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Dez Tipos de Alimentos Capazes de Agravar a Gastrite


Eles irritam as paredes do estômago e pioram a inflamação.
Quem sofre com a gastrite sabe bem o quanto incomoda a queimação, o aperto, a cólica e o estufamento que vira e mexe teimam em aparecer. 
Todas essas sensações fazem parte deste quadro inflamatório. O desconforto aparece, principalmente, na parte mais alta da barriga, na boca do estômago. 
Muitas pessoas, por desinformação sobre a doença, agravam os sintomas com uma alimentação inadequada e nem se dão conta do quanto que a comida pode irritar a mucosa gástrica. Alguns alimentos favorecem a secreção de ácido gástrico e, por isso, devem ser ingeridos com cautela, pois agridem as paredes do estômago. 
A seguir, veja quais são eles e saiba por que evitá-los. 

1.Produtos ricos em corantes e conservantes, como sucos em pó e salgadinhos. "Uma vez instalada a inflamação, esses condimentos tem um grande potencial de agravar ainda mais o quadro, pois causam a irritação da mucosa gástrica", afirma a nutricionista Amanda Epifânio, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen).

2. Gomas de mascar. Chicletes, com ou sem açúcar, também são nocivos. O estômago se prepara para receber o alimento sempre que mastigamos algo. Esse preparo envolve a produção de uma quantidade adequada de ácido para o processo digestivo. "Com a chegada do alimento, esse ácido desempenha sua função e não é lesivo à parede gástrica. Mas, ao mastigar a goma de mascar, o estômago é 'enganado'. Não ocorre a chegada de alimento na cavidade gástrica e, portanto, a quantidade de suco gástrico produzido pode ferir o estômago e fazer a gastrite atacar", adverte a nutricionista Amanda Epifânio.

3. Frituras e embutidos, como os salgadinhos de festa, salsicha, salame e mortadela. O efeito dos embutidos está associado à quantidade de corantes e conservantes que esses alimentos contêm, causando irritação da parede do estômago. Com as frituras, o processo é muito semelhante. "Preparações fritas, principalmente, de óleos reutilizados, causam grande irritação gástrica e agravam os sintomas da gastrite. Isto acontece porque eles produzem substâncias oxidantes que agravam a irritação gástrica", afirma Amanda Epifânio. Entretanto, essa irritação não se restringe apenas às frituras encharcadas. "As frituras sequinhas, com aparência inofensiva, são, em geral, fritas em gordura hidrogenada ou trans. Essa qualidade de gordura é a que mais irrita o estômago e tem um potencial de aumentar ainda mais a inflamação", conclui a especialista.

4. Carnes vermelhas. O estômago é responsável apenas pela digestão de alimentos protéicos, como as carnes, induzindo ainda mais a liberação das enzimas digestivas e podendo agravar a inflamação. Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, além das proteínas, as gorduras presentes em alguns cortes de carne, como a picanha, tornam a digestão mais lenta, deixando o alimento parado no estômago por um período maior, piorando assim os sintomas gástricos.

5. Leite e seus derivados, como iogurte, manteiga, requeijão e queijos. O leite e seus derivados fazem parte dos alimentos protéicos, e a alteração digestiva é semelhante à das carnes. Seu consumo nunca deve ser utilizado na tentativa de melhorar a dor gástrica, pois haverá uma melhora imediata em resposta à chegada de alimento no estômago, mas o agravamento da gastrite virá logo em seguida.

6. Açúcar e doces, como bolos, biscoitos recheados, sorvete e balas. O açúcar tem uma rápida digestão, podendo aumentar a fermentação intestinal e causar o desconforto gástrico. "As balas têm função semelhante a das gomas de mascar e os sorvetes, por serem à base de leite e ricos em gorduras, agravam ainda mais a gastrite", explica Amanda.

7. Condimentos fortes, como pimenta, temperos prontos, molho shoyu, catchup, mostarda. Ninguém em sã consciência colocaria uma gota de pimenta em uma ferida exposta, não é mesmo? O mesmo vale para o nosso estômago. "Na gastrite, há um processo inflamatório e o consumo de pimenta poderá ferir ou agravar a lesão inicial. Os demais molhos são ricos em conservantes e condimentos que também pioram o quadro", adverte a especialista

8. Cafeína, presente no café, nos chás preto e mate e nos refrigerantes à base de cola. Esta substância é um potente irritante gástrico e deve ser evitada durante o tratamento da gastrite.

9. Frutas cítricas, como laranja, mexerica, limão, maracujá, abacaxi e kiwi. De acordo com a nutricionista Amanda Epifânio, o teor de acidez das frutas cítricas pode agravar a lesão gástrica e causar dor.

10. Bebidas alcoólicas. O álcool também é extremamente agressivo à mucosa estomacal. Ele pode causar e/ou agravar um estado de inflamação.


PUBLICADO POR ROBERTA VILELA

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

Câncer Gástrico





CÂNCER GÁSTRICO

O câncer do estômago, no Brasil, é o terceiro tumor maligno mais frequente no sexo masculino e o quinto no sexo feminino. É também o que apresenta o maior número de mortes por câncer anualmente. Ocorre duas vezes mais no homem do que na mulher. Esse tumor pode ser encontrado a partir dos 30 anos de idade, sendo que o pico ocorre por volta dos 60 anos. 

A taxa de mortalidade vem caindo nas últimas seis décadas, principalmente à custa de diagnóstico mais precoce e do tratamento de outras patologias associadas ao mesmo. Estas patologias incluem alguns tipos de gastrite, úlceras gástricas, pólipos, infecção crônica por bactéria (Helicobacter pylori) e metaplasia intestinal no estômago.


FATORES DE RISCO

Existem fatores predisponentes e desencadeantes do câncer gástrico. O hábito de fumar cigarros aumenta o risco, bem como fatores raciais (como entre os japoneses), sexo masculino, antecedentes familiares de câncer, tipo 
sanguíneo A, anemia perniciosa e cirurgia gástrica. Podemos ainda destacar os fatores nutricionais: 

  • dieta rica em sal,
  • peixes crus ou defumados,
  • presença de nitratos na água ou alimentos,
  • baixo consumo de gordura, proteína animal e de vitaminas A e C.

PREVENÇÃO

Para a prevenção, devemos considerar aqueles fatores nos quais podemos agir: higiene no preparo dos alimentos, adequação ao teor da dieta, não fumar e fazer avaliações médicas de queixas gástricas. Sintomas de distúrbios digestivos como má digestão, azia, queimação e dor na maioria das vezes se tratam de simples disfunção, porém, ao serem tratados, evitarão problemas maiores. Especialmente, o tratamento para a erradicação da infecção pelo H. pylori tem importante papel na prevenção do câncer gástrico.
Fonte: www.prevencaodecancer.com.br 

Helicobacter pylori

Helicobacter pylori é uma bactéria Gram negativa, microaerófila e espiralada que sobrevive abaixo da camada mucosa do estômago onde fica protegida da ação do suco gástrico. Embora metade da população mundial esteja infectada com este microrganismo, 80% permanecem assintomáticos.

A descoberta da bactéria Helicobacter pylori em 1983 por Marshall e Warren, revolucionou as hipóteses para a patogenia da maioria das afecções gástricas e desencadeou uma série de pesquisas, especialmente no campo da  oncologia. A Organização Mundial de Saúde (OMS), baseada em estudos epidemiológicos, classificou esta bactéria como "carcinógeno grau I" em 1994. Estima-se que o H. pylori esteja presente no estômago de pelo menos metade da população do mundo. A infecção freqüentemente permanece ao longo da vida e pode evoluir com manifestações clínicas e histológicas diversas, variando de indivíduos assintomáticos a indivíduos sintomáticos, com manifestações  que vão de gastrites, uúlceras duodenais, úlceras gástricas, aos adenocarcinomas e linfomas gástricas tipo MALT.
A importância clínica da infecção por H.pylori é inegável, pois está associado ao desencadeamento da maioria das úlceras duodenais e gástricas. Existem fortes evidências de que este micoorganismo aumenta drasticamente o risco de câncer de estômago, o que determina uma alta mortalidade.
A prevalência da infecção e o modo de transmissão varia entre grupos populacionais.  Em países desenvolvidos a transmissão direta pessoa-pessoa parece predominar, enquanto em países em desenvolvimento a rota fecal-oral e a água contaminada têm maior impacto. Muitos estudos destacam a importância da transmissão intrafamiliar e da má condição socioeconômica na aquisição dessa bactéria. Entre adultos de meia idade nos países em desenvolvimento a prevalência é em média de 80 a 90% e em países desenvolvidos é menor que 40%. A prevalência em indivíduos sadios no Estado de São Paulo é de 65,5%; apresentando correlação com a raça, idade, exame endoscópio prévio, áreas populosas, tipo de água, falta de saneamento durante a infância, baixa renda e educação. Um estudo avaliou a prevalência  da infecção por H. pylori (Hp) na população infantil no Brasil comparou crianças  de famílias de alta renda e de baixa renda de Belo Horizonte e constatou que , enquanto 18 de 30 crianças de família de baixa renda (menos de 2 salários mínimos/mês) estavam infectadas (cerca de 60%), somente 3 de 48 de alta renda eram Hp positivas (6,2%).
Os indivíduos acometidos pelo Hp podem não apresentar qualquer sintoma ou apresentar sintomas chamados dispépticos como náuseas, inapetência, estufamento, digestão difícil dos alimentos, gases, etc. Outros sintomas incluem dor intensa tipo queimação ou vazio no estômago geralmente secundário a uma gastrite ou úlcera que pode ser gástrica ou duodenal.
Entre os principais métodos de diagnóstico do H. pylori podemos citar aqueles testes que exigem endoscopia com o teste rápido da urease (CLOtest e outros), observação ao microscópio de lâminas histológicas coradas pelo método de Giemsa e exame cultural. Dentre os testes que não exigem endocospia, destacam-se o teste respiratório e a pesquisa de anticorpos no sangue ( embora de pouco valor clínico e sem  valor para verificar o êxito do tratamento é, no entanto, útil em estudos epidemiológicos). Quanto ao tratamento, o mesmo é feito com uso de antibióticos prescritos pelo médico especialista.

Fonte: profjabiorritmo.blogspot.com

Endoscopia Digestiva Alta ou Esofagogastroduodenoscopia

Entendendo o que é a endoscopia alta (EDA)
Adaptado do modelo de Cotton (1996)

É um exame que permite visualizar o esôfago, estômago e duodeno até a 2ª porção, considerada a primeira parte do intestino. Realiza-se introduzindo-se um tubo flexível, através da boca, sob sedação. Esse tubo contém uma lente, luzes e um canal onde o médico poderá trabalhar para coletar material ou realizar algum tratamento.

Preparo

O estômago deverá estar vazio. Não coma nem beba nada 8 horas antes do exame. As medicações podem ser tomadas com pequenos goles de água, 1 hora antes do horário agendado. “Não tome antiácido.”

O que acontecerá

O médico e/ou a enfermeira fará uma entrevista, investigando possíveis patologias, reações alérgicas, cirurgias anteriores e se já realizou exame de endoscopia anteriormente. Caso afirmativo, o laudo se faz necessário. Você precisará colocar uma vestimenta do hospital, remover seus óculos, lentes de contato e prótese dentária.

Como é realizado

Na sala de exame você será colocado numa posição adequada, ou seja, deitará sobre o lado esquerdo. Será oferecida uma medicação oral “luftal” para eliminar bolhas de ar; facilitando a visualização do estômago e do duodeno. Um protetor plástico será colocado entre seus dentes para manter sua boca aberta durante o exame. Um tubo flexível, fino e pequeno será passado através de sua boca. Por meio dele, o médico será capaz de identificar qualquer anormalidade que possa estar presente, inclusive pesquisar amostras de tecido (biópsias) colhidas durante o exame para análise laboratorial detalhada. Não causa dor. Alguns tratamentos podem ser realizados pela endoscopia. Estes incluem dilatação de uma área estreitada do esôfago, estômago e duodeno, remoção de pólipos, objetos deglutidos e tratamento de vasos sangrantes e úlceras por injeção interna ou aplicação de calor (usando corrente elétrica diatermal, laser, argônio ou heater probe).
Um anestésico tópico (spray) será “borrifado” na sua garganta, permitindo a passagem do aparelho sem provocar dor ou náuseas.
Uma medicação para relaxar ou mesmo um anestésico será aplicado na veia momentos antes de iniciar o exame, para fazer você adormecer. Essa medicação provoca sono e esquecimento por algum tempo. Por isso você não deve dirigir após o exame ou realizar tarefas que necessitem de atenção, como operar máquinas ou tomar decisões importantes, já que a sedação diminui seus reflexos e seu raciocínio. Deve vir acompanhado de uma pessoa que lhe conduza para casa.

Tempo do exame

É um exame rápido; dura, em média, 15 minutos e é indolor.

Após o procedimento

Você irá permanecer na endoscopia em torno de 30 minutos, até a neutralização completa dos efeitos do sedativo e/ou anestésico. Sua garganta pode ficar adormecida ou levemente irritada. Você não deve comer ou beber até que seu reflexo de deglutição esteja normal. Depois disso, você pode retornar à sua dieta regular, a menos que seja aconselhado a fazer o contrário. Você pode sentir gases ou pequena distensão abdominal, pelo ar que foi introduzido através do endoscópio; contudo, isso passará rapidamente.

Riscos

As complicações são raras, menos de 1 para 1.000 exames. Podem ocorrer complicações, tais como: reações a medicações, perfurações (rasgos) e sangramentos, necessitando de tratamento ou de cirurgia. Essas complicações estão mais relacionadas ao procedimento terapêutico.

Questões / Dúvidas

É importante que você informe ao seu médico se ocorrerem, dor, fezes pretas, febre ou vômitos nas primeiras 24 horas após o exame. Caso ainda tenha dúvida sobre o exame, você poderá entrar em contato com a enfermeira da unidade de endoscopia.

Trate Bem Seu Estômago com Bons Hábitos e Disciplina

Conte pontos a favor do seu bem estar seguindo o maior número possível das recomendações abaixo. Não faça sacrifícios exagerados.
1. Faça 3 refeições diárias, obedecendo aos horários certos para o desjejum,almoço e jantar.


2. Se o intervalo entre o almoço e o jantar ultrapassar habitualmente 6 horas, faça um lanche no meio da tarde.


3. Procure alimentar-se devagar, mastigando bem os alimentos.

4. Procure não dormir de "estomago pesado" e evite ingerir alimentos no meio da noite.
5. Dietas ricas em fibras, como as frutas, previnem o câncer gástrico, ajudam na normalização do funcionamento do intestino e são benéficas mesmo no tratamento de úlceras e gastrites.
6. O fumo dificulta a cicatrização da úlcera. Deixar de fumar é o ideal, mas reduzir o número de cigarros diários ajuda.


7. Evite tomar aspirinas, antigripais e comprimidos para dor em geral, pois podem provocar irritação da mucosa do estômago.


8. Evite refeições pesadas e gordurosas como feijoada, dobradinha, churrasco, etc.

9. Evite frituras em geral, como pastéis, bife à milanesa, coxinhas etc.


10. Alimentos muito condimentados como picles, alguns legumes como pimentão e berinjela, são de difícil digestão. Se você perceber que seu estômago não “aceita” esses alimentos, evite-os.


11. Leite é estimulante da secreção ácida e não ajuda no tratamento de doenças do estômago. Porém, o leite possui propriedades nutritivas importantes devido ao conteúdo de cálcio. Portanto, tome leite com moderação. 4 copos americanos por dia é o suficiente para a maioria das pessoas.


12. Suco de laranja e outros cítricos são fortemente ácidos. Os refrigerantes são bebidas ácidas e gasosas que, além de irritarem o estômago, causam desconforto devido à expansão dos gases. Prefira tomar água sem gás.


13. Bebidas alcoólicas, quando tomadas de estômago vazio, são irritantes da mucosa do estômago e causam desconforto desnecessário. Não beba em excesso ou de estômago vazio.


14. Não há dados que comprovem se os males do consumo excessivo do cafezinho são devidos à cafeína ou ao açúcar usado para adoçar. Se você tolera menos o café que outras pessoas, experimente substituir o adoçante ou tomar menos xícaras por dia.

Orientações para problemas digestivos

Orientação Geral

Existem pessoas que fazem as maiores loucuras alimentares e “não sentem nada”. Mas, para a maioria de nós, isto não ocorre. Travessuras alimentares normalmente provocam má-digestão, gases e incomodações.

Portanto, para EVITAR TAIS PROBLEMAS, apresentamos, abaixo, sugestões para evitar problemas digestivos, OS DEZ MANDAMENTOS DO ESTÔMAGO FELIZ. Siga-os e verá os resultados.

01.Coma REGULARMENTE, evitando longos períodos de jejum e “beliscadas”.
Os horários devem ser, dentro do possível, sempre os mesmos. O ideal é fazer cinco refeições por dia, com intervalos mais ou menos regulares, o que permite evitar exageros, criando, cada um, o seu próprio horário. O importante é TER E CUMPRIR OS “SEUS” HORÁRIOS.

02. NÃO EXAGERE EM NADA.
Procure comer mais nos cafés e lanches e menos no almoço e jantar. Evite empanturrar-se de comida.

03. COMA DEVAGAR, “curtindo” a comida.
Não há tempo fixo, mas nunca menos do que QUINZE MINUTOS por refeição maior (almoço e jantar).

04. MASTIGUE BEM OS ALIMENTOS.
Isto é importantíssimo. Os alimentos só devem ser engolidos depois de transformados numa pasta amolecida pela presença da saliva. A nova “garfada ou colherada” só deve entrar após a boca vazia. CALMA!!!!!!!

05. EVITE BEBER LÍQUIDOS DURANTE A REFEIÇÃO.
A saliva é suficiente para amolecer e fazer descer a comida (desde que você não encha demais a boca, mastigue bem e coma devagar). Líquido demais prejudica a digestão e dilata o estômago acelerando o processo. Se for o caso, tomar no máximo meio copo de água, à temperatura ambiente.

06. EVITE TEMPERATURAS EXTREMAS.
Comida “pelando” ou “gelada” atrapalham a digestão.

07. Para SOBREMESA, prefira FRUTAS FRESCAS, à temperatura ambiente, não esquecendo de deixar lugar para elas. Evite sorvetes e doces em exagero.

08. Só ELIMINE DAS REFEIÇÕES AQUILO QUE REALMENTE LHE “FIZER MAL”, isto é, aquilo que sua experiência pessoal já lhe ensinou ou o que, em virtude de seu problema, costume ser prejudicial. Peça orientação ao seu médico.

09. AO COMER, SOMENTE COMA!
Evite conversar, ler, ver televisão ou ficar rememorando desgraças ou aborrecimentos ou, o que é terrível, discutindo com outras pessoas. Apenas COMA, aos poucos, saboreando os alimentos, calmamente. Quando a gente está nervoso(a) ou aborrecido(a) deve aguardar um tempo antes de comer.

10. Quando, por necessidade, não houver tempo para uma refeição (almoço ou jantar) e seja preciso “comer na rua, numa lanchonete” escolher algo simples: um sanduíche de queijo, um café com leite, uma vitamina de mamão ou banana ou um suco de laranja ou outra fruta, coisas leves.

Evitar frituras ou “bolinhos assassinos”, assim como as maioneses, mostardas e molhos, em principalmente aqueles “de bisnaga” que todo mundo usa, pois é fácil a contaminação. Se considerar importante, usar os sachês (“pacotinhos individuais”).

CERTAMENTE NINGUÉM É PERFEITO E VOCÊ VAI “PULAR A CERCA” COMO TODO MUNDO, MAS QUANTO MAIS PERTO CHEGAR DO CUMPRIMENTO DESTAS ORIENTAÇÕES, MENOS PROBLEMAS TERÁ COM SUA DIGESTÃO, TENHA CERTEZA!

Fonte: www.servmedsaude.com.br

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.

DISPEPSIA

Chamamos de dispepsia os sintomas relacionados ao abdome superior, comumente chamados de "indigestão". Esses sintomas são vários, incluindo dor, eructação (arrotos), empachamento, peso, pirose (queimação), náusea ou saciedade precoce.
Freqüentemente, as pessoas confundem os sintomas acima com gastrite. Gastrite é uma inflamação no estômago, que pode ou não causar esses sintomas. Do mesmo modo, nem sempre a dispepsia está associada a gastrite.
Estima-se que 25% de todos os adultos tenham sintomas dispépticos ao menos alguns dias por ano e a maioria desses terão esses sintomas ocasionalmente por toda a vida. Cerca de 7% das consultas médicas são feitas por dispepsia e mais da metade das consultas com gastroenterologista.
Cerca de 50% das endoscopias realizadas por dispepsia não encontra qualquer anormalidade e são classificados como portadores de dispepsia funcional. Mesmo com a endoscopia normal, isso não significa que não exista uma alteração. As dispepsias funcionais abrangem um grupo complexo da anormalidades na contração gástrica, refluxo sem erosões, alterações na sensibilidade, lesões por medicamentos (anti-inflamatórios, antibióticos), dieta (álcool, café), diabetes e outras. Úlceras pépticas são encontradas em cerca de 20% e esofagite de refluxo em 15-20% das endoscopias.

Causas de dispepsia
Gastrintestinais intolerância a alimentos ( tomate, pimenta, álcool, gorduras, café )
úlcera péptica
refluxo gastroesofágico
câncer do estômago
gastroparesia ( distúrbio da contração do estômago )
doenças infiltrativas do estômago ( amiloidose, Ménétrier )
síndromes de má-absorção, intolerância a lactose
parasitoses ( Giardia lamblia )
AIDS
isquemia intestinal crônica
desordens funcionais ( dispepsia não ulcerosa, aerofagia, síndrome do cólon irritável )
Medicações anti-inflamatórios não esteroidais, teofilina, digitálicos, potássio, ferro, niacina, quinidina, antibióticos, álcool
Trato biliar colelitíase com cólicas biliares, colecistite aguda, disfunção do esfíncter de Oddi, câncer hepatobiliar
Pâncreas pancreatite crônica, câncer do pâncreas
Sistêmicas diabetes, tireoidopatia, hiperparatireoidismo, insuficiência renal crônica e coronariana, gravidez, colagenoses vasculares, câncer intra-abdominal
Outras causas porfiria aguda intermitente, radiculopatia diabética, compressões nervosas, hérnia interna ou intussuscepção, obstrução intermitente do delgado

Outra confusão freqüente ocorre entre dispepsia e ansiedade. Um diagnóstico completamente errôneo e que costuma ser dado é o de "gastrite nervosa". Ansiedade, stress e depressão aumentam ou fazem surgir sintomas causados por doenças pépticas (úlceras, gastrite, refluxo gastroesofágico) ou participar do processo de dispepsia funcional. A ansiedade leva a alterações da contração gástrica, aumento na secreção de ácido e na sensibilidade do estômago à dor. Portanto, o "nervosismo" faz surgir ou piorar os sintomas decorrentes de uma gastrite, mas não provocá-la. Do mesmo modo, os mesmos sintomas podem existir sem a gastrite.
Pelos sintomas, é quase impossível distinguir entre as causas de dispepsia funcional. O mais importante é observar os "sinais de alarme", que não significam necessariamente uma doença grave, mas é nessas pessoas que o risco é maior de se encontrar uma doença que necessite diagnóstico e tratamento urgentes, como câncer ou úlceras com complicações.

Sinais de Alarme em portadores de dispepsia
Perda de peso
Vômito persistente
Disfagia ( sensação de que comida está parada no esôfago )
Anemia
Sangramento
Maiores de 45 anos

 A endoscopia digestiva alta continua sendo o método de escolha para investigação das dispepsias, uma vez que é altamente preciso no diagnóstico da maioria das causas, é bem tolerado, seguro e, no Brasil, de baixo custo. Exames radiológicos contrastados, apesar de mais baratos, são pouco precisos. A ecografia pode ser utilizada para a investigação de doenças pancreato-biliares, assim como a tomografia computadorizada.
A decisão de se investigar ou não a dispepsia depende de diversos fatores, como a facilidade e o interesse do paciente de ser submetido a exames. De um modo geral, é possível fazer um tratamento empírico (sem o diagnóstico) na maioria dos casos, desde que essa pessoa não tenha os sinais de alarme acima, que tornam a investigação obrigatória.

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GASTRITE

SAIBA MAIS SOBRE A GASTRITE

A gastrite é uma doença inflamatória que se caracteriza por acometimento da camada de tecido mais superficial que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crônica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite.

Introdução

O estômago é um órgão de extrema importância para o processo de digestão dos alimentos. Nele, encontramos vários tipos de células com diferentes funções. Algumas produzem enzimas que ajudam na quebra dos alimentos e outras produzem ácido clorídrico, que é responsável pelo ambiente ácido característico desse órgão. Normalmente, há produção de um muco que reveste internamente a parede do estômago, protegendo as células da agressão pelo ácido.

O que causa a gastrite?
A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes.
Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse micro-organismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida, a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.
Aspirina: o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteroides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica. Importante ressaltar que esses medicamentos só levam a esses problemas quando usados regularmente por um longo período. O uso de corticoide por longo período também pode levar a gastrite.
Álcool: pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.
Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos.
Em algumas situações, entretanto, pode haver produção de anticorpos contra as próprias células do organismo, levando a vários tipos de doenças (por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, diabetes mellitus tipo 1). Na gastrite auto-imune, os anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer a longo prazo.
Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis, pode também ser ocasionada por vírus, fungos e outros parasitas.
Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica, a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças, como a sarcoidose e a doença de Crohn.
A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em  politraumatizados e em grandes queimaduras.

Quais os sintomas?

A gastrite pode ser completamente assintomática, principalmente nos casos crônicos. Na fase aguda, os sintomas são mais proeminentes. Comumente, os sintomas são:
  • Desconforto na região superior do abdome: pode ser representado por dor ou apenas um desconforto. 
  • Alguns pacientes podem se queixar de uma dor semelhante a uma queimação ou dor que melhora com a ingestão de alimento.
  • O desconforto, geralmente vem acompanhando por náuseas e vômitos. 
  • Saciedade precoce, ou seja, sensação de empachamento logo após a alimentação. Esse sintoma pode levar à redução e perda de apetite. Se a gastrite levar à formação de úlceras gástricas hemorrágicas, pode haver eliminação de sangue nas fezes (que ficam escuras) ou nos vômitos.

Como se faz o diagnóstico?

O médico suspeita de gastrite quando o paciente relata a presença dos sintomas listados anteriormente. O médico investiga seus hábitos alimentares do paciente, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas, se o paciente tem outras doenças já diagnosticadas. A partir daí, exames complementares podem ou não ser realizados.
Importante ressaltar que o diagnóstico de gastrite só pode ser firmado pela endoscopia digestiva alta, quando o médico visualiza a mucosa gástrica lesada e colhe fragmentos (biópsia) para exame citológico. Caso não seja realizada a endoscopia, o diagnóstico mais correto é o que chamamos de Dispepsia, que pode ser funcional ou não.
Se a causa da gastrite for evidente já na história, como por exemplo, o uso de anti-inflamatórios, o médico já indica o tratamento adequado. No caso do H. pylori, a identificação da infecção pode ser feita no material obtido pela biópsia, à endoscopia, através de um teste respiratório ou exame de sangue. Se o paciente for portador dessa bactéria, o médico decidirá sobre a erradicação ou não da infecção, com base no quadro clínico do paciente.



Como é feito o tratamento?

O tratamento da gastrite é direcionado pela causa. Entretanto, alguns medicamentos são utilizados para a melhora dos sintomas enquanto se trata a causa específica. O paciente deve evitar o uso de medicamentos, como a aspirina e outros anti-inflamatórios não-esteróides, bebidas alcoólicas e cigarro.
O tratamento da infecção pelo H. pylori pode ser bastante difícil em alguns pacientes, e não é raro que ocorra a reinfecção. Esse tratamento não é indicado de rotina para todos os pacientes, sendo reservado para aqueles que apresentam úlcera péptica ou linfoma gástrico. Neles, o tratamento é realizado com antibióticos, medicamentos que reduzem a secreção de ácido pelo estômago e também com agentes protetores da mucosa gástrica.
Na gastrite induzida por medicamentos, geralmente a suspensão do agente suspeito leva à resolução do quadro. Associado a isso, utiliza-se medicamentos para melhora sintomática. Em alguns tipos de gastrite pode ser necessário o uso de corticoide, para conter o processo inflamatório e prevenir complicações.
Nos pacientes hospitalizados, em unidade de tratamento intensivo, politraumatizados e em grandes queimaduras, o desenvolvimento de gastrite aguda pode ser dramático. Por isso, neles, é feita a prevenção do desenvolvimento da doença, com o uso de medicamentos que reduzem a produção de ácido, pelo estômago.
Os medicamentos utilizados para melhora sintomática podem atuar no esvaziamento gástrico ou reduzindo a secreção de ácido. Os que melhoram o esvaziamento gástrico são os chamados pró-cinéticos, que reduzem a estase alimentar no estômago e auxiliam na digestão, como por exemplo, a metoclopramida e a bromoprida. A redução da secreção de ácido é eficiente para combater a dor e a azia, e pode ser feita com medicamentos de dois grupos:
Antagonistas de receptores H2: cimetidina, ranitidina. São também usados para a prevenção da gastrite aguda nos pacientes hospitalizados.
Inibidores da bomba de prótons: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol.
Outros medicamentos que podem ser usados, eventualmente, são os protetores da mucosa gástrica, como o sucralfato.

Algumas orientações
  • Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de três horas seguidas. 
  • Alimente-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.Evite os famosos "fast-foods".
  • Consuma bebidas alcoólicas com moderação, se possível evite a ingestão. 
  • Não há motivo para restrição dietética, mas se possível evite ou reduza a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Prefira refeições mais leves, de mais fácil digestão. 
  • O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas. 
  • Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.

Atenção! As informações desse site visam apenas ajudar na compreensão dos temas, não deve ser usado como guia para diagnóstico e tratamento nem substituir uma visita ao médico.