7 Pecados que Engordam

As emoções podem estar sabotando sua dieta e provocando o ganho de alguns quilos a mais. Reverta essa situação ingerindo os alimentos certos nas horas mais críticas.
fotos Fabio Mangabeira

Vaidade, ira, preguiça, gula, avareza, inveja, luxúria. Sete pecados que podem estar minando sua satisfação com o corpo. A verdade é que esses vícios - comer sem limites, desânimo, irritação, apego etc. - estão presentes no cotidiano de todo ser humano, mas é o exagero o responsável pelos seus efeitos negativos, que podem culminar em várias reações físicas, até mesmo no temido aumento de peso.
"Na visão da Psicologia, os sete pecados capitais são estados de ânimo que geram consequências físicas e emocionais ao organismo. As emoções são transformadas em mensagens captadas pelo cérebro, enviadas para cada órgão correspondente, gerando uma resposta. Já os sintomas físicos sinalizam que algo não vai bem com o indivíduo", esclarece a psicóloga Cristiane Marchiori, do Centro Integrado de Medicina Preventiva e Nutrologia (CIMEP), em Curitiba (PR).
Para o psicólogo clínico Wálter Vieira Poltronieri, pesquisador do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, a relação do homem entre a emoção e a comida é natural, pois acontece desde o inicio da vida. "Já nascemos com as emoções sendo contidas pelo alimento. Um exemplo é o choro do bebê para receber o leite da mãe", destaca
O QUE FAZER?
É bom deixar claro que não estamos fadados a sofrer com o aumento do peso só porque cometemos um pecado ou outro. O primeiro passo deve ser dado na direção da alimentação saudável, que pode frear essas consequências
."Os alimentos certos são aliados para conter as emoções que não se manifestam de maneira positiva. Podem diminuir sintomas nos resultados de exames clínicos como glicose alta e alterações hormonais", ressalta Cristiane.
Nutricionistas confirmam que os alimentos influenciam na manifestação desses efeitos: "Existem alimentos com propriedades especiais que atuam na prevenção de doenças: são os chamados alimentos funcionais", afirma o nutrólogo Edson Credidio, doutorando em Ciências de Alimentos e especialista em Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Saiba agora como cada pecado capital age no organismo e de que maneira é possível fugir dos excessos por meio dos alimentos indicados pelos especialistas. Mas, antes de escolher o seu, siga algumas dicas: "Mastigue devagar, inicie a refeição pela salada e afaste-se dos alimentos chamados 'calorias vazias' como refrigerantes, doces, chocolates e salgadinhos, entre outros", orienta a nutricionista Mariana Formagio, do CIMEP
Descubra qual é o seu pecado
Não é fácil admitir a falta de controle ao se alimentar ou mesmo o desejo de possuir o que é do outro. Mas, antes de procurar a solução, deixe o constrangimento de lado e reconheça em qual desses vícios suas atitudes mais se aproximam. "Baseados nos sintomas que sofremos, podemos chegar à 'raiz' do processo emocional. Refletir sobre nossas condutas, saber de onde elas se originam, ajuda no autoconhecimento", diz a psicóloga Cristiane Marchiori.
VAIDADE
O que é: desejo constante de atrair a admiração de outras pessoas; mostrar com extravagância os pontos positivos e esconder os negativos. O invejoso é motivado a manter uma imagem, o corpo, dentro dos padrões de estética. A atitude de querer se ver mais bonito não teria problema, não fosse a ansiedade exagerada pelo objetivo.
Como se manifesta: a busca pela perfeição pode ir contra a própria saúde: "A pessoa pode deixar de comer, escolher alimentos hipocalóricos (com poucas calorias), fazer exercícios físicos em excessos, abusar de medicação que favoreça o emagrecimento, como laxantes e diuréticos", esclarece Cristiane. "O vaidoso é aquela pessoa que não mede esforço em manter tudo muito lindo na parte externa do corpo, mas nega seus desequilíbrios emocionais, seus conflitos internos", explica. O sentimento desregrado pode causar transtornos alimentares como a bulimia (em que a pessoa pode continuar acima do peso, mesmo colocando a comida para fora), ou a anorexia.
O que ingerir: abacate, cenoura, nozes, maçã, beterraba, salsão e mel. Todos esses alimentos apresentam polifenóis, que atuam na melhora do bem-estar físico e mental, e elevam a autoestima.


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IRA
O que é: emoção impulsiva a partir de um acontecimento específico, seja para alguém ou para si mesmo. A raiva excessiva leva à perda da racionalidade, logo, a cometer erros, seguida de arrependimento. "Quando nos deparamos com algum conflito intenso, o cérebro envia uma mensagem ao organismo de que as coisas não vão bem. Como resposta, no caso da raiva, o corpo produz adrenalina. É então liberado no organismo o cortisol, que estimula a defesa interna. Esse hormônio entra na corrente sanguínea e não encontra nenhuma bactéria para destruir, mas faz toda sua função que é armazenar lipídios e glicose (combustível necessário para atacar o corpo estranho não encontrado), transformados em energia", detalha a psicóloga Cristiane Marchiori. "Com o cortisol em excesso na corrente sanguínea, passamos a 'estocar' energia", completa.
Como se manifesta: o órgão mais afetado é o fígado, que, segundo Cristiane, retém a raiva que não é expressa e pode provocar condições como a prisão de ventre. A raiz do problema está ligada à liberação da raiva na comida. Quantas pessoas não comem desesperadamente após um momento de irritação? "Alguns buscam os alimentos que dão prazer imediato. Assim, cometem excessos", explica.

Nutricionistas indicam quais ingredientes atuam como aliados para conter as sensações que não se manifestam de maneira positiva, como desânimo e irritação
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PREGUIÇA
O que é: quem nunca sentiu uma preguicinha matinal ou vespertina, principalmente depois do almoço? Até aí tudo bem, mas este pecado capital diz respeito àquele indivíduo que não tem, quase nunca, ânimo para trabalhar, fazer exercício, ou outra ação que envolva força física. "Um exemplo de preguiça que pode influenciar no aumento de peso é a dinâmica familiar de criar os filhos com a oferta de guloseimas em troca da emoção. Há famílias que preferem compensar a frustação com comida do que se dedicar a criação dos filhos", exemplifica Cristiane Marchiori.
Como se manifesta: a preguiça de fazer exercícios físicos pode levar ao sedentarismo, ou seja, a caloria é consumida, mas não é gasta. O psicólogo Wálter Poltronieri completa: "O indivíduo preguiçoso pode ainda estar sem energia mental, graças a qualquer motivo que tenha gerado desânimo. Daí pode surgir a preguiça de lavar uma verdura e ele se rende ao fast food".
O que ingerir: alimentos que garantam energia, ânimo ao corpo e à mente: amendoim, caju, amêndoa, chá-verde, canela, brócolis (que ainda combate dores musculares) e grão de bico.
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GULA
O que é: definida pela Psicologia como uma compensação, forma de fuga e proteção em relação a algumas carências. "A busca pela satisfação imediata vem da necessidade de 'engolir' emoções, absorver questões alheias e assumir cargas. O aumento de peso contribui como suporte necessário para manter uma estrutura 'forte', que aguente a carga", analisa Cristiane.
Como se manifesta: o ato de comer sem controle, ir além do necessário, pode gerar problemas com gases, gastrite, indigestão e náuseas. "Mas a maior consequência é o aumento de peso. Nesses casos, é preciso perguntar a si mesmo o que não se está engolindo, digerindo e aceitando", orienta a psicóloga.
O que ingerir: abacaxi, que auxilia a digestão; arroz, principalmente o integral, rico em aminoácidos e vitamina B1; café, que tem poder de aumentar a termogênese (acelera o metabolismo e favorece a queima de gorduras); leite, porque o cálcio de alta qualidade auxilia na perda de peso e no controle do cortisol; salmão, que reduz o colesterol; maçã, que leva a gordura e açúcar para o intestino mais rápido; e nabo, um aliado na saciedade.


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AVAREZA
O que é: o medo excessivo de perder algo que possui. Uma pessoa avarenta sente dificuldade de abrir mão do que tem mesmo que receba algo em troca e cuida dos seus pertences como uma pessoa egoísta.
Como se manifesta: além dos sintomas de melancolia, falta de ânimo e tristeza, que podem levar a descontar as emoções na comida, um comportamento típico na avareza em relação à alimentação, segundo Cristiane, é quando o indivíduo não se permite deixar porções de alimento no prato, para não jogar fora, mesmo que já esteja saciado. "Outro perigo é o de intoxicação alimentar, ao comer alimentos que não foram devidamente estocados para que se evite o desperdício", destaca a psicóloga.
O que ingerir: angélica, artemísia, calêndula, cidra, erva-de-são-joão, primavera e iogurte. "A infusão de cada uma dessas ervas auxilia no controle das catecolaminas e melhora o estado emocional. Já o iogurte regulariza a flora intestinal e produz toda gama de vitaminas do complexo B que estão diretamente ligadas ao sistema neurológico", explica Edson Credidio.




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INVEJA
O que é: este pecado capital pode ser definido como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de outra pessoa. Assim como a vaidade, é motivado pela imagem, mas, nesse caso, de se parecer com o outro, com o que não é ou não pode ser ou ter.
Como se manifesta: um indivíduo invejoso pode comer excessivamente em uma única refeição, caso ele tenha dúvidas se poderá repeti-la novamente. Ele também não mede esforços para se parecer com o outro (exagera nos exercícios, come pouco para emagrecer, ou come determinado alimento em excesso se souber que outra pessoa o quer). "O invejoso não tem autoestima, se acha inferior e, por isso, se deixa levar pela alimentação errada", analisa Wálter Poltronieri.
O que ingerir: queijo branco, nozes, soja e seus derivados, lentilha, banana e ameixa. "São alimentos ricos em triptofano, substância responsável pela sensação de bem-estar e que pode elevar a autoestima. Ainda indico alguns carboidratos, como pães, cereais, massas e arroz, todos integrais", orienta a nutricionista Mariana Formagio.

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LUXÚRIA
O que é: desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual, material e carnal. É a cobiça desordenada pelos prazeres sexuais. Pode ser definida como uma impulsividade desenfreada, um prazer pelo excesso.
Como se manifesta: segundo Cristiane, como a pessoa acometida por esse pecado lida com a imagem, pode querer estar sempre bem cuidada. No entanto, o excesso pode gerar ansiedade e levar ao prazer pelo alimento, sobretudo os que oferecem deleite, como os doces.
O que ingerir: agrião, laranja, inhame, milho e uva. "Estes alimentos atuam na regulação hormonal que é um dos fatores que podem levar à luxúria", esclarece Edson Credidio. Já a nutricionista Mariana Formagio recomenda alimentos calmantes: maracujá, coco, laranja, melancia, melão, chá de camomila.

Sete virtudes saudáveis
1. Opte pela alimentação saudável e coma devagar.
2. Substitua as sobremesas hipercalóricas por frutas da estação.
3. Ame a si mesmo, assuma o que há de melhor em você.
4. Fuja das dietas sem orientação médica.
5. Tenha mais pique, caminhe, dance, faça exercício físico.
6. Fuja do estresse, faça coisas de que goste e relaxe.
7. Não faça jejum prolongado e mantenha uma disciplina na hora das refeições.


Fonte : Marcela Rodrigues - Revista Viva Saúde

Hérnia Inguinal - Perguntas e Respostas

1. Como aparece a hérnia inguinal?


Você pode nascer com a hérnia ou pode adquirir a hérnia durante a vida, geralmente decorrente de algum tipo de esforço físico. Ex.: Carregar peso, esforço para urinar em pessoas com problemas de próstata, esforço para evacuar em pessoas com obstipação, tosse crônica, gravidez e outros.
2. Como eu sei se estou com uma hérnia inguinal (na virilha)?
Geralmente a pessoa portada de hérnia inguinal sente, inicialmente, uma sensação de peso ou dor ou aparecimento de um “caroço” na virilha. Como sugestão, você pode fazer um auto exame: Fique em pé e coloque a mão na região da virilha onde você suspeita da presença de hérnia e faça um esforço de tosse por cinco vezes seguidas. Se você sentir um “caroço” ou abaulamento na região, VOCÊ PROVAVELMENTE É PORTADOR DE HÉRNIA INGUINAL.
Após este procedimento, recomendamos que você descanse deitado por cerca de cinco minutos para que o “caroço” desapareça. Passado este tempo, fique em pé novamente e repita o procedimento para examinar o outro lado. Ao término deste exame, caso esse caroço não regrida ou em caso de qualquer dúvida, recomendamos que você procure um cirurgião de sua preferência.
3. Qual é o tratamento da hérnia inguinal?
O tratamento ideal é cirúrgico, ou seja, você deverá ser submetido a uma intervenção cirúrgica para a correção da hérnia. Existem várias técnicas de correção e a escolha da melhor para o seu caso dependerá da capacitação e do conhecimento sobre as modernas técnicas descritas pelo cirurgião que você escolher.
4. Tenho outras alternativas de tratamento sem a operação?
Sim, a mais utilizada são as fundas, porém a cura para a hérnia só pode ser alcançado pela cirurgia. Geralmente as fundas trazem um grande incômodo para o paciente e não previnem as potenciais complicações decorrentes do não tratamento cirúrgico.
5. O que pode acontecer se eu não operar?
A hérnia inguinal tem uma tendência a aumentar de volume com o passar do tempo e você pode vir a desenvolver a complicação mais temida que é o encarceramento seguida ou não pelo estrangulamento. Estas situações, de emergência, podem colocar a sua vida em risco. Além disso, a hérnia inguinal prejudica o seu desempenho cotidiano, causa dor, constrangimento ou dificuldade para a sua atividade sexual e dificulta sua colocação no mercado de trabalho.
6. Quando devo operar a hérnia inguinal?
Após o estudo minucioso do seu caso, salvo em condição clínica de emergência, você irá se programar para que, no prazo mais breve possível, seja realizado o seu tratamento cirúrgico.
7. Será necessário a colocação uma tela para a correção da minha hérnia inguinal?
O seu caso será analisado com toda a atenção durante consulta médica. Lembre-se que se a sua hérnia inguinal for adquirida, a colocação de tela para correção definitiva da hérnia inguinal é atualmente a melhor alternativa de terapêutica cirúrgica.
8. Qual é a vantagem do uso da tela?
O uso da tela possibilita a redução da dor após a cirurgia, diminui o tempo de internação hospitalar, diminui o tempo para o retorno seguro às atividades do dia a dia e evita a recidiva.
9. A cirurgia pode ser realizada com anestesia local?
Sim. Na maioria dos casos pode ser realizada a correção da hérnia inguinal utilizando a anestesia local, após o seu consentimento.
10. Quanto tempo demora a minha recuperação depois da operação?
Você poderá receber alta no mesmo dia da operação ou no dia seguinte. Poderá voltar as suas atividades após um período mínimo de repouso de 2 dias, dependendo do tipo de atividade física que você exerce.
11. A correção cirúrgica altera o meu desempenho sexual?
Não. A correção cirúrgica não altera o seu desempenho sexual. Entretanto saiba que aconselhamos você a abster-se de atividades sexuais por no máximo 10 dias.
12. Vou sentir dor após a operação?
Sim. Sentirá uma dor nos primeiros dias de pós-operatório, plenamente controlada com medicação analgésica com mínima repercussão sobre as suas atividades corriqueiras.
13. O que posso fazer após a operação?
Você poderá fazer atividades físicas leves logo após a recuperação da anestesia como andar, levantar-se sozinho e outros. Após dois dias já poderá desenvolver atividades moderadas como subir escadas, dirigir e retornar ao trabalho. Após dez dias você já estará liberado para fazer todo tipo de atividade física, inclusive atividades físicas intensas como levantar pesos ou correr.
14. Quais os cuidados que devo tomar com o local operado?
Mantenha o local operado com curativo oclusivo com compressas de gaze e esparadrapo, evitando molhar a região por 2 dias. Depois do segundo dia, o curativo oclusivo pode ser retirado, mantendo-se somente as fitas de esparadrapo. O local operado deverá ser lavado com água e sabão durante o banho. Se as fitas cairem durante esse procedimento, não se preocupe, basta substituí-las por esparadrapo de Micropore. Após o décimo dia da operação, as fitas de esparadrapo podem ser retiradas.
15. Quando eu volto para a retirada dos pontos?
O INSTITUTO DE HÉRNIA DAS AMÉRICAS, adota uma maneira de aproximação do local operado sem que a necessidade da dolorosa retirada de pontos. Esta técnica, além de conferir um efeito estético excelente, permite uma condução do pós-operatório com maior conforto para o agendamento e a administração do seu precioso tempo, principalmente se você morar em outro estado ou país.
16. Terei que fazer algum tipo de dieta após a operação?
Não. Não há necessidade de obedecer a nenhuma dieta especial em decorrência da operação utilizada na correção de sua hérnia inguinal.
17. Posso retornar ao trabalho enquanto espero pela cirurgia?
Sim, recomendamos que você mantenha suas atividades habituais porém com uma restrição a esforços físicos intensos até que tenha realizado a sua operação.
18. A hérnia pode voltar após a operação?
Sim. Esta condição denominamos de hérnia inguinal recidivada. Quando utilizam-se técnicas clássicas de correção de hérnia inguinal, os índices de recidiva podem atingir até 35%. Entretando, existem técnicas modernas que utilizam tela de polipropileno que permitem que esses índices sejam reduzidos para cifras ingeriores à 0,1%.
19. Já operei de hérnia e ela voltou. Tenho que operar de novo?
O tratamento da hérnia recidivada é também através de cirurgia. Esta cirurgia é de alta complexidade e requer um tempo de recuperação maior do que na cirurgia para hérnia não recidivada. Nestes casos é imprescindível o uso da tela de polipropileno para evitar novas recidivas.
20. A hérnia inguinal pode ser corrigida através de via laparoscópica ?
Sim. Trata-se apenas de mais uma via de acesso para a correção da hérnia inguinal com as suas vantagens e desvantagens. Como já frisamos, o seu caso será estudado e será proposta a melhor via de acesso para o seu caso.
Fonte: blig.ig.com.br

Síndrome do Intestino Irritável - SII

A síndrome do intestino irritável (SII) apresenta-se como um conjunto de queixas (sintomas) provocadas pelo mau funcionamento do intestino. Os sintomas mais comuns são dor e/ou desconforto abdominal, diarréia e/ou constipação (prisão de ventre).

A SII é uma das desordens gastrointestinais mais comuns atingindo cerca de 15 a 20% da população geral. No entanto, a grande maioria (70-90%) não procura atendimento médico, o que significa que os valores para a frequência da doença são subestimados. A SII é a segunda causa mais frequente de falta ao trabalho, perdendo apenas para o resfriado. Essa síndrome acomete mais mulheres do que homens, como mostram vários estudos.

Como você pode ver a SII é muito comum!

A SII pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum dos 15 aos 44 anos. Os médicos classificam a SII como uma doença funcional, pois, quando examinam o intestino não encontram nenhum sinal de dano ou alteração na sua estrutura. Geralmente, apresenta-se de forma leve. Em alguns pacientes, os sintomas podem alterar as atividades diárias, causando insegurança de ir ao trabalho, participar de reuniões sociais ou fazer uma viagem, mesmo de curta distância. As implicações econômicas da síndrome são relevantes pelos seus custos diretos (como consultas médicas, exames diagnósticos e medicamentos), custos indiretos (diminuição da produtividade e ausência do trabalho), além do prejuízo na qualidade de vida.

O controle dos sintomas da SII pode ser alcançado por medidas que incluem dietas específicas, tratamento e controle do estresse em alguns casos e medicação apropriada.

Quais são os sintomas da SII?

Os sintomas mais frequentes são diarréia, constipação ou ambos, intercalados com períodos de evacuação normal.

Diarréia: os pacientes com diarréia têm evacuações frequentes com fezes amolecidas de pequeno ou médio volume, que ocorrem durante o dia. A diarréia é acompanhada de dor ou eliminação de muco. É comum a sensação de não ter conseguido evacuar toda a quantidade necessária, além da sensação de urgência, que leva a pessoa a procurar rapidamente o banheiro, principalmente pela manhã ou após as refeições.
Constipação: é a dificuldade para eliminar fezes de consistência dura. Geralmente os pacientes queixam-se do esforço e da dor para evacuar, da baixa frequência das evacuações e da sensação de evacuação incompleta.
Outros sintomas: além da diarréia e constipação, é comum ocorrerem dor e distensão abdominal, eructações (arrotos) frequentes, sensação da azia, náusea e sensação de empachamento (sensação de estômago cheio), além do e outros sintomas menos comuns como dor de cabeça e irritação.


Quais são as causas da SII?

A SII pode apresentar diferentes causas:

- Fatores psicológicos: a SII pode estar relacionada a fenômenos psicológicos e alterações de comportamento, tais como: alto grau de ansiedade, variação de humor, tristeza, preocupações com dieta, limitações da atividade sexual, depressão e distúrbios do sono. Nos portadores da SII, existe uma resposta exagerada do intestino aos estímulos como distensão (provocadas por alimentos ou gases). Esse aumento da sensibilidade intestinal normalmente se agrava em situações de estresse. Portanto, a redução do estresse, profissional, familiar, entre outros, tem impacto nos sintomas da síndrome.

- Aumento da atividade dos movimentos intestinais: os pacientes com SII apresentam resposta exagerada e inadequada dos movimentos intestinais aos estímulos da ingestão de alimentos, tensão psicológica e outros, ocasionando alterações da atividade intestinal evacuatória, tais como diarréia e constipação.

- Aumento da sensibilidade à dor: na SII existe uma sensibilidade exacerbada aos estímulos dolorosos na região abdominal, ou seja, um mesmo estímulo que não tem intensidade suficiente para causar dor abdominal em pessoas saudáveis é capaz de causar dor nos pacientes com SII.

- Infecção intestinal: é possível que infecções intestinais anteriores seja responsáveis pelo aparecimento da SII em algumas pessoas.

Como a dieta interfere na SII?

A ingestão de alimentos e o estresse psicológico são os principais fatores desencadeantes e perpetuadores da síndrome. Normalmente os sintomas da SII ocorrem logo após as refeições. Em média, 35 a 66% das pessoas que apresentam SII não toleram certos tipos de alimentos. Para avaliar se isso acontece com você, observe se a ingestão de um determinado alimento provoca diarréia; anote os alimentos ingeridos e o número de evacuações durante um período de tempo em que aconteçam pelo menos dois episódios de diarréia. Vale lembrar que nem todas as pessoas são afetadas da mesma maneira pelos mesmos alimentos. A melhor maneira de realizar a avaliação é retirar somente um alimento de sua dieta de cada vez e ficar atento se você apresentará melhora.

Alguns exemplos de alimentos que não devem fazer parte da dieta ou devem ser consumidos em pequenas quantidades:
- Alimentos gordurosos (bacon, banha, maionese, manteiga, amendoim, chocolate), pois aumentam os movimentos do intestino.
- O álcool também deve ser evitado, pois desencadeia espasmos do cólon.
- Alimentos ricos em sorbitol: o sorbitol está presente como adoçante artificial em produtos dietéticos (por exemplo, goma de mascar) e medicamentos. Encontra-se também, em quantidade considerável em alimentos como o pêssego, ameixa, cereja, maça, pêra, chocolate e doces em pasta.
- Alimentos ricos em frutose (açúcar das frutas): frutas secas, uva, morango, maça, sorvete, geléia, gelatina, pudim, biscoito, entre outros. A frutose provoca aumento de gases.
- Laticínios: alguns dos pacientes com SII também são intolerantes à lactose (açúcar presente no leite), o que significa que não são capazes de digeri-la. Nesses casos, pode-se fazer restrição de leite e seus derivados, como o queijo e a margarina, ou utilizar um leite com baixo teor de lactose, já facilmente encontrado no mercado brasileiro.
- Alimentos ricos em cafeína: café, chá preto, chocolate, refrigerantes tipo "cola" por apresentarem efeito excitante e laxativo.
- Alimentos picantes e produtores de gás: pimenta, feijão, lentilha, brócolis, repolho pimentões e cebolas.

Uma dieta rica em fibras é recomendada nos casos de SII, seja por meio da ingestão de maiores porções de frutas, hortaliças e cereais integrais, ou mesmo utilizando a suplementação de agentes que aumentam o bolo fecal. A fibra deve ser adicionada de maneira gradual para não aumentar a produção de gases e a sua dose deve ser tomada durante as refeições e adaptada a cada paciente. Em muitos casos, fibras dietéticas podem aliviar os sintomas, especialmente a prisão de ventre, mas elas podem não fazer o mesmo efeito no caso das dores ou diarréia.

Como o estresse atua na SII?

O estresse normalmente provoca alterações no sistema digestivo. Nas pessoas com SII, o intestino é mais sensível e, portanto, essas alterações são ainda maiores. Nesses casos, o acompanhamento psicológico mostra efeito positivo na atenuação dos sintomas da síndrome ou na redução do estresse.

Como os medicamentos podem melhorar a SII?

Existem várias opções de medicamentos para o tratamento da SII. O medicamento ideal para você deve ser escolhido por um médico experiente.

Lembre-se: para controlar a SII, é importante seguir sempre a prescrição e as orientações médicas.

Fonte: cdto.med.br