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Hepatite C


Definição
É uma doença infamatória do fígado, causada pelo Vírus da Hepatite C (HCV).

Transmissão

A contaminação ocorre pelo contato do sangue ou de secreção corporal de um indivíduo infectado (sintomático ou não) com pele ou mucosa não íntengra de um indivíduo sadio. Atualmente, as principais formas de transmissão são por agulhas infectadas compartilhadas, piercings e tatuagens em estabelecimentos que não esterilizam cuidadosamente todos os materiais. Contudo, em 20 a 30% dos casos de hepatite C, não se pode saber qual foi a via de contaminação.
A transmissão da mãe para o feto ocorre em cerca de 5% dos casos e ainda não foi relatado caso de transmissão pelo leite materno. A transmissão por via sexual não é frequente.
Até inícios da década de 90, a transfusão sanguínea foi a principal forma de transmissão, porém, hoje, com a incorporação de teste obrigatório para detecção de HCV (anti-HCV) em centros de doação, esse risco foi substancialmente reduzido.
O principal grupo de risco é composto por usuários de drogas injetáveis, pacientes em hemodiálise e trabalhadores da área de saúde.

Sinais e sintomas

Normalmente a fase aguda da doença é assintomática e, quando ocorrem sintomas, são leves como um resfriado comum, o que dificulta o diagnóstico na fase aguda, que seria importante, porque a hepatite C pode ser tratada desde a fase inicial, diminuindo o risco de cronificação. 
Porém, em cerca de 15%, os infectados apresentam icterícia (pele e mucosas amareladas), febre, dores no corpo e abdominais, diarréia, mal estar e cansaço fácil.
Os sintomas da fase crônica são decorrentes da insuficiência hepática e incluem urina escura, cor de coca-cola, fezes esbranquiçadas e, em estágios mais avançados, alterações no ritmo do sono e perturbações mentais.

Evolução

Cerca de 80% dos infectados (em crianças, quase 100%), evoluirão para hepatite crônica, contudo, normalmente essa è uma doença silenciosa e as pessoas só descubrirão depois de fazer exames por outro motivo, muitas vezes, em bancos de sangue para doação. 
Em outros casos, o portador da hepatite C só decubrirá sua doença em estágios mais avançados, como a cirrose.
Em torno de 40% dos portadores crônicos progridem rapidamente para cirrose e morte; 25% progridem lentamente com cirrose e morte ao fim de 10 anos; e outros 35% após 20 anos. O câncer do fígado surge em mais 5% após 30 anos de infecção. O restante torna-se portador a longo prazo.
A hepatite C é a principal causa de carcinoma hepatocelular, o câncer de fígado mais comum, que possui mau prognóstico. A infecção concomitante com HIV ou HBV piora o prognóstico e a progressão para a cirrose é muito mais rápida.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com exame de sangue, pela pesquisa de anticorpos anti- HCV que, quando presentes, pode indicar infecção passada ou atual, então a confirmação é feita pela detecção do vírus no sangue .
A carga viral (quantidade de vírus circulante no sangue) e a detecção do tipo de vírus (genotipagem) são importantes na avaliação da necessidade ou não de tratamento.
A biópsia hepática (retirada de um pequeno fragmento do fígado com uma agulha) é feita para avaliar o estágio da doença.

Tratamento

Mesmo que não se possa falar em cura definitiva, existe tratamento para hepatite C. A doença pode estabilizar, sem progressão, deixando a carga viral muito baixa e o paciente assintomático por muitos anos. A taxa de resposta pode variar muito de acordo com o genótipo do vírus, carga viral e o estágio da doença.
Os melhores prognósticos são em pacientes jovens, recém infectados, genótipo 2 ou 3, sem cirrose e com carga viral baixa.
É necessária uma avaliação individualizada para determinar se o paciente deve ser tratado ou não, assim como, por quanto tempo e com que esquema tratar. Os efeitos colaterais do tratamento são toleráveis e, raramente, limitam à continuidade do tratamento.

Prevenção

A prevenção pode ser feita pelo controle adequado dos bancos de doação de sangue, não compartilhamento de agulhas e seringas e os profissionais de saúde, ao manipular secreções ou sangue, utilizar as proteções necessárias, como luvas, máscaras e óculos.

Fonte: Camila Andrade

Retratação da Internet
Em casos de doença séria ou emergência médica procure assistência imediatamente. As informações fornecidas nestewebsite, tem por objetivo, apenas fornecer informações gerais para leitura. Ele NÃO substitue o exame, diagnóstico e atendimento médico provido por um profissional qualificado. Nenhum conteúdo deste site pode ser utilizado para diagnóstico ou tratamento de um problema de saúde.
Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
Se você desconfia que está com qualquer problema de saúde, por favor entre em contato com um médico ou hospital, imediatamente, para correta avaliação

Hepatite A



Definição
A hepatite A é uma doença inflamatória aguda do fígado, causada pelo vírus da hepatite A (HVA), geralmente de curso benigno.
A transmissão é fecal-oral, ocorre, principalmente, por alimentos mal-preparados ou água contaminada por fezes contendo o vírus, típico de áreas menos desenvolvidas, com más condições de higiene e falta de saneamento básico, que inclui a maior parte do Brasil. Pode ocorrer em surtos epidêmicos (geralmente causados por água contaminada). Predomina na população infantil, porém pode ser adquirida em qualquer idade. Normalmente não cronifica, mas pode apresentar casos arrastados. A forma fulminante é muito rara e aumenta seus casos com o aumento da idade.
Mais de 40% dos casos de hepatite são causados pelo HAV e estima-se que, no Brasil, cerca de 75% da população adulta já teve contato com o vírus. Os anticorpos são protetores para toda vida.

Patogenia
O vírus é ingerido com os alimentos ou a água, infecta as células do intestino, atinge a corrente sanguínea e segue para as células do fígado.
Tanto os danos provocados pelo vírus, como a defesa do hospedeiro é destrutiva para as células infectadas.

Sinais e sintomas
Cerca de metade dos infectados serão assintomáticos, especialmente crianças. Nos adultos a doença é mais sintomática, pode se prolongar e tem risco muito maior de agravar. Os sintomas iniciais são variáveis e surgem geralmente de forma abrupta. Pode ocorrer mal estar generalizado, dores no corpo e na parte direita superior do abdome, cefaléia, cansaço fácil, falta de apetite, náuseas, diarréia e febre. Uma parte dos doentes desenvolve icterícia (pele e mucosa amarelada), seguida de coceira pelo corpo, urina cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas.

Evolução
Geralmente tem curso benigno, com melhora dos sintomas em 2 a 3 semanas, sendo que a resolução total e cura ocorrem em torno de 2 meses, com cura total, sem seqüelas e imunizado contra futuras exposições ao vírus. Contudo, em menos de 1% dos casos, os sintomas são mais graves e rápidos, evoluindo para a forrma de hepatite fulminante. Nela ocorre icterícia mais intensa e alteração das funções mentais, seguida de morte em 80% dos casos. Ao contrário da hepatite B ou C, não há casos de doença crónica.

Diagnóstico e tratamento
A suspeita é feita pelas queixas do paciente, somado com o exame clínico e o diagnóstico é comprovado pelo exame de sangue que detecta alterações de enzimas hepáticas e anticorpos da fase aguda da doença.
Não existe tratamento específico para hepatite A, podem ser usados medicamentos para os sintomas como enjoos, dores pelo corpo e febre. Não necessita repouso absoluto, nem restrições alimentares, devendo ser abolido apenas o consumo de álcool até, pelo menos, três meses depois que as enzimas hepáticas voltarem ao normal.
Em casos em que o paciente não consegue manter uma ingesta mínima de água e alimentos, necessita de hidratação intravenosa.
Já os casos de hepatite fulminante, o transplante hepático pode ser a única forma de tratamento.

Profilaxia
Pessoas que vivem na mesma casa que o paciente infectado e que não apresentam sintomas podem receber imunoglobulina (vacina com anticorpos) para proteger-se contra a infecção.
A vacina para Hepatite A pode ser tomada por todas crianças a partir de 1 ano de idade, porém não é disponibilizada gratuitamente pelo governo. Pessoas que viajam para áreas onde a Hepatite A é muito freqüente, como o norte do Brasil e países tropicais subdesenvolvidos, crianças e adultos que frequentam creches, asilos ou prisões, homossexuais, usuários de drogas, pacientes com doença hepática crônica, AIDS ou doenças da coagulação também devem ser vacinados, assim como profissionais da área de saúde e trabalhadores de indústria alimentícia.
Além disso, é importante utilizar água tratada ou fervida na alimentação, lavar as mãos antes das refeições e respeitar medidas de saneamento básico.

Fonte: Camila Andrade

Retratação da Internet
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Hepatite B

Definição
É uma doença infecciosa do fígado, causada pelo vírus da Hepatite B (HBV), que frequentemente cronifica.

Transmissão


O HBV é extremamente resistente e de fácil transmissão. As principais formas de contaminação atualmente são: o uso de drogas, compartilhando seringas, agulhas e outros instrumentos e relações sexuais sem preservativo (camisinha). Entretanto, há alguns anos, a transfusão sanguínea foi a principal via de transmissão da doença, mas, devido à triagem laboratorial obrigatória dos doadores, se tornou rara esse tipo de transmissão. O contato com secreções corporais que contenham o vírus (como sangue, saliva, sémen, secreções vaginais e leite materno) com mucosa ou pele com lesões também transmitem a doença. Tanto portadores asintomático, como sintomáticos transmitem o vírus. Grávidas contaminadas podem transmitir o vírus para o bebê, especialmente na hora do parto, portanto é essencial que o médico saiba da ocorrência da doença para minimizar os riscos de contaminação.

Sinais e sintomas

Inicialmente, surgem sintomas gerais de uma infecção viral, como mal-estar, falta de apetite, febre, cansaço fácil, náuseas, dor de cabeça e no corpo. 
Logo após, surgem sintomas típicos, como icterícia (coloração amarelada das mucosas e da pele), coceira no corpo, urina cor de coca-cola e fezes claras. Mais da metade dos infectados são assintomáticos na fase aguda, porém permanece o risco de desenvolver cronicidade. Estes sintomas duram de duas semanas a três meses.


Evolução

O que acontece após a fase aguda depende da resposta imune do hospedeiro. Pode ser boa e suficiente, levando o doente à cura, que é a maioria dos casos. A resposta pode ser agressiva, levando à hepatite fulminante, que, na maioria das vezes, leva à morte, todavia ocorre em menos de 1% dos pacientes que adquirem o vírus. Ou então, a resposta é insuficiente, levando ao estado de portador ou hepatite crônica, que ocorre em cerca de 10% dos casos, variando muito dependendo da faixa etária, sendo maior o risco de cronificar em crianças: cerca de 90% em recém nascidos e 50% na infância. O risco de má evolução também é maior em consumidores de bebida alcoólica e em pessoas com baixa imunidade, como pessoas com AIDS.
Pacientes com doença crônica podem ser assintomático ou sintomáticos. A doença pode progredir, com risco de complicar com cirrose ou carcinoma hepatocelular (tipo de câncer do fígado com mau prognóstico).

Diagnóstico

O quadro clínico permite o médico fazer suspeitas, porém o diagnóstico só é confirmado por exame de sangue, no qual são identificados anticorpos contra o vírus ou partículas do vírus, sendo importante diferenciar aqueles que já tiveram a doença aguda e estão curados,aqueles imunizados por vacina e aqueles com hepatite crônica, que necessitam de vigilância e tratamento.
A biópsia hepática (retirada de pequeno fragmento do fígado com uma agulha para análise microscópica) é útil para analisar o grau de comprometimento do fígado.
Tratamento

Não existe um tratamento específico para a fase aguda da doença, podem ser utilizados medicamentos para os sintomas gerais, como, febre, náuseas e dores. O repouso é relativo, ou seja, depende de cada caso e a ingestão de qualquer tipo de bebida alcoólica está proibida.
A hepatite fulminante exige tratamento intensivo e, muitas vezes, o transplante hepático é a única solução.
A hepatite crônica necessita tratamento e acompanhamento médico específico para minimizar os riscos de desenvolvimento de cirrose e suas complicações. De acordo com o estágio da hepatite, a presença concomitante de outras doenças, as chances de resposta, a idade e a motivação do paciente, o especialista decidirá se é possível iniciar ou não o tratamento para hepatite B crônica, e, quando indicado, qual medicação escolher.
Atualmente, o Ministério da Saúde do Brasil fornece alguns tipos de medicamentos para os casos com indicação médica.

Prevenção

A vacina contra Hepatite B é altamente eficaz e deve ser administrada em todos os recém nascidos, iniciando o esquema de três doses logo no primeiro mês de vida. 
Contudo, pode ser tomada em qualquer idade, especialmente se fazem parte do grupo de risco, como profissionais da área da saúde, alcoolistas e indivíduos com outras doenças hepáticas.
Para prevenção, é importante o uso de equipamentos protetores, como luvas e máscara, ao manipular materiais que contenham secreções, esterilização de materiais de uso pessoal, como alicate de unha, não compartilhamento de instrumentos pérfuro-cortantes, como lâminas de barbear, além do uso do preservativo em qualquer tipo de relação sexual.
Para pessoas que tiveram exposição conhecida ao vírus, como acidente com secreções contaminas ou relação sexual com portador do HBV, é recomendado o uso do soro contra o vírus o mais rápido possível, para diminuir o risco da infecção. Recém nascidos também devem receber este soro, até 12 horas depois do parto, para reduzir riscos de desenvolver a doença.



Fonte: Camila Andrade

Retratação da Internet
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Para considerações médicas, incluindo decisões sobre medicações e outros tratamentos, você deve realizar uma consulta com o profissional de saúde qualificado. As informações de saúde ou qualquer resposta interativa originária deste site não podem ser interpretadas como informações de um profissional médico. Você deve buscar dados em outros sites, principalmente os veinculados a sociedades e entidades médicas para confirmar as informações que disponilizamos neste site.
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Prevenir o câncer depende, em boa parte, de você!

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde estimam o registro de quase 490 mil novos casos de câncer no Brasil este ano. A maior incidência (à exceção do câncer de pele do tipo não melanoma – forma mais simples e comum) será de tumores malignos na próstata e no pulmão, nos homens, e na mama e o no colo do útero, nas mulheres.

O câncer relacionado exclusivamente à hereditariedade é raro. Só algumas formas da doença, que atingem a mama, o estômago e o intestino, parecem ter forte componente familiar. Cerca de 80% dos casos, porém, envolvem fatores ambientais: ocupacional (indústrias químicas e afins), de consumo (alimentos e medicamentos), social (hábitos de vida) e ambiental.

Esse índice mostra que, em boa parte, a prevenção do câncer não exige uma solução milagrosa, mas requer mudanças de comportamento. As dietas pobres em fibras e ricas em teor de gordura, em nível calórico e em produtos industrializados são fatores de risco. No preparo, a escolha mais saudável é o cozimento em baixas temperaturas.

Outros dados do Inca reforçam a importância de um estilo de vida saudável: o cigarro é responsável por 30% das mortes por câncer e por 90% dos tumores malignos no pulmão. Já o alcoolismo responde por 2% a 4% das mortes provocadas pela doença, associando-se à formação de neoplasias malignas na faringe, laringe, fígado, reto e possivelmente na mama. Estudos demonstram, ainda, que o tipo de bebida é indiferente, já que o principal fator de risco parece ser o etanol.

  • - Investigue o câncer de próstata (a partir de 50 anos)
  • - Realize exame clínico anual das mamas (a partir de 40 anos)
  • - Faça preventivo ginecológico periodicamente (a partir de 25 anos)
  • - Realize exame de sangue oculto nas fezes (a partir de 50 anos)
  • - Evite exposição prolongada ao sol
  • - Consulte regularmente o dentista
  • - Não fume
  • - Consuma, por dia, pelo menos cinco porções de frutas, verduras e legumes
  • - Evite ou elimine a ingestão de bebidas alcoólicas

Fonte: Dra. Layla Torres Gaze Nunes

Conceitos da Prevenção de Câncer


O sucesso da prevenção de câncer se baseia na detecção precoce (prevenção secundária) e na mudança de hábitos pessoais, procurando eliminar fatores causais do câncer (prevenção primária).
A utilização de medicamentos em pacientes sem doença, porém de alto risco para desenvolver câncer, conhecida como quimioprevenção tumoral, está em desenvolvimento, sendo aplicada em estudos clínicos por importantes centros de tratamento de doença maligna do mundo.
A detecção precoce de câncer certamente beneficia o paciente, sua família, a sociedade, bem como quem custeia sua saúde, seja o próprio indivíduo, a empresa em que trabalha ou o Estado.A maioria dos cânceres apresenta uma história clínica com antecedentes pessoais e familiares que permitem uma seleção inicial (questionário) das pessoas de maior risco que precisam de avaliação clínica. Com uma avaliação clínica direcionada seleciona-se a indicação de exames complementares adequados. Assim, através dessas três etapas com execução criteriosa e rigorosa (questionário - avaliação inicial, exame clínico, exames complementares) é possível desenvolver um Programa de Prevenção e Detecção Precoce de Câncer eficiente. 
Estudos publicados pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos mostram que o rastreamento de populações de risco aumenta o diagnóstico de tumores em fases sub-clínicas (onde ainda não causam sintomas), e um ganho de sobrevida em relação à população geral.

FUNDAMENTOS E LIMITES DA PREVENÇÃO

  1. Permite a detecção de neoplasia (câncer) em fase precoce, aumentando as chances de cura e sobrevida, já que a cura de qualquer tipo de câncer é tanto maior quanto mais inicial é a fase em que são diagnosticados e tratados.
  2. Atua em população assintomática que não procuraria espontaneamente atenção médica.
  3. A não detecção de câncer não significa que a pessoa nunca venha a desenvolver câncer. Apesar do progresso, existem os limites da medicina, limites dos exames utilizados, e a própria evolução do organismo humano são limitações da prevenção. A negatividade da avaliação inicial não deve ser interpretada como garantia de que essa pessoa nunca virá a ter câncer.

QUEM DEVE FAZER PARTE DE PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE CÂNCER?

  • Assintomáticos maiores que 20 anos (mulheres) ou de 40 anos (homens).
  • Assintomáticos com história familiar de câncer, maiores que 25 anos.
  • Portadores de doença predisponente ao câncer.
  • Sintomáticos sem diagnóstico

Quem já acompanhou de uma forma ou de outra o tratamento de alguém com câncer avançado sabe o quanto isto custa do ponto de vista econômico, emocional e de qualidade de vida. Sem dúvida alguma, a melhor forma de combater o câncer é através de sua prevenção e detecção precoce, o que permite tratamentos mais simples e curativos.


Fonte: http://www.prevencaodecancer.com.br

CAMINHADAS RÁPIDAS PODEM PREVENIR 10 MIL CASOS DE CÂNCER DE MAMA E INTESTINO AO ANO

Cerca de 10.000 casos de câncer de mama e câncer de intestino poderia ser evitada a cada ano no Reino Unido por meio de pessoas serem mais fisicamente ativas, segundo a World Cancer Research Fund (WCRF).






WCRF cientistas estimam que cerca de 4.600 casos de câncer de intestino poderia ser evitado se as pessoas simplesmente no Reino Unido fez andar mais rápido e outras formas de atividade física moderada, que é atividade que faz seu coração bater um pouco mais rápido e faz você respirar mais profundamente. E cerca de 5.500 casos de câncer de mama poderiam ser evitadas, da mesma forma.

A atividade física também reduz risco de câncer endometrial (câncer do revestimento do útero) e, assim como prevenir o câncer em seu próprio direito, pessoas que são regularmente ativos são menos propensos a ter excesso de peso, que é um importante fator de risco de câncer. É por isso que recomenda WCRF ser fisicamente ativo por pelo menos meia hora por dia.

Dr Rachel Thompson, Chefe Adjunto de Ciência para WCRF, disse: "Há agora uma evidência muito forte de que ser fisicamente ativo é importante para a prevenção do câncer. Aumenta ainda relativamente modesto nos níveis de atividade poderia evitar milhares de casos de câncer no Reino Unido a cada ano.

"Esses números mostram também que você não tem que ir ao ginásio todos os dias para benefício. Você pode reduzir o risco de câncer apenas fazendo pequenas mudanças e isto é destacado pelo fato de que casos de câncer de tantos poderiam ser evitadas através de algo tão simples como caminhada rápida.

"Ao tomar-se andando como um hobby ou mesmo a pé para as lojas em vez de tomar o ônibus ou de carro, as pessoas podem fazer uma diferença real para a sua saúde.

"Mas enquanto há fortes evidências científicas de que ser fisicamente ativo é importante para a prevenção do câncer, pouco mais de um terço das pessoas estão cientes do link. Assim, ainda há muito trabalho a fazer na sensibilização ".

WCRF lançou sua campanha Caminhando Juntos para aumentar a conscientização do importante papel que a atividade física moderada, incluindo caminhada, tem para a prevenção do câncer.

A campanha envolve pessoas de apoio WCRF, organizando passeios com a família e amigos. Bem como angariar fundos para ajudar WCRF continuar seu trabalho de prevenção do câncer, a campanha visa estimular as pessoas a entrar na espécie de hábitos que podem reduzir o risco de câncer.

Paul Fretwell, Chefe de Captação de Recursos para WCRF, disse: "Estamos tentando promover o fato de que onde quer que você vive no Reino Unido, você nunca está muito longe de algum lugar agradável para caminhar.

"Além de levantar dinheiro, esta campanha é promover a importância da atividade física para prevenção do câncer e lembrando as pessoas sobre como caminhar pode ser agradável.

"Esperamos que Caminhando Juntos incentiva as pessoas a adquirir o hábito de caminhada rápida, tanto como um hobby, mas também como parte de suas vidas diárias."

Fonte: www.wcrf-uk.org

Câncer Gástrico





CÂNCER GÁSTRICO

O câncer do estômago, no Brasil, é o terceiro tumor maligno mais frequente no sexo masculino e o quinto no sexo feminino. É também o que apresenta o maior número de mortes por câncer anualmente. Ocorre duas vezes mais no homem do que na mulher. Esse tumor pode ser encontrado a partir dos 30 anos de idade, sendo que o pico ocorre por volta dos 60 anos. 

A taxa de mortalidade vem caindo nas últimas seis décadas, principalmente à custa de diagnóstico mais precoce e do tratamento de outras patologias associadas ao mesmo. Estas patologias incluem alguns tipos de gastrite, úlceras gástricas, pólipos, infecção crônica por bactéria (Helicobacter pylori) e metaplasia intestinal no estômago.


FATORES DE RISCO

Existem fatores predisponentes e desencadeantes do câncer gástrico. O hábito de fumar cigarros aumenta o risco, bem como fatores raciais (como entre os japoneses), sexo masculino, antecedentes familiares de câncer, tipo 
sanguíneo A, anemia perniciosa e cirurgia gástrica. Podemos ainda destacar os fatores nutricionais: 

  • dieta rica em sal,
  • peixes crus ou defumados,
  • presença de nitratos na água ou alimentos,
  • baixo consumo de gordura, proteína animal e de vitaminas A e C.

PREVENÇÃO

Para a prevenção, devemos considerar aqueles fatores nos quais podemos agir: higiene no preparo dos alimentos, adequação ao teor da dieta, não fumar e fazer avaliações médicas de queixas gástricas. Sintomas de distúrbios digestivos como má digestão, azia, queimação e dor na maioria das vezes se tratam de simples disfunção, porém, ao serem tratados, evitarão problemas maiores. Especialmente, o tratamento para a erradicação da infecção pelo H. pylori tem importante papel na prevenção do câncer gástrico.
Fonte: www.prevencaodecancer.com.br 

Prevenindo Doenças do Aparelho Digestivo

A boa saúde do seu aparelho digestivo, depende, essencialmente, do seu estilo de vida. Além dos "lanches de rua", aos quais comumente se associam problemas de digestão, e das "bactérias", responsáveis pelas chamadas "intoxicações alimentares", há sérios fatores de risco que devem ser levados em conta, pois podem causar permanentes danos gastrointestinais. Entre eles os mais sérios são: álcool, fumo, obesidade e estresse.





Fumo - Os males causados pelo hábito de fumar são geralmente associados a câncer de pulmvão, enfisema e doenças cardíacas entretanto, atingem seriamente o aparelho digestivo, pois em cada tragada, o fumante aspira 400 toxinas e 43 carcinogênicos . Entre os danos causados pelo cigarro contam-se:



  • Redução do peristaltismo - movimento dos músculos do esôfago que empurram o alimento para baixo.
  • Diminuição da secreção de ácido clorídrico pelo esôfago.
  • Redução da produção de enzimas pancreaticas.
  • Comprometimento das funções do fígado.
  • Azia e úlcera péptica.
  • Câncer digestivo.


Álcool - O consumo excessivo de bebidas alcóolicas prejudica o funcionamento normal do fígado, pois provoca o acúmulo de toxinas. Embora algumas doenças desapareçam quando se pára de beber, como a gastrite, por exemplo, outras, como a cirrose hepática, causada por anos de vício, são permanentes. Além disso, a combinação de álcool e fumo é preocupante, pois a dupla pode provocar tumores malignos.





Obesidade - A obesidade está-se tornando um problema de saúde pública nos países desenvolvidos. A medicina tem voltado sua atenção para o sobrepeso, provocado pelo consumo exagerado de carboidratos e gorduras ligado à vida sedentária, pois o obeso, geralmente, tem taxas elevadas de colesterol e triglicérides, que podem provocar pressão alta, derrame e ataque cardíaco. A pessoa é considerada gorda se estiver pesando de 10 a 20% acima da média para sua altura e obesa, se estiver com mais de 20% acima dessa média. Certos tipos de Câncer, além de diabetes e doenças da vesícula biliar estão associados ao excesso de peso. Apesar da infinidade de dietas e regimes divulgados pela mídia, as pessoas ainda não se deram conta dos riscos que correm, se não se propuserem a mudar seus hábitos de vida, com reeducação alimentar e atividade física.


Estresse - O estresse é uma resposta do corpo a um aumento de tensão. Várias funções do organismo podem ser alteradas diante de situações difíceis, entre elas, as do aparelho digestivo. Podem ser sintomas de estresse:
  • Perda de apetite
  • Dor de estômago
  • Diarréia
Algumas doenças como gastrite, úlcera péptica e cólon irritável são comumente causadas pelo estresse.

Prevenção
Como os alimentos que consumimos não são absorvidos diretamente, por serem elementos complexos, dependendo de um processo que os transforme em componentes simples, é fundamental preservar o bom funcionamento de nosso aparelho digestivo, prestando atenção à quantidade e à qualidade do que comemos. Fibras, gorduras leves e laticínios ajudam a prevenir doenças gastro-intestinais.


Quanto ao exercício físicos, são muitos os seus benefícios
  • Combatem a obesidade
  • Reduzem o estresse
  • Fazem baixar as taxas de LDL (mau colesterol) e triglicérides
  • Fazem aumentar o HDL (bom colesterol) e a insulina
  • Melhoram o transporte de oxigênio pelo corpo
Alimentação adequada e exercícios físicos são as melhores formas de garantir a saúde gastro-intestinal.


Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida