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Hepatite C


Definição
É uma doença infamatória do fígado, causada pelo Vírus da Hepatite C (HCV).

Transmissão

A contaminação ocorre pelo contato do sangue ou de secreção corporal de um indivíduo infectado (sintomático ou não) com pele ou mucosa não íntengra de um indivíduo sadio. Atualmente, as principais formas de transmissão são por agulhas infectadas compartilhadas, piercings e tatuagens em estabelecimentos que não esterilizam cuidadosamente todos os materiais. Contudo, em 20 a 30% dos casos de hepatite C, não se pode saber qual foi a via de contaminação.
A transmissão da mãe para o feto ocorre em cerca de 5% dos casos e ainda não foi relatado caso de transmissão pelo leite materno. A transmissão por via sexual não é frequente.
Até inícios da década de 90, a transfusão sanguínea foi a principal forma de transmissão, porém, hoje, com a incorporação de teste obrigatório para detecção de HCV (anti-HCV) em centros de doação, esse risco foi substancialmente reduzido.
O principal grupo de risco é composto por usuários de drogas injetáveis, pacientes em hemodiálise e trabalhadores da área de saúde.

Sinais e sintomas

Normalmente a fase aguda da doença é assintomática e, quando ocorrem sintomas, são leves como um resfriado comum, o que dificulta o diagnóstico na fase aguda, que seria importante, porque a hepatite C pode ser tratada desde a fase inicial, diminuindo o risco de cronificação. 
Porém, em cerca de 15%, os infectados apresentam icterícia (pele e mucosas amareladas), febre, dores no corpo e abdominais, diarréia, mal estar e cansaço fácil.
Os sintomas da fase crônica são decorrentes da insuficiência hepática e incluem urina escura, cor de coca-cola, fezes esbranquiçadas e, em estágios mais avançados, alterações no ritmo do sono e perturbações mentais.

Evolução

Cerca de 80% dos infectados (em crianças, quase 100%), evoluirão para hepatite crônica, contudo, normalmente essa è uma doença silenciosa e as pessoas só descubrirão depois de fazer exames por outro motivo, muitas vezes, em bancos de sangue para doação. 
Em outros casos, o portador da hepatite C só decubrirá sua doença em estágios mais avançados, como a cirrose.
Em torno de 40% dos portadores crônicos progridem rapidamente para cirrose e morte; 25% progridem lentamente com cirrose e morte ao fim de 10 anos; e outros 35% após 20 anos. O câncer do fígado surge em mais 5% após 30 anos de infecção. O restante torna-se portador a longo prazo.
A hepatite C é a principal causa de carcinoma hepatocelular, o câncer de fígado mais comum, que possui mau prognóstico. A infecção concomitante com HIV ou HBV piora o prognóstico e a progressão para a cirrose é muito mais rápida.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com exame de sangue, pela pesquisa de anticorpos anti- HCV que, quando presentes, pode indicar infecção passada ou atual, então a confirmação é feita pela detecção do vírus no sangue .
A carga viral (quantidade de vírus circulante no sangue) e a detecção do tipo de vírus (genotipagem) são importantes na avaliação da necessidade ou não de tratamento.
A biópsia hepática (retirada de um pequeno fragmento do fígado com uma agulha) é feita para avaliar o estágio da doença.

Tratamento

Mesmo que não se possa falar em cura definitiva, existe tratamento para hepatite C. A doença pode estabilizar, sem progressão, deixando a carga viral muito baixa e o paciente assintomático por muitos anos. A taxa de resposta pode variar muito de acordo com o genótipo do vírus, carga viral e o estágio da doença.
Os melhores prognósticos são em pacientes jovens, recém infectados, genótipo 2 ou 3, sem cirrose e com carga viral baixa.
É necessária uma avaliação individualizada para determinar se o paciente deve ser tratado ou não, assim como, por quanto tempo e com que esquema tratar. Os efeitos colaterais do tratamento são toleráveis e, raramente, limitam à continuidade do tratamento.

Prevenção

A prevenção pode ser feita pelo controle adequado dos bancos de doação de sangue, não compartilhamento de agulhas e seringas e os profissionais de saúde, ao manipular secreções ou sangue, utilizar as proteções necessárias, como luvas, máscaras e óculos.

Fonte: Camila Andrade

Retratação da Internet
Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.
Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação

Hepatite A



Definição
A hepatite A é uma doença inflamatória aguda do fígado, causada pelo vírus da hepatite A (HVA), geralmente de curso benigno.
A transmissão é fecal-oral, ocorre, principalmente, por alimentos mal-preparados ou água contaminada por fezes contendo o vírus, típico de áreas menos desenvolvidas, com más condições de higiene e falta de saneamento básico, que inclui a maior parte do Brasil. Pode ocorrer em surtos epidêmicos (geralmente causados por água contaminada). Predomina na população infantil, porém pode ser adquirida em qualquer idade. Normalmente não cronifica, mas pode apresentar casos arrastados. A forma fulminante é muito rara e aumenta seus casos com o aumento da idade.
Mais de 40% dos casos de hepatite são causados pelo HAV e estima-se que, no Brasil, cerca de 75% da população adulta já teve contato com o vírus. Os anticorpos são protetores para toda vida.

Patogenia
O vírus é ingerido com os alimentos ou a água, infecta as células do intestino, atinge a corrente sanguínea e segue para as células do fígado.
Tanto os danos provocados pelo vírus, como a defesa do hospedeiro é destrutiva para as células infectadas.

Sinais e sintomas
Cerca de metade dos infectados serão assintomáticos, especialmente crianças. Nos adultos a doença é mais sintomática, pode se prolongar e tem risco muito maior de agravar. Os sintomas iniciais são variáveis e surgem geralmente de forma abrupta. Pode ocorrer mal estar generalizado, dores no corpo e na parte direita superior do abdome, cefaléia, cansaço fácil, falta de apetite, náuseas, diarréia e febre. Uma parte dos doentes desenvolve icterícia (pele e mucosa amarelada), seguida de coceira pelo corpo, urina cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas.

Evolução
Geralmente tem curso benigno, com melhora dos sintomas em 2 a 3 semanas, sendo que a resolução total e cura ocorrem em torno de 2 meses, com cura total, sem seqüelas e imunizado contra futuras exposições ao vírus. Contudo, em menos de 1% dos casos, os sintomas são mais graves e rápidos, evoluindo para a forrma de hepatite fulminante. Nela ocorre icterícia mais intensa e alteração das funções mentais, seguida de morte em 80% dos casos. Ao contrário da hepatite B ou C, não há casos de doença crónica.

Diagnóstico e tratamento
A suspeita é feita pelas queixas do paciente, somado com o exame clínico e o diagnóstico é comprovado pelo exame de sangue que detecta alterações de enzimas hepáticas e anticorpos da fase aguda da doença.
Não existe tratamento específico para hepatite A, podem ser usados medicamentos para os sintomas como enjoos, dores pelo corpo e febre. Não necessita repouso absoluto, nem restrições alimentares, devendo ser abolido apenas o consumo de álcool até, pelo menos, três meses depois que as enzimas hepáticas voltarem ao normal.
Em casos em que o paciente não consegue manter uma ingesta mínima de água e alimentos, necessita de hidratação intravenosa.
Já os casos de hepatite fulminante, o transplante hepático pode ser a única forma de tratamento.

Profilaxia
Pessoas que vivem na mesma casa que o paciente infectado e que não apresentam sintomas podem receber imunoglobulina (vacina com anticorpos) para proteger-se contra a infecção.
A vacina para Hepatite A pode ser tomada por todas crianças a partir de 1 ano de idade, porém não é disponibilizada gratuitamente pelo governo. Pessoas que viajam para áreas onde a Hepatite A é muito freqüente, como o norte do Brasil e países tropicais subdesenvolvidos, crianças e adultos que frequentam creches, asilos ou prisões, homossexuais, usuários de drogas, pacientes com doença hepática crônica, AIDS ou doenças da coagulação também devem ser vacinados, assim como profissionais da área de saúde e trabalhadores de indústria alimentícia.
Além disso, é importante utilizar água tratada ou fervida na alimentação, lavar as mãos antes das refeições e respeitar medidas de saneamento básico.

Fonte: Camila Andrade

Retratação da Internet
Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.
Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
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Hepatite B

Definição
É uma doença infecciosa do fígado, causada pelo vírus da Hepatite B (HBV), que frequentemente cronifica.

Transmissão


O HBV é extremamente resistente e de fácil transmissão. As principais formas de contaminação atualmente são: o uso de drogas, compartilhando seringas, agulhas e outros instrumentos e relações sexuais sem preservativo (camisinha). Entretanto, há alguns anos, a transfusão sanguínea foi a principal via de transmissão da doença, mas, devido à triagem laboratorial obrigatória dos doadores, se tornou rara esse tipo de transmissão. O contato com secreções corporais que contenham o vírus (como sangue, saliva, sémen, secreções vaginais e leite materno) com mucosa ou pele com lesões também transmitem a doença. Tanto portadores asintomático, como sintomáticos transmitem o vírus. Grávidas contaminadas podem transmitir o vírus para o bebê, especialmente na hora do parto, portanto é essencial que o médico saiba da ocorrência da doença para minimizar os riscos de contaminação.

Sinais e sintomas

Inicialmente, surgem sintomas gerais de uma infecção viral, como mal-estar, falta de apetite, febre, cansaço fácil, náuseas, dor de cabeça e no corpo. 
Logo após, surgem sintomas típicos, como icterícia (coloração amarelada das mucosas e da pele), coceira no corpo, urina cor de coca-cola e fezes claras. Mais da metade dos infectados são assintomáticos na fase aguda, porém permanece o risco de desenvolver cronicidade. Estes sintomas duram de duas semanas a três meses.


Evolução

O que acontece após a fase aguda depende da resposta imune do hospedeiro. Pode ser boa e suficiente, levando o doente à cura, que é a maioria dos casos. A resposta pode ser agressiva, levando à hepatite fulminante, que, na maioria das vezes, leva à morte, todavia ocorre em menos de 1% dos pacientes que adquirem o vírus. Ou então, a resposta é insuficiente, levando ao estado de portador ou hepatite crônica, que ocorre em cerca de 10% dos casos, variando muito dependendo da faixa etária, sendo maior o risco de cronificar em crianças: cerca de 90% em recém nascidos e 50% na infância. O risco de má evolução também é maior em consumidores de bebida alcoólica e em pessoas com baixa imunidade, como pessoas com AIDS.
Pacientes com doença crônica podem ser assintomático ou sintomáticos. A doença pode progredir, com risco de complicar com cirrose ou carcinoma hepatocelular (tipo de câncer do fígado com mau prognóstico).

Diagnóstico

O quadro clínico permite o médico fazer suspeitas, porém o diagnóstico só é confirmado por exame de sangue, no qual são identificados anticorpos contra o vírus ou partículas do vírus, sendo importante diferenciar aqueles que já tiveram a doença aguda e estão curados,aqueles imunizados por vacina e aqueles com hepatite crônica, que necessitam de vigilância e tratamento.
A biópsia hepática (retirada de pequeno fragmento do fígado com uma agulha para análise microscópica) é útil para analisar o grau de comprometimento do fígado.
Tratamento

Não existe um tratamento específico para a fase aguda da doença, podem ser utilizados medicamentos para os sintomas gerais, como, febre, náuseas e dores. O repouso é relativo, ou seja, depende de cada caso e a ingestão de qualquer tipo de bebida alcoólica está proibida.
A hepatite fulminante exige tratamento intensivo e, muitas vezes, o transplante hepático é a única solução.
A hepatite crônica necessita tratamento e acompanhamento médico específico para minimizar os riscos de desenvolvimento de cirrose e suas complicações. De acordo com o estágio da hepatite, a presença concomitante de outras doenças, as chances de resposta, a idade e a motivação do paciente, o especialista decidirá se é possível iniciar ou não o tratamento para hepatite B crônica, e, quando indicado, qual medicação escolher.
Atualmente, o Ministério da Saúde do Brasil fornece alguns tipos de medicamentos para os casos com indicação médica.

Prevenção

A vacina contra Hepatite B é altamente eficaz e deve ser administrada em todos os recém nascidos, iniciando o esquema de três doses logo no primeiro mês de vida. 
Contudo, pode ser tomada em qualquer idade, especialmente se fazem parte do grupo de risco, como profissionais da área da saúde, alcoolistas e indivíduos com outras doenças hepáticas.
Para prevenção, é importante o uso de equipamentos protetores, como luvas e máscara, ao manipular materiais que contenham secreções, esterilização de materiais de uso pessoal, como alicate de unha, não compartilhamento de instrumentos pérfuro-cortantes, como lâminas de barbear, além do uso do preservativo em qualquer tipo de relação sexual.
Para pessoas que tiveram exposição conhecida ao vírus, como acidente com secreções contaminas ou relação sexual com portador do HBV, é recomendado o uso do soro contra o vírus o mais rápido possível, para diminuir o risco da infecção. Recém nascidos também devem receber este soro, até 12 horas depois do parto, para reduzir riscos de desenvolver a doença.



Fonte: Camila Andrade

Retratação da Internet
Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.
Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
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