinhos. 
  • Risco de infecção pequeno. 
Apesar dos resultados do tratamento cirúrgico serem excelentes, alguns pacientes podem ter complicações, como em qualquer procedimento cirúrgico. As complicações mais comuns são dificuldade para engolir por tempo prolongado, excesso de gases, lesão de vísceras, infecção e necessidade de fazer uma incisão
(corte) maior no seu abdômen para realizar a operação.


Informação Nutricional Pós-Operatória 
Objetivo
Orientar no sentido de propiciar uma nutrição adequada, e evitar, além de danos ao esôfago, a ocorrência de náusea ou vômitos, provenientes da dificuldade de deglutição que ocorre normalmente após o ato cirúrgico.

Esta dificuldade ocorre por duas razões:
  • A diminuição da movimentação do esôfago, quando submetido a qualquer manipulação cirúrgica;
  • As lesões inflamatórias provocadas pela doença do refluxo gastro-esofágico atuam diminuindo sua movimentação normal.
Este período de dificuldade de deglutição pode se prolongar por um tempo médio de 4 a 6 semanas, sendo assim, extremamente importante a colaboração do paciente.
Desta forma, a modificação nutricional é necessária, para garantir não apenas o conforto do paciente, mas também para atuar como mecanismo de prevenção de complicações, e auxiliar no sucesso do procedimento.


Informações Gerais
A maioria dos alimentos, quando bem mastigada, passa facilmente através do esôfago. Porém, muitos pacientes não mastigam os alimentos adequadamente. É recomendada a mastigação lenta e cuidadosa, bem como a ingestão de muito líquido para facilitar o ato de engolir.
Alimentos umedecidos com molhos são facilmente deglutidos. Os alimentos devem ser macios e quando sólidos em pequenos pedaços. Esta dieta deve ser observada por aproximadamente 3 semanas.
Nas primeiras semanas após a cirurgia o estômago está se acomodando ao novo mecanismo de válvula e o paciente pode sentir a sensação de estar cheio mais rapidamente do que no período pré-operatório. Pequenas porções de comida, várias vezes ao dia, são mais recomendáveis do que tentar uma maior quantidade de uma só vez.


Adequação Nutricional
Esta dieta para o período pós-operatório de cirurgia de esôfago foi adequada para que o paciente tenha condições de ingerir todos os nutrientes necessários à manutenção de sua saúde. Veja a seguir



Alimentos Permitidos
Alimentos não Permitidos
Leite
Leite integral, milk shakes,
iogurte, sorvetes.
Iogurtes que contenham
frutas secas e/ou nozes
Proteínas
Pequenas porções desfiadas
de galinha ou peru,
acompanhadas de muito
molho. Peixes e salada de
atum.Queijos ralados,
derretidos e tipo cottage.
Ovos cozidos em água.
Feijão, ervilhas. ***
Porções grandes de
carnes, carnes secas, e
queijo duro.
Cereais e
Amidos
Cereais secos embebidos
em leite. Macarrão com
molho. Purê de batatas e
batatas cozidas na água até
ficarem bem macias.
Pães em geral. Qualquer
cereal que contenha frutas
secas e/ou nozes. Batatas
fritas, bolos, cucas.
Vegetais
Vegetais cozidos até
ficarem bem macios.
Vegetais crus ou fritos e
vegetais que contenham
fibras como vagem.
Frutas
Frutas cozidas e macias,
enlatadas ou congeladas,
bananas frescas, sucos de
frutas.
Fruta inteira com exceção
da banana, frutas com
peles e cascas e frutas
secas.
Sopas
Caldos e cremes feitos com
pequenos pedaços de carne
e vegetais macios.
Sopas que contenham
vegetais crus.
Sobremesas
Pudins, sorvetes, sorvetes
de frutas, gelatinas,
manjares,
Tortas, bolos, biscoitos ou
qualquer sobremesa que
contenha frutas secas






Orientações Pós-Operatórias
  1. Evite bebida com gás, como refrigerantes, cerveja e água mineral com gás nos primeiros meses. Mesmo sem ingerir bebida com gás, é comum que o paciente tenha excesso de gás no estômago ou na barriga. O excesso de gás é devido à dificuldade do paciente arrotar nas primeiras semanas ou mesmo meses. 
  2. É comum que o paciente tenha a impressão de que o seu estômago diminuiu de tamanho e que a sua capacidade para comer ficou menor. Esta sensação é temporária e geralmente dura poucas semanas. A dificuldade para engolir, associada a esta sensação de redução no tamanho do estômago, faz com que a maioria dos pacientes perca peso. A quantidade de perda de peso é variável, 3 a 7 kg em média. 
  3. É comum apresentar soluço. Não se preocupe. Ele desaparece em poucas horas ou dias. O soluço geralmente ocorre após ingestão rápida de alimentos, principalmente se forem muito gelados ou quentes. 
  4. Dor no ombro é frequente após este tipo de operação. Esta dor é consequente à irritação de um nervo que fica entre o abdômen e o tórax. Ela não se deve a torção ou mal jeito no ombro. A dor no ombro geralmente desaparece em poucas horas ou dias. Se ela for intensa, tome o analgésico (remédio para dor) prescrito pelo seu médico.
  5. Os cortes (furinhos) serão fechados com pontos e cobertos com curativo (micropore). É comum que ocorra hematoma ("azulado" ou "roxo") ou pequenos sangramentos. Isto é normal. Não se preocupe. Não retire o micropore, a menos que o seu médico o oriente neste sentido. Pode tomar banho completo e molhar o micropore. Após, seque o abdômen normalmente com toalha, sem necessidade de cuidados especiais com os cortes. Entretanto, se o corte tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), contacte o seu médico.
  6. Respire fundo 3 vezes a cada hora para expandir melhor o seu pulmão e evitar complicações, como febre e pneumonia.
  7. Evite ficar muito tempo deitado ou sentado. Procure andar várias vezes ao dia. 
  8. Em caso de dúvidas ou caso apresente alguma complicação, procure o seu médico

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Fonte: Dr. Nemer Hajar -  CRM-Pr 11.286